Quando grita o silêncio

Quase não pude acreditar quando me vi assim, sozinho, envolvido em pensamentos desconexos, perdido no vazio da solidão de um minuto, no silêncio que oprime ou alimenta a alma. Reflexão tardia, talvez, poderiam dizer alguns, mas quando saber o momento se o tempo não define o agora, nem o antes e nem o depois? Doce lembrança de um tempo em que o calar da noite significava gravar uma fita do rádio, beber um Campari e sonhar, sozinho, com um futuro que nunca chegou, que jamais chegará.

Já é madrugada quando escrevo este texto. As luzes que vejo ao longe me transportam para um tempo distante e revivem em mim a lembrança de um dia em que, sozinho, 31 (trinta e um) anos atrás, na escuridão do meu quarto na casa 12 da quadra L do conjunto ipase, em São Luis do Maranhão (quebrada apenas pela luz do dial do meu aparelho de som), eu gravava uma fita K7 com as músicas do programa de Fátima de Franco que era transmitido pela Rádio Difusora FM, a partir da meia noite.

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Começo a sorrir. Hehehe. Não estou ficando louco. Apenas achei engraçado imaginar que muitos que terão a oportunidade de ler este texto não saberão do que estou falando. Eles são da era da informação avançada, da internet, do HD, do CD, do DVD e do blue-ray.  Hehehe. Eu e minhas memórias do século passado. Fita K7 (as melhores eram da Basf e da TDK) era aonde gravávamos as músicas para tocar depois nos toca-fitas dos carros, equalizadas nos Tojos que ficavam acoplados a eles. Era contemporânea do disco de vinil, uma bolacha que parecia ser de plástico rígido. Veio antes do CD. Tínhamos lojas desse produto, como a ‘SÓDISCOS’ de seu Augusto Castro, um portuga boa praça, pai do meu amigo de infância Cláudio Castro, o Catatau, um dos primeiros DJ’s do Maranhão e um posterior craque da informática, e de Eduardo, o mata 7, hoje colega advogado. Seu Augusto é avô de uma de minhas alunas do Ceuma III, cujo nome não revelarei para não gerar ciumes entre minhas amadas alunas. Tivemos nessa mesma época a fita de vídeo cassete, precursora do DVD, onde gravávamos os vídeos que registravam os nossos bons momentos. Tempos inesquecíveis.

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Fita K7

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Fita de vídeo cassete

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Toca fitas com Tojo acoplado

Volto ao dia recordado. Tinha me decidido a aprender a tomar Campari, uma bebida que sempre achei de linda cor, mas cujo gosto não me agradava. Comprei uma garrafa para o aprendizado. Lembro como se fosse hoje. Moleque de 17 (dezesete) para 18 (dezoito) anos aprendendo a ser homem. Pense num primeiro gole difícil de descer. Amargo demais. Puro remédio. Nada que umas gotas de limão não resolvessem. Segundo, mais ou menos. Do terceiro em diante só alegria. Boa bebida, um cigarro Carlton, uma boa seleção musical. Tudo o que um jovem poderia querer de bom (?). Naquela época era zero preocupação. Só queria viver, amar e jogar futebol. De responsabilidade apenas a preocupação com o vestibular que não tardaria a chegar. Meu sonho de então era ganhar na loteria, comprar um furgão da furgline (acho que era esse o nome) e queimar asfalto, viajar muito por terra como sempre gostei.

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Nunca ganhei na loteria, não comprei o furgão e nem viajei com ele. Não me tornei o jogador de futebol que um dia sonhei me tornar. Joguei muito, bem sei, mas não tive o apoio que precisava para tanto. Parei de fumar e de tomar Campari, o que faço muito raramente. Estudei, me tornei advogado, me destaquei na minha profissão, fiquei famoso, virei professor universitário e um esforçado contador de histórias. Hehehe. Continuei liso. Hehehe. 

