O impeachement do Janot

No sábado próximo passado circulou nas redes sociais um video do Jornalista Reinado Azevedo que teria sido gravado e divulgado pela Rede TV denominado ” estão tentando depor o Presidente”.

De forma bem concatenada o jornalista teceu considerações sobre o fato do Executivo do grupo JBS Friboi ter sido treinado pela Delegada Federal Rubia Pinheiro e pelo Procurador Anselmo Lopes em como fazer uma delação, para somente em seguida adotar as ações que culminaram na sua delação e nas gravações feitas, inclusive a gravação do Presidente Michel Temer.

Demonstrado o modus operandi, esclareceu o jornalista que esse tipo de gravação sofrida pelo Presidente é ilegal por se tratar de flagrante armado.

Mas não parou aí.

O Jornalista foi enfático em afirmar que um membro destacado da equipe do Procurador Geral e portanto profundo conhecedor das investigações em curso, Senhor Marcelo Miller deixou o Ministério Público em março deste ano para ingressar em um grande escritório de advocacia que negocia acordos de leniencia, dentre os quais, pasmem, o da JBS Friboi.

Em outro momento esclareceu que a filha do Procurador Geral trabalha para a Odebrecht e para a OAS em acordos de leniencia e arremata dizendo que o Procurador Janot deveria ter se dado por impedido de continuar atuando.

Mesmo sem entrar no mérito da denúncia, este blog entende que o douto Procurador perdeu a isenção necessário para continuar à frente da Procuradoria Geral da República, pelo menos no que concerne às investigações que envolvam a JBS Friboi (beneficiados que foram os irmãos Batista com o maior acordo de delação premiada da história, um verdadeiro prêmio à bandidagem), a Odebrecht e a OAS, seja pelo fato de seu braço direito estar atuando em favor da primeira, seja pelo fato de sua filha estar trabalhando para a segunda e a terceira. A suspeição é inevitável ante à possibilidade real de que informações privilegiadas estejam sendo usadas em benefício de investigados.

Por fim e não menos importante está o fato do assessor do Sub-Procurador eleitoral e que teria sido também da força tarefa da lava-jato ter sido preso na operação juntamente com o advogado Willer Tomaz (este seria sócio do Deputado Federal maranhense Wewerton Rocha na aquisição da Rádio e TV Difusora), e ainda segundo amplamente divulgado pela mídia Advogado do Governador do Maranhão  (o blog não obteve a confirmação dessa informação), por estarem a serviço da JBS Friboi. Teria sido através deles dois que o Governador Flávio Dino, irmão do Sub-Procurador Nicolau Dino teria obtido a informação privilegiada de que seu nome sairia na relação divulgada pelo Ministro Facchin dos envolvidos com doações da Odebrecht. Não por acaso, antes mesmo da liberação da lista o Governador pleiteou e conseguiu junto à Câmara Federal certidão dizendo que não teria emitido parecer no Projeto de Lei de interesse da construtora que esteve sob sua relatoria. Seria mera coincidência?

O Governador Flávio Dino será investigado no Superior Tribunal de Justiça em virtude do seu foro privilegiado. A investigação deverá se dar pelo recebimento de propina em caixa 2. Registre-se que o Joesley Batista afirmou que comprou o apoio do PC do B nas últimas eleições, que as doações eleitorais seriam propina disfarçada. Parte do dinheiro teria irrigado a campanha de Flávio Dino do PC do B para o Governo do Maranhão.

Data vênia, os fatos se relacionam de tal forma que parece ser realmente possível o impeachement do Janot.

Melhor seria para sua biografia que o nobre Procurador Geral da República se afastasse voluntariamente.

Como diria o Capitão Nascimento de Tropa de Elite: “pede pra sair 01”.

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