Glória a vós, Senhor. Pra sempre seja louvado.

Nunca gostei de escrever sobre fatos do meu dia a dia, sempre preferindo relembrar episódios passados e tecer considerações sobre eles. Hoje preciso que seja diferente.
No dia 11/02 próximo passado eu e minha família atendemos a um convite de uns amigos para um churrasco num sitio no timbuba, área rural da grande São Luís, município de Paço do Lumiar.

Chegamos já no meio da tarde, justamente quando os anfitriões estavam saindo para um passeio de jet-ski. Fomos de imediato convidados a seguir com eles.

Quem me conhece sabe que em que pese ache bonito, nem moto nem jet-ski enchem meus olhos como instrumento de lazer. Enfim, eu não queria ir. Acabei cedendo para aprender a operar a máquina e levar meu filho para passear.

Após alguns longos metros observando e depois de uma curva objetivando o retorno – acredito que a embarcação estava muito pesada -, o Jet-ski tombou, exatamente no meio do braço de mar. Não houve nenhuma manobra brusca ou ousada por parte de quem estava pilotando. Apenas tombou. Naquela situação estávamos eu, meu amigo e uma criança de 5 anos que é o filho dele.

Enquanto ele tentava desvirar o Jet, coube a mim resgatar e tranquilizar a criança. Sem êxito, nos restou lutar para chegar até a margem e termos alguma chance de resgate.
Confesso terem sido os minutos mais demorados da minha vida, não só pela distância que estávamos da margem, mas por ter competido a mim a segurança e o resgate do filho do meu amigo.

Foi tudo muito difícil. Eu não podia me desesperar, tinha que tranquilizar a criança, segurá-la com um braço e nadar com o outro. Tenho plena convicção de que se eu e a criança não estivéssemos de colete tudo seria ainda mais difícil, senão impossível. Por muito pouco não fui tomado pelo cansaço ao ponto de sermos levados pela correnteza. Nos últimos 4 metros tive o auxílio do pai da criança e sei que se Deus não estivesse ali conosco nós teríamos morrido.

Rezei muito para que Deus me desse forças para aguentar firme e não perder a criança. Minhas preces foram atendidas. Conseguimos chegar na margem e eu pude segurar em um galho de mangue e pisar em outro, assim permanecendo por cerca de uma hora até que o resgate chegou. Com a maré enchendo, se eles demorassem mais meia hora a situação ficaria crítica, haja vista que a água já estava na altura da base do meu pescoço.

Naquele dia eu vi o inimigo tentar levar as nossas vidas e não conseguir. Mais tarde tentou levar a vida do barqueiro que foi buscar o Jet-ski. O barco foi lançado sobre ele, o atingindo na cabeça e na boca e o levando a desmaiar. Novamente graças a Deus foi resgatado com vida. Novamente o inimigo fracassou.

Os arranhões que tenho hoje no corpo e o esgotamento muscular são superáveis.
De tudo, resta-me alertar a todos sobre a importância de usar o colete salva-vidas; de ficar tranquilo e não se desesperar; e, por fim, confiar em Deus e pedir fervorosamente seu apoio.

Ontem, ir a missa teve um significado diferente. Fui à casa de Deus agradecer por minha vida e pela vida do pequeno João Pedro.

Fui também agradecer pela vida do meu amigo e do barqueiro.

E fui agradecer, por fim, por ele não ter me deixado faltar para minha família. Voltar para meus filhos e vê-los outra vez me encheu de vida.

Obrigado meu Deus. Glória a vós, Senhor. Para sempre seja louvado.

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