Advogados x Magistrados

Meus amigos, em decorrência dos recentes acontecimentos envolvendo um advogado no exercício da profissão e um membro da magistratura, bem como as ocorrências decorrentes, resolvi tecer algumas considerações que entendo pertinentes, não sem antes deixar registrado que não sou dono dá verdade.

A sociedade maranhense e toda a comunidade jurídica nacional foi surpreendida por uma infinidade de postagens noticiando ordens mútuas de prisão entre os atores do episódio suso mencionado.

Mesmo sem tomar partido sobre o responsável original pela controvérsia e os porquês de tudo, os quais deverão ser constatados em procedimento legal a ser instaurado, é necessário reafirmar a urbanidade que deve imperar no trato entre Advogados, Magistrados, membros do Ministério Público, integrantes dos quadros das polícias e os demais servidores do Judiciário, os quais guardam o dever de cooperação e respeito entre si; e a intransigente defesa das prerrogativas dos advogados, que não são subordinados hierarquicamente a nenhuma autoridade mencionada, notadamente no que concerne à garantia do exercicio de seu múnus público, de matriz constitucional. A dignidade da advocacia é inarredável.

Os lamentáveis episódios merecem apuração rápida e a reprimenda devida a quem deu causa. A nota de esclarecimento da Magistrada aponta para os vídeos divulgados como elemento de prova de sua isenção na condução dos trabalhos perante o 1° Juizado Criminal da Capital e da negativa de ter ordenado ao advogado que se calasse, contudo, nos áudios, já durante a ação da polícia militar, se ouve ao fundo uma voz feminina determinando ao advogado que se cale. Necessário saber a origem da ordem, haja vista que a ninguém é dado tal direito, nem mesmo à Magistrada, se é que dela partiu, a quem compete a direção dos trabalhos em audiência com a serenidade necessária ao seu bom desenvolvimento.

Da mesma forma, as condutas divulgadas em audiência e após ela, bem como as imagens da manifestação no fórum no dia seguinte também merecem apuração, notadamente no que pertine à suposta agressão ao advogado que teria causado sua queda.

O que não se pode admitir é a quebra da harmonia entre os operadores do direito e as manifestações precipitadas conduzidas pelo “Espírito de corpo”, de ambas as partes, em detrimento da apuração real dos fatos.

De tudo o quanto, espera-se da magistratura uma posição firme se acaso comprovado o erro de conduta da Magistrada, da mesma forma como se exige da OAB uma enérgica posição em defesa do advogado se e somente se acaso comprovado que não deu causa aos tristes acontecimentos. Nada impede, contudo, que uma vez comprovado excesso no exercício da profissão venha o advogado a responder perante o Conselho de Ética.

A OAB é uma entidade de classe comprometida com seus membros, com a realidade dos fatos e com o estado democrático de direito. Não foi criada para defender seus membros em qualquer circunstância. Se errou, que responda pelo que fez, mas se teve suas prerrogativas violadas que seja defendido e apoiado com todos os mecanismos disponíveis.

Infelizmente, segundo divulgado, o Advogado não teria aceito o apoio da OAB, o que soa, no mínimo, suspeito. Uma pena que nenhum dos movimentos ou grupos que pretendem disputar as eleições da OAB tenham emitido uma única nota ou linha para comentar o ocorrido. A OAB não merece ser dirigida por omissos. O pouco que se espera, que já representa muito, é que o comandante dos Advogados não seja covarde e não tenha receio de desagradar a quem quer que seja, magistrado, advogado ou qualquer ator que integre a cena.

Que prevaleça a verdade e se restitua a urbanidade. Em uma disputa entre Magistrados e Advogados, quem perde é a justiça e o jurisdicionado. Afinal, na briga do rochedo com o mar quem se ferra é o marisco.

 

Eu só queria dizer obrigado

Eu nasci em um ano especial. Ano de copa e coincidência ou não o ano do tri campeonato. Segundo me contaram meu nome deveria ter sido Roberto Rivelino pois papai teria feito a promessa de me dar o nome de quem fizesse o primeiro gol pelo Brasil na copa. Me apressei e nasci antes. Hehehe. Não que fosse ruim ser Roberto,  mas Rivelino seria de lascar. Craque sem dúvida, mas o nome…Hehehe. Chamaram-me Sérgio Murilo. Ganhei as duas referências. A do cantor de sucesso dos anos 60 e do jogador de futebol.  A segunda seguramente falou mais alto.

Cresci alucinado por futebol. Herdei de meu pai o gosto e o transferi pra meu primogênito masculino. Sérgio Filho gosta de ver e jogar. Nada melhor para um pai boleiro.

Fiz em 01 de junho 48 (quarenta e oito) anos. Recebi incontáveis manifestações de amizade e apreço de amigos e familiares e posso afirmar sem receio que todas me fizeram muitíssimo bem. Vocês me deixaram muito feliz. Saber que existem pessoas em todos os quadrantes do Brasil me desejando feliz aniversário me emocionou e me fez ver que fiz bem em fazer o bem.

Novos desafios me foram colocados. Vou enfrentá-los com galhardia. Na lembrança estarão aqueles que estiveram comigo e que nunca me viraram as costas. Aqueles que estavam juntos em qualquer caminhada. Já apanhei muito e sofri.  Nunca me entreguei. Jamais trai e  não trairei. Sempre resistirei. Para todos reafirmarei: plante que Serginho garante. Hehehe.

Por Whatsapp, Instagram, Facebook, mensagens, emails ou telefonemas, várias pessoas me procuraram para desejar parabéns. Fiquei muito feliz. Ainda existem pessoas que sabem retribuir uma amizade sincera. Hoje sei que o muito que ajudei não foi em vão. Neste ano tão difícil ter o carinho de todos é primordial. Muito obrigado por gostarem de mim. Beijooooo e muito obrigadoooo.

Um quarto que valeu um inteiro

Ninguém desconhece a minha condição de rubro-negro. Sou torcedor do Flamengo, Vitória, Sport, Flamengo do Piauí e Moto Clube. Quando muito, de outra cor, me permito torcer para o Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio, mas no que se refere ao meu Estado natal torço para o seu representante em competições nacionais, mas se este for a piaba colorida sequer pronuncio seu nome. Definitivamente não cairia bem.

O certo é que já tem algumas semanas que acompanho a participação do time local no campeonato brasileiro de basquete feminino organizado pela Liga Nacional de Basquete. Vibrei como um bom maranhense, mas não sei deixar de lado o olhar crítico de quem já jogou basquete algum dia. Tá certo que não fui nenhum craque, mas para opinar não é preciso ter sido.

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Observei, sem grande esforço, que o time trabalha nas ações diretas da Brihana Jackon, a BJ, da Tati e da Vitória, cabendo às pivos que se revezam a responsabilidade pela excelente defesa e trabalho no garrafão. No papel tudo ótimo, mas na prática hoje não deu certo e na minha opinião o responsável direto foi o nosso treinador Virgil. Vou explicar porque penso assim.

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Nas últimas partidas tinha ficado claro que o time sofre apagões momentâneos e que o treinador não sabe reverter o problema com brevidade. O time sangrava até quando acordava para a realidade. Ontem não foi diferente, a não ser por um fator determinante: enquanto nos demais jogos elas abordavam naturalmente a situação a ponto de reverter o placar, ontem não foi assim. O primeiro e o segundo quarto do jogo das nossas meninas foi brilhante (a partida é dividida em quatro quartos de tempo), chegando mesmo a estar 12 (doze) pontos à frente no placar. Até então sempre que a equipe paulista esboçava uma reação o nosso treinador pedia tempo e corrigia a equipe, o que extraiu de mim rasgados elogios. Contudo, no terceiro quarto o leite desandou. Elas tiveram um apagão tamanho que chegou à comissão técnica. O Virgil só pediu tempo quando as adversárias empataram o jogo e aí, meus caros, foi tarde demais. A apatia era visível ao ponto de observarmos lances dignos do inacreditável, como por exemplo retomar a bola na defesa e devolver de graça nas mãos da oponente gerando em seguida ponto para as paulistas.

Com uma defesa individual pressionando a saída de bola, as meninas do Campinas sufocaram as integrantes do representante maranhense que, mesmo impulsionado pela enorme torcida que compareceu em peso lotando o Ginásio Castelinho, demonstrava não saber o que fazer, enquanto o técnico se mantinha agachado, sem postura de líder e sem uma orientação básica que até em pelada sai com naturalidade: gira a bola rápido para deixar a craque livre para resolver com arremeços de três pontos. Faltando menos de 5 (cinco) minutos para acabar o jogo estávamos trabalhando a bola para esgotar o tempo de posse como se estivéssemos vencendo, quando na verdade perdíamos por 9 (nove) pontos. Uma pena. Foi uma noite frustrante para os mais de cinco mil maranhenses que estiveram no Ginásio. O pior é que agora a quinta partida da final será em São Paulo, longe da calorosa e vibrante torcida boliviana.

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Com certeza alguém molhou os membros inferiores na chuvosa noite de ontem e levou seu pé frio para o Ginásio. Me compre mais um bode, senhor técnico. Afinal, sua falta de comando no terceiro quarto nos valeu o jogo inteiro e agachado no 4 (quarto) quarto só demonstrou pra equipe que havia jogado a toalha e desistido do jogo. Postura de vencedor, no esporte, é meio gol como se diz na gíria do futebol.

Que o caneco venha de São Paulo, já que não foi possível liquidar a fatura por aqui. Pra finalizar, gostaria de dizer pra torcida da piaba colorida que “vamos virar paioooo” é o canto da cozinheira quando está trabalhando. Afinal, paio é ingrediente de feijoada. Hehehe.

Tem que botar pra rodar

Depois de 8 (oito) dias de uma paralisação iniciada com 2.200.000 (dois milhões e duzentos mil) caminhoneiros do país, o Governo Federal atendeu às principais reivindicações da classe, notadamente a redução do preço do óleo diesel e o não pagamento do eixo livre (quando não está carregado). Assinado o acordo pelo fim do movimento entre o Governo, a ABCam e outros órgãos de classe da categoria, esperou-se o fim da paralisação até o fim do dia. Infelizmente não foi o que ocorreu.

Ao escrever o texto “da lama ao caos” este blog alertava para a infiltração de pessoas interessadas em deturpar o movimento e depor o Presidente Temer, politizando de forma barata um movimento legítimo. Não deu outra. Hoje o Presidente da ABCam denunciou em rede nacional que pessoas estranhas ao movimento estavam impedindo que a paralisação chegasse ao fim, inclusive ameaçando caminhoneiros. Somente 10% (dez por cento) do número inicial de caminhoneiros permaneceriam mantendo a paralisação com o objetivo único de desestabilizar o Governo, ocasionando sua queda. Me desculpe quem pensa o contrário, mas tudo o que é demais sobra e nesse caso a greve dos caminhoneiros já deu o que tinha que dar.

A irresponsabilidade daqueles que insistem em manter o movimento está causando prejuízos incalculáveis ao País, os quais são expressos em milhões e as vezes bilhões de reais nos mais diversos setores da sociedade e da classe produtiva. Como resolver? Simples. Quando não se resolve uma situação por teimosia, mesmo com todo o uso da diplomacia, só resta fazer na marra.

O Governo não deve permitir que o desejo de uma minoria supere o da maioria lhe causando prejuízo. Se o caminhão é do caminhoneiro, a carga não é. Não se pode permitir que toneladas de alimentos fiquem estragando nas carrocerias ou sejam jogados fora por não terem como ser armazenados ou transportados. Se me fosse pedida uma opinião diria eu: notifique-se o caminhoneiro para rodar sob pena de confisco temporário do veículo com a carga sendo entregue por motorista contratado especialmente para aquele fim, ficando a devolução do caminhão sujeita ao pagamento de multa. A regra tem que ser  ou dá ou desce.

Espero que o bom senso prevaleça e que os resistentes deem o braço a torcer desobstruindo as estradas e voltando por livre e espontânea vontade ao trabalho. Caso contrário, que seja mantida a ordem botando-se todo mundo pra rodar.

Da lama ao caos

O ano era 1965. Um jovem advogado idealista se lança candidato ao Governo do Maranhão. No discurso proferido por ocasião de sua escolha como candidato das oposições coligadas ele retratou o passado e projetou o futuro. Senão vejamos:

Não queremos mais ser pisados, nem esquecidos; não queremos mais ser destacados na vida nacional pela pobreza e pela miséria. Não queremos mais as altas taxas de mortalidade infantil do país; não mais queremos que um só município do Maranhão tenha mais hansenianos que todos os hansenianos da Paraíba. Não queremos mais que as obras do Itaqui, paradas e negociadas, fiquem como estão; não queremos a ponte de São Francisco como, no dizer do poeta José Chagas: ‘Quando a maré vaza a ponte vaza, quando a maré enche, a ponte enche’. Não queremos mais as chaminés das nossas fábricas apagadas pelo descuido dos governantes, não as defendendo da inflação nem dos processos de concorrência nacional. Não queremos mais os jovens e as jovens sem horizontes de trabalho, não queremos o Palácio dos Leões, o Palácio do Povo, encastelado na politicagem.

Não queremos mais somente 13 quilômetros de estradas asfaltadas, e nem queremos mais a rodovia São Luís-Teresina sem construir, nem sem construir a estrada Peritoró-Porto Franco, nem a Alcântara-Maracaçumé, nem a Bacabal-Belém, nem a Barão de Grajaú-Carolina, nem a Carolina-Estreito.

Não queremos mais as nossas estradas fechadas e intransitáveis, não queremos ver os altos índices de criminalidade impunes, nem os postos de saúde fechados, nem as nossas reservas minerais escondidas. Nem a nossa lavoura abandonada, nem os nossos comerciantes enfraquecidos;

Não queremos mais uma cidade de São Luís, cidade da resistência e do coração do Maranhão, onde casebres invadem a lama e procuram o mar porque a terra os repeliu, mas queremos uma cidade de São Luís administrada em termos de urbanismo e desenvolvimento.

O que o povo do Maranhão quer, o que nós queremos é o progresso; queremos o Porto do Itaqui, sem gorjetas nem intermediários.

Queremos o asfaltamento da São Luís-Teresina, queremos a energia de Boa Esperança, queremos as fábricas funcionando, os tratores trabalhando, queremos felicidade para o nosso povo e alegria para nossas crianças”. 

O Maranhão de hoje é completamente diferente. O Estado é ligado quase que 100% por estradas asfaltadas; temos as Universidades que prepararam nosso povo para reconstruir o Maranhão, sendo de iniciativa do então Governador José Sarney a instalação dos cursos de Engenharia, Administração, Medicina Veterinária, Agronomia, dentre outros. A Área portuária saiu do portinho e da rampa Campos Melo e foi transferida para o Itaqui; a energia de Boa Esperança chegou; a expansão de São Luís foi garantida com a Construção da Ponte que liga o centro ao São Francisco; a barragem do Bacanga garantiu o acesso ao Porto e ao Distrito Insdustrial; o asfaltamento da BR-135 foi concluído e a partir deve saímos dos 13 km de asfalto de então para uma malha viária consistente que cobre praticamente todo o nosso território. Ao longo de pouco mais de 50 (cinquenta) anos tudo melhorou. O Maranhão saiu literalmente das trevas iluminada por lamparinas para a realidade atual, tudo a partir da semente plantada naquele distante 1965. Importantes obras estruturantes foram feitas e com elas melhorou a saúde com a construção de vários hospitais; a educação com a expansão da rede de escolas e a mobilidade urbana e rural, além da produção de alimentos.

Nesta última semana, vi a ex-Governadora Roseana se lançar pré-candidata ao Governo do Estado e me animei em vermos a modernização do nosso Maranhão voltar a acontecer. Escutei muito esquerdopata esbravejar contra mas, cá pra nós, sem razão.  Não temos uma obra relevante realizada pelo atual governo e a única coisa que vemos de repercussão é a opressão sobre os pobres, a tributação dos pequenos comerciantes, a apreensão dos veículos com débitos e suas vendas em leilões. Que retrocesso meu povo. O amor de antes foi trocado pela taca diária. Que saibamos escolher melhor nas próximas eleições. Promessas de marqueteiro normalmente não são cumpridas. Vote em quem tem trabalho para mostrar.

Nesta última semana, também, a greve dos caminhoneiros foi deflagrada. Já são 7 dias de paralização. O Presidente conversou com a categoria e pediu apoio aos Governadores dos Estados. Cinco foram contra, dentre os quais o do Maranhão. Os esquerdopatas preferem que a greve continue para desestabilizar o Governo. No fundo não estão nem aí para o povo. Querem apenas fazer sua política barata. O mote da greve é a redução do preço dos combustíveis, notadamente do óleo diesel e dos custos de transporte. No fundo o que se busca é a renúncia do Governo Federal. Reduzir ou zerar o pis/Cofins é medida que se impõe pelo bem do povo em um país dependente do transporte rodoviário alimentado pelo diesel. Baixar o preço dos combustíveis é fundamental. Contudo, que não se perca o foco. O povo não merece o desabastecimento, os alimentos se perdendo nas paralisações, os animais morrendo por falta de ração, as exportações sendo prejudicadas e nem a falta de combustíveis até mesmo para o deslocamento ao trabalho. Reivindicar sim, mas com responsabilidade e sem prejudicar a terceiros.

 

Fibra de lutador

Era por volta das 23h de um dos meus últimos momentos como membro titular do Tribunal Eleitoral do Maranhão quando meu celular tocou. Do outro lado da linha uma voz cansada, rouca e arrastada, porém marcante e inesquecível, se anunciava como o Senador Cafeteira. Surpreso com a ligação inédita, o atendi com o devido respeito que merece uma autoridade daquela envergadura. Ao desligar, um filme me veio à memória, o mesmo que vivencio hoje ao saber que ele, contra sua vontade, descansou.

Despertei para a política muito cedo. Lembro da figura do Governador Nunes Freire; de João Castelo e seu Governo de realizações de 1979 a 1982; de Luís Rocha governando para a produção rural de 1982 a 1986; lembro do Senador Castelo tentar retornar ao Governo do Estado em 86 e ser derrotado. Foi naquele ano que escutei, aos meus 16 anos, pela primeira vez o jingle que considero o mais emblemáticos da nossa política: “🎶“Cafeteira tem a fibra de um lutador. Cafeteira é povo unido, meu governador”🎶. Esse expressivo refrão o conduziu à vitória. Era repetido com entusiasmo nas ruas e nas rodas de debates só se falava que Castelo tinha trabalho pra mostrar e dinheiro, mas carisma quem tinha era o ex-prefeito da capital, o qual tinha a seu lado, pela primeira vez, seu até então adversário José Sarney. Lembro também que naquele ano eu lutava pela eleição do Dr. Mauro Fecury para Deputado Federal, distribuindo santinhos juntamente com meu amigo/irmão Clóvis Fecury.

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Tenho na memória que perto dos exitosos governos anteriores, o dele não deixou a desejar. O assistencialismo foi uma marca e a duplicação e asfaltamento da Avenida dos Holandeses da Ponta Dareia até o final do Olho D’água, bem como o viaduto do Café, a terceira pista da ponte José Sarney, a nova Rodoviária e a reforma do aeroporto, grandes heranças. Já não fosse suficiente, ele legou a São Luís e ao Maranhão o “Projeto Reviver”, o qual garantiu que nossa Capital se tornasse, posteriormente, Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.  O Governador deixou o governo e se elegeu Senador da República. Foi sucedido pelo Vice-governador João Alberto e este por Edison Lobão, eleito para o mandato de 1991 a 1994.

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Nas eleições de 1994, o Senador Cafeteira reeditou seu maravilhoso jingle para tentar se eleger governador outra vez. Foi derrotado pela diferença de 18 mil votos para Roseana Sarney. Nesse ano eu assisti um comício dele na Cidade Operária. Fiquei impressionado com seu dominio de público. Era um verdadeiro comunicador. Não discursava, conversava com o povo, contava piadas e relembrava suas realizações. Em 1998 tentou outra vez, sendo novamente derrotado. Perdeu a eleição para o Senado em 2002 quando João Alberto se elegeu. Quatro anos depois, em 2006, aliado novamente a José Sarney, se elegeu outra vez para o Senado, sendo esse seu último mandato.

Cafeteira entra pra história como um político carismático, talvez o mais populista que o Maranhão já teve. Por muito tempo ainda ecoará na memória dos amantes da política os versos que embalaram suas jornadas eleitorais. Sem dúvida Cafeteira tinha a fibra de um lutador. Ele uniu o povo e realizou seu sonho: se tornou o seu Governador.

Eu te amo, Mamãe.

Hoje eu queria ter o Dom de ser artista e poder transformar a inspiração em uma demonstração de carinho para, no fim, poder dizer que te amo. Seria eu o poeta que com palavras rimadas transmite sua mensagem emocionada. Que pena que não consiga fazer tal verso.

Se não pude ser poeta quisera pudesse ser pintor e com pincéis e tintas traduzir em aquarela o sentimento que me domina. Com traços leves produziria a imagem sublime que te fizesse entender tudo o que sinto. Não, eu não sei pintar.

Se não verso e nem pinto, quisera então ser ator para traduzir em gestos a mensagem que tão ardentemente quero te passar. Interpretaria para ti um clássico desses que no final todos aplaudem de pé, em lágrimas. Não também não sei interpretar.

Quisera ser eu um craque de futebol, desses que fazem de um movimento um momento único que se transforma em gol e enche de alegria o coração de tantos, em que pese só consiga visualizar o teu. Que tristeza, também não sei jogar.

Quisera eu ser tanto para com tão pouco poder te dar o tudo que com um verso, uma pintura, uma interpretação ou um lance genial de gol eu pudesse alegrar teu dia. Não sou nada disso e não me foram dados nenhum desses dons.

Se não tenho nada disso, aceita por favor o que tenho, esse sentimento enorme que não cabe no peito. Aceita te dizer obrigado por tudo que fizeste e fazes por mim. No dia de hoje, do meu jeito sincero, aceita eu dizer eu te amo, mamãe.

Feliz dia das mães.

 

A verdade nua e crua da inconsequência

ROBERTO KENARD

Governador do Maranhão é desrespeitoso com opositores e completamente irresponsável com os mais pobres.

O Maranhão tem um governo desastrado em todos os aspectos. O comunista Flávio Dino é, como tenho observado, a maior decepção para quem nele votou.