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Um jovem cabeludo aos 17 anos

Esta semana comecei a me despedir dos meus alunos. Foi uma semana feliz. Senti e li em suas palavras postadas nas redes sociais o seu carinho por mim (sinal que não me sai tão mau). Hehehe. Agora, no ensurdecedor grito que esse silêncio que a madrugada me impõe, sinto saudade do sonho que nunca se realizou, tenho convicção de que estou ajudando a construir o futuro, mas agora sinto falta de algo mais que me complete, como uma quarta dose de Campari e uma boa música gravada do programa da Fátima, para em seguida desligar o rádio, apagar o dial e dormir, acordando na realidade do futuro que chegou, escrito pelas linhas do destino que Deus me reservou.

Diaz de luta; Diaz de Ordem

Durante todo o processo eleitoral da OAB/MA o editor deste blog se manteve em silêncio, observando o cenário e os atores,  avaliando o trabalho e as propostas dos candidatos. Somente uma vez me manifestei e foi quando do esfarelamento do grupo Repense, haja vista entender que não haveria repensar em uma composição com o grupo que representa o atraso, as práticas imorais, os conchavos, enfim, o retorno ao passado sombrio da OAB, agora mais do que nunca evidenciado pelo espectro comunista que ameaça dominar, também, a última trincheira em defesa do cidadão que é a Ordem.

Apesar dos inúmeros telefonemas e mensagens de Whatsapp que tenho recebido me perguntando em quem votaria, respondia a todos para ter paciência pois a hora ainda era de observação. Queria aguardar o debate de hoje no programa ponto e virgula da Difusora FM para poder declarar meu voto. Não tenho mais idade para errar e se a experiência mostra algo é que, no patamar profissional em que cheguei não se erra sozinho. Pessoas aguardam uma palavra que lhes aponte o norte. Não poderia, portanto, partindo dessa premissa, fazer uma avaliação açodada.

Pois bem.

Lamento que Aldenor não tenha conseguido chegar ao final da campanha pela perseguição que afirmou ter sofrido.

Descarto o candidato do governo comunista (registro que não tenho nada contra sua pessoa e que sequer o conheço, mas sigo o brocardo latino “me diga com quem andas e te direi quem és”) e o faço por entender que não tem ainda o cabedal necessário para a função que pleiteia. Assim, resta analisar os demais concorrentes, não sem antes lamentar que o egocentrismo do grupo do Macieira os levou a não perceber que o candidato a Presidente com chances de vitória seria Pedro Alencar. Foram míopes como foi míope sua administração  aos problemas da classe.

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Tenho que o Mozart Baldez desenvolve um trabalho de destaque no sindicato, contudo seu radicalismo o afasta da Presidência da Ordem. Precisamos de diálogo e ações pontuais, não de brigas diárias ou fight com autoridades judiciárias. Não somos hierarquicamente inferiores. Estamos no mesmo patamar e por isso mesmo temos que manter harmonia e respeito. Talvez com uma reflexão profunda sobre suas práticas, entendendo que precisamos de mais Ordem e menos Sindicato, ele possa se tornar uma boa alternativa para o futuro.

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Uma grata surpresa nestas eleições foi o surgimento do grupo que tem na Sâmara Brauna sua cabeça de chapa. Mostrou uma nova forma de ver a Ordem e seus problemas. Bastante aguerrida, foi bem no debate, mas sua inexperiência declarada no início do programa afasta, por hora, suas pretensões. Ela tem contexto e boas idéias e num futuro próximo pode ser um grande nome para a alternância de poder.

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Thiago Diaz esteve bem no debate. Esclareceu muitos pontos que não estavam bem explicados sobre sua gestão. Mostrou o quanto a Ordem cresceu consigo a sua frente, as várias subseções construídas, salas reformadas e aparelhadas, a reforma do prédio Sede, sem contar na Comissão de Prerrogativas atuante e móvel, além do que, para mim, advogado com 25 (vinte e cinco) anos de formado, me parece ser o seu maior legado, que é a democratização do acesso à reciclagem, aos cursos de atualização profissional. Foram inúmeras as palestras, congressos, cursos e seminários. Se falhas aconteceram, que sejam analisadas e reformados os conceitos no afã de não errar mais. A OAB vem sendo reconstruída enquanto instituição e três anos se mostrou pouco para fazer tudo o que precisa ser feito. Muito sereno e consciente do seu papel, Diaz mostrou que não foge e que não fugirá da luta. Vivemos dias de renovação. É necessário renovar o compromisso de continuar empreendendo as mudanças que a OAB precisa. A Ordem não pode retroceder. Temos Diaz de Ordem. Diaz de continuar lutando por uma OAB inclusiva, que dê apoio ao jovem advogado, que apoie as mulheres advogadas, que auxilie o velho advogado.

