Até quando, senhor Janot?

Durante todo o período em que acompanhamos, atônitos, o desenrolar da operação lava-jato, observamos uma tentativa constante de alcançar aqueles que seriam as grandes figuras públicas do PMDB, como se eles fossem os responsáveis pela corrupção desenfreada que, segundo Joesley Batista, teria sido institucionalizada com a ascensão ao Poder do Partido dos Trabalhadores.

Foi assim com Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, os quais foram acusados de tentar barrar a Lava-Jato porque emitiram uma opinião pessoal. Tem sido assim com o Presidente Michel Temer em decorrência do nebuloso acordo de delação premiada dos executivos da JBS Friboi e após a divulgação da gravação ilegal (circula pelas redes sociais que em função do Presidente não ter aceito apoiar sua pretensão por um terceiro mandato para a Procuradoria Geral). Tem sido assim desde 2014 em relação ao Senador Edison Lobão, a quem tenta vincular ao petrolão (coincidentemente quando o filho do Senador disputava o Governo do Maranhão contra o irmão do seu amigo, sub-Procurador e preferido candidato a sua sucessão).  

Respeite a história do PMDB e de seus líderes. Esses homens, cuja biografia Vossa Excelência macula através de pedidos de abertura de inquérito baseados em delações premiadas, foram e são responsáveis pela construção do Brasil moderno. Antes mesmo do senhor pensar em ingressar no curso de direito eles já dedicavam sua vida ao nosso País e aos brasileiros. Os Senadores maranhenses possuem enorme respeitabilidade nesta Republica e não por acaso presidem as comissões mais importantes do Senado.

Já disse e repito. Delação premiada não é prova. É meio para obtenção de prova. Sozinha não serve para condenar ninguém, mas no momento em que é utilizada para promoção de procedimentos judiciais, como prisões preventivas ou pedidos de abertura de inquérito com vazamento de depoimentos, causam grande prejuízo àqueles que figuram no polo passivo e quando se constata que não foram suficientes à persecução penal, mesmo com o arquivamento, os danos são irreversíveis. A grande prova disso foi o resultado da eleição maranhense para o Governo do Estado. A exploração midiática da ação ministerial levou à vitória o adversário do filho do Senador Lobão.

No que concerne ao Senador Edison Lobão, dos seus 81 (oitenta e um) anos, 55 (cinquenta e cinco) anos foram dedicados ao serviço público brasileiro e destes, 39 (trinta e nove) anos são de mandatos eletivos. Isso quer dizer, senhor Procurador, que por todo esse tempo o povo do meu Estado, o Maranhão, confiou a ele sua representação no Congresso Nacional. Só no Senado ele está desde 1986, saindo apenas para ser Governador do Maranhão e Ministro das Minas e Energia por dois momentos.

Este blog não precisa lhe dizer, vez que Vossa Excelência é inteligente demais para precisar ser lembrado, que a Petrobrás tem autonomia financeira e administrativa, não precisando de aval do Ministério para contratação de suas empreiteiras. O ex-Ministro já teve três inquéritos arquivados (se não falha a memória) justamente pelo fato de delação não ser prova, o que faz dos seus delatores grandes mentirosos. E agora, não satisfeito, o senhor pede pra abrir inquérito para investigar o Senador por ser, na sua concepção,  “sócio oculto” da holding Diamond Mountain Group. Parece brincadeira. Sócio oculto é risível.

Por fim, este blog vai responder à pergunta título desta matéria. Até quando, senhor Janot? Felizmente até o fim deste seu mandato em setembro deste ano. As pessoas já estão sem paciência para suas invencionices e para os incontáveis prejuízos já causados para a imagem de pessoas de bem e para a economia do nosso País. Os milhões recuperados nem de longe se aproximam do prejuízo que seu acordo de delação com os executivos da JBS Friboi causou ao Brasil ou das quedas do mercado em decorrência de suas operações, segundo se vê facilmente na internet.

Se aposente e vista um pijama porque este blog espera sinceramente que nenhuma OAB do Brasil lhe receba como advogado. Vá pescar para pensar na vida e no mal que vem causando ao Brasil.

Se conscientize que Vossa Excelência não é o Eliot Ness e que seus auxiliares não são os intocáveis. Que o diga o que está preso e aquele que deixou o MPF para intermediar a leniência da JBS, cujos nomes não vale nem a pena relembrar.

 

 

 

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