Como já divulguei aqui, em 2016 e 2017 as quatro cidades que formam a Grande São Luís tiveram o índice de extrema pobreza aumentado em 48%. Os pequenos empresários, que empregam e fazem circular o dinheiro nos bairros dessas quatro cidades, estão quebrados. Dino aumentou impostos em plena recessão.

Agora reparem bem. Com a pior recessão do país, causada, diga-se, pelo PT e o partido de sua Excelência, o PCdoB, a área mais atingida foi a da construção civil. Só que a mão-de-obra da construção civil hoje praticamente não se desloca para o trabalho de bicicleta, mas de MOTO! Com a recessão, todos ficaram desempregados, portanto, impedidos de pagar o IPVA. E o que fez o defensor dos pobres e oprimidos? Fez blitz diariamente para tomar justo as motos dessa gente, que, sem um meio de locomoção, ficou sem poder procurar emprego ou fazer um bico. Foram também apreendidos milhares de carros por causa do mesmo problema. Os carros da pequena classe média, também afetada pela recessão, foram tomados de seus donos. É muita insensibilidade social e incompetência para não tomar medidas certas num período crítico do Brasil.

Pressionado por alguns deputados, Flávio Dino, como um menino mimado, correu para as redes sociais para insinuar que tais parlamentares só podiam estar a serviço do crime organizado. Sim, é essa a postura de sua Excelência.

Agora, com índices lamentáveis junto à população, tratou de acabar com a apreensão de carros e motos, apenas de olho na reeleição.

Espero que o maranhense mostre que tem vergonha na cara e mande o comunista para o lugar de onde jamais deveria ter saído.

NOTA DO BLOG

O blog tem por princípio não comentar a política do Maranhão, tanto que só o faz quando o elemento motivacional transborda os limites do suportável.  Hoje não poderia ser diferente.

A divulgação de que o Governador do Maranhão baixou um Decreto suspendendo a apreensão e venda em leilão de veículos com débito de IPVA só comprova que os maranhenses tiveram seu direito de propriedade de veículos subtraído de forma inconsequente e ilegal pelo Governo do Estado.

Mais De 10.000 (dez mil) veículos foram apreendidos e levados a leilão mesmo o atual ocupante do Palácio dos Leões tendo consciência, vez que jurista por formação, de que a Constituição Federal veda o confisco para satisfação tributária e que o Supremo Tribunal Federal já havia firmado entendimento de que tal medida é irregular e inapropriada.

O Decreto é medida eleitoreira que visa aplacar o desgaste que recai sobre o Governo que pretende ser reeleito. Contudo, qualquer cidadão com o mínimo de percepção não precisa de grande esforço para concluir que o Decreto vigorará somente até que o objetivo de fundo seja alcançado. Afinal, quem durante tanto tempo perseguiu o povo não muda de opinião e atitude de uma hora para outra. Foram os índices crescentes de rejeição que conduziram a essa mudança radical de postura administrativa. Simples assim.

Aos políticos que estão ao lado e apoiando esse desgoverno deixo a dica: laranja que fica do lado de laranja podre apodrece também. O povo certamente não vai votar em quem lhe tira o couro e nem em quem ajuda a tirar. De tudo fica a pergunta: e aqueles que tiveram seus veículos apreendidos e leiloados? vão somente ficar assistindo a aplicação de dois pesos e duas medidas ou serão indenizados no futuro? Só o tempo poderá dizer.

Por fim, resta apenas a certeza de que essa é a verdade nua e crua da inconsequência que impera no Maranhão. Ao povo, resta dizer que errar é humano, mas persistir no erro é burrice. Por favor, de novo não.

Uma exposição Temerária

Ao longo dos últimos anos este blog sempre se manteve firme em aplaudir, com ressalvas, a operação Lava Jato. Nunca dei apoio 100% por entender que os fins não justificam os meios; que as prisões preventivas por mais de 30 (trinta) dias ofenderiam a Constituição e seriam verdadeiros mecanismos de tortura moderna a ensejar delações insubsistentes (quem quer que duvide que fique preso em uma cela se 2 x 3, ou mesmo 3 x 3 com camas de cimento recobertas com um colchonete de 5 cm e com um vaso sanitário de chão separado da cama por uma meia parede, pra ver se não sai de lá dizendo até que foi o mandante do assassinato do Presidente Kennedy); e que propina é uma retribuição em dinheiro, bem ou favor em função de um benefício decorrente de ato de ofício, ou seja, como no filme “Tropa de Elite” – “quem quer rir tem que fazer rir” -, ou ainda “faça por mim que eu faço por ti”, ou por fim “Uma mão lava a outra”. Tem que ter uma ação para ter uma retribuição. Pois bem, não concordo com muitas coisas, mas não tenho como negar que é um trabalho digno de aplausos em muitos pontos. Porém, muitos outros merecem críticas severas ante o estrago que promovem em vários segmentos.

Eu estava disposto a escrever sobre esportes. Queria destacar a taca que o Vasco levou do Cruzeiro, hehehe (cair de quatro é de lascar) Hehehe; os excelentes jogos das semi-finais da Champions; a classificação do representante maranhense para a semifinal da Liga Nacional de Basquete Feminino; enfim, tinha muitos assuntos amenos e interessantes, mas confesso que tive que deixar tudo de lado para pontuar as últimas aberrações jurídicas e políticas do Brasil.

Com efeito, vi nos últimos dias um Supremo acovardado perante a opinião pública sem pautar a discussão sobre a Prisão após condenação em segunda instância porque o primeiro beneficiário da decisão que certamente corrigirá essa aberração será o ex-Presidente Lula  (a Constituição é a lei maior do País e a nossa diz que ninguém será preso e nem considerado culpado até sentença penal condenatória transitada em julgado). Hoje vi a conclusão do julgamento que limitou o foro privilegiado ao mandato de Deputados e Senadores. Outro fiasco. A Constituição garante o foro para determinadas funções que indica. Obedeça-se a Lei Maior. Esse ativismo judicial já está beirando o ridículo. Se querem legislar deixem a Toga e se candidatem. Se os senhores que são os guardiões da Constituição não a respeitam abrem espaço para todos os demais fazerem igual. Senhores Ministros, me comprem um bode (Não sei aonde vou botar tanto bode que peço), Hehehe. Eu mereço.

Hoje tive o desprazer de, assistindo ao programa policial das 20h (Já faz tempo que deixou de ser o “Jornal Nacional “), ver que levaram a filha do Presidente Temer para depor sobre a reforma da casa dela porque esta seria fruto de propina por um decreto relacionado à gestão portuária. Como diria o Robin: “Santo exercício de criatividade, Batman”. Senhores “intocáveis”, propina é retribuição em forma de benesse por ato praticado. Já ficou provado que essa investigação tá furada e que esse delator viajou na maionese. Desde quando a Lava Jato surgiu que se observa que a propina, quando era propina, era paga como benefício pessoal, não para casa de filho, não para terceiro. Tenham paciência. Aproveitem e me comprem outro bode. Com essas pixotadas vocês colocam em xeque até a credibilidade da operação. Deixem o Presidente e sua família em paz.

Inúmeras já foram as vezes em que “os intocáveis” tiveram que pedir pra arquivar investigações iniciadas com base em delações insubsistentes. Contudo, cada vez que o foco se volta para o Planalto o MP produz instabilidade para o País, o que volta e meia se reflete na economia. Ponham uma coisa de vez na cabeça de vocês: o Presidente Temer pode estar impopular; pode não ser um primor de beleza física, mas seguramente é polido, elegante e um intelectual; pode não ser populista, mas fala a língua dos parlamentares e está botando o Brasil nos trilhos outra vez; pode não ser imortal, mas é best seller (talvez isso incomode os opacos do Supremo que certamente já estudaram em seu livro). Essa perseguição ao Presidente precisa acabar. Deixem o homem trabalhar em paz.

Afinal, essa atual ofensiva nada mais é que uma desnecessária ação que gera uma exposição temerária. O Brasil não merece passar por mais isto. Só espero que amanhã, pelo menos, saia uma nota do Ministério Público pedindo desculpas ao Presidente e a sua família.

O anjo pardo do Maranhão

As décadas de 30 a 50 foram marcadas pela ascensão e queda de uma figura que tinha tudo para ser apenas a sombra do seu líder, mas que devido à sua cor negra e grande estatura, entrou para as manchetes como o Anjo Negro de Vargas, haja vista comandar a guarda pessoal do Presidente e por ter-lhe salvado a vida quando de um evento político em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, após se lançar à frente de um atirador e receber um tiro que atingiria Getúlio. A guarda pessoal, criada por recomendação de um irmão do Presidente, Benjamim Vargas, o Beijo Vargas, foi entregue ao comando de Gregório Fortunato, amigo fiel desde a infância e responsável pelo recrutamento de gaúchos fiéis ao Chefe Maior do País. Pela proximidade ao protegido que a função propiciava, Gregório se tornou figura exponencial sem a qual ninguém chegava ao Presidente, fosse do povo, políticos ou empresários. De homem humilde filho de escravos alforriados tornou-se rico, contudo há quem diga que era apenas testa de ferro do seu amigo/irmão Beijo Vargas.

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Gregório Fortunato atrás de Getúlio Vargas

Quis o destino que ante às pressões políticas da época e às quase diárias denúncias formuladas pelo jornalista Carlos Lacerda, uma composição surgisse para silenciar o jornalista, sendo o Anjo Negro envolvido de tal forma na artimanha que acabou por ser responsabilizado como mandante do atentado ocorrido em agosto de 1954 contra Lacerda e que acabou por vitimar um major da Aeronáutica que lhe fazia a segurança pessoal. A trama teria sido orquestrada pelo filho de Vargas e alguns amigos seus juntamente com Beijo Vargas, o querido e influente irmão do Presidente. Mesmo não tendo participação direta no crime, Gregório Fortunato foi acusado e condenado a 33 (trinta e três) anos de prisão, os quais foram reduzidos inicialmente a 20 (vinte) anos pelo Presidente Juscelino Kubitschek e depois a 15 (quinze) anos pelo Presidente João Goulart, coincidentemente ambos vítimas de perseguições provenientes de Militares. Dias depois do atentado da Rua Toneleros, após se recusar a renunciar outra vez e submetido a grande pressão, Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no peito, cumprindo a promessa de só sair morto do Palácio do Catete e, consoante sua carta testamento, saindo da vida para entrar para história.

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Jefferson Portela e Flávio Dino. Amizade que teria começado na UFMA

Guardadas as devidas proporções, temos no Maranhão um Governador acuado ante às quase diárias divulgações de corrupção no seu Governo, notadamente relacionadas à saúde, aos aluguéis camaradas, às apreensões e venda de veículos com débitos fiscais, etc; na posição do Gregório Fortunato temos o enrolado Secretário de Segurança Pública Jefferson Portela, acusado de coagir uma testemunha para que acusasse o ex-secretário de segurança e hoje Deputado Estadual Raimundo Cutrim, seu desafeto pessoal, de integrar uma organização criminosa voltada para o contrabando juntamente com um delegado de polícia e vários policiais; também de ser o responsável, juntamente com o Governador, de determinar a identificação de opositores do Governo para fins eleitorais, o que configura abuso vedado por lei (fato divulgado nacionalmente, hoje sob investigação do Ministério Público Eleitoral e que fomentou um pedido de intervenção Federal na segurança do Estado). Não bastasse tudo isso, o clima de insegurança que assola o Estado fez com que Deputados começassem a exigir sua exoneração e encontrassem eco, segundo noticiado pela imprensa, na iminência parda do Governo, o ex-Secretário de articulação política e pré-candidato a Deputado Federal Márcio Jerry, a pessoa mais próxima, na estrutura de Governo, do comandante comunista. Engana-se, contudo, quem imagina que esse enredo de cinema começou no declínio do atual Governo agora em 2018. A gênese de tudo está no final dos anos 80 e começo dos anos 90, quando Márcio Jerry, Flávio Dino, Jefferson Portela, Mário Macieira, Ana Maria Almeida Vieira (minha querida veterana), Edvar, Graça, Jorge Moreno e tantos outros lideres universitários lutavam pelo comando do DCE  (Diretório Central dos Estudantes) da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e do DA (Diretório Acadêmico) do Curso de Direito daquela Instituição. Entre o amor e o ódio do calor das disputas acadêmicas foram moldadas as relações que perduram até hoje dentro e fora das engrenagens do atual Governo. Entre o Anjo Pardo e o personagem Jerry existe o maior dos ciúmes: o de homem pelo Poder e pela proximidade do Líder.

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Quem teria determinado a arapongagem dos adversários do Governo para as eleições de 2018?

Quem está por trás dos últimos acontecimentos somente o tempo dirá. Não acredito que o Anjo Pardo Maranhense seja o responsável por tudo o quanto lhe é imputado (pode ter seus defeitos, mas é um dedicado servidor público). Contudo, assim como o Negro, sua fidelidade e parceria de mais de 30 (trinta) anos poderá levá-lo a assumir a culpa, protegendo, assim, seu Lider e o Governo de um trágico desfecho.

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Alguns integrantes da geração UFMA 1986 a 1993, com destaque para Flávio Dino, Márcio Jerry e Jefferson Portela

Gregório Fortunato foi induzido por uma falsa publicação de jornal a assumir que tinha tomado conhecimento de que planejavam silenciar Carlos Lacerda. A notícia dizia que Benjamim Vargas, seu amigo e protetor Beijo, havia fugido e abandonado a todos. O Anjo Negro perdeu tudo, inclusive a vida na prisão. Abandonado pelos amigos da época de ouro das lutas universitárias e traído pelo ciúme da iminência parda do Governo, o que o destino reserva para o Anjo Pardo do Maranhão? Aguardem cenas dos próximos capítulos.

P.S.: após a publicação do texto uma fonte me informou que não existe cizânia no Governo. Disse que estão unidos e que o Anjo Pardo está sendo apoiado. Se for verdade, ponto para os comunistas que estariam ombreados com o Secretário, não o deixando só neste momento difícil. Seria o mínimo a se esperar.

Ela se superou

Quando alguém comete um grande erro eu sempre sou levado a imaginar que a pessoa não conseguirá produzir um outro maior. Ledo engano. Nos tempos modernos, vez por outra me deparo com figuras que conseguem se superar, notadamente na seara política. A Senadora Gleisi Hoffmann é campeã em superação nesse contexto. Confesso que estava propenso a escrever sobre mais uma decisão bisonha do Supremo Tribunal Federal, qual seja a de exigir dois votos dissonantes para garantir o cabimento de embargos infringentes nas turmas da Suprema Corte quando a lei exige decisão não unânime (claramente basta uma discordância), mas fui forçado a me curvar frente à hegemonia da gravação da Senadora pedindo apoio ao mundo Árabe. Só posso concluir que ela enlouqueceu de vez.

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Essa senhora, segundo consta em investigação e delação, teria sido agraciada no passado com um repasse de 1 milhão de reais, operado pelo doleiro Alberto Youssef e entregue para custeio de sua campanha ao Senado (ela é Senadora de primeiro mandato). Tal recurso, registre-se, seria oriundo dos esquemas de desvio de recursos da Petrobrás, razão pela qual ela e seu então marido são investigados por corrupção e lavagem de dinheiro pela Operação Lava Jato. Ela é a mesma pessoa que aparece na planilha do setor de operações estruturadas da Odebrecht (setor destinado ao pagamento de propinas da construtora) como sendo “a amante” (até hoje não ficou claro, pelo menos não para o editor deste blog, se a alcunha seria pelo fato dela ser amante do seu então advogado ou se seria por ser amante de peixe maior). Peixe? Sempre haverá quem diga que seria de outro ser marinho.

Essa parlamentar é a mesma pessoa que bradava tresloucada contra a cassação da Presidente Dilma dizendo que tudo seria um golpe; era ela quem conclamava a militância de esquerda a reagir e a resistir ao que chamava de golpe; foi ela que, juntamente com outras Senadoras, ocupou a Mesa do Senado para impedir uma sessão e fez uso de bandecos na Mesa para se alimentar, imagem de pura quebra de decoro que circulou o mundo; é a mesma pessoa que destrata e ofende seus colegas de Senado; é a mesma criatura que agride o Judiciário e o Ministério Público quando afirma que tudo é uma farsa na Lava Jato. Todos esses erros de conduta já são monstruosos ao ponto de demonstrar que ela não tem estatura moral para ter assento no Senado, mas o vídeo superou qualquer expectativa.

Nesse vídeo essa senhora ofende o Judiciário e o Juiz Moro a quem qualifica como juizes tendenciosos; o Ministério Público; a imprensa, etc. Só faltou acusar o Bispo ou o Papa argentino. Hehehe. Afirmou que o ex-Presidente Lula seria um preso político (observem que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e que a condenação foi confirmada e a pena ampliada pelo Tribunal Regional da 4. Região e reafirmada duas vezes na rejeição dos embargos de declaração apresentados pela defesa. A prisão determinada já deixou de ser anulada pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal). E, no final, conclamou o mundo Árabe (no vídeo destaca os palestinos que sempre teriam sido apoiados por Lula) a se juntar a eles em defesa de Lula e pela sua soltura. Me compre um bode (vou conseguir uma criação de bodes de tanto que peço para me comprarem esse animalzinho). Hehehe.  O vídeo foi tão questionado que está sob análise do Ministério Público após representação que pede sua punição pelo absurdo feito. Antes ela deveria lembrar que determinadas falhas de conduta não são bem aceitas pelos Árabes. 

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Já reafirmei várias vezes minhas restrições à Lava Jato quanto às suas ofensas ao ordenamento jurídico e principalmente quanto a suas prisões preventivas sem dia certo para se encerrar, mas não posso negar os resultados práticos da operação. Contudo, não poderia nunca concordar com o conteúdo desse vídeo. Sob meu ponto de vista essa senhora já deveria ter tido seu mandato cassado. Se ainda não foi pelos seus pares, certamente não o renovará. O Paraná não merece ser tão mal representado.

Não tenho a menor dúvida de que, desta vez, ela se superou.

Não tenho motivo para comemorar

Durante toda a tarde/noite de ontem acompanhei, juntamente com boa parte dos brasileiros e grande número de curiosos pelo mundo, a continuação do julgamento do Habeas Corpus manejado pelo ex-Presidente Lula visando evitar que fosse preso em decorrência da decisão vinculante do Supremo Tribunal Federal que autorizou, a partir de 2016, a prisão de condenados em segunda instância e que fora sumulada pelo TRF da 4. Região, haja vista ter ele sido condenado por aquele Tribunal e vez que a decisão foi mantida no julgamento dos seus embargos de declaração. Não o fazia pelos olhos do torcedor partidário, mas sim pelo fato de ser um critico daquela decisão de dois anos atrás desde o dia em que ela foi prolatada.

Em 2016 escrevi em meu Facebook (ainda não tinha criado este blog) que o Brasil ainda iria se arrepender daquela decisão, haja vista que o pau que dá em Chico dá em Francisco. Dizia eu que os mesmos que aplaudiam aquela interpretação distorcida da Constituição eram os mesmos que amanhã estariam gastando fortunas na tentativa de evitar a prisão de um ente querido, notadamente pelo fato de termos nas decisões de base e revisional dos Tribunais posturas muitas vezes questionáveis quanto a correta apreciação de fatos e provas. Ademais, nossa Carta Constitucional propositadamente privilegiou o princípio da presunção de inocência, garantindo o direito de recorrer em liberdade na cláusula pétrea “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Logicamente sempre tivemos exceções, como a prisão do devedor de pensão alimentícia e do depositário infiel. Foi a primeira vez que os direitos e garantias fundamentais do cidadão foram colocados em uma Constituição antes da estrutura do Estado. Claro que não foi por acaso.

Autorizar a prisão após a decisão em segunda instância foi uma agressão à Constituição. Ela foi rasgada quando cederam às pressões de segmentos da população e ao pedido recorrente dos representantes do Ministério Público e de parte do Judiciário. Tudo com o apoio dos manipuladores da massa que são a parte da imprensa que vive da desgraça alheia. Uma pena. Foi o direcionamento das massas que levou a soltura de barrabás e à condenação de Jesus  Cristo. Foi o grito das ruas que levou a incontáveis injustiças no mundo desde sua criação. Não por acaso, quando tive comigo o dever de decidir, não dava entrevistas, não lia jornal e julgava de acordo com a lei, a prova dos autos e a minha convicção.

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Vivemos sob um ordenamento jurídico que tem na Constituição sua lei maior da qual derivam todas as outras leis, como as complementares e as ordinárias. Todas devem estar em harmonia com o texto constitucional. É certo também que nosso direito privilegia também a jurisprudência, a doutrina e os princípios gerais, mas nenhum pode suplantar o comando legal e se afastar das orientações constitucionais. Infelizmente, o que vemos hoje é uma jurisprudência do STF valer mais que a letra da própria Constituição, mas isso não se deu por acaso. Quem deu asas aos Ministros foi a omissão do Legislativo, a mesma que fez surgir no nosso ordenamento jurídico uma das maiores aberrações jurídicas já produzidas neste país, qual seja a Lei de Ficha Limpa. Muito aplaudida, é verdade, contudo de infeliz redação, mas que foi reconhecida como constitucional por um STF que se apequenou ante a exposição da mídia. Infeliz coincidência. O maior líder popular da nossa história moderna, dito não por mim, mas por essa mesma mídia manipuladora, esbarrou naquilo que ajudou a criar. Não será Presidente porque a Lei de Ficha Limpa o considera inelegível por ter sido condenado por órgão colegiado; será preso porque o STF autorizou a prisão após a condenação em segunda instância; será preso porque quem formou a maioria foram os opacos que ele e Dilma nomearam sem critério. Sim, salvo o Alexandre que foi nomeado por Temer, Barroso, Facchin, Fux, Carmem Lúcia e Rosa Weber (que tem o entendimento correto sobre o tema, mas que votou contra por entender que ainda está em vigor o entendimento da maioria formada em 2016), quem denegou a ordem de habeas corpus foram os nomeados pelo PT, salvo Lewandowski e Toffoli.

Não bastasse entender errado, a teimosia de Carmem Lúcia em não levar a julgamento as duas ADCs de relatoria do Ministro Marco Aurélio também contribuíram para Lula ter tido sua prisão determinada pelo juiz Sérgio Moro em 5 de abril de 2018 (E ainda teve ex-juiz que insiste em querer ser professor de Deus dizendo que o Juiz não poderia fazê-lo. Por favor, me compre um bode).

