Agora é DODGE

Na minha velha infância nós não tínhamos veículo automotor. Somente por volta de 1974, quando nos mudamos para o Conjunto Ipase, bairro de São Luís (MA), meu pai adquiriu de um vizinho nosso, senhor Penha, um Volkswagen Fuscão vermelho, placas AA 9917. Aquele veículo mudou as nossas vidas no que se refere ao meio de transporte. A partir dele passamos também a descobrir o mundo dos automóveis. Dos grandes aos pequenos, lembro de uma marca que sempre me chamou a atenção, vez que na época tinha tanto o maior (o Dart) quanto o menor (o Polara). Era a Dodge.

Com o tempo descobri que Dodge era uma marca mundial e que era responsável por grandes veículos produzidos no mundo. Ela criou ícones mundiais da velocidade,  inclusive figurando em inúmeras películas de hollywood, sendo o mais famoso, no meu conhecimento, o Dodge GT Corby, retratado no filme 60 (sessenta) segundos (estrelado por Nicolas Cage e Angelina Jolie), como a cereja do bolo dos 50 (cinquenta) carros que precisavam ser roubados.

O nome Dodge ganhou todas as manchetes da imprensa nacional nestes últimos dois dias  com a escolha, pelo Presidente Michel Temer, da Procuradora Raquel Dodge para substituir Rodrigo Janot no cargo de Procurador Geral da República. A notícia ganhou destaque por ser ela a primeira mulher que ocupará o cargo e segundo por não ter sido ela a mais votada na lista tríplice encaminhada para nomeação pelo Presidente. A indicação segue agora para o Senado da República aonde se dará a sabatina junto à Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo Senador pelo Maranhão Edison Lobão. O Relator da indicação caberá ao também Senador pelo Maranhão Roberto Rocha. Que honra. Novamente o Maranhão no centro dos assuntos nacionais.

Em que pese o Presidente Temer não estivesse obrigado sequer a nomear um dos integrantes da lista e muito menos o mais votado, optou por escolher a Procuradora Raquel Dodge, segunda mais votada na lista. Mestra em Direito pela prestigiosa Universidade de Harvard, a virtual PGR surge no cenário como uma esperança de lucidez na condução de tão importante Órgão, o que se constatou principalmente quando a Procuradora provocou o Conselho Nacional do Ministério Público para limitar a convocação de Procuradores para forças tarefas, haja vista que os Estados estavam ficando desfalcados com acúmulo de trabalho.

De nada adiantou a campanha difundida por setores da imprensa de que a Lava-Jato só teria força se o escolhido fosse o preferido do Janot. Em que pese seja competentíssimo e tenha uma carreira brilhante o Maranhense, sub-Procurador da República, Nicolau Dino,  o fato de não ser ele o escolhido nem coloca em cheque a operação nem tampouco o futuro da Procuradoria Geral da República. De parabéns o Presidente por não ter se deixado pautar. O dever do Presidente é atender aos ditames da Constituição, não ao que quer a Rede Globo. A Constituição do Brasil não obriga o Presidente a nomear integrante de lista. Sequer prevê a composição de lista. Agiu, portanto, nos termos do nosso ordenamento jurídico.

Que a nova Procuradora Geral da República tenha sucesso na nova missão e tenha o mesmo destaque que seu nome possui em outro seguimento: o nome agora é DOGDE. 

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