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Assim sendo, respondo agora a todos os meus amigos e parentes advogados. No dia 23 de novembro, votarei em Thiago Diaz para Presidente da OAB/MA por mais três anos. Espero contar também com o voto de todos vocês.

Estamos em Diaz de luta; Diaz de Ordem; Diaz de vitória.

Trabalho escravo: fazendeiro absolvido

No começo dos anos 2000, conheci um fazendeiro paraense que, a pouco, tinha se tornado a imagem do combate ao trabalho escravo moderno. Por conta de uma matéria exibida em uma revista de circulação nacional, ele passara a ser conhecido como “Senhor de Escravos” e seu carro a ser chamado de “navio negreiro”. Dizia a criativa matéria que ele visitava os bares da cidade e carregava os bêbados em seu veículo após pagar os seus débitos, levando -os em seguida para suas fazendas aonde permaneciam em regime de escravidão trabalhando no roço da juquira em condições desumanas de trabalho, sem equipamentos de proteção individual, com pouca comida (carne apenas uma vez por semana), bebendo água de córregos que era dividida com animais, dormindo em barracos improvisados, sem medicamentos, fazendo necessidades no mato, mantendo-se em dívida constante por adquirir produtos na cantina da Fazenda, ficando impossibilitado de ir e vir por segurança armada e intimidatória, com retenção de documentos. Seu nome era Gilberto Andrade e os fatos narrados já naquela época são os mesmos repetidos ainda hoje, 18 (dezoito) anos depois, na grande maioria das ações da Delegacia Móvel do Trabalho.

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Seu Gilberto foi denunciado por redução de trabalhadores rurais à condição análoga à de escravo e por outros crimes que lhe foram imputados. Em seu processo houve cerceamento de defesa, fato denunciado nas alegações finais e em sede de apelação e, na nossa humilde opinião, excesso na apenação. Infelizmente não acompanhei o processo até o final. Anos depois, soube que ele veio a óbito em um acidente de carro (o veículo aonde estava colidiu com um caminhão madeireiro). Ele era um cidadão de bem. Foi uma das vítimas da mudança da legislação trabalhista que já colocou vários fazendeiros no banco dos réus. Sofreu pelo fato de ter sido um dos primeiros e por ter sido personagem da matéria da revista, a qual foi repetida como um mantra, ainda que sensacionalista e inverossímil.

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Dezoito anos depois, fui procurado por um jovem fazendeiro de Bacabal (MA), para defende-lo em um processo também por redução de trabalhadores rurais à condição análoga à de escravo. Os fatos, como que retirados de uma mesma cartilha, eram bem parecidos com os atribuídos ao Gilberto Andrade. Também a ele era atribuída a manutenção dos trabalhadores em condições degradantes de trabalho, com alimentação ruim, água de péssima qualidade, acomodações inapropriadas, ausência de EPI, não assinatura da Carteira de Trabalho, etc. Trabalhamos o processo com afinco, lemos os autos de capa a capa, confrontamos a acusação com o que tem de mais moderno em doutrina e jurisprudência, aproveitamos a prova já produzida sob orientação do nosso colega Vilmário Oliveira, reestruturamos a tese defensiva e apresentamos uma consistente peça de alegações finais. Resultado: fazendeiro absolvido.