A defesa de Lula quis constranger esse supremo (com letra minúscula mesmo) com esse habeas corpus. Eu sequer o teria conhecido. O caminho está nas ADCs, senhores de pouca luz. O terreno está fértil para se corrigir uma das decisões mais bizonhas da história. Gilmar voltou atrás na decisão de 2016 depois que viu o tamanho das injustiças que podem surgir da caneta de um Juiz e de um Tribunal (Imaginem aqueles nem tão católicos assim) e Rosa Weber, em que pese opaca em tantas questões, nesta teve o brilho que sempre se esperou dela. Precisou o célebre advogado Kakay entrar no circuito para que se encontrasse um mecanismo de driblar a teimosia de Carmem Lúcia e levar a matéria ao plenário. Lula será preso? Acredito que sim, pelo menos deverá assim permanecer até a próxima semana. As condições? Um erro de Moro: todos são iguais perante a Lei. Se não tem curso superior teria que ir preso sem regalias, ainda que tenha sido Presidente da República. Nosso ordenamento jurídico não permite dois pesos e duas medidas.

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Achar que o STF daria o salvo conduto pelo paciente ser Lula foi de uma infantilidade ímpar. Não é o beneficiário que faz a decisão. É o direito. Lembro que o Maranhão negou vigência à Lei de Ficha Limpa nas eleições de 2010. A tese era minha, mas meu processo não maturou a tempo. Meu colega Magno Linhares tinha três processos em que seriam aplicados a mesma tese por nós previamente discutida. Na pauta quem primeiro iria a julgamento seria o Deputado Federal Cleber Verde, depois o Deputado Federal Zé Vieira e depois o Deputado Federal Sarney Filho. O advogado deste pediu inversão de pauta. Entrou primeiro o processo de Sarney Filho. A noite o jornal Nacional iniciou com seu âncora dizendo que o TRE do Maranhão havia mutilado a Lei de Ficha Limpa para atender o Presidente Sarney. O Jornal da Globo nos chamou de talibãs. Posteriormente o Supremo confirmou que estávamos certos. Não saiu uma única nota em nosso favor. No caso em apreço, deliberadamente tentaram forçar a barra. Tivessem feito o que Kakay fez agora Lula não iria preso e não teríamos tido toda essa repercussão. Por ser Lula? Não. Porque é assim que determina a Constituição. Tem que focar no direito, não no beneficiário.

Ao fim e ao cabo, sei que depois dessa longa explanação vocês devem estar se perguntando: por quê não tenho motivo para comemorar? Respondo: se a Constituição diz que ninguém será preso e considerado culpado senão após sentença penal condenatória transitada em julgado, não se poderia estar discutindo o sexo dos anjos e nem estar discutindo se Lula pode ser preso agora ou não; não me alegro com a desgraça alheia. Se errou tem que pagar. Acho que o triplex é dele e tenho convicção que o sítio também, mas não fico feliz de ver um ex-Presidente caminhar para a cadeia, notadamente um que conduziu as massas com seu partido pregando que faria diferente. Infelizmente parece que diferente foi só o modus operandi e os agentes da corrupção.

Lembrem-se que antes de tudo sou advogado. Não poderia estar feliz com tudo que tenho visto. Ainda acredito no Brasil e na nossa Constituição. Hoje não tenho motivo para comemorar.

A luz de Caremú

Sempre que alguém perguntava sua origem ele respondia com aquele humor fino que lhe era peculiar: sou francês, nascido em Caremú, próximo de Paris, a cidade luz. Meu nome é Louis Carlú, mas em português ficou Luís Carlos. Caia na gargalhada. Era de Carema, distrito do município de Santa Rita no Estado do Maranhão, Brasil.

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Tinha uma alegria contagiante. No rosto sempre um sorriso largo e na mente um objetivo único que era fazer o bem. Com ele construiu seu projeto de vida. Formou-se médico. Queria tratar as pessoas, salvar vidas. Lembro bem como tudo começou.

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Desde muito novo se mostrou focado naquilo que queria fazer. Adolescente, me buscava em casa quando eu ainda tinha 8 (oito) anos para treinar Karatê com o professor Murilo Pinheiro na Academia Kawamura da Rua do Egito. Já gostava de esportes. Pouco tempo depois foi aprovado em Medicina. Tinha tanta luz que fazendo residência em São Paulo apareceu em rede nacional no jornal da Globo por ter atendido num plantão um jogador agredido com um chute na região genital. Especializou-se em urologia. Era um grande cirurgião. De volta ao Maranhão, tornou-se um dos sócios do urocentro, da DOM e do HCI. Atendia também pacientes no Hospital Aldenora Belo, em Santa Rita, Palmeirandia e em Bom Jardim que ele chamava de Good Garden. Virou pecuarista em Bacabal. Tornou-se uma referência em nossas vidas. Em sua cidade natal era extremamente querido, amado por uma infinidade de velhinhos que ele cuidava com todo desvelo. Salvou a vida de inúmeros. Orientava sobre o câncer de próstata, de pênis, etc. Ajudou a salvar a vida do meu filho ao me orientar quanto a quem recorrer em São Paulo.

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Ano passado, descobriu ser ele portador de um câncer raro. Com entusiasmo e esperança se lançou em busca da cura. Era forte, esportista, jogava squash, tênis, fazia ciclismo. Poucos tinham conhecimento. Eu sabia, mas respeitei o seu silêncio. O tratamento foi coberto de êxito. Para agradecer, saiu em peregrinação com irmãos e primos rumo a São José de Ribamar. Não atingiu seu objetivo. A caminhada foi interrompida por um freio brusco na chuva. Um homem alcoolizado conduzia um veículo em alta velocidade. Perdeu o controle do carro e atingiu meu primo tão querido retirando-lhe a vida. Meu Deus, quanta dor!

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Em julho de 2017, durante o festejo do Sagrado Coração de Jesus na nossa querida Carema, tive a oportunidade de dizer a ele o quanto ele nos orgulhava por tudo que era: primo querido, pai amoroso, irmão protetor, filho amado, médico de tantos, salvador de muitos e um empresário de sucesso. Difícil será nosso reencontro familiar anual no mês de julho sem a sua presença. Já não teremos mais seu rosto amigo de sorriso largo e o abraço afetuoso. Ele era um ser de luz. Um homem do bem. A luz de Caremu vai agora brilhar no céu, auxiliando nosso Deus que certamente estava precisando muito de suas habilidades.

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Descanse em paz Luís Carlos Muniz Cantanhede. Sua luz brilhará para sempre em nossos corações. 

Quando o fim da opressão desponta no horizonte

Ao longo do tempo, a história nos mostra que sempre que um povo está oprimido; que lhe falta a tranquilidade para produzir e viver; e sempre que o fardo dos impostos está além do que pode aguentar os seus ombros; surge com toda a força, na sociedade, o sentimento de revolta e o desejo de libertação e mudança. No Maranhão não é diferente.

Quatro anos atrás, ludibriado por um grande projeto de marketing político, o povo do Maranhão foi levado a acreditar que precisava confiar no novo; que mudanças urgentes eram necessárias e que era preciso eleger um governador que não fosse aliado do ex-presidente José Sarney, cujas orientações significariam o atraso político. Pura enganação. Triste engano.

A ex-Governadora Roseana Sarney deixou em caixa cerca de 2 bilhões de reais provenientes de um empréstimo para obras estruturantes conseguido junto Ao BNDES e mais um Estado enxuto, com as finanças em dia e um planejamento estratégico definido. Tudo foi jogado fora.

Três anos depois da saída dela, o atual ocupante do Palácio dos Leões afirmou que o Estado estava falido, sem recursos. Nunca apresentou uma obra estruturante diferente das planejadas e iniciadas por Roseana e pior: não paga ninguém vivo, a não ser as pessoas próximas do Poder. Não por acaso, inúmeros fornecedores chegaram a fazer manifestações no final do ano passado em prol do recebimento do que forneceram.

Não bastasse isso, na sanha louca de arrecadar a qualquer custo, ampliou o senhor governador  (com letra minúscula mesmo) a base tributária, passando a cobrar mais de muitos e liberando poucos. Nunca se viu tanto pequeno comerciante pagando tributo. Não bastasse isso, nunca se viu também tanto pai de família ter seu meio de transporte apreendido por dívidas de Impostos com imediata venda do bem em leilão. Aquele cidadão, como jurista, deveria saber que débito tributário se inscreve na dívida ativa e se promove a execução fiscal, nunca se apreende o veículo tampouco se leva ele a leilão.

Contra tudo, ouvindo o povo e mostrando que tudo isso está errado; que nunca foi assim e pregando união pelo fortalecimento partidário; demonstrando tudo o que já fez pelo Estado e plantando a esperança de que o Maranhão pode mudar esse quadro e voltar a crescer, a ex-Governadora do Maranhão por quatro mandatos Roseana Sarney começou a visitar o Estado e mostrar que é possível avançar e crescer sem tirar o couro do nosso Povo. Roseana nunca tributou o pequeno comerciante e nem perseguiu os mais humildes. Muito pelo contrário. Roseana sempre ajudou o mais pobre.

É de Roseana o programa “primeiro emprego”. É dela a isenção de pagamento de água e luz para famílias de baixa renda. Foi quem mais fez e recuperou estradas. Foi Roseana quem mais construiu hospitais. Foi ela quem mais fez obras estruturantes no Estado. Roseana trabalhou incansavelmente pela melhoria de vida do povo do Maranhão e agora ela presta contas de tudo o que fez. Basta comparar quem fez mais e o povo maranhense sabe que quem fez mais foi Roseana.

Multidões tem saído de suas casas para ver Roseana e dizer o quanto era bom quando ela era Governadora; pra dizer o quanto era bom sair de casa pra trabalhar sem o medo de ter sua moto apreendida; sem ter que pagar tantos impostos.

Sempre que a opressão e o grande número de impostos massacram o povo ele clama por mudança. O fim da opressão desponta no horizonte. Hoje o povo diz volta Roseana e grita em alto e bom som que sendo Ana, Juliana ou ROSEANA o maranhense quer é a MULHER.

Pedro Leonel Pinto De Carvalho. Codinome: advogado

Tem certas coisas que a modernidade, mais precisamente o Facebook, nos proporciona e que nos motiva a tomar certas atitudes que vinhamos involuntariamente postergando. Foi o que aconteceu hoje quando essa rede social me trouxe a lembrança de que hoje é o aniversário de um dos, senão o maior, expoente da advocacia do Maranhão. Refiro-me ao Professor Pedro Leonel Pinto De Carvalho, pessoa sobre a qual já tem algum tempo vinha alimentando o desejo de escrever.

Conheci pessoalmente o professor Pedro Leonel pouco tempo depois de ingressar no curso de direito da Universidade Federal do Maranhão.  Ele já era famosíssimo. Para mim, por ser amigo do meu pai com quem integrara a equipe do Governo de João Castelo Ribeiro Gonçalves  (o Professor fora Procurador Geral do Estado e meu pai sub-Chefe e depois Chefe da Casa Civil). Para os alunos por ser o rigoroso Professor de Direito Processual Civil do turno matutino. Para a comunidade jurídica nacional por ser um dos grandes processualistas do País.

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Não fui seu aluno por muito tempo. Por integrar a seleção maranhense universitária de futsal, acabei perdendo a disciplina por falta, suficiente para que ele ligasse para meu pai para me repreender. Lembro com carinho desse dia. Nunca deixei de admirá-lo também por esse gesto. Durante o curso, tive a oportunidade de compreender o tamanho da representatividade do nome dele. Em um evento da semana do direito realizada no Convento das Merçês, testemunhei o então Ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence (que falta esse Ministro faz àquela Corte) se referir a ele como “um dos maiores processualistas vivos do Brasil”, momento em que lhe cobrou uma maior produção acadêmica. Posteriormente, por ocasião da minha pós-graduação Lato Sensu em Direito Processual Civil, ao me debruçar em estudo sobre a Coleção “Comentários ao Código de Processo Civil” da editora Saraiva, seguramente a maior obra a respeito da época, ali encontrei referência a sua produção enquanto operador do direito. Que orgulho.

O Professor Pedro Leonel não venceu no direito escrevendo livros jurídicos. Não virou um best seller. Ele se tornou referência pela sua vitoriosa produção enquanto bem sucedido advogado e pelos artigos jurídicos em que expôs suas idéias em um tempo em que não se dispunha das facilidades de divulgação de hoje através da internet. Hoje em dia, luta por causas que outros não acreditariam ser possível vencer, mas que sua alma de combativo advogado lhe faz crer que corrigirá uma ilegalidade; uma falha administrativa ou um abuso e que o resultado prático refletirá em um benefício para toda a sociedade. Para tanto, faz uso muitas vezes da ação popular.

Foi de Pedro Leonel Pinto De Carvalho a primeira ação contra a venda da refinaria de pasadena, na Califórnia, pela Petrobrás; contra o auxílio peru ou auxílio natalino pago aos membros da magistratura Carioca; contra a utilização de recursos públicos no custeio de curso em uma universidade para divulgação de conteúdo comunista; contra aumento irregular de tarifa elétrica; dentre outros, além de ser dele a consolidação jurisprudencial do dano moral antes da Constituição de 1988. Para quem tiver curiosidade, basta colocar no Google seu nome e uma infinidade de referências surgirá.

Certa vez meu pai me disse que em uma viagem a Portugal, em conversa com alunos da Universidade de Coimbra e ao comentar que era professor aposentado do curso de direito, eles informaram ser uma tradição local ceder a beca (vestimenta preta dos advogados quando se encontram em sessão nos Tribunais) ao Mestre enquanto conversam, o que fizeram com ele (lá eles assistem às aulas de beca).

Hoje meu Professor e de incontáveis profissionais do direito do Maranhão faz 81 (oitenta e um anos). Não poderia jamais deixar que o dia acabasse sem lhe prestar esta singela homenagem. Nesta data, Professor Pedro Leonel, coloco minha beca simbolicamente sobre os seus ombros para lhe dar os parabéns, não somente pelo seu aniversário, mas também por tudo que o senhor representa para o nosso universo profissional. Continue assim, forte como um Carvalho e seja para sempre Pedro Leonel Pinto De Carvalho, o PLPC. Codinome: advogado.

Chico Garcia: um nome que entrou para a história

Incontáveis são as atividades construídas e fomentadas por abnegados e tudo ganha maior proporção quando se reveste de paixão pelo que se faz. Com a equinocultura não é diferente. Do tratador ao empresário rural, passando pelos treinadores, assessores, árbitros de competição ou membros de Associação de raça, todos tem sua importância para o fortalecimento do seguimento. Quando tudo isso se concentra na mesma pessoa é possivel dizer que temos uma referência, alguém que merece reconhecimento por tudo o quanto representa para aquele universo. Aqui no Brasil temos alguém assim e seu nome é Francisco Garcia.

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Radicado em Botucatu-SP, aonde comanda seu aconchegante Horses Ranch – importante centro de reprodução, treinamento e comercialização de equinos – Chico Garcia construiu um nome mundialmente respeitado ligado ao mundo do cavalo. Tendo morado um tempo nos Estados Unidos e ali solidificado seu amor pelos cavalos, adquiriu os conhecimentos necessários para trabalhar, com desenvoltura e enorme qualidade, em favor das raças Quarto de Milha, Apaloosa e Paint Horse.

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Chico Garcia é um homem simples do campo. Com uma simpatia contagiante, discorre fácil sobre tudo o quanto se relaciona a equinocultura e faz de sua experiência de vida a cátedra para expor seus conhecimentos. Árbitro internacional e membro diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Paint Horse, Chico transborda entusiasmo e incentivo para todos que queiram se informar e iniciar na criação de cavalos. Difícil é resistir aos argumentos, notadamente quando fala dos pilares da raça ou apresenta um animal da qualidade espetacular de um Chasin the Money, garanhão Paint Horse preto e branco, homozigoto, 100% fechado em linhagem de velocidade, que ajudou a importar para o Brasil e que hoje está alojado na sua Horses.

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O mundo do cavalo brasileiro está em festa. O juiz oficial da APHA  (American Paint Horse Association) foi escolhido pelo Comitê Executivo da Entidade para receber uma premiação pelos relevantes serviços prestados à APHA e à raça Paint Horse. Tal prêmio foi entregue no último dia 04/03/2018 na festa do Awards APHA 2018 realizada no hotel Dallas/Fort Worth Airport Marriott, em Irving, no Texas, EUA.

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A partir de agora, sempre que alguém consultar os anais da APHA saberá que um brasileiro recebeu tamanha honraria nos Estados Unidos da América, berço da raça Paint Horse no mundo. O nome de Francisco Garcia entrou para história. Chico agora é um ícone. Grande orgulho para o mundo do cavalo brasileiro.

Parabéns Chico. Você fez e faz por merecer. 

Filho lindo

Em nossos melhores sonhos nunca pensamos que poderíamos voltar a ser tão abençoados quanto fomos quando tu vieste ao mundo. Simplesmente lindo. Quando abriste os olhos e revelaste a beleza inigualável do azul misturado com os tons de cinza e verde deixaste boquiabertos todos quantos vinham te conhecer. Te pegar no colo e beijar teu rosto, te fazer carinho e te fazer sorrir sempre foi a renovação constante do nosso amor.

Com o passar do tempo tuas principais características foram se apresentando e o nosso orgulho crescia cada vez mais. Te fizeste amoroso, respeitoso, companheiro, organizado, dedicado aos estudos, enfim, um príncipe como tantos costumam se referir a você. A cada dia que passa, acompanhar teu crescimento se mostra um privilégio.

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Nós olhamos para trás e vemos o bebê que foste. Sentimos saudade. Hoje és uma criança feliz, compenetrado em teus afazeres e dedicado aos teus sonhos de menino. Teu sorriso e espontaneidade nos enchem de vida. Orgulha-nos a tua obstinação em dominar o futebol como algum dia dominaste os três tambores. Temos plena convicção de que em breve serás campeão outra vez. Sim. O filho torna-se o pai e o pai torna-se o filho. Assim como nós e teus avós, nutres pelos esportes o gosto dos vencedores. O podium te é familiar.

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Neste dia tão especial para nós, relembro-te às palavras que um dia registrei para ti:

“Levas o nome do teu pai, mas tens contigo tudo o que de melhor vem de mim e também da tua mãe.
És um filho que enche a todos de orgulho, seja com tua postura escolar, seja no teu dia a dia, vencendo dificuldades e superando desafios com o mesmo sorriso nos lábios de quem torna o difícil tão fácil.
A você, Sérgio Murilo Filho, todas as bênçãos de Deus. Que ele te faça a cada dia mais forte e determinado. Te dê um futuro brilhante e que nunca te falte disposição para estudar e trabalhar.
Vida longa e próspera meu fifilho.
Um futuro glorioso será o seu. Você o conquistará com sua firmeza de caráter e com a garra que você traz dentro de si.”

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Lança teus belos olhos sobre o futuro que Deus te reserva. Caminha com garra, luta com a bravura dos conquistadores e segura firme as oportunidades que surgirem. Só não esqueça de agir com amor, na mesma intensidade com que te amamos.

Feliz aniversário campeão. Parabéns pelo teu dia, filho lindo.

O maior professor de geografia do Maranhão

Eu tive excelentes professores ao longo da minha vida. Contudo, não tenho receio em afirmar que, de Geografia, indiscutivelmente, o maior foi Afrânio Weber Filho. Um professor fantástico e um grande amigo. Por várias vezes afirmei em meus escritos aqui e no Facebook que devo a ele e sua revisão aprovação  (feita sempre na véspera da prova, juntamente com Jesus Carvalho de História e Oduvaldo de OSPB) o fato de ter passado no vestibular de Direito na Universidade Federal do Maranhão. 

Afrânio foi meu professor por muitos anos e seus ensinamentos extraídos de muito estudo e dedicação, além das incontáveis viagens que fez pelo mundo para conhecer, de perto, aquilo que lecionava, povoam minha vida até hoje e me garantem, vez por outra, auxiliar meus filhos em seu aprendizado. Não por acaso, a foto que ilustra este texto é de uma dessas viagens, mais precisamente ao Rio São Francisco. 

Recentemente, soube de uma grande vitória obtida por ele e tive a oportunidade de lhe apresentar felicitações no Facebook. Depois de tanto tempo ajudando a formar academicamente milhares de maranhenses, ele finalmente concluiu o curso de Geografia. Felizes aqueles que podem ter a honra de tê-lo com professor.

Hoje nos falamos pelo Facebook quando eu reconheci que errei ao afirmar que achava que Atins e Caburé integrariam o território de Paulino Neves. Ambos, na verdade, pertencem ao Município de Barreirinhas. Dá nossa conversa surgiu a notícia de que os vídeos que ele vem postando naquela rede social integram um novo projeto que ele está desenvolvendo. Depois de tanto tempo Afrânio Weber Filho se reinventa e nos brinda com um canal no youtube. Parabéns para ele pela iniciativa e para nós que nos transportamos outra vez para a sala de aula e nos deleitamos com seus ensinamentos.

https://www.youtube.com/channel/UCUTUtyS_OXmAcDoFLe5MoAw

Para todos, sugiro acessar o link que aqui posto e oriento a se inscreverem no canal. Vocês só terão a ganhar. São vários vídeos abordando os mais variados assuntos em “professor Afrânio Weber opina”.

Professor, muito obrigado por tudo. Continue grande como sempre foi.

Aonde foi parar meu carnaval?

Ainda menino, meus pais levavam os filhos e primos para acompanhar o carnaval de rua na praça João Lisboa. Ali sentávamos no meio-fio para aguardar os blocos que vinham da Rua do Sol. Lembro como se fosse hoje dos fofões que traziam bonecas nas mãos e simulavam trocá-las por alguns trocados. Durante o dia ficávamos nos bairros fazendo blocos de sujo e brincando com as bombas d’água que fazíamos com canos velhos, cabos de vassoura cortados e uma rodela de havaiana presa na ponta para dar pressão a água. Belas lembranças de um carnaval distante.

