Não basta ser pai

Essa última semana foi especial para mim. Em que pese a virose que peguei, já na quinta-feira estava bem melhor, o que me permitiu acompanhar a participação da minha filha em uma prova do seu esporte preferido para a qual, registre-se, ela tinha treinado em regime concentrado por uma semana. O legal é que pude estar lá, ao lado dela, dando o apoio de que precisava para competir bem.

Também nessa última semana levei Sérgio Filho para uma primeira experiência no Futsal em uma escolinha (mesmo adoentado, estava eu tentando lhe passar alguns pequenos fundamentos para o treino que se avizinhava). Conversei com o técnico, expliquei que ele estaria começando praticamente do zero e que precisaríamos de um período de avaliação para definir os rumos a adotar. Contei com sua compreensão. Ele treinou timidamente e retornou na quarta mais desenvolto. No sábado, participou da Clínica ministrada pelo Prof. Coqueiro, a qual destaquei em Uma parceria de sucesso . Como já estava bem melhor, participei da Clínica como goleiro para completar o time e joguei contra ele. Foi uma experiência enriquecedora. Sua participação foi muito boa e mereceu elogios do treinador, mas o final me reservou uma surpresa.

Eu sai da quadra cansado, mas feliz. Eu tinha participado ativamente de um momento importante para ele e estava realizado como pai quando ele me disse, muito chateado, que o treino não tinha sido bom porque ele não tinha feito um gol em mim. Fiquei decepcionado comigo inicialmente por achar que tinha errado, por não ter facilitado para ele, mas logo depois, recuperado do susto, vi que eu estava certo. A maior lição que eu poderia ter dado a ele foi justamente que para vencer tem que lutar, trabalhar com afinco para superar a dificuldade e que se pra ele não foi possível me marcar um gol naquele momento um dia conseguiria fazer muitos, bastava treinar.

Hoje eu fui levá-lo ao treino outra vez. Encerrei uma reunião que já se alongava pelo farto material recebido para análise e corri para buscá-lo no Colégio. Ele novamente treinou bem e fez seu primeiro gol. E eu estava lá. Não sei qual dos dois estava mais feliz. Foi inevitável não lembrar da propaganda da gelol de 1984.

 

Uma criança acorda o pai para levá-lo ao jogo de futebol. Ele não é escalado pelo dono do time e é o penúltimo a entrar no jogo. Quando entra, faz uma grande jogada e sofre um pênalti. O pai corre em seu socorro com a pomada de gelol. Como na regra das peladas quem sofre o pênalti é quem bate, ele corre pra bola e faz o gol. Em seguida comemora com seu pai. O comercial encerra com a frase: “nao basta ser pai, tem que participar. Não basta ser remédio, tem que ser gelol”.

No final do treino de hoje ele veio ao meu encontro para comemorar comigo o seu gol. Na foto que ilustra este ensaio estão minha filha e ele, felizes, por sua conquista pessoal. No fundo, um emocionado e orgulhoso pai registrando o momento. Realmente não basta ser pai, tem que participar. Estou muito feliz por estar participando.

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4 comentários sobre “Não basta ser pai

  1. Marjorie disse:

    Muito bom! Precisamos desde cedo ensinar aos nossos filhos que devem se dedicar para alcançar os seus objetivos. Precisamos apoiar sempre.

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