O Benjamin se perdeu

Este blog vem acompanhando com muita atenção o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral da chapa Dilma/ Temer por abuso de poder político, econômico e caixa 2. 

Até a data de hoje o que se via era uma urbanidade digna de respeito e própria de um Tribunal Superior, aonde a discussão pelas teses fica circunscrita aos limites legais. Infelizmente isso deixou de existir tão logo ficou definido por maioria que os depoimentos da fase Odebrecht e dos marqueteiros não seria admitido como prova.

Tão logo superado em seu argumento o que se viu foi o Relator Herman Benjamin “descer do salto” e passar a adotar uma postura completamente diferente da inicial. Sem cerimônia passou a tentar constranger seus pares em Plenário. 

Se já não bastasse a estratégia de ficar citando a todo instante um voto anterior do Ministro Gilmar Mendes como que a tentar enquadrar suas manifestações neste julgamento, passou a se dirigir aos colegas os interpelando sobre seus entendimentos e sobre os limites que impuseram a amplitude de seus votos.

A saia justa chegou ao ápice quando se dirigiu ao colega de bancada Admar Gonzaga dizendo que gostaria de ver como ele votaria a matéria referente ao caixa 2 quando teria afirmado que só votaria naquilo escrito na inicial que só trataria de caixa 1. Recebeu a resposta na lata, como se diz por estas paragens: “Vossa Excelência vai entender quando eu proferir o voto e não adianta ficar tentando constranger seus colegas “. O clima esquentou.

De tudo ficou uma mancha na conduta do Relator que realmente estava e está fazendo um excelente papel. Herman Benjamin parece conhecer até as vírgulas desse processo. Se irritou e perdeu a razão. Este blog espera que recupere, senão o centro, pelo menos o rumo, ou ficará tão perdido na história quanto os índios da Amazônia que tentando ser engraçado fez questão de mencionar.

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