Passado um tempo, já na adolescência, lembro do carnaval nos clubes. Brinquei muito no Casino, Litero e Jaguarema ao som de bandas como Nonato e seu Conjunto e os fantoches. Ninguém ficava parado quando os primeiros acordes dos metais ecoavam nos salões. No fim da noite, exauridos e famintos, nos dirigiamos à Rodoviária velha que ficava próximo da rampa de acesso a avenida quarto centenário de hoje para nos deliciarmos com o bom e velho mocotó das lanchonetes. Ainda consegui levar minha filha Vanessa na vesperal do Litero. Éramos três gerações de foliões (meus pais, eu e minha mulher e nossa filha), atendidos pelo garçom Policarpo, juntos vivendo os últimos momentos de um passado que hoje só vive em nossas recordações. Pouco tempo depois o Litero fechou as portas e virou ruinas, mesmo destino que coube ao lindo Jaguarema de tantas noites esportivas.

 

 

 

Com o fim do carnaval de clubes, voltamos todos ao tradicional carnaval de rua. Da Madre Deus, reduto de bambas à Rua do Passeio e de São Pantaleão, passando pela Praça Deodoro, multidões se acotovelavam para ver, ouvir e brincar ao som de blocos como esbandalhada, jegue folia, vagabundos do jegue, cordão do ponto com, siri com câimbra, e tantos outros, além dos blocos tradicionais como Os Foliões e Príncipes de Roma que se apresentavam também na avenida juntamente com as escolas de samba, destacando-se a rivalidade de anos entre Flor do Samba, Turma do Quinto, Favela do Samba e Unidos de Fátima. Nosso point era na casa da avó do meu amigo Lino Osvaldo, próximo do antigo Colégio Dom Bosco. Os fofões foram acusados de serem usados para a prática de furto e por um tempo foram proibidos. Uma pena. A roda do tempo girou outra vez.

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Já fazia um bom tempo que eu não saia de casa para ver o carnaval. Hoje fui, de carona, almoçar na casa de uma amiga querida e de lá, sem que ninguém aceitasse me levar em casa, fui levado a conhecer o carnaval do circuito Beira-mar e ver a grande atração do dia, a cantora Elza Soares. Sempre acompanhei seu trabalho, mais pela curiosidade de ter sido casada com o gênio do futebol Mané Garrincha do que propriamente pelo seu repertório ou seus pendores vocais. Sem escolha, fui. Paramos em frente do Hospital Dutra, passamos pela praça Gonçalves Dias e chegamos à Beira-mar, em frente ao Dnit, pela Praça Maria Aragão. Uma pernada porque o acesso pela ponte José Sarney estava proibido. Passamos por um mar de gente entre três palcos aonde se revezavam atrações musicais que produziam algo próximo de músicas carnavalescas. Quantas pessoas estavam ali por pura falta de opção! Ao chegarmos em frente ao antigo Casino Maranhense, local destinado à apresentação da Elza Soares tive uma certeza inarredável: nosso carnaval agoniza na mesma proporção da carreira da artista que, se um dia foi grande, hoje não passa de um reflexo distorcido refletido em um espelho quebrado. Sequer se apresentava sobre as próprias pernas. A voz forte e rouca de outrora era um sem rítmo de quem, com dificuldade, acompanhava a letra da música no teleprompter. No ar, o odor forte da maconha que queimava fácil sem que os usuários fossem abordados pelos poucos policiais presentes. Rapazes se beijavam abertamente protegidos pela modernidade dos tempos de homo presença liberada.

 

 

 

Não aguardamos sequer a quinta música. Resolvemos atravessar a Ponte José Sarney com destino ao bairro do São Francisco para conseguir um transporte que nos levasse de volta para casa.  A proporção que nos distanciávamos da Beira-mar, lembrei de Lot deixando Sodoma, a cidade do pecado, que logo depois seria riscada do mapa juntamente com Gomorra. Os comunistas acabaram com o carnaval de São Luís.

Enquanto atravessávamos a Ponte eu fiz esse vídeo. No peito a dor de ver o que fizeram conosco. Na mente a esperança de que dias melhores virão.

Aonde foi parar meu carnaval? Ficou no passado. Dele restaram as lembranças e a esperança de que em 2019 possamos estar trazendo ele de volta outra vez. Alguém poderia perguntar: Alcione não se apresentou no Carnaval de São Luís? Respondo: não. Alguém deve ter achado que Elza Soares, Pinduca, Gaby Amarantos, Péricles, Fundo de Quintal e Maria Gadu representam melhor o carnaval maranhense e nossa cultura. Quanta sensibilidade!

 

Quando o melhor não vence

Acredito que minha paixão e de incontáveis brasileiros pelo futebol americano esteja diretamente ligada às transmissões históricas que Luciano do Vale fazia pela Rede Bandeirantes nos tempos áureos do San Francisco 49rs de Joe Montana. Não tínhamos TV a cabo e a ESPN era uma realidade distante. Passados tantos anos, eis que me vi hoje, outra vez, com os olhos grudados na telinha para acompanhar a final do Super Bowl. Em campo Philadelphia Eagles x New England Patriots.

Não tenho como negar que sou Patriots desde criancinha, Hehehe (sou fruto do fenômeno de torcer por quem você viu ganhar mais em sua formação sobre o esporte). Talvez torça também pelo fato do Tom Brady ser o maior quaterback da história ou por ser casado com a Gisele Bündchen, o que o aproxima do Brasil. Por uma coisa ou outra acompanho com entusiasmo a campanha dessa franquia recordista de vitórias. São o que tem de melhor a algum tempo, sem dúvida. Contudo, tal qual no soccer ou no nosso futebol, nem sempre o melhor vence.

Em que pese tenha realizado a segunda melhor campanha em jardas da história da franquia (jardas são os metros em que é computada a tomada de territórios do jogo), o Patriots foi derrotado por 41 x 33. Parece muito, mas pra realidade do jogo não é. Um novo touchdown e uma jogada extra que não o tiro livre direto que dá somente mais um ponto poderia ter dado um resultado diferente à partida. Alguém poderia dizer que fiquei triste com a derrota, mas não seria verdade. Como desportista que sempre fui nunca fiquei assim por uma derrota lutada, vendida caro. Derrota que entristece é aquela sem luta. Não foi o caso. Como sempre digo, a César o que é de César. O Philadelphia Eagles mereceu a vitória e o Patriots a derrota. Por mais que o ataque funcionasse a defesa entregava o ouro e não por acaso em uma falha de proteção dela Tom Brady perdeu a bola em um momento chave do jogo.

Quem acompanhou o campeonato deste ano pode observar a consistência com que se apresentou o Philadelphia. Foi uma equipe aguerrida que só chegou à final com a marca de zebra por não ter podido contar na reta final com seu quarterback titular. Mesmo assim foi lá e venceu, desta feita sob a batuta de Nick Foles, o qual não somente foi brilhante na condução da equipe. Foi tão cirúrgico em sua participação que se tornou o MVP (melhor jogador) da partida. Uma honra para poucos. Não tive como não recordar meu próprio passado.

Em 1985 eu disputei pela primeira vez os Jogos Escolares Maranhenses na modalidade de Futebol de Salão. Arrebentei. Fui convocado para a Seleção Maranhense de 1986 para ser o titular da equipe, palavras do próprio treinador, professor Roberto Brito. Adoeci duas semanas antes do embarque para o Espírito Santo, Estado que sediaria os Jogos Escolares Brasileiros daquele ano. Nossa equipe, que era estrutura em mim no gol, meu amigo/irmão e parceiro de todas as horas Marlos Lamar numa ala, Alan Neto de fixo, Goiabeira na outra ala e Elson revezando com George no pivô não pode contar comigo. Coube ao meu substituto Nelson o protagonismo dos jogos. O Maranhão foi campeão brasileiro estudantil de futsal e Nelson o melhor goleiro estudantil daquele ano. No ano seguinte, 1987, tinhamos um time fantástico. Se Alan, Goiabeira, Elson e Geoge ficaram de fora pela idade, tinhamos Aldo, Jupira e o mago Denilson para substitui-los. Um conjunto espetacular. Machuquei no mesmo dia em que chegamos a Campo Grande, capital do Estado do Mato Grosso do Sul, sede dos jogos. A duras penas me recuperei de uma entorse de tornozelo para poder competir (um dia escreverei a respeito, haja vista ter sido, segundo dizem, uma recuperação impossível, exemplo de superação). Dos 7 (sete) jogos participei apenas de quatro e no quarto me machuquei pela última e definitivamente vez naquele torneio. Não fomos campeões, mas meu esforço, superação e lágrimas me garantiram ser, ainda assim, o melhor do torneio. Ironia do destino: tive a chance de ser por duas vezes o melhor goleiro do Brasil. Fui apenas uma e sem ser campeão. Até hoje acredito que a contusão ocorrida ainda no primeiro tempo nos tirou a vitória. Uma pena.

Tal qual em 1987 e logicamente guardadas as devidas proporções, hoje o melhor não venceu ou talvez o melhor de hoje tenha sido o Philadelphia Eagles e Nick Foles, o improvável quarterback que saiu do banco para se tornar o MVP do jogo.

De uma forma ou de outra, a história reserva para o New England Patriots de Rob Gronkowski e Danny Amendola o reconhecimento de melhor equipe da década e a Tom Brady o registro de ser, mesmo na derrota, o maior quarterback da história, um extraterrestre do nível de Jordan, Phelps, Federer ou quiçá de Pelé (pode parecer heresia mas seus números são igualmente espetaculares).

Como diz a máxima do nosso futebol (soccer para eles), nem sempre o melhor ganha e isso são coisas do futebol.

Ano que vem será diferente. Go patriots. 

O que o futuro reserva para Lula?

Confesso que relutei muito em fazer essas considerações, haja vista ser o personagem principal o político mais carismático da nossa recente história política. Contudo, em que pese os grandes avanços sociais e econômicos alcançados sob sua batuta, a corrupção galopante que gravitou em torno dele, com ou sem o seu consentimento  (fica cada vez mais difícil acreditar na segunda opção), até aqui descoberta, mancha sua biografia e descortina um futuro que ninguém, em sã consciência, poderia imaginar. Aliás, nem em seus piores pesadelos poderia ele mesmo acreditar que o garoto humilde ou o metalúrgico que se tornou Presidente poderia ser condenado criminalmente e pudesse passar longos anos preso em regime fechado.

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Sérgio Moro ao lado do Brasil

Coube ao Juiz Sérgio Moro  (abro parêntese para registra que sou contra suas práticas de condução processual e a forma como afasta os comandos constitucionais na aplicação do direito) apreciar conjuntamente as provas produzidas para concluir pela prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro corporificadas no triplex do Guarujá que ele teria recebido da Construtora OAS, como propina, por dar as condições às construtoras amigas de alcançar os excessivos ganhos através da Petrobrás e manter os elementos necessários à continuidade das operações mesmo fora da Presidência. Condenou-lhe a 9 anos e 6 meses de reclusão. 

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Em sede recursal, coube aos Desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus analisarem pontualmente cada elemento dos autos para concluir que mesmo o imóvel não estando em nome de Lula o apartamento era dele de fato, tendo sido a ele destinado em decorrencia da criação e manutenção da estrutura de corrupção instalada na Petrobrás para beneficiar construtoras e partidos políticos. Aos documentos produzidos foram somados vários depoimentos e se completaram para chegar à conclusão pela culpabilidade. Crime praticado, autoria definida e pena majorada pelo relator para 12 anos e 1 mês em regime fechado. Os demais Desembargadores constataram a contundência das provas e seguiram a dosimetria e a pena aplicada pelo relator  (depois apareceu um cidadão metido a conhecedor do direito e professor até do criador para dizer que os votos foram combinados. Me compre um bode. Perdeu excelente e nova oportunidade para ficar calado).

E agora? O que o futuro reserva para o popular ex-Presidente? Esclareço.

No âmbito do TRF da 4. Região ele pode embargar de declaração, o qual deverá ser conhecido porém improvido, haja vista a qualidade dos votos dos Desembargadores. Poderá recorrer então ao Superior Tribunal de Justiça e depois ao Supremo Tribunal Federal para tentar reformar a decisão. Longas batalhas judiciais lhe aguardam nesses Tribunais em busca de provar sua inocência.

Uma vez julgado os embargos de declaração e se acaso improvido tal recurso, Lula será encaminhado para a prisão para cumprimento de sua pena e isto porque o Supremo Tribunal Federal passou a entender de uns tempos pra cá que após encerrada a jurisdição de segundo grau, uma vez condenado à prisão deve ser a ela recolhido imediatamente (sempre fui crítico dessa decisão uma vez que a Constituição prevê que ninguém será preso antes de sentença penal condenatória transitada em julgado). Contudo, recentemente alguns Ministros do Supremo acenaram com o arrependimento quanto à defesa dessa tese, o que leva a crer que essa orientação será revista. Se isto ocorrer Lula não deverá ser recolhido à prisão após os embargos, permanecendo solto até o trânsito em julgado da decisão.

Por outro lado, logo após o encerramento do julgamento, o PT se apressou em anunciar que Lula será candidato a Presidente da República nas próximas eleições. Pergunta-se: ele pode ser candidato mesmo condenado? Esclareço.

Lula pode ser escolhido em convenção e pedir o registro de sua candidatura. O Ministério Público Eleitoral e os demais partidos e/ou coligações irão impugnar o pedido de registro com base na lei complementar 135/2010 (a lei da ficha limpa), a qual prevê que os condenados por órgão judicial colegiado são inelegíveis. Nessa hipótese, o registro tende a ser indeferido. Ele provavelmente tentará concorrer sub judici fazendo uso de recurso após recurso, mantendo assim a esperança de reverter a condenação. Isso, contudo, trará grande instabilidade política ao País e provavelmente não levará a lugar nenhum.

Triste fim de uma brilhante carreira política. Tal qual a foto em destaque no início desse texto, Lula parece ter esquecido de onde veio e aonde chegou. O popular Presidente parece que definitivamente privilegia seu interesse pessoal e se posiciona de costas para o Brasil.

O que o futuro reserva para Lula? Tempestades trovejantes ou, mais claramente, grandes disputas judiciais e, quem sabe, uma visão do sol nascendo quadrado. Seria deprimente vê-lo assim.

Lula seria um novo Al Capone?

O dia 24 de janeiro de 2018 poderá entrar para a história como o dia em que um Presidente da República Federativa do Brasil, pela primeira vez, teve contra si uma sentença condenatória confirmada em segunda instância. Se isso se acontecer, as consequências serão inúmeras. As razões e a forma, contudo, guarda similitude com um outro rumoroso processo, qual seja aquele que culminou com a condenação do gângster italo-americano Al Capone.

Segundo registrado na história (dados colhidos na Wikipédia), Alphonse Gabriel “Al” Capone (Nova Iorque, 17 de janeiro de 1899 — Palm Beach, 25 de janeiro de 1947) foi um gângster ítalo-americano que liderou um grupo criminoso dedicado ao contrabando e venda de bebidas entre outras atividades ilegais, durante a Lei Seca que vigorou nos Estados Unidos nas décadas de 20 e 30. Co-fundador do Chicago Outfit (que no seu tempo, foi o maior expoente da máfia americana no meio-oeste dos Estados Unidos), é considerado por muitos como o maior gângster da história americana. Al era conhecido no seu círculo íntimo pelo apelido de Scarface (“Cara de Cicatriz”), devido a uma cicatriz em seu rosto, que obteve em uma briga na adolescência. Aos 26 anos mostrava-se um homem sem escrúpulos, frio e violento. Em 1929 foi nomeado o homem mais importante do ano, junto com personalidades da importância do físico Albert Einstein e do líder pacifista Mahatma Gandhi. Capone controlava informantes, pontos de apostas, casas de jogo, bordéis, bancas de apostas em corridas de cavalos, clubes noturnos, destilarias e cervejarias. Chegou a faturar 100 milhões de dólares norte-americanos por ano, durante a Lei Seca, tendo sido um dos que mais a desrespeitaram. Acabou contraindo sífilis, o que o obrigava a tomar remédios fortes. Em 1931, foi condenado pela justiça americana por sonegação de impostos, com onze anos de prisão sem condicional, sendo enviado para uma prisão em Atlanta e em 1934 a Alcatraz. Ele contraíu sífilis, tuberculose e apresentava traços de distúrbios mentais. Sua pena foi revisada em 1939 em decorrência de seu estado de saúde, sendo solto e indo morar na Flórida. Capone morreu, por fim, em 1947 em sua residência em Palm Beach por conta da doença, mas seu corpo foi sepultado em Chicago.

Tal qual Capone, Lula foi processado e condenado por elemento periférico. 

Em que pese a enorme popularidade de Luis Inácio Lula da Silva, decorrente em grande parte dos resultados obtidos pelos programas sociais dos seus dois Governos, a corrupção desenfreada envolvendo pessoas próximas a ele e de grande influência em seu partido sempre deixavam a imagem de que tudo estava acontecendo sob o seu comando, entretanto nada era comprovado e ele nunca sabia de nada. Assim como Al Capone não foi condenado pelos assassinatos que comandou, nem pela exploração do jogo ou da prostituição, mas sim por sonegação fiscal, Lula não foi condenado diretamente pelas incontáveis denúncias de corrupção apontadas nos Governos do seu partido, mas pela corrupção passiva e lavagem de dinheiro corporificada no recebimento de um apartamento triplex no Guarujá. Data venia daqueles que entendem de forma diferente, o voto do Relator Desembargador Federal João Pedro Gebran Neto, rico em análise sobre a prova produzida nos autos, registra que realmente o apartamento estava destinado ao ex-Presidente, dado (porque não houve pagamento) pela OAS, mobiliado, em agradecimento pelos esquemas dos quais fora beneficiária a construtora e suas parceiras, consoante amplamente divulgado pela imprensa. Uma pena tudo isso. Não se sabe ainda se os demais Desembargadores seguirão o relator confirmando a sentença do Juiz Sérgio Moro, mas já se torna difícil dizer que nada existiu. O Relator aumentou a pena de Lula para 12 anos e 1 mês.

Sendo confirmada a sentença, a principal consequência é a inelegibilidade do ex-Presidente Lula, haja vista disposição expressa da Lei Complementar 135/2010, a conhecida Lei da Ficha Limpa, coincidentemente por ele sancionada, a qual considera inelegível o condenado por órgão judicial colegiado. Ironia do destino.

Se estamos diante do triste fim para um ícone ou do surgimento de um mito somente o futuro poderá dizer. 

Acabou o mundialito no Maranhão Horse Season

Desde a semana passada eu aguardo uma posição, pelo menos uma nota que fosse do atual desgoverno do Maranhão registrando que estava acontecendo no Município da Raposa, grande São Luís, o Maranhão Horse Season e nele o mundialito de três tambores, talvez o maior evento de esporte equestre do Norte/Nordeste, quiçá o maior do Brasil. Afinal, são duas semanas de competição promovidas pelo esforço pessoal de um abnegado esportista, o senhor Luis Almeida, proprietário do Haras 4 Irmãos. Duas semanas de competição diária iniciadas no dia 11/01 e que finalizará em 21/01, das quais estão participando representantes de haras do Maranhão, Pará, Tocantins, Bahia e São Paulo. Na programação, além do leilão do haras 4 Irmãos e da clínica de três tambores ministrada pelo recordista mundial da modalidade, Evelino Rocha, inúmeras competições de três tambores e ranch sorting (modalidade de apartação de bovinos). Destaque para o Mundialito de três tambores vencido pela equipe da Alemanha (primeira vez que uma equipe brasileira não ganha). Na abertura do evento, não compareceu um único representante do Governo do Estado e nem mesmo a Prefeita da Raposa esteve lá, preferindo ser representada pelo Vice-Prefeito. Uma pena. Deixou de prestigiar e de dar o devido apoio  ao maior evento do seu Município.

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Com efeito, o Mundialito consiste em uma competição de tiro curto em que por três dias as equipes convidadas montam cavalos que nunca montaram, sem esporas ou chicotes, tentando obter o menor tempo no somatório dos três dias, descartada a pior apresentação.

Neste ano, foram representados no evento o Brasil, defendido pela dupla Evelino Rocha (detentor do menor tempo mundial na modalidade) e Rogério Romualdo; pela Itália defendida Chiara Galioti e Waldir Ferreira; pela Alemanha representada por Petit Herweg e Ricardo Dieter e pelos Estados Unidos cuja equipe foi formada pela Mac10 e a Ashton Padon.

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Pois bem. Após três dias de apertada competição, sagrou-se vitoriosa, pelo somatório dos tempos, a equipe da Alemanha. Tal Vitória só foi possível graças a uma virada espetacular de mesa promovida pela dupla Petit/Dieter, onde Petit contribuiu com uma passada cadenciada em função do que lhe propiciava sua montaria e o Ricardo Dieter voou baixo no garanhão Westwind Upperclass (foto destaque com a competidora Vanessa Carolina), conseguindo o melhor tempo da competição na casa de 15.800″, mesmo estando contundido. Registre-se que esse cavalo já teria feito o segundo melhor tempo do mundialito, 16.134, se a representante da Itália não tivesse sido penalizada com 10 segundos por ter derrubado dois tambores. Infelizmente, no galope da vitória, não prestigiaram esforço e o resultado do animal, deixando de apresentá-lo na comemoração da vitória. Uma pena. O mínimo que se esperava era o animal ser aplaudido pelo seu grande feito.

De parabéns a equipe do Centro de Treinamento André Lopes, de Paço do Lumiar, responsável atualmente pelo treinamento do cavalo. O Westwind Upperclass foi o segundo melhor cavalo do Mundialito de 2017 (o cavalo Billy Colby Dee, treinado pelo CT André Lopes, fez os dois menores tempos da competição, cabendo ao Westwind o terceiro melhor tempo) e agora em 2018 se torna o melhor cavalo do Mundialito com apenas 6 anos e 4 meses. Fruto de muito trabalho, o CT André Lopes se consolida como o melhor centro de treinamento equestre do Maranhão, uma verdadeira fábrica de campeões, que inclusive neste Maranhão Horse Season credenciou a amazona Lívia Cortez a disputar, com tudo pago, uma competição em São Paulo montando o garanhão Zico Boy Agae.

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André Lopes (de preto) e Evelino Rocha

De triste fica o registro do descaso dos Governos do Estado e do Município da Raposa que não prestigiaram como deveriam esse maravilhoso evento.

Parabéns a todos que de alguma forma contribuiram para o sucesso desse evento espetacular. Parabéns ao organizador Luis Almeida, parabéns aos vitoriosos do Mundialito, a equipe da Alemanha formada por Petit e Dieter, a equipe dos Estados Unidos formada por Mac10 e Ashton Padon (reservadas campeãs), parabéns ao CT André Lopes e parabéns ao garanhão Westwind Upperclass, um animal espetacular.

