Quando o cinema ensina a dizer obrigado.

Eu era somente uma criança quando vi pela primeira vez Charlton Heston atuar no cinema. Foi em “Os dez mandamentos”. Eu já era uma criança aficionada pelas estórias bíblicas que minha avó Elizabeth, mãe de minha mãe, me contava. Como sabia ler, sempre que ela me falava sobre alguma passagem bíblica, me pedia em seguida para ler para ela na bíblia. Para ela era uma forma de me educar, assim como para manter presente na memória tudo o quanto no santo livro se encontrava, vez que havia ficado cega em decorrência do glaucoma e da catarata. Foi através dela que tomei conhecimento de Adão e Eva, Caim e Abel, Noé, Abraão, Sansão, Moisés e tantos outros que posteriormente reencontrei nas telas de cinema e TV, nos filmes exibidos pela Rede Globo.

Se Já não bastasse a grande admiração que eu tinha pelo filme “Os dez mandamentos” que retrata o êxodo dos Judeus deixando o cativeiro do Egito, reencontrei o grande ator em outra maravilhosa película, Ben-Hur, filmado em 1959 (logicamente que tendo eu nascido em 1970 só assisti bem depois), uma dos maiores recordistas de prêmios do cinema tendo ganho 11(onze) Oscar.

Ben-hur retrata a vida do príncipe judeu Judah Ben-Hur e de seu amigo Messala que depois de se tornar Tribuno Romano, comandante das legiões em Jerusalem, acaba por condenar seu amigo de infância ao desterro como escravo nas galés (remador dos barcos de guerra) e sua mãe e irmã à pobreza extrema ao ponto de virarem leprosas. Por interseção divina, Ben-hur escapa de um naufrágio, vira piloto de bigas e vence messala em uma grande corrida, aonde este vem a falecer.  Tudo isto se desenvolve concomitante à vida e paixão de Jesus Cristo em Jerusalem. É o testemunho de Ben-Hur da agonia do Cristo que o converte, apazigoa seu coração e cura sua mãe e irmã após a morte e ressureição de Jesus. Um filme belíssimo e moderníssimo para a época.

Durante esta madrugada (sim, são 5:30 da manhã), fui tomado pelo ímpeto de buscar no now da net este filme e o encontrei em regravação que contava, para minha surpresa, com o brasileiro Rodrigo Santoro fazendo justamente o Papel de Jesus Cristo. É certo que o filme teve seu enredo alterado, mas ainda assim é um grande filme. Acredito que proporcionalmente falando os efeitos do filme de 1959 superam os de 2016 – são mais realistas -, mas essa diferença não me impediu de ser tomado pela emoção e de chorar como a muito tempo não fazia. Chorei não somente por ver um brasileiro em uma posição de tamanho destaque numa película mundial, mas também pela força do enredo do filme.

Como pode o homem ser tão predador do homem? como pode Jesus ter sofrido tanto pela remissão dos pecados se a cada instante pecamos mais e mais? qual a razão de nos distanciarmos cada vez mais dos ensinamentos de Deus, dos 10 (dez) mandamentos e de tudo o quanto nos ensina o novo testamento? as minhas lágrimas estavam na incógnita das respostas. Estavam no sentimento que só o cinema nos desperta.

A modernidade nos trouxe a tecnologia, mas  não nos ensinou a conviver na paz. Irmãos causam sofrimentos a irmãos. Já passamos por duas grandes guerras mundiais, por inúmeros conflitos regionais, e ainda hoje vemos malucos colocando em risco a sobrevivência mundial. Falta amor e perdão no coração dos homens.

Senti hoje muitas saudades da minha avó Elizabeth Pestana de Paula Barros e de sua sapiência dentro de sua simplicidade de ser. Tive um reencontro hoje com minha infância  e minha memória através do cinema. Lembrei que no dia a dia esquecemos de agradecer a Deus por tudo o quanto nos é proporcionado. Hoje relembrei que devo dizer obrigado.

Muito obrigado meu Deus. Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo.

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