Ela está voltando

Desde 20 de dezembro próximo passado que não tenho tido grandes motivos para sorrir, sendo exceção as boas notas dos meus filhos, as festas de fim de ano e a recente inauguração do segundo trecho duplicado da BR 135, quando o Senador João Alberto disse boas verdades ao atual ocupante dos Leões. Hoje, contudo, foi diferente. Hoje voltei a sorrir.

Pela primeira vez desde dezembro tive um dia sem dores; fui incluído em um grupo de Whatsapp destinado a rediscutir a OAB; levei um grupo de amigos de Bom Jesus das Selvas para conversar com a Governadora Roseana Sarney e, por fim, fui acompanhar o início do mundialito de 3 tambores no haras 4 Irmãos na Raposa, município da grande ilha de São Luís. Não sei em qual me senti melhor. É claro que o controle da diverticulite é animador, mas fazer politica com amigos é fora de série. No que concerne à OAB estou convicto de que é necessário uma grande reflexão a respeito e o grupo Repense deu um bom pontapé inicial. Sobre o mundialito, my friend americana Mac10 esteve muito bem montando o garanhão golden palomino Westwind Upperclass. Foi show. De parabéns Luiz Almeida do haras 4 Irmãos pelo excelente mundialito que está sendo realizado dentro do Maranhão horse seson. De parabéns o professor André e sua equipe do CT André Lopes pelo belo treinamento que tem dado ao lindo cavalo.

No que concerne, contudo, à visita feita a Roseana, ela deu a todos a certeza de que é pré candidata e, para mim, será a próxima Governadora. Simpática como sempre, ela afirmou amar o Maranhão e que vai este ano em Bom Jesus das Selvas e região. Ela está voltando. A casa estava tão cheia que levamos 3 horas para falar com ela. Uma verdadeira romaria de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças querendo estar com ela. Lindo de se ver. Ela contou tudo o quanto fez por Bom Jesus das Selvas e municípios próximos e falou sobre as lideranças com as quais conviveu. Fiquei feliz em rever a esperança outra vez nos olhos do meu povo. Chega de opressão.

De todos os quadrantes do Maranhão os líderes políticos vem trazer a mensagem do povo: querem ela lá de novo e querem Lobão e Sarney Filho no Senado. Agradecida, ela mostra tudo o que já fez pelo Maranhão e o que ainda é possível fazer. Sim, o Maranhense voltará a sorrir. Ela estará outra vez com eles e eles com ela. De tudo só tenho uma certeza: papada de porca vai ter muitas noites em claro a partir de hoje. Como sou bonzinho, deixo pra ele um vídeo sobre a relação de amor entre uma grande mulher e aqueles que ela protege. Olha ela ai de novo, sempre nos braços do povo, o Maranhense não se engana, ele sabe que o seu futuro está nas mãos de Roseana. Lembra bem, papada. Não esquece. De hoje em diante fica sabendo, sendo Ana, Juliana ou Roseana, o Maranhão só quer essa mulher:

Mentira tem perna curta. Kiuuuuu!!!!

Confesso que não tenho tido muita disposição para escrever. Creio mesmo que esteja um tanto quanto depressivo pelas limitações impostas pela diverticulite. Contudo, devido ao episódio ocorrido na inauguração do segundo trecho duplicado da BR 135 (segundo porque o primeiro foi feito pela Governadora Roseana Sarney do Km 0 até a ponte do Estreito dos Mosquitos), não tive como não fazer este registro. Afinal, não é todo dia que um governador de Estado (sim, em letra minúscula como minúsculo é o seu governo) é desmascarado em público e chamado de mentiroso e vagabundo por um Senador da República. De parabéns o Senador João Alberto. Ninguém aguenta mais o falatório e a propaganda enganosa desse desgoverno.

Ao afirmar o governador que “rompemos aqui o ciclo da falta de estradas, da falta de políticas sociais, da falta de escolas”, este foi imediatamente Interrompido pelo Senador João Alberto, o qual, do alto de sua respeitabilidade incontestável, afirmou que o governador estava mentindo e foi além, disse “é mentiroso e vagabundo “, consoante amplamente divulgado pela imprensa. Kiuuuu!!!! Hehehe. Esqueceram de avisar pro papada de porca que a propaganda de rádio, televisão e internet não permite desmentidos de corpo presente, mas discurso sim, ainda mais quando no palanque está um homem cuja coragem lhe valeu mais que um apelido, uma marca de seriedade de propósito e de agir. Lembrei imediatamente da música de João do Vale:

“Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará

 Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará”
Eu diria hoje: 
Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião,
é político de força lá do Maranhão, não se dobra nem se rende frente ao falastrão
Carcará é João Alberto, Senador que orgulha o seu povão.
Dizer que rompeu com o ciclo de falta de estradas, de políticas sociais e falta de escolas soa no mínimo ridículo. As estradas do Maranhão ou foram feitas pelo Governo Federal ou pelo grupo Sarney a partir de 1965. Antes de José Sarney governar o Maranhão tinhamos 13 quilômetros de estradas asfaltadas e nem mesmo a BR 135 tinha asfalto. O asfaltamento feito nos últimos três anos vem do projeto de asfaltamento planejado por Roseana e que culminou com o empréstimo do BNDES que esse senhor tanto criticou e que hoje usa a 3 x 4. O asfalto de hoje só chega nos municípios aliados e mesmo assim se o prefeito arcar com o meio fio e a sarjeta.
As escolas são as feitas pelo Estado a partir do Governo José Sarney que criou o programa “uma sala por dia, uma escola por mês, uma faculdade por ano”. Ele modificou o conceito sobre educação e as que não foram feitas por ele, o foram pelo Governo Federal. As escolas reformadas nos três últimos anos são escolas, algumas ainda de taipa, municipais, tanto que só as faz aonde os prefeitos não fizeram com recursos do FUNDEB.
Quem diz o que quer ouve o que não quer. O cidadão era aplaudido pelo cordão dos puxa-sacos quando falava em frente a dois ex-Governadores desmerecendo seus mandatos e ainda vem falar que rompeu com a falta de educação. Recebeu a devida reprimenda. Pior, virou meme. Só se escuta o famoso: “eu, eu eu, papada se …”.
Hehehe.
Aprenda, cidadão: mentira tem perna curta. Kiuuuu!!!!
Carcará, pega, mata e come.

O silêncio da partida

O ano de 2018 não começa bem no que tange ao elemento vida. Pessoas que em algum momento cruzaram meu caminho seguem agora para outro plano deixando aqui o silêncio de sua partida e a dor da saudade junto aos seus entes queridos.

Logo no dia 1 de Janeiro faleceu o Deputado Estadual e Ex-Prefeito de Caxias Humberto Coutinho. Tempos atrás ele precisou da minha ajuda. Um amigo querido intercedeu por ele. Eu lhe estendi a mão. Ele nunca me agradeceu, mas mesmo assim senti sua partida. Acho que não tenho sorte com os políticos de Caxias. Ainda tenho esperança em Paulo Marinho. Ele esteve em minha casa um pouco antes das eleições para Prefeito e me pôs ao telefone com um cidadão que me garantiu que o que o Paulo contratasse estava contratado. Ainda espero o  cumprimento da palavra empenhada.

Ontem partiu também a senhora Linda Araujo, tia da minha esposa e mãe da prima Simone Araujo. Dela guardo a recordação do quanto fui bem recebido por ela quando estive em Recife pela primeira vez. Uma perda muito sentida por todos que a conheceram.

Também no primeiro dia do ano faleceu Jorge Cunha, Vereador e ex-Presidente da Câmara de Apicum-açu, irmão do Prefeito Cláudio Cunha. Foi assassinado por ter se recusado a dar R$ 2,00 (dois) reais para um cidadão. Fica do seu passamento a reflexão de que até para se negar a dar dinheiro é preciso ter cuidado. O ajudei em um momento de minha vida. Ao seu irmão em vários outros. Da minha boa acolhida restou a ingratidão e a falsa consideração.

Por fim, na data de hoje faleceu, vítima de infarto, o professor de handebol José Pinheiro Silva, ex-coordenador de esportes do Colégio Dom Bosco e Presidente da Federação desse esporte. Lembro com carinho dele. Substituiu Álvaro Perdigão na coordenadoria do Dom Bosco e com ele tive uma respeitosa convivência. Ele acompanhou de perto minhas conquistas no esporte. Também esteve comigo no meu momento mais difícil que foi nas minhas contusões durante os jogos estudantis brasileiros-JEBS, de 1987. Ele dizia que nunca tinha visto um atleta sofrer tanto para se recuperar de uma contusão e disputar um torneio quanto eu sofri e lamentou profundamente a contusão final que me tirou dos jogos após a quarta partida.

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Pinheiro deixa um enorme legado para o handebol maranhense. Descobriu inúmeros atletas e lapidou outros. Por suas mãos passaram craques que integraram a Seleção Brasileira tanto masculina quanto feminina. Passávamos anos sem nos ver, mas o respeito mútuo se mantinha mesmo assim. Ele esteve conosco na festa do jubileu de ouro do Dom Bosco e acompanhou o jogo que promovemos para relembrar nosso bicampeonato. Ano passado nos reencontramos no aeroporto. Conversamos longamente, relembramos amigos comuns e grandes momentos do desporto maranhense. Guardarei comigo essas boas lembranças. Por hora, fica o silêncio da partida.

Que todos descansem em paz. 

Ano novo, vida nova

Chegamos finalmente ao último dia de 2017. No primeiro minuto após as 24h de hoje tudo ficará no passado e um novo ano começará. Ainda bem. As coisas negativas foram inúmeras, muita decepção com o ser humano; muita traição por parte de quem foi ajudado; muitas doenças pessoais, de familiares e de amigos queridos; muito trabalho sendo tomado à custa do vil metal. No plano macro vimos nosso povo massacrado, aumento de impostos, saúde precária, educação de péssima qualidade e desesperança. Sobrando, apenas uma propaganda absurda, caríssima, voltada para difundir uma imagem de prosperidade inexistente. Vai embora, 2017. Pelo menos em mim não deixarás saudade.

2018 nasce com um sentimento de esperança batendo no peito. Espero realização profissional, saúde, paz e amor para todos que me cercam e para meu povo a concretização da esperança por dias melhores. Não queremos mais um governo de fantasia; não queremos nosso povo sem atendimento médico de qualidade; chega de desgoverno, chega dos altos impostos que massacram os comerciantes; chega de não pagamento de fornecedores por que quem não recebe não pode empregar; chega de médicos sem estrutura de trabalho e sem motivação graças aos salários atrasados; chega de insegurança; chega de estradas esburacadas e intrafegáveis; chega das obras que se arrastam por anos a fio sem conclusão; chega de justificar a incompetência com desculpas esfarrapadas de que a culpa é do governo passado. Já não queremos mais do mesmo.

O ano que iniciará daqui a pouco traz consigo a marca da escolha. Escolheremos ficar com a opressão disfarçada na propaganda enganosa ou daremos oportunidade à esperança? Prefiro acreditar na segunda opção. O comunismo fracassou em todo o mundo e aqui não foi diferente. Chega de discurso vazio, demagogo e enganador.

Ano novo, vida nova e novo governo. Muita paz, amor, segurança, saúde, educação e prosperidade. Que 2018 seja muito melhor e que nossos sonhos se realizem.

Feliz 2018.

Alcoolismo, depressão e outras moléstias.

Durante muito tempo eu vi, com ressalvas, as cirurgias de redução de estômago, as conhecidas bariátricas, principalmente em função dos desvios de conduta que observava em muitos dos quais se submetiam ao procedimento cirúrgico. De todos, o de maior gravidade, até então, fora um rapaz que morreu antes dos cinqüenta. Ele faleceu de complicações decorrentes de um câncer que surgiu embaixo da área costurada de seu estômago. Antes do surgimento, algo comum a varios operados amigos meus: o consumo exagerado de bebida alcoólica.  

Muito observador que sempre fui, passei a visualizar em todos quanto se submetiam a essas cirurgias, uma constante exacerbação de condutas diferentes da comida, ou seja, se antes as frustrações e anseios eram depositados no consumo de alimentos, após a cirurgia passaram a outros prazeres, seja o cigarro, o consumo de picolés, jogo, gelo, bebidas, dentre outros.

O consumo de gelo já se constatou ser normalmente decorrente de anemia, porém os outros não se conhece (pelo menos eu não conheço) as razões do seu alto consumo. Parece mesmo que já que não podem comer como comiam passam então a descarregar suas frustrações ou ansiedades em outros prazeres, notadamente a bebida. Beber até a última última gota, até a última lata ou garrafa causa grande preocupação e gera instabilidade de mesma monta. Pior de tudo é quando nem quem vive o alcoolismo e nem que lhe cerca consegue visualizar e entender a patologia para impor limites.

De igual forma, a depressão decorrente da cirurgia ou mesmo de surgimento imotivado é outro fator de preocupação. Sabe-se que o ser humano se constrói de um conjunto de condições que lhe propiciam o equilíbrio. A ausência de prazeres, ações ou mesmo o excesso de omissões podem levar a essa patologia. Qualquer gatilho, como por exemplo a anemia, pode se tornar um elemento motivacional. Combater o fato gerador ou coibir certas ações dissimuladas são o caminho para acabar com ela. Deprimido não se sente confortável para levantar da cama ou escovar os dentes, para banhar, se depilar ou trabalhar. Deprimido não quer sair, ir à missa ou visitar amigos, muito menos participar de festas. Deprimido é recluso e anti-social.

Outro fator relevante e que também pode causar preocupação é o pseudo desejo de suicídio decorrente de limitações pessoais ou alimentares. Não tenho o que quero. Posso suicidar. Puro blefe. Safadeza de quem procura se esconder dos problemas buscando piedade alheia. Desvio de formação. No interior tratado a base de taca.

A psicologia e a pedagogia moderna tem criado distorções cada vez mais numerosas. Se diz que não se deve bater pra corrigir. A ausência de autoridade está gerando o parasita social, o vagabundo, o drogado, o ladrão, o assassino, o traficante e o suicida, da mesma forma quanto o estelionatário da patologia, aquele que não tem nada mas que se apresenta como doente para se autoafirmar ou para se esconder da realidade. De um jeito ou de outro se não tiver reação rápida, direta e ostensiva tende a se consolidar.

Contudo, não é nem o alcoolismo, nem a depressão, nem o suicídio de bravata ou qualquer outra moléstia decorrente ou não de cirurgia o mais preocupante. O elemento que mais preocupa é a hipocrisia que norteia o doente e quem gravita em torno dele; aquela que vê o que está acontecendo e nega a realidade. Aquela que recrimina quem tenta freiar. Essa conduta normalmente está na gênesis de tudo. Na criação da falta de um amanhã. É a mãe que quando o filho está em abstinência se compadece e cede um baseado; é  a que dá uma bebida a mais quando deveria coibir; é a que incentiva a muleta do vagabundo pseudo suicida. É a de quem recrimina quem tenta impor o limite.

Querer resolver ou não é uma opção. Responder pelas consequências não é somente um detalhe. Quem planta, colhe. Cada um escolhe o que quer plantar.

P.s.: Alguém poderia perguntar o porque dessa postagem. Respondo: perdi esta semana mais um grande amigo por complicações decorrentes de cirurgia bariátrica. Aguardo esclarecimentos técnicos sobre o assunto.

Um Dourado espetacular

Em novembro de 2000 eu iniciei um novo ciclo profissional quando fui convidado a integrar o prestigiado escritório de advocacia municipalista Sousa & Sousa advogados associados. Meu amigo Lino Osvaldo tinha decidido se submeter ao concurso de Juiz Federal e precisava de alguém que conhecesse de assessoria municipalista para fazer suas vezes a partir de então. Comecava ali em projeto de expansão que culminou com o escritório passando de 7 municípios no inicio de 2001 para 21 no final do ano. Foi nessa época que o conheci.

Uma Secretária e correligionária dele teve um problema jurídico e precisava ser defendida. Ele veio trazer o caso para o escritório. Chegou chegando como era do seu estilo. Era grande, forte, falava e ria alto. Exigentíssimo com a prestação de serviço que recebia. Mostrou a inicial para Dr. Salomão, pai de Lino e foi logo dizendo que queria um craque para defender a causa. Fui chamado para ser apresentado a ele e para tomar pé da situação. Perguntei quando voltaria para seu Município e afirmei que dois dias antes estaria pronto para apresentação, discussão e finalização. Assim foi feito. Ele preferiu levar para ler em casa. Ao terminar a leitura ligou para Dr. Salomão e, empolgado, disse que eu era muito bom e escrevia muito bem. Surgiu a partir desse dia uma relacionamento de confiança, respeito, admiração e lealdade. Ele passou a ser o maior divulgador do meu trabalho.

Pouco tempo depois eu fui pela primeira vez ao seu Município. Cheguei por terra e pude testemunhar sua excelência enquanto gestor logo na divisa entre o município por ele dirigido e o que o antecedia. Sua parte da estrada era um tapete e a outra uma buraqueira só. Ele um homem público probo, o outro sequer se encontram adjetivos para definir. Sua cidade era uma beleza, tinha sua marca em cada esquina, na limpeza das ruas, na qualidade dos prédios, no sorriso do povo que sempre o amou e respeitou, tanto que o elegeu por três vezes para Prefeito. Dizia que dedicava todo o expediente, todo o horário de um servidor público ao seu povo e a sua cidade, mas quando chegava em casa se dedicava apenas a família e a seus amigos. Ele era um homem especial.

Estou longe do Maranhão e a comunicação aqui é dificil. Soube às 2:40 da manhã que meu querido amigo descansou. Lutou por anos a fio pela vida. Mostrou para todos que sempre é possível lutar.

Em 2016, já muito doente, esteve com seu povo em um último evento de campanha, desta feita para ajudar a eleger seu filho André Prefeito de sua amada Carutapera. Venceu mais uma vez.

Hoje todos nós choramos sua partida. No peito a dor da saudade aliada à certeza de que ele cumpriu como poucos o seu grandioso papel. Agora ele segue para auxiliar ao Senhor Deus a edificar um céu melhor.

Descanse em paz meu amigo. Você emprestará seu brilho Dourado para a obra de Deus.

Carutapera jamais esquecerá de Adilson, um Dourado espetacular.

O grande lobo da política nacional

Já não me lembro mais a quanto tempo acompanho sua vitoriosa carreira. Tenho vaga lembrança de quando se elegeu Deputado Federal pela primeira vez e de sua reeleição. Tenho vivo na memória sua primeira eleição para Senador quando se elegeu deixando sem mandato Magno Bacelar e muito mais ainda quando venceu o Senador João Castelo na épica campanha em que se elegeu Governador do Estado após perder o primeiro turno por mais de cem mil votos. De lá pra cá, por sucessivas vezes o vi renovar seu mandato de Senador pelo Maranhão, ao ponto de hoje ser o decano daquela casa legislativa. Contudo, em que pese a boa memória que sempre tive, não conseguiria jamais relembrar todos os feitos de sua vida pública. Para tanto, recorri ao bom e velho google, o qual me brindou com as informações que agora registro para vocês.

Com efeito, em que pese seja graduado em direito, exerceu o jornalismo como atividade principal chegando a colunista político do Correio Braziliense e diretor de jornalismo da Rede Globo. Se elegeu Deputado Federal pelo Maranhão para o período de 1979-83, sendo em seguida reeleito para o período de 1983-87 com estrondosa votação. Em sua passagem pela Câmara dos Deputados, defendeu a integração nacional e a redução das desigualdades sociais e regionais. Em 1986, elegeu-se Senador e, como constituinte, ajudou na elaboração da atual Constituição da República Federativa do Brasil, publicada em 1988. 

Quatro anos após sua eleição para o Senado, interrompeu o mandato de Senador pelo Maranhão ao ser eleito Governador do Estado, cargo que ocupou durante três anos e 19 dias (De janeiro de 1990 a março de 1993). Durante o governo, melhorou todos os indicadores sociais do Estado (a mortalidade infantil, por exemplo, caiu 30%) e realizou o maior programa rodoviário do Estado. Foi dele, também, a construção da Avenida Litorânea, cartão postal da nossa Capital. Deixou o cargo com grande aprovação popular, o que lhe garantiu a eleição para um novo mandato senatorial. Neste, destacou-se na elaboração  da lei de apoio a reestruturação do ajuste fiscal dos estados e conseguiu autorização para que estes pudessem contratar operação de crédito junto ao Governo Federal, destinada a compensar perdas de receita decorrentes da implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. 

Posteriormente, foi eleito vice-Presidente do Senado para o biênio 2001-2002 e presidiu a Casa em 2001. Como presidente do Senado, foi o responsável pela aprovação da emenda constitucional que limitou a edição das Medidas Provisórias pelo Presidente da República. Outro importante projeto votado durante a sua presidência foi a reforma da Lei das Sociedades Anônimas, que beneficiou os acionistas minóritarios. Nas eleições de outubro de 2002, foi reeleito para o terceiro mandato de Senador. Em fevereiro de 2003, quando foi instalada a nova Legislatura, presidiu a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, onde comandou os trabalhos para reforma do judiciário, que culminaram na criação do Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público, além do fortalecimento da Defensoria Pública. No período em que esteve à frente da CCJ, importantes projetos de interesse da sociedade foram deliberados, como as alterações na Lei de Execuções Penais e os projetos de lei dispondo sobre as penalidades para o trabalho escravo; a organização, preparo e emprego das Forças Armadas; o seqüestro relâmpago; Estatuto da Criança e do Adolescente; Código Penal; Código de Processo Penal; Código Civil; Código de Processo Civil; Estatuto do Idoso; e Estatuto do Torcedor. 

Além da CCJ, o  foi o primeiro presidente da Comissão de Fiscalização e Controle. 

Em 21 de janeiro de 2008, a convite do Presidente Lula, e por indicação de seu partido, o PMDB, assumiu o comando do Ministério de Minas e Energia, cargo que exerceu até 31 de março de 2010. Em sua primeira passagem pelo Ministério, fortaleceu a segurança energética, a modicidade tarifária, e a universalização do acesso a energia elétrica. Capitaneou o Programa Luz para Todos atingindo, em 2009, a marca de 10 milhões de pessoas beneficiadas. No Maranhão, mais de 1 milhão e duzentas mil unidades habitacionais tiveram pontos de energia instalados. Outro destaque foi a coordenação da comissão que elaborou o novo marco regulatório para a exploração e produção de petróleo e gás natural para o País, aprovado pelo Congresso.

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Nas eleições de outubro de 2010, ele foi reeleito Senador pelo Estado do Maranhão para o exercício do quarto mandato. Convidado pela presidenta Dilma Rousseff , reassumiu o Ministério de Minas e Energia. Foi durante sua segunda gestão a frente do MME que as contas de luz de todos os brasileiros tiveram redução de 20% e foi também nessa época que pode comemorar os dez anos do programa Luz para Todos, o qual já atingia 15 milhões de beneficiários. Sob sua batuta o Ministério elaborou e encaminhou ao Congresso Nacional projeto de um novo Código de Mineração para o país, destinado a modernizar e desenvolver o setor e consolidou a expansão da geração e transmissão de energia elétrica no país atingindo, somente em 2014, 7.509 MW instalados e 8.876 km de linhas de transmissão. 

Em suas duas passagens pelo Ministério de Minas e Energia, o Brasil pôde comemorar grandes avanços em termos de segurança energética. Concluiu a interligação dos sistemas isolados do Norte, com a construção e integração da linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus ao Sistema Interligado Nacional, além de dar inicio a construção de grandes obras de infraestrutura, como as usinas hidrelétricas de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e Teles Pires. Foi ele quem autorizou o primeiro leilão de energia eólica, abrindo espaço para a ampliação do espaço das fontes alternativas na matriz energética brasileira. Ao deixar o MME, em dezembro de 2014, a capacidade instalada de energia eólica no país era de 4.888 MW, crescimento de 23 mil % em relação a 2001. 

De volta ao Senado Federal, assumiu a Comissão de Assuntos Sociais, tornando-se o senador que mais ocupou cargos de presidências de comissões do Senado Federal e hoje preside novamente a Comissão mais importante daquela Casa, a Comissão de Constituição e Justiça.

Neste dia em que é comemorado seus 81 (oitenta e um) anos, o Maranhão e o Brasil o reverenciam como um dos maiores homens públicos do seu tempo, admiração que se renova a cada dia em que um pobre aciona um interruptor e acende uma lâmpada ou que liga uma televisão ou toma uma água gelada. Para todos nós, habitantes da ilha do amor, também na alegria de transitar pela litorânea e apreciar a beleza da baia de São Marcos ou no Estado na certeza de poder escoar a produção agricola pelas várias estradas que restaurou ou construiu.

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Em 2018 Vossa Excelência disputará aquela que provavelmente será sua última eleição para o Senado. Espero que o povo do nosso Estado saiba lhe agradecer pelos mais de 50 (cinquenta) anos dedicados à estruturação do Maranhão e ao seu desenvolvimento – o que contribuiu para a melhoria de vida do nosso povo -, renovando-lhe o mandato com arrasadora votação. Como dizia o seu último jingle de campanha: “com Roseana aqui e Lobão em Brasília, é São Luís que cresce, é Imperatriz que brilha. É o que a gente quer pra todo Maranhão, mais igualdade, justiça, a gente quer Lobão”. 

Feliz aniversário ao grande lobo da política nacional. Vida longa ao Senador Edison Lobão.

Um parlamentar que merece respeito

Não é segredo para ninguém que sou um aficionado por política e como tal, sempre que posso, acompanho os programas em que se discute a matéria. Ontem não foi diferente. Enquanto me recuperava de outra crise de diverticulite, ouvi parte de um programa especializado no assunto na rádio AM, quando nele foram proferidas alegações depreciativas à atividade parlamentar do Senador Roberto Rocha. Não concordo com o afirmado.

Não tenho procuração do Senador para defendê-lo, não sou seu correligionário político e sequer somos amigos. Contudo, em homenagem ao seu pai que tinha pelo meu pai grande admiração e respeito, dou a César o que é de César e faço agora um reconhecimento público que a muito faço para os meus amigos. Roberto Rocha foi um grande Deputado Federal e hoje desempenha, com qualidade, o mandato de Senador que lhe foi outorgado pelo Povo do Maranhão. Não se fez político e não se mantém na política por ser filho de Luiz Rocha, mas por ter sido atuante em toda sua carreira, ter visão de futuro e por defender o seu Estado com unhas e dentes.

Não tivesse apresentado nenhuma propositura como Deputado e apresentou; não tivesse destinado milhões em emendas para os municípios do Maranhão e destinou; o Maranhão deve a Roberto Rocha, dentre tantas coisas, a ampliação da área de atuação da Codevasf, a qual passou a incluir até a bacia do Gurupi, cobrindo assim todo o território Maranhense e possibilitando o aporte no nosso Estado dos recursos dessa grande companhia brasileira.

Para quem não sabe, a Codevasf é responsável pela distribuição aos municipios de kits de irrigação e Cisternas, perfuração de poços artesianos, abertura e manutenção de estradas e uma infinidade de projetos que podem levar melhorias para as nossas mais distantes povoações. Isso representa investimentos de milhões de reais nos próximos anos para o desenvolvimento do Maranhão.

Se nunca tivesse feito nada como parlamentar e fez, só esse projeto de sua autoria já o colocaria na galeria dos grandes parlamentares da nossa história.

Assim sendo, devo dizer ao povo do Maranhão que Roberto Rocha é um parlamentar que merece respeito, que trabalha muito pelo Maranhão e que é muito respeitado no cenário político nacional.

Os argentinos vão entrar é na taca

Uma das grandes características do torcedor do Flamengo é o pensamento positivo. Para nós não existe meio termo. Jogamos sempre pra vencer e temos a certeza de que se deixar o Mengão chegar na final o caneco é nosso. Nosso destino é a vitória e a derrota, nas poucas vezes que ocorre, é mero acaso, infortúnio momentâneo decorrente de uma falha pontual.

No dia de hoje, a nação rubro-negra está em festa. Afinal, tivemos uma vitória convincente, fora de casa, sobre uma grande equipe. Contudo, nossa superioridade foi inquestionável. De tudo, convém destacar uma atuação impecável do goleiro César, um gigante em campo após dois anos de inatividade; uma zaga improvisada por Juan e Rodolpho, que jogou como se fosse a titular a muitos anos e Felipe Vizeu, o qual mostrou ter o faro para o gol. Tínhamos muitos desfalques, mas acima de tudo a raça rubro-negra prevaleceu.

Ontem tivemos o Grêmio conquistando pela terceira vez a libertadores da América. O Brasil vai ao mundial vestido de azul e branco para mostrar aos pseudo favoritos do Real Madrid que a Espanha entende é de paella. De futebol entendemos nós. Vamos botar limão e pimenta nesse prato e vamos comer os merengues com um bom vinho gaúcho. Como somos gulosos, nesse festim da gula prevalecerá nosso bom e gostoso churrasco campeiro. Bah, tchê, vamos botar esses peados na roda e impor a Vitória. Afinal, temos que comemorar com churrasco, vinho e chimarrão.

Por aqui, não tenho dúvida. Após a final que ocorrerá no Maracanã, bradaremos que os argentinos entraram foi na taca outra vez e comemoraremos com feijoada carioca e muito chopp. Afinal, Flamengo é Rio. Rio é Brasil e somos futebol. Aqui argentino não canta de galo e se cantar vira canja.

Não adiantou secar, contrários. Chupa essa manga e acostuma com a idéia. Temos conversor de energia negativa em positiva. Joguem fora os memis que passaram o dia preparando e colecionando. Hoje vocês vão dormir com o couro tão quente quanto a vítima de hoje.

Que venha a final. O Brasil se vestirá de preto e vermelho outra vez e gritaremos juntos, uma vez mais, que o Flamengo é campeão.

Hahaha, hihihi, eu não consigo parar de rir.

Boa noite.

O governo comunista derreteu

Acompanhei nessa última semana, estarrecido, o desenrolar da operação da Polícia Federal destinada a apurar o volumoso desvio de recursos da saúde do Maranhão e que culminou com a prisão da ex-Secretária Adjunta Rosângela Curado. Segundo apurado até aqui, o dinheiro que deveria custear profissionais nos hospitais era usado para remunerar com, altos salários, pessoas ligadas ao Governo comunista que não trabalhavam ou que exerciam atividades administrativas na secretaria, o que não é permitido.

Esperei que os levantamentos iniciais fossem feitos para não emitir juízo de valor apressado sobre o assunto, haja vista manter sentimento de bem querência em relação ao Secretário Carlos Lula e a Rosângela Curado. Contudo, a leitura da decisão escorreita da Juíza Federal Paula Souza Moraes, da 1. Vara maranhense, me permite uma análise, ainda que preliminar, sobre o assunto.

De tudo o quanto levantado até agora é possível afirmar o que eu já afirmava desde 2013: o discurso demagogo comunista era decorrente do completo desconhecimento sobre governo e estrutura de governo e que a mudança alardeada era pra mudar apenas o sobrenome do grupo político mandatário.

Ao assumirem em 2015, os comunas promoveram uma caça às bruxas na saúde, rescindiram contratos que entendiam ser superfaturados e firmaram outros bem menores. Em seguida descobriram que o dinheiro não era suficiente e segundo se comenta, aditivaram os novos contratos. A saúde se quebrou em bandas com profissionais e fornecedores ficando sem pagamento e para dar o calote ainda se apoderaram do maquinário da empresa que fornecia o oxigênio de algumas unidades de saúde. A rede de saúde estadual que funcionava até então entrou em colapso. Passaram a usar as terceirizadas ICN e BEM VIVER para pagar os pendurados no cabide de empregos e como estes não poderiam assinar o ponto nas unidades de saúde teria sido criada a folha complementar e para dar legalidade a ela contrataram empresas especializadas em gestão de pessoal, como a ORC, que até fevereiro de 2015 teria como atividade principal ser uma sorveteria. Quando Rosângela Curado foi exonerada, segundo narra a decisão, ela estaria cobrando 10% (dez por  cento) de todos (corre a boca pequena que a exoneração até hoje não esclarecida teria sido por não ter implementado a socialização). Foi quando o novo titular da pasta teria sido informado pelo Dr. Benedito, Diretor do ICN, sobre a folha complementar  (aqui o Secretário tinha o dever de denunciar a prática, mas não o fez). Quando ICN e BEM VIVER foram investigadas na operação sermão aos peixes tiveram seus contratos rescindidos, passando a gestão para o IDAC, o qual manteve o pagamento do cabide de empregos até 2017, quando teve seu contrato rescindido após a operação Rêmula.

A gestão do IDAC na saúde foi marcada por vultosos saques em espécie na boca do caixa. Hoje é possivel conjecturar que parte desses recursos deveria estar sendo usado para a manutenção do cabide de empregos. Pendurados no cabide estariam uma cunhada e uma grande amiga do Secretário de Articulação Política, uma grande amiga do Secretário de Saúde, dentre outros. Essas amigas seriam conhecidas por alguns pelo seu “perfil glúteo”. Um escândalo.

Uma grande dúvida precisa ser esclarecida: como e por qual razão um médico chamado Mariano teve transitando em sua conta mais de 30 milhões de reais.

De tudo, não resta dúvida de que, tal qual o discurso da mudança, da honestidade e da austeridade administrativa, o governo comunista derreteu, igual a sorvete fora da geladeira. Não resistiu ao calor da investigação conduzida pelo Delegado Webson Cajé. 

O dia da formatura

Meus queridos colegas: a porta está aberta, sejamos dignos de entrar. Com essas palavras encerrei, no dia 12 de novembro de 1993, 24 (vinte quatro) anos atrás, meu discurso como orador da turma de formandos do Curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão. Parece que foi ontem. Quando prestei o vestibular para Direito tinha a exata dimensão do que queria para a minha vida. Eu buscava realizar o sonho de ser Advogado. Sonho sonhado em uma preparação de 14 (quatorze) anos no Colégio Dom Bosco do Maranhão, 8 (oito) meses no Cursinho José Maria do Amaral e incontáveis revisões, como por exemplo a revisão aprovação dos meus amigos Oduvaldo, Afrânio e Carvalho. Tenho certeza que com meus colegas de UFMA não foi muito diferente no que concerne à preparação. Quanto à carreira, poucos continuam na advocacia, tendo vários optado pela Magistratura e pelo Ministério Público.

29 (Vinte e nove) anos atrás éramos mentes ávidas de saber. Buscávamos o conhecimento jurídico como o sedento busca a água. Conosco a incerteza de um período de greves contantes e de professores se aposentando. Tínhamos poucos recursos, mas como todo aluno de instituição pública, nos sobrava “sangue nos olhos” para alcançar os livros, muitos dos quais adquiridos com o apoio incondicional do Louro da Livraria do Advogado e de Gutemberg. Não tínhamos internet e nem as facilidades do Google, mas buscávamos no Diário Oficial, em periódicos como Adcoas e em repertórios de jurisprudência acompanhar a dinâmica dos Tribunais e a edição das Leis. Como era mais difícil!

Aprendemos com a nova Constituição e digo nova por ter entrado em vigor quando estávamos iniciando na Faculdade. Tempo de descobertas e de grande esforço. Conosco estavam, como professores, expoentes do Direito maranhense e dos quadros da Universidade, como José Cláudio Pavão Santana, Vinicius de Berredo Martins, José Antonio Almeida, Pedro Leonel Pinto de Carvalho, José Carlos Souza e Silva, Valéria Montenegro, Alaíde Pavão, Expedito Melo, Eliud Pinto, Eulálio Figueiredo, Leomar Amorim, Cândido Oliveira, Nicolau Dino, Washington Rio Branco, Magela, Agostinho Ramalho Marques, as Irmãs Maria Tereza e Maria Eugênia, Nilde Sandes e tantos outros. Por cinco anos eles desfilaram o seu saber pelas salas do Pimentão, prédio onde eram ministradas as aulas. Inesquecível lugar. Sob suas mangueiras conversávamos alegremente enquanto aguardávamos o início das aulas. Tanto tempo, tantas recordações. Volto os olhos para o passado e me vejo, juntamente com meus colegas, tão moços, esperançosos por dias melhores, por um Brasil melhor. Fomos heróis de nossas famílias num tempo em que somente 30 (trinta) eram aprovados no vestibular no turno matutino e outros tantos no noturno. Éramos, portanto, 60 (sessenta) acadêmicos no início do ano e igual número do meio do ano. 120 (cento e vinte) no total. Nem todos chegavam ao fim do curso. Nada comparado à avalanche de estudantes de hoje.

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A turma de novembro de 1993 encerrou aquele ciclo no dia 12. Na bagagem, além da saudade, a certeza de que precisava ir além. Os jovens da foto acima são, da esquerda para a direita (aqueles com os quais não perdi todo o contato):  na frente  – Adriana Silveira de Assis (Advogada), Norimar (Promotora de Justiça), Elizabeth (Advogada), Luzia Martins (Delegada da Policia Civil do Ceará), Elida Ricci  (Advogada), Silvana (Servidora do TJ/MA), Gabriela Brandão da Costa  (Promotora de Justiça), Adriana Albuquerque (Servidora da Justiça do Trabalho), Célia (Servidora da Justiça Federal), Ilana Boueres (Promotora de Justiça), Georgia Rita de Carvalho Gaspar  (Advogada) e Nadja (Promotora de Justiça). Atrás -Durval Fonseca (Procurador do INSS), Sérgio Muniz  (Advogado), LindonJonson (Promotor de Justiça), Antonio Nunes (Advogado), Luis Aroso (Servidor da Justiça Eleitoral, já falecido), Glauco Vaz (Advogado), Rui Lopes (Servidor da Justiça do Trabalho no Ceará), Ivo Anselmo Hohn Júnior  (Juiz Federal), Hilmar Castelo Branco Raposo Filho (Juiz no Distrito Federal), Lino Osvaldo Serra Sousa Segundo (Juiz Federal), Edinho (Advogado e empresário).

Hoje penso que estamos cumprindo bem o papel que nos foi atribuído pelo destino. Superamos as adversidades e estamos escrevendo, dia após dia, nosso nome na história das carreiras jurídicas no nosso Estado.

Meus queridos colegas:  tenho certeza que temos nos mostrado dignos de chegar até aqui. Continuemos assim, com as bênçãos de Deus. 

Um amigo pra chamar de seu

Renato Teixeira, um dos maiores compositores brasileiros, certa vez escreveu sobre a amizade. Sintetizou, como poucos, um sentimento que não pode ser medido ou tocado, mas apenas sentido. Disse o poeta com maestria:

“A amizade sincera é um santo remédio

É um abrigo seguro

É natural da amizade

O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for precisoConte comigo, amigo disponhaLembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo”.
Poucos são aqueles que conseguem compreender a extensão da palavra amigo. Por vezes, ao longo do tempo, nos deparamos com pessoas a quem lhes damos esse atributo. Com o passar dos anos, pela dinâmica da vida, a distância se impõe. Contudo, o sentimento não se esvai. Ele está presente nas lembranças gostosas, nas fotografias e imagens com as quais recordamos momentos especiais e isto, se é possível, deve-se à genialidade humana que nos brindou com a possibilidade de perpetuar passagens inesquecíveis de nossas vidas.
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Nessa semana que passou, tive a possibilidade de reencontrar amigos de uma vida que, mesmo distantes, se aproximam através da força das redes sociais. Amigos que o Colégio Dom Bosco do Maranhão deu. A cada ano nos reunimos para celebrar a vida e relembrar fatos que marcaram a nossa trajetória e o fazemos sempre na passagem pelo Brasil da nossa amiga Patricya, hoje radicada na Alemanha. Mais uma vez tivemos um momento inesquecível de puro sentimento. O tempo não teve como apagar um amor escolhido. Escolhemos amar uns aos outros naquele que talvez seja um dos mais fortes vínculos, o amor de amigo. Através dele rejuvenescemos, seja nas lembranças, seja no carinho que nos une. Patricya retornou à Alemanha e tenho certeza que plena de vida, renovada na energia trocada com todos os seus. Agora aguardamos a vinda de Thais, hoje radicada em Baltimore, nos Estados Unidos. Tenho certeza que haveremos de lhe dar a força de um abraço sincero, eivado de um carinho puro, singular.
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Após uma semana difícil e conturbada, hoje voltei ao convívio de outros grandes amigos. Compadres, enfim. Lembro como se fosse hoje o dia em que nos encontramos no Condomínio Eco Villaggio vistoriando a obra das nossas casas. Nos tornamos inseparáveis a partir daí. Quando decidimos que chegara a hora de mudar, trouxemos eles conosco, Graça e o lorão, além do portuga e depois o terrorista. Eles saberão quem são. Ainda que breve, serviu novamente para renovar os laços de amizade que nos une. Se já não confraternizamos mais todas as sextas, pelo menos nesta do dia dez revivemos a possibilidade de programar a viagem dos cinquenta anos do meu compadre, vez que na dos quarenta estávamos todos juntos, o Red Group, na Pousada da Neblina em Ubajara-CE, coincidentemente quando descobri que seria pai pela segunda vez.
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Que venham mais esses instantes de alegria. Poderemos todos dizer que temos um amigo pra chamar de seu. Que todos também possam dizer o mesmo.
Que Deus conserve a amizade sincera.

Orgulho de mãe e de filha

Novembro chegou para minha família trazendo um turbilhão de sentimentos positivos. No dia 04 foi o aniversário da minha querida mãe. Motivo de grande alegria. Do alto dos seus 75 (setenta e cinco) anos ela pode comemorar a certeza de ter conseguido formar uma família correta e que se ama, mesmo com grandes divergências em vários seguimentos. Afinal, a pluralidade de posições são a tônica da democracia, mesmo que às vezes os pontos de vista divergentes aqueçam os debates (em curtas palavras o pau quebra é certo). Hehehe. Te amo minha mãe.

No mesmo dia 04 de novembro soube que minha filha Vanessa, atualmente com 16 anos, foi aprovada para o curso de odontologia da Universidade Dom Bosco-UNDB. Hoje fiquei sabendo que ela passou em segundo lugar para Odonto e que seus pontos a colocavam em quinto lugar em sua segunda opção de curso que no caso fora Direito. Pense num pai feliz. Hehehe.

Em meio à alegria da aprovação, restava a preocupação com a primeira fase do Enem que ocorreria dia 05. Ainda não chegamos ao final das provas, mas ver que ela continua aguerrida em obter um bom resultado já me comove e me dá a certeza de que fizemos certo em matriculá-la no Educator/Invictos. Entregamos sua preparação para que fosse conduzida por minha amiga Ana Lília e sua equipe. Não poderíamos ter feito melhor opção. A todos só temos agradecimentos até agora. Espero que essa parceria continue vitoriosa.

Lembro como se fosse hoje o dia em que a levei para prestar seu primeiro Enem como treineer. Ela estava no primeiro ano do ensino médio. Tirou 900 (novecentos) na redação de um total de 1000 (mil) e em que pese não tenha sido aprovada para Medicina, curso para o qual se inscreveu, teve pontos suficientes para ser aprovada em pelo menos 15 (quinze) outros cursos.

Este ano, no primeiro semestre, foi aprovada em primeiro lugar para Direito no UniCeuma. Foi primeiro lugar geral, em todos os turnos e em todos os campi. Agora no segundo semestre veio a aprovação na UNDB. Tenho fé em Deus que virá também no Enem. Se desta vez ainda não vier a aprovação em medicina tenho certeza que a evolução está acontecendo e os resultados falam por si.

Se já tinha grande orgulho pela trajetória da minha mãe e pela força que sempre demonstrou na condução da nossa casa e na criação dos filhos, tenho que registrar para o mundo que estou profundamente orgulhoso da minha filha Vanessa Carolina. Que Deus continue abençoando essas duas mulheres da minha vida.

Orgulho de mãe e de filha.

Hoje dormirei mais feliz.

Advocacia e Política em favor de Araioses e do baixo parnaíba

Sempre tive invulgar orgulho da profissão que abraçei, notadamente quando a advocacia me permite desenvolver ações que podem ajudar comunidades inteiras e mudar a vida das pessoas do lugar. Fico ainda mais feliz quando meu esforço caminha lado a lado com a política, outra grande paixão da minha vida. Recentemente, estive em Brasília, juntamente com o Vice-Prefeito de Araioses Manoel da Polo e com o Presidente da Câmara Municipal Élson Coutinho, cumprindo agenda junto aos Deputados Federais Hildo Rocha e João Marcelo Souza, os Senadores João Alberto  (casado com D. Teresinha Quaresma, filha de Araioses) e Edison Lobão e o ex-Presidente José Sarney. Na pauta, a inclusão de Araioses, Paulino Neves, Água Doce, Tutóia, Magalhães de Almeida e São Bernardo na área de abrangência do Semi-árido nordestino.

Pode parecer estranho para observadores desatentos, mas não passou em branco pelo autor do projeto, o atuante Deputado Federal maranhense Hildo Rocha. Ele observou que os municípios do Piauí estão inseridos no Semi-árido nordestino e como tal tem acesso à metade dos 3% (três) por cento dos fundos constitucionais destinados à SUDENE. A inclusão nessa condição implica ainda na obtenção de incentivos fiscais e financiamentos a juros módicos, o que pode fomentar a melhoria do turismo na região e a instalação de novas empresas, as quais gerarão empregos e desenvolvimento. Ora, se os municípios piauienses que margeiam o rio parnaíba são considerados integrantes do Semi-árido e tem acesso à verba dos fundos, porquê os do Maranhão não podem se estão no mesmo bioma? Brilhante a atuação de Hildo Rocha que conseguiu a aprovação da matéria na Câmara. Agora, ela está no Senado Federal, tendo como relator o Senador João Alberto Souza. Eis a nossa missão: conquistar apoio para o projeto e conseguir que seja aprovado também no Senado. Que missão satisfatória!

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Estivemos no Senado e ali fomos recebidos na Tribuna de Honra do Senado pelo Senador João Alberto, o qual estava presidindo a Sessão. Nossa presença foi registrada nos anais da Casa. Foi muito gratificante testemunhar a força dos Senadores maranhenses João Alberto, Presidente do Conselho de Ética do Senado, e Edison Lobão, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a quem também fomos pedir apoio ao projeto. Lobão, além de ser hoje o Senador com mais mandatos, já foi Presidente do Senado e é parlamentar de proa do PMDB, maior bancada no Senado.

Após a Sessão, nos dirigimos até o anexo IV do Senado onde fomos recebidos no gabinete do Senador Lobão. Nesse momento já passamos a contar com o auxílio do Deputado Federal João Marcelo Souza. Com tranquilidade pudemos colocá-lo a par do projeto e conquistar seu incondicional apoio.

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Saímos de lá para almoçar com os Senadores João Alberto, Lobão e com o Deputado João Marcelo. Ali, além do projeto, no cardápio tivemos ainda reminiscências do início da trajetória politica dos Senadores naquela importante cidade do baixo parnaíba.

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Encerrado o almoço, seguimos para solicitar apoio ao projeto também ao ex-Presidente José Sarney. Para quem não sabe, José Sarney nutre grande carinho por Araioses, vez que ali sempre foi bem votado e teve e tem grandes amigos. Depois de garantir apoio ao projeto, o ex-Presidente relembrou, juntamente com João Alberto, as grandes lideranças políticas da região, como por exemplo Zé Tude e Sebastião Furtado.

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Finalizamos com a certeza do dever cumprido e esperançosos de que o projeto será aprovado. No peito, a certeza de que o Maranhão tem em Hildo Rocha, João Marcelo, João Alberto e Lobão grandes representantes, todos apoiados pelo ex-Presidente José Sarney, o mais experiente político brasileiro em atividade.

Seguiremos todos juntos em favor de Araioses e do baixo parnaíba. 

E viva o povo Libanês

Foi com grande satisfação que fiquei sabendo, através do meu amigo Wissam Maalouf, que foi aprovado projeto de lei de iniciativa do Deputado Eduardo Braide criando no calendário oficial do Estado o dia dos Libaneses, o qual será festejado em 22 de novembro, dia em que o Líbano se tornou independente da França. Espera-se que seja sancionado.

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Para quem não sabe, a comunidade libanesa no Maranhão é a terceira mais numerosa, perdendo apenas para os descendentes de portugueses e para os afrodescendentes.

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Com efeito, segundo levantamento feito por vários historiadores, em que pese não se tenha uma data exata que marque o inicio da imigração libanesa para o Maranhão, registros apontam que o inicio teria se dado por volta de 1880, posterior a uma viagem de Dom Pedro II pela Europa e mundo Árabe, tendo ele difundido a idéia de receber imigrantes para ocuparem o espaço deixado pela mão de obra escrava recem abolida do nosso País. Não por acaso, os primeiros imigrantes sirios e Libaneses se estabeleceram inicialmente em São Paulo e nos demais Estados que possuíam dependência de mão de obra em grande quantidade. Assim, estabeleceram-se no Maranhão na capital e nos grandes centros rurais, como Caxias, Codó, Itapecuru, Rosário e etc.

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Devido a sua grande habilidade para o comércio (convém relembrar que os Libaneses são o antigo povo Fenício), mesmo sem dominar o idioma nacional, passaram a comercializar produtos qur trouxeram consigo e assim a amealhar capital. Com o tempo, cresceram tanto na atividade e em número de imigrantes que passaram a incomodar os grandes comerciantes locais, muitos dos quais de origem portuguesa. É dessa época o apelido depreciativo que lhes foi dado – carcamano -, também atribuído aos italianos, sendo aquele que carca a mão na balança para ganhar no peso. Hehehe. Logicamente que eles detestavam a alcunha.

Dos casamentos em familia passaram a se relacionar com as nativas e dos matrimônios dai resultantes passaram de imigrantes a locais. Investiram no comércio tanto quanto na educação dos filhos, o que resultou em profissionais de sucesso. Esse investimento resultou em membros valorosos da nossa sociedade. Vários se tornaram políticos e chegaram, inclusive, a governar o Estado. Outros se tornaram parlamentares, médicos, advogados, juízes, desembargadores, etc, além, claro, de grandes comerciantes e chefes de cozinha  (como é saborosa a gastronomia Libanesa).

O Maranhão deve muito à comunidade libanesas. Meu muito obrigado aos Murad, Fecury, Braide, Mubarack , Maalouf, Sadick, Nahuz, Saback, Boabaid, Elouf, Sauaia, Bayma, Choairy, Sekeff, Saif, Boueres, Mettre, Cassas, Haickel, Aboud, Assad, Boahid, Askar, Dino, Buzar, Tanus, Abdalla, Francis, Boaid, Facury, Simão, Marão, Damous, Nicolau, Salomão, Jereissate, Nesrallah, Feres, Felix, Gedeon, Sessim, Trovão (Raad), Naufel, Darwiche (Araújo), Salem, Kubrusly, Rahbani, Said, Moucherek, Tajra, Millet, Trabulsi, Hachem, Ayoub, Duailibe, Saads, Bandeira, Assub, Youseef, Wassouf, Fiquene, Jorge, Béliche, e tantos outros. Seria muito bom e importante se estas famílias se reunissem para criar o museu da imigração Sirio-Libanesa. Essa trajetória não pode ser esquecida.

E viva os Libaneses do Maranhão.

Vozes do Brasil

Eu passei essa última semana desmotivado a escrever. Tinha decidido não fazê-lo com relação à denúncia do Eliot Ness tupiniquim para não chover no molhado, haja vista que por várias vezes afirmei que era vazia, sem fundamento e motivada por pura perseguição jurídico/política.

Também não queria comentar o fim da novela “a força do querer”. Para mim, ela já tinha tido ibope demais. Tava mais que na hora de deixar no passado os adultérios, furtos, fraudes, agressões, tentativa de homicídio, apologia ao tráfico e tudo o quanto de distorcido nos foi empurrado goela abaixo nos últimos 8 (oito) meses. Acredito que a substituta será melhor. No enredo temos ambição, ananismo, agressividade e paixão em alto grau. Essa promete muito.

Contudo, na noite de ontem estava eu animado a escrever sobre a Vitória do Flamengo sobre o florminense e sobre a alegria e satisfação de assistir o The Voice Brasil (como são bonitas as vozes brasileiras que ali se apresentam e como me faz bem assistir ao programa) quando recebi um link sobre o bate boca entre os Ministros Gilmar Mendes e Barroso. Que episódio deprimente. Nos 29 (vinte e nove) anos em que o direito faz parte da minha vida nunca tinha visto tamanha descompostura. Pior ainda foi ver que foi o opaco Barroso, aquele que só produz barro, quem deu causa a essa marca negativa na Suprema Corte.

 

O STF analisava um processo relacionado ao Tribunal de Contas dos Municípios cearenses. Durante o voto de Gilmar Mendes e após fazer um comentário sobre o Rio de Janeiro, foi deliberadamente interrompido e agredido verbalmente pelo Barroso. Muito irritado, dizia o esquálido carioca que Gilmar Mendes era protetor de criminoso do colarinho branco (isso em outras palavras) e que vivia com raiva destilando ódio em plenário.

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Gilmar relembrou que o opaco esquálido soltou Zé Dirceu e que ele advogara para criminoso internacional (Battisti); que a irmã dele advoga pro Joesley (segundo se comenta); depois da sessão que votara pela proibição da vaquejada e pela liberação do aborto. Eu lembro ainda que ele votou pela proibição de Estado contratar assessoria juridica e ainda que quem julga prefeito não é Câmara. Enfim, só fortaleceu minha convicção de sempre que esse cidadão jamais teve envergadura jurídica para integrar aquela Corte. É mais fraco juridicamente falando que sua própria densidade corporal. A ele, diria eu que o Gilmar é uma das maiores mentes juridicas daquela Casa e do Brasil, a ele ali só fazendo parelha Marco Aurélio e o decano Celso de Mello. Respeite o Gilmar seu Barroso. Em medida de conhecimento juridico Vossa Excelência só tem altura suficiente para lhe alcançar as botas pantaneiras.

Que ele se irrita não é nenhuma novidade, mas não tem como não se irritar com a quatidade de asneiras que passaram a ser ali proferidas a partir do momento em que os opacos se tornaram maioria.

Infelizmente, são essas as vozes jurídicas brasileiras que ecoam mais alto. Como algumas são desafinadas. Hehehe 

De Zé Doca a Brasília tá tranquilo e tá favorável

Sempre dei muito valor às teses que construí ao longo da carreira de advogado, assim também às vitorias que obtive. Com o tempo, após o surgimento deste blog passei a valorizar também as opiniões que emito, como também as apostas jurídicas que faço. No dia de hoje fiquei especialmente satisfeito, haja vista que tudo isso aconteceu junto.

Depois de uma longa batalha que perdurou por quase 1 (um) ano, finalmente conseguimos reverter uma grande injustiça. Com grande esforço, teses arrojadas, trabalho em equipe e muita fé demonstramos que mais três de um total de seis vereadores, os mais votados do Município maranhense de Zé Doca, tinham direito ao exercício do mandato outorgado pelo povo. Logo, logo deverão tomar posse. De parabéns os Drs. Danilo Mohana, Péricles Araújo Pinheiro, e todos os amigos que direta e indiretamente se empenharam em fazer prevalecer a verdade. Vocês foram gigantes. Aos Vereadores eu digo: sejam dignos e façam valer a pena.

Em Brasília, os Senadores da República corrigiram um equívoco sobre o qual venho escrevendo desde o surgimento da famigerada delação de Joesley Batista. A sanha justiceira que tomou conta do Brasil levou alguns opacos (sem luz) integrantes do Supremo Tribunal Federal a afastar o Senador Aécio Neves do Mandato outorgado pelo povo de Minas e agora lhe impuseram medidas cautelares que lhe impediam o exercício de sua atribuição Constitucional. Só faltei dizer que desde o testamento de Adão se sabe que Judiciário não afasta membro do Legislativo e que isso é matéria interna corporis da Casa respectiva. Abordei o assunto em O mandato “di a é ci ô” é do povo . Hoje o Senado devolveu o exercício pleno do Mandato ao Senador Mineiro. Fiquei feliz em saber que, mesmo não sendo a Mãe Dinah, eu acertei outra vez.

Por fim e não menos importante, vi a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dar demonstrações de que o parecer do Relator pela não autorização do processamento do Presidente será aprovado. Outra vitória para a democracia vem aí. A pífia denúncia do Eliot Ness tupiniquim contra o Presidente, deliberadamente fatiada que foi, encontrará o mesmo destino que a primeira. Quem viver, verá.

Quem, como eu, torce pelo respeito ao Estado Democrático de Direito, à Constituição e pela aplicação da Justiça, ver tudo isso acontecer, no mesmo dia, só pode  estar feliz e acreditando num novo e melhor amanhã.

Boa noite, Brasil. Tá tranquilo e tá favorável. Hehehe.

A Rede (Globo) puiu

Quando este blog foi criado eu tive a preocupação de informar aos meus amigos sobre a necessidade, cada vez maior, que eu sentia de me expressar. Para tanto, escrevo sobre o que sinto e me instiga e nunca sobre o que me sugerem escrever. Muitas vezes escrevi sobre a Rede Globo e sua linha de jornalismo completamente tendencioso. Algumas outras sobre a novela da Glória Perez “A força do querer” que ocupa o horário das 8, hoje das 9. Na data de hoje, atendendo a pedidos, vou abrir uma exceção. Nunca essa empresa explorou tão mal a concessão pública que possui.

Com efeito, é chover no molhado dizer que a novela da Glória Perez é talvez uma das piores coisas produzidas na TV brasileira desde a sua criação. Em que pese o ritmo envolvente, o enredo merecia ter sua exibição proibida, ante os maus exemplos que traz para dentro das nossas casas. Infelizmente não temos mais a censura para lhe colocar no lixo. Num único programa se está ensinando que o crime é bom e dá dinheiro e poder; que tem glamour; que ser mulher de traficante dá  status, evolução social e silicone nos peitos; que trair seu parceiro é comum e bom; que é possível casar com uma pessoa, engravidar dela, ser bigamo, flertar com o ex-amante; extorquir com chantagem emocional; golpe da barriga; jogo; que tomar hormônio te faz mudar de sexo; a ser transgênero e que tudo isso é normal.

Em outro programa a Globo ensina a furtar; a ocultar o furto; a trair; a levar vantagem; a ser transformista e a ser gay como as coisas mais comuns da face da terra.

Em filhos da Pátria ensina a corromper e que a corrupção dá evolução patrimonial e social.

Nos telejornais tentam virar a sociedade contra o Governo e nos fazem acreditar que os fins justificam os meios; nele se ensina a rasgar a Constituição. Que empresa é essa e a que se propõe?

Essa concessionária está tentando acabar com a família brasileira e com a religião. Passa ensinamentos distorcidos que estão atingindo principalmente crianças e adolescentes. A propagação da ideologia de gênero está fomentando um crescimento absurdo da comunidade LGBTS e uma confusão na cabeça dos jovens brasileiros. É cada vez maior a procura por hormônios visando trocar de sexo. Adolescentes que nada sabem da vida, cada vez mais são levados a consumir substâncias que não conhecem ou sem a devida orientação por que está na moda ou passou na Globo. Cada vez mais se procuram drogas ou viver do crime. Em outros tempos nada disso aconteceria.

Neste momento tão difícil de consciência por que passa a nossa sociedade, opto por me ombrear com algumas personalidades públicas que ainda defendem a moralidade e os bons costumes. Espero que as vozes do Bolsonaro, do Marcos Feliciano, do Silas Malafaia não se calem ou sejam caladas. Alguém precisar falar pela família brasileira, pela moral e pelos bons costumes. Precisamos de uma boa dose de civismo também. Na minha casa não permito que meus filhos assistam “A Força do Querer” nem “Filhos da Pátria “. É o mínimo que eu posso fazer para tentar protegê-los.

Muitos anos atrás o Dr. Enéas Carneiro já chamava atenção para tudo isso. Infelizmente não lhe demos ouvidos.

 

Fosse eu Presidente já teria determinado a realização de estudos no sentido de dar limites à Rede Globo ou de lhe caçar a concessão. Como está é que não pode ficar.

Quando a rede pui (de puir) no Nordeste, ou a remendamos ou trocamos por outra. Quer me parecer que esta puiu.

Nosotros vamos, Chile

Hoje não vou escrever sobre a denúncia pifia do Eliot Ness tupiniquim contra o Presidente Temer, apesar de ter ficado feliz em saber que o relator opinou pela negativa de autorização.

Hoje quero falar sobre a alegria de torcer para o Chile.

Não tenho dúvida de que desde o berçário que torço para o Chile. O melhor de tudo é ter certeza de que não estou sozinho. Na verdade, considerando que não somos uma unanimidade (toda ela é burra, segundo dizem), creio que hoje sejamos, pelo menos, uns cento e cinqüenta milhões, só no Brasil.

Eu que pensava que minha afinidade se resumia aos vinhos, cheguei hoje à plena convicção de que sou Chile desde criancinha. Hehehe.

Claro que estou me referindo ao jogo do Brasil com o Chile que pode tirar a Argentina da Copa do Mundo. Eu sabia que esse dia chegaria. Hoje todo Argentino é brasileiro. Hehehe.

Explico: se o Brasil perder para o Chile a Argentina ou fica fora da Copa ou terá que disputar a repescagem.

 

Assim, os Argentinos estão todos torcendo pela vitória do Brasil (segundo dizem até aprenderam a cantar o nosso hino), os chilenos e parte dos brasileiros que, como eu, não querem os argentinos na Copa, são chilenos desde a concepção. Hehehe.

Hoje, só tenho a dizer: nosotros vamos, Chileeeee.

Que pena que o Tite não convocou o Muralha. Hehehe.

Que pena que o time brasileiro não leu este artigo. Hehehe.

Pra não perder o título e encerrado o jogo eu digo: nosotros vamos, Chile, treinar pra próxima Copa.

Hehehe.

Enfim: bodas de ouro!

Em 1873, Dom Pedro II deu uma concessão por 100 anos para que a empresa inglesa Western se instalasse no Brasil. Ela pertencia ao grupo Cable and Wireless, com sede em Londres e tinha por missão instalar no nosso País um sistema de cabos submarinos e subterrâneos que permitisse o uso do telégrafo.

No Natal de 1873, chegava ao Rio o cabo de telégrafo submarino. O navio que o trouxe foi recebido pelo Imperador e comitiva.

Naquele mesmo dia se fez a primeira transmissão para a Bahia. Seis meses depois, do Brasil para a Europa (uma mensagem do Imperador para a Rainha Vitória e para o Rei Dom Luís, de Portugal).

Em 1917, foi lançado o cabo que ligava o Rio de Janeiro à Ilha da Ascensão, com 3,4 mil quilômetros de extensão, completando a ligação com a África e cinco anos depois (1922) foi lançado novo cabo internacional, entre São Luís e Ilha de Barbados, nas Antilhas, estabelecendo conexão com a Western norte-americana de Miami.

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The Western Telegraph Company tinha sede na Avenida Pedro II, no prédio que fica no canto ao lado do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão e ao lado do Edifício João Goulart. Entre os dois prédios ficava a Rua Cândido Mendes, hoje Rua da Estrela. No sobrado de número 64, apto 9, morava a família de Murilo Paula Barros e Elizabeth e entre eles a filha caçula Níusmar, minha querida mãe.

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Em 1965, quando o Brasil ainda se adaptava ao início do regime militar, ela já era servidora pública federal com exercício no antigo IAPFESP (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Ferroviários e Funcionários do Serviço Público), hoje INSS, então com sede no Palácio do Comércio, situado na Praça Benedito Leite.

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Naquela época, o Maranhão se apresentava ao Brasil tendo à frente do governo estadual o jovem José Sarney. Era o tempo dos bondes, dos carros rabo de peixe, dos ternos bem cortados e dos chapéus panamá. Eis que em três de agosto de 1965, levado pela leve brisa do fim das chuvas, adentra a sede do IAPFESP um elegante rapaz de olhos verdes vestindo um terno branco de gabardine. Na condição de procurador do senhor Clóvis Ferreira, o jovem Antonio José Muniz buscava receber o auxílio natalidade do filho recém nascido do seu representado. Foi quando se viram pela primeira vez.

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Quis o destino que Amelinha, colega de trabalho de minha mãe entrasse de férias. Por essa razão, os processos de auxílio natalidade ficaram sob sua responsabilidade. No segundo retorno em busca do benefício conversaram pela primeira vez. Não tardaram a iniciar o namoro. Casaram-se em 1967 num grande evento em Carema, distrito de Santa Rita (MA) e constituiram uma linda família formada por três filhos, nove netos e três bisnetos.

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Passa um filme em minha cabeça ao relembrar tudo isso. Lembro do começo na Rua 18 de novembro; dos nossos vinte e um anos de Ipase morando na Quadra L, Casa 12 e dos vinte e dois anos de Olho D’água. Lembro de alguns momentos tristes e de incontáveis outros de extrema felicidade, muitos dos quais vividos na união que impera em nossa casa. Hoje viveremos mais um.

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Neste dia em que completam 50 (cinqüenta) anos de casados, em nome da família Paula Barros Muniz eu gostaria de dar os parabéns pelas bodas e de agradecer a Deus por ter feito nascer o filho de Clóvis Ferreira, o qual outorgou procuração para que nosso pai recebesse o auxílio natalidade junto ao IAPFESP, o que lhe levou a conhecer nossa mãe.

Que Deus lhes abençoe com muitos outros anos de vida juntos. O amor de vocês gerou as pessoas que somos hoje e avaliza o nosso amanhã.

Feliz aniversário.

O Brasil está chorando

Essa última semana foi muito difícil para o titular desse blog. Cheguei mesmo a desacreditar no Brasil, haja vista que poucas vezes em minha vida tive o desprazer de ver tanta coisa negativa ser produzida quase que simultaneamente.

Nessa semana vi o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão afastar uma tradição de 204 anos e deixar de eleger Presidente seu membro mais antigo, abrindo assim um perigoso precedente para o futuro. Amanhã boa parte dos 16 eleitores do vitorioso poderão se arrepender da opção que fizeram.

Vi o Congresso Nacional aprovar o financiamento público de campanha e postergar para 2020 o inicio de reformas eleitorais importantes, como por exemplo o fim das coligações. Em um País com tantas desigualdades, ver o Congresso legislar em causa própria dá náuseas. 1,7 bilhão para custeio de campanha me parece ser um preço um pouco salgado a ser pago pelo povo brasileiro. Qual a razão de todos pagarmos pela eleição de uns poucos se ao se elegerem já são regiamente pagos para nos representarem? Qual a razão para não se reverter esse dinheiro em saúde e educação?

Data vênia, quem quer ser político deve pagar por sua própria campanha. Talvez assim se chegasse ao barateamento delas e ao fim das compras de voto e dos abusos de poder político e financeiro. Não tenho dúvidas de que esses recursos não serão divididos igualitariamente entre os candidatos do Partido.

Da mesna forma, quem quer reforma eleitoral não pode transferir o início das ações para eleições distantes. Agir assim é o mesmo que dizer que começará a dieta na segunda-feira. Sim, aquela mesma que nunca chega.

Vi, também, um Partido retirar a vaga de um relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para que ele não relatasse a segunda denúncia contra o Presidente. Que manobra vil. Se não consegue ser honesto com algo tão simples, como pode querer que o povo acredite que esse mesmo Partido possui quadros honestos para comandar o País?

Tudo isso pode ser legal e até lícito e legítimo, mas com certeza beira a imoralidade. 

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Nessa semana vi a pior composição da história do Supremo Tribunal Federal decidir, com o voto dos seis opacos cavaleiros do apocalipse, que a Lei de Ficha Limpa pode retroagir para atingir fatos pretéritos e por 3 x 2 a turma dos opacos afastar um Senador da República do mandato. Meu Deus, aonde vamos chegar.

De tudo, muito a propósito chegou a mim vinda do Pará, em um festival, uma música que retrata a realidade atual do Brasil. Infelizmente, nada agradável o encontro com essa verdade.

O Brasil está chorando. Uma pena que não seja de alegria.

Eleições no Tribunal de Justiça: o tiro pode sair pela culatra

Em toda a história do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, portanto em seus 204 anos, nunca ocorreu do Desembargador mais antigo deixar de presidir aquela casa, salvo em 2009 quando o Desembargador Stélio Muniz renunciou ao direito de concorrer à Presidente.

Nos últimos 2 (dois) meses, contudo, circula pela imprensa que o segundo Desembargador mais antigo estaria decidido a disputar a Presidência contra a Desembargadora Nelma Sarney, hoje a mais antiga, natural Presidente nos termos até hoje garantidos.

Ocorre que a virada de mesa pretendida por alguns Desembargadores abre um perigoso precedente naquela Corte. É que dos 27 (vinte e sete) Desembargadores, apenas 7 são inelegíveis, estando os outros 20 (vinte) em condição de elegibilidade para pleitos futuros e sujeitos, portanto, a serem eleitos para seus mandatos regulares ou a terem seu tapete puxado da mesma forma como hoje se pretende puxar o da Desembargadora Nelma. Vejamos alguns exemplos:

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1 – A Desembargadora Graça Duarte (68 anos) já foi escolhida Vice-Presidente e pode ainda ser escolhida Corregedora e o será normalmente dentro dos próximos três biênios, salvo se quando chegar a sua vez outro Desembargador, dentre os desimpedidos, venha a se candidatar;

2 – Contando hoje com 71 anos, o Desembargador José Bernardo (um dos mais queridos e respeitados daquela Casa, só possui mais 2 (dois) biênios para ser escolhido Vice-Presidente ou Corregedor. Poderá ser pela harmonia que sempre houve (como ocorreu quando a Desembargadora Cleonice foi Presidente, haja vista que iria se aposentar compulsoriamente e tanto a Desembargadora Nelma quanto a Desembargadora Anildes abriram mão de concorrer a Presidente, o que permitiu sua eleição por aclamação), salvo se outro Desembargador resolver se candidatar, levantando assim a possibilidade do Des. Bernardo se aposentar compulsoriamente sem nunca ter ocupado um cargo de Direção no Tribunal.

Os exemplos acima ilustram bem o quadro presente. Na mesma situação, nos próximos três biênios, estão ainda os Desembargadores João Santana  (71 anos), Vicente de Paula (68 anos) e Marcelino Everton (69 anos) e nos próximos quatro biênios o Desembargador José de Ribamar Castro, hoje com 68 anos.

Enfim, como se pode ver pelos exemplos aqui levantados, a quebra da tradição pode levar a uma grande injustiça dentro da Casa da Justiça, atingindo diretamente o direito dos Desembargadores mais antigos e de maior idade.

Desembargadores mais jovens como Paulo Velten e Froz Sobrinho, em que pese mais antigos, podem ver sua prerrogativa de ocupar logo cargos de direção ser afastada pelo critério da eleição aberta, sendo assim momentaneamente preteridos por outros mais recentes na função. Enfim, afastar a regra que sempre permitiu a todos ocuparem os cargos chega a ser uma temeridade, a qual poderá atingir até mesmo aqueles que hoje apoiam a eleição do segundo Desembargador mais antigo em detrimento da primeira mais antiga. Tem Desembargador que pode estar dando um tiro no próprio pé.

Situação sui generis nesse contexto todo é a do Desembargador Jaime Araujo. Ele poderá concorrer nos próximos dois biênios, contudo não é segredo para ninguém que tem Desembargador que torcia, segundo se dizia, a todo instante, dia a dia, para que seu injusto afastamento temporário se tornasse definitivo, uma vez que se tal acontecesse abriria uma tão sonhada vaga. Quem garante que amanhã ele não será preterido da mesma forma que a Desembargadora Nelma Sarney?

O pior de tudo é que se cometa que para aceitar entrar nessa barca furada o Senhor ocupante de um suntuoso prédio da Avenida Pedro II teria prometido apoiar a candidatura  de um irmão de um Desembargador para Deputado Federal, do filho para Deputado Estadual e ainda ampliar vagas de Desembargador. Se for verdade é pura ilusão. Esse cidadão nunca cumpriu nada do que prometeu (que o digam os Senhores Deputados Estaduais). Se nem as emendas parlamentares são pagas, quanto mais ampliação de vaga e apoio em eleição.

O Senhor Desembargador segundo mais antigo corre o sério risco de jogar fora uma eleição garantida para Corregedor e de perder a eleição para Presidente.

Novas vagas de Desembargador não deverão ser criadas porque custam caro para o Erário  (o Governador teria declarado recentemente que o Estado está quebrado).

Quanto a promessas de apoio nas eleições vindouras é preciso relembrar que daquele mato não sai coelho. Lembrei do Desembargador Raimundo Cutrim que foi candidato a Deputado Federal nas últimas eleições e que não teve nenhum apoio. Tinha méritos, discurso, projetos e ficou só. Uma pena não somente para ele, mas para o Maranhão e para o Brasil. Por onde ele concorreu? Pelo partido do Vice-Governador, portanto pelo lado do atual ocupante do Palácio dos Leões.

Nesse rio caudaloso de vaidades, existe uma grande possibilidade do tiro não sair pelo cano da arma, mas sim pela culatra, ferindo de morte as pretensões futuras de muito mais da metade do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, e tudo para atender interesses pessoais que não são seus (dos Desembargadores que poderão vir a ser prejudicados no futuro).

Quem viver, verá.

Por enquanto fica a pergunta: quem poderá ser “a próxima vítima”.

Sim, perdemos.

Eu tenho evitado escrever nesta última semana. Não que não tivesse um tema para me debruçar, mas por achar que estaria sendo repetitivo quanto a analisar os temas postos.

Dizer que até as pedras sabiam que o Marcelo Miller, assessor do Janot, estava a serviço do grupo J&F, seria redundante, posto que digo isso desde que Adão engravidou a Eva.

Dizer que Janot tinha uma intenção de conseguir a destituição do Temer digo desde quando vieram a público os pergaminhos do Mar Morto.

Dizer que a nova denúncia é uma piada não disse, mas seria dedutível a qualquer leitor de observação mediana. Agora, quanto a dizer que o afastamento do Aécio da função de Senador pela 1 Câmara do STF por 3 x 2 seria a maior burrice dos últimos tempos era simplesmente inevitável, porém previsível. Qualquer pessoa que acompanha meus textos sabe que sempre disse ser essa a pior composição do Supremo Tribunal Federal de todos os tempos. Data venia, vindo do trio fux, rosa e barroso (em minúsculo devido ao tamanho de sua importância para a história do STF) não se poderia esperar outra coisa. O trio opaco conseguiu produzir mais uma aberração jurídica. Senhores, o Judiciário não pode afastar um membro do Legislativo. Isso é matéria interna corporis desse poder, consoante já havia esclarecido corretamente o Ministro Marco Aurélio quando determinou originariamente o retorno do Senador ao exercício do mandato.

Afastado deliberadamente da análise do cenário político, o que me permitiu não chamar certos atores de orelhudos, cumpre a mim tecer certas considerações ao tema que me motivou hoje. Sim, perdemos. Não jogamos nada.

Com efeito, não quisemos ganhar o jogo. Fomos covardes e não atacamos o suficiente para obter a vitoria. Nos acomodamos e esperamos chegar na final por pênaltis. Perdemos com um goleiro penso que só sabia pular para o mesmo lado e com um craque que resolveu ser botineiro justamente hoje. Diego não jogou nada e Muralha não foi mais que um murilo. Não foi o Cruzeiro quem venceu. Nós que perdemos.

Contudo, apenas uma coisa me anima. Só é vice-campeão quem chega na final. Certo ou errado, quem ficou secando do sofá só tem uma certeza: até quando eles perdem eles são bem maiores que nós. Viva a democracia. Sim, perdemos! Mas renascemos ainda mais fortes. Afinal, Flamengo é sempre Flamengo.

Conversando sobre transgênero

Sou de um tempo em que ser fumante era incentivado por ser chique e ser LGBTS era omitido. Todos sabiam que existiam gays, porém não existia a mega exposição que existe hoje. Era raro ver um gay assumido.


Hoje, ser fumante é socialmente reprimido e ser LGBTS incentivado pelos meios de comunicação e pelas redes sociais. Na verdade, existe mesmo uma necessidade de auto-afirmação e até mesmo, em alguns casos, de chocar a sociedade. É até raro hoje em dia ver casais hetero demonstrando carinho em público, mas é cada vez mais comum ver casais LGBTS em amassos ostensivos. Não raro se dizem discriminados se alguém discorda.


Vai acabar sendo raridade ser fumante e ser LGBTS quase uma imposição social.

Na programação da Rede Globo, ser LGBTS é colocado como se fosse a coisa mais normal do mundo e não é. Confunde de mamando a caducando.

Hoje mesmo me deparei com uma revista que antecipa que o personagem Ivan, ex-Ivana, vai aparecer grávida do ex-namorado que ele (a) ainda ama. Mas hoje ela é homem, quer agir, ter corpo e se vestir como homem, mas vai parir, ter filho. Como explicar isso tudo para uma criança? E depois? Vão ficar juntos? Dois homens, sendo um deles mulher/homem? Como será uma relação sexual nesse caso? Usarão o órgão sexual (vagina) do Ivan (a) ou farão como gays masculinos  (gay que nasceu fisicamente homem) Isso tudo é uma salada na minha cabeça de homem nascido no século passado.

Confesso que tento entender e fingir costume, mas é complicado demais. Fico tão perdido quanto o professor do vídeo acima. O homem se unirá a uma mulher e constituirão família. Crescei e multiplicai. Foi assim que eu aprendi. É assim que está na bíblia.

Essa semana surgiu a discussão sobre a cura gay e a repressão ao Juiz que teria dito que ser gay é uma doença. Ele em momento algum disse isso na decisão. Apenas reconheceu a possibilidade de um profissional de psicologia atender a quem o procurasse para tratar do tema homosexualismo. Deturparam a decisão para se vitimizar e se auto-afirmar. Completamente desnecessário tudo isso.

Que me desculpem aqueles que pensam de forma contrária, mas acho que preferia como era no século XX e no regime militar. Acho que estamos precisando de uma dose a mais de censura no Brasil.

Estou com medo de que ser LGBTS venha a se tornar obrigatório no Brasil.

A força que veio do campo

A construção da estrada de ferro São Luís-Teresina fez aumentar o povoamento por onde ela passaria e com Carema não foi diferente. Tudo era muito difícil, seja pela ausência de boas estradas para chegar até lá, seja pela falta de energia elétrica. Mesmo assim, aos sábados, o pai do meu amigo Roberval Cordeiro, avô, portanto, de Thibério, Gugu e Paulinho, levava um boi para vender ali. Como nem todos tinham dinheiro para compras regulares, ele reservava as partes preferidas dos seus principais clientes, como seu Bidico e meu avô José Bonifácio e somente então abria as vendas para os demais interessados. Essa rotina fez nascer na minha família o hábito de se reunir nos domingos para degustar um cozidão reforçado com muitas verduras adquiridas na feira, a qual era feita sempre aos sábados.

 

Papai manteve essa tradição enquanto a saúde lhe permitiu esses festins da gula e para tanto sempre saía para a feira com o céu ainda escuro, muito cedo, sob o argumento de que as verduras estariam frescas e mais bonitas. Ele estava certo. Chegávamos na feira do João Paulo a tempo ainda de ver o descarregar das mercadorias. Lembro que sempre passávamos por um estivador enorme carregando os produtos. Ele vinha de longe pedindo passagem e quando algum distraído não atendia seu pedido ele pronunciava um bordão que ficou famoso naquele lugar: “Eita brasileiro macho. Sai da frente, merda”. Hehehe.

Lembro como se fosse hoje. Tínhamos as bancas de nossa preferência, como a de nonatinho que vendia tomates e fazia narração da venda simulando um microfone em uma garrafa de Coca-Cola, Dona Abigail que vendia mocotó e cozidão, etc. Confesso que nunca fui lá um grande adepto (nunca gostei de acordar durante a madrugada), mas ia sempre para ajudar a carregar as sacolas, para aprender a comprar e para ouvir as músicas sertanejas que tocavam na rádio AM do carro.

Passados muitos anos, tive a aportunidade de ouvir, pela primeira vez na rádio Difusora FM, Chitãozinho e Xororó cantando “Se Deus me ouvisse”. Não me contive e liguei para a rádio para dar os parabéns por aquela iniciativa. A qualidade do som da frequência modulada seria muito importante para a difusão do gênero no nosso Estado.

Tempos atrás, estava eu voltando para casa pela avenida litorânea em São Luís quando me deparei com um grande engarrafamento naquela via causado por uma aglomeração de pessoas. Ao me aproximar deles, visualizei Mariana, filha dos meus amigos Márlos Patrício e Lúcia e perguntei o que estava havendo. Com euforia ela me disse que era uma apresentação de sertanejo universitário da dupla maranhense Jhonatan e Jardel. Perguntei: quem eram eles? E ela respondeu: eles cantam igual a Victor e Leo. Perguntei outra vez: e quem é Victor e Leo? Ela sorriu e disse que era a maior dupla sertaneja do momento. Minha ignorância músical me fez procurar por essa dupla. Descobri que eles eram ótimos.

Victor e Leo estouraram para o Brasil com seu disco ao vivo e músicas como “fotos” e “borboletas” ganharam o gosto popular. O meu também. Passei a acompanhar a carreira deles e ontem pude vê-los de perto. A qualidade do seu repertório e seu carisma pessoal alegraram a noite de quem se dirigiu até a Tom Music para assisti-los. Foi um grande show.

 

Nesse país em que o agronegócio responde por quase 1/3 da nossa balança comercial, momentos como esse nos fazem lembrar da força do campo em nossas vidas. Saí de lá com o desejo de expressar o quanto gosto de tudo isso. Nada melhor que um genuíno Feijão Tropeiro para fechar esse turbilhão de boas recordações. Assim, fui preparar essa maravilha e agora divido com vocês minha versão desse magnífico prato. Em uma panela de pressão coloque para cozinhar o feijão, de preferência mulata gorda, na água com sal a gosto. 

Em uma frigideira grande bote para fritar pequenos cubos de toucinho de porco. Não precisa colocar nem óleo, nem azeite e nem manteiga ou margarina. O toucinho vai soltar naturalmente uma banha com a qual você preparará o prato. Quando os cubinhos fritarem você terá torresmo que deverá ser reservado. Na banha que ficará na panela você fritará linguiça  (pelo sabor acentuado eu uso linguiça palito defumada cortada em rodelas, mas pode ser calabresa, toscana ou outra de sua preferência. Reserve quando fritar. Em seguida, frite um pouco de charque cortada em cubinhos (lembre-se que a charque é salgada e deve ser colocada de molho antes para tirar o excesso de sal). Reserve. Se a banha estiver pouca, frite um pouco de bacon (ele também vai liberar banha) e também reserve.

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Nessa banha que restou frite um pouco de carne de sol cortada em cubos com cebola e doos dentes de alho picados. Após, reserve. Frite 5 (cinco) folhas de couve cortadas em tiras finas. Quando desidratar, reserve. Em seguida, frite quatro ovos com sal a gosto e depois também reserve. No saldo de banha e ovo frito, passe um pouco de farinha seca (branca). Acrescente arroz branco se tiver já pronto e quiser aproveitar, mas não é obrigatório. Em seguida coloque o feijão que já estará pronto, e todos os ingredientes que foram reservados. Misture bem e sirva quente. É de comer ajoelhado. Hehehe. 

Em homenagem aos Paula Barros

Em 1974 eu me mudei, juntamente com meus pais e meu irmão  (minha irmã ainda não era nem projeto) da Rua 18 de novembro para a casa 12 da quadra “L” do Conjunto Ipase. Na mesma rua, porém na quadra “E”, casa 29, passaram a residir meus avós por parte de mãe Murilo Paula Barros e Elizabete, minha tia Nailde e meu primo/irmão Durval. Eu vivia na casa deles, haja vista que minha avó era minha madrinha e foi responsável por ajudar na minha alfabetização. Foi ali, vendo meu avô pintar em sua oficina e vendo os quadros que pareciam fotografias que ficavam nas paredes (talvez por isso meu gosto por fotos) que ouvi falar, pela primeira vez, do patriarca da família, o grande artista José de Paula Barros ou simplesmente Paula Barros (1883-1926).

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Hoje consigo aquilatar sua importância para a produção artística do Maranhão. A pouco tempo, tive acesso ao seguinte texto:

“– Era segunda-feira, 5 de abril de 1915, um dia comum para a população da velha cidade de São Luís, a mesma rotina, o mesmo clima, a mesma paisagem. Da Praça João Lisboa era possível ouvir aquele som característico de apitos dos vapores, vindo da direção do porto, um dos locais onde a vida era mais intensa na cidade, com constantes embarques e desembarques de pessoas e produtos. Naquele dia, a rotina não era diferente, havia uma movimentação frenética de passageiros e embarcadiços transportando todo tipo de mercadorias e bagagens.

Em meio àquela agitação toda, um senhor alto, magro, bem vestido, recomendava aos embarcadiços para terem cuidado com suas bagagens. O seu nome: José de Paula Barros, ou simplesmente Paula Barros. Pintor, desenhista, decorador, arquiteto e fotógrafo. Ele acabara de chegar de Belém, no paquete Pará.”

Assim começa a narrativa do Livro “Revivescêcia: a vida e a arte dos Paula Barros ” de autoria de João Carlos Pimentel Cantanhede, a ser lançado amanhã, dia 13 de setembro, às 19h, na Sede da Academia Maranhense de Letras, local onde funcionou a escola de Desenho e Pintura José de Paula Barros.

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A técnica refinada de Desenho e Pintura, aprendida em Paris, fez dele uma referência e não por acaso o levou a trabalhar na pintura do Teatro José de Alencar em Fortaleza  (CE).

Em 1922 ele participou da fundação da Escola de Belas Artes do Maranhão aonde lecionava Desenho e Pintura.

Paula Barros produziu grandes obras em óleo, crayon e foto-crayon. O que mais chamava a atenção em sua obra era que suas pinturas se assemelhavam muito a fotografias.

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Paula Barros foi casado por duas vezes. O primeiro relacionamento foi com Francisca Leal de Miranda, com quem teve cinco filhos homens, dentre eles meu avô Murilo, pai de minha mãe. O segundo casamento foi com sua ex-aluna Amena Varella, a qual adotou o nome artístico Amina Paula Barros, com quem teve quatro filhas, dentre elas Maria Francinetti, mãe de minha tia Lurdinha Almeida, grande incentivadora desse registro histórico sobre a origem da nossa família e seu grande legado para a produção artística maranhense. Estamos todos orgulhosos. Vamos juntos, filhos, netos, bisnetos, tataranetos e tetranetos, reviver Paula Barros.

Enfim, um ano

Quando este blog foi criado, um ano atrás, confesso não ter imaginado que chegaria até aqui, nem mesmo que se atingisse eu teria vontade de continuar. Eu pensava apenas em expressar o que sinto e o que penso sobre os mais variados assuntos. Nunca pensei em ter elevados números de leitores diários, contudo sabia que a facilidade de viagem dos links via Whatsapp me permitiria ter leitores enquanto eles circulassem. Não tenho muitos leitores, mas tenho alguns fiéis e outros curiosos sobre o que penso, tantos que me permitiram ter o blog lido em inúmeros Países, dentre os quais Índia, Itália, Irlanda, Líbano, Israel, Inglaterra, Grécia, Espanha, Portugal, México, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Alemanha, Canadá, dentre outros, sendo que nos Estados Unidos tenho os mais fiéis.

Fico feliz por ter conseguido me exprimir em uma linguagem diferente dos demais blogs. Não somos sensacionalistas e não tentamos escrever como jornalistas. Evitamos falar sobre a crônica policial e sobre a política local. Também evitamos tratar de temas jurídicos para não nós tornarmos um blog técnico, sem contudo deixar de fazê-lo quando o tema se torna inevitável. Tenho convicções pessoais e jurídicas. Sei que formo opinião, mas evito escrever tentando obter seguidores, haja vista nunca ter pensado em doutrinar ninguém. Só quero ser ouvido e expressar o que penso. Seguir ou não é opção de cada um.

Tenho orgulho de ter feito a análise técnica diaria do julgamento da chapa Dilma/Temer, bem como de ter antecipado o resultado. Analisei os julgamentos do Supremo com a isenção necessária, bem como o impeachment de Dilma, o processamento de Lula e os fatos envolvendo o Presidente Temer. Tenho orgulho de que meus escritos serviram de inspiração para Deputados durante a apreciação da denúncia contra Temer na CCJ, bem como no Plenário. Sinal de que o que penso está de acordo com o que muitos outros pensam.

Agora, transcorrido um ano e tendo de alguma forma ajudado o meu País, vou parar para refletir se devo continuar ou não. Fico no aguardo da opinião dos meus amigos leitores.

Obrigado por tudo e por terem estado conosco durante todo esse tempo. Grande abraço a todos vocês.

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