Não poderia jamais deixar de enaltecer a brilhante sentença do Juiz Federal Pedro Alves Dimas Júnior. Um primor de sentença. Moderna, amparada na mais recente jurisprudência. Fruto da observação das teses apresentadas e da prova produzida. Destacou sua Excelência que não basta condições inapropriadas de trabalho ou de acomodação para caracterizar redução à condição análoga à de escravo. Que ilícitos trabalhistas devem ser combatidos e corrigidos naquela seara e que isso já havia ocorrido, consoante havíamos sustentado.

A sensação de ter travado o bom combate e ter vencido é de difícil comparação e complexa demonstração. Vou dormir feliz. Sei que lá do céu meu velho amigo Gilberto Andrade está feliz também. Eu sempre lhe afirmei que seria possível obter uma absolvição. Que a legislação mudou isso é indiscutível, mas é preciso ver com reservas a aplicação da norma às práticas consuetudinárias do campo.

Hoje posso dizer, feliz, que um fazendeiro acusado de reduzir trabalhador à condição análoga à de escravo foi ABSOLVIDO e que demos a nossa singela contribuição.

O empresário do agronegócio não é criminoso. Ele trabalha muito para colocar o alimento na mesa do brasileiro e em alguns casos da população mundial. Ele sustenta em boa parte a nossa economia. Ele precisa de orientação para não errar mais, não de algemas, de condenação e muito menos de grades. O Fazendeiro precisa de apoio.

A justiça foi feita, com a graça de Deus.

“Nós sempre teremos Paris”

No auge da segunda grande guerra, Casablanca, no Marrocos, era uma espécie de entreposto, um local para onde desesperados fugitivos do embate mundial se deslocavam objetivando conseguir embarcar em um vôo para Lisboa e de lá para a América. É nesse ambiente fervilhante que se encontra o Café do Ricks e é nele que Ilsa entra para tentar comprar os vistos que levariam a ela e seu marido Victor Lazlo, um ativista político, para a liberdade. O que ela nunca poderia imaginar era que naquele local reencontraria Sam, o exímio pianista, e seu grande amor, Rick. Entre idas e vindas na tentativa de obtenção dos vistos, eles desafiam os nazistas ao entoar “A Marcelesa”, reacendem a chama do amor que viveram em Paris, escutam outra vez “As time goes by” (A canção que embalou seus grandes momentos na cidade Luz invadida e que fora proibida por Rick) e se despedem no aeroporto com ele dizendo para ela “nós sempre teremos Paris”, numa alusão às memórias do grande, verdadeiro e inesquecível amor. Esse é o enredo de Casablanca, um dos mais espetaculares filmes já produzidos e que contou com Hunphrey Bogart e Ingrid Bergman nós papéis principais.

Estava eu relembrando um momento especial e inesquecível que vivi ontem quando veio à mente essa frase título que reflete exatamente a lembrança de algo que o tempo jamais apagará. Na manhã de sábado, dia 17, levei meu filho do meio, Sérgio Filho, para disputar seu primeiro torneio de Futsal, esporte que ele passou a praticar nestes últimos 10 (dez) meses. Começou no banco de reservas, mas nada que o abalasse, haja vista termos conversado longamente na sexta sobre essa possibilidade. Da arquibancada eu o via aguardando o seu momento de participar. Lembrei do fantástico comercial da gelol “não basta ser pai, tem que participaram. Não basta ser remédio, tem que ser gelol”. O garoto vai disputar uma partida de futebol, começa no banco, entra na partida, sofre o pênalti e marca o gol da vitória. Com ele estava seu pai que o abraça naquele momento de glória.

Foi um torneio curto. Seriam somente duas partidas. O vencedor da primeira jogaria a final. Ele entrou quando o jogo estava empatado em 1 x 1. Foi dele o gol que classificou sua equipe para a final, posteriormente vencida por 6 x 0. Talvez ele nem tenha se dado conta da importância do seu feito, mas eu sim. Fui testemunha ocular desse momento. Foi seu chute de iniciante no esporte que fez a diferença e eu estava lá com ele. Estivemos em sua primeira conquista futebolistica eu e seu irmãozinho Sérgio Henrique.

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Não é segredo pra ninguém que durante 11 (onze) anos da minha vida eu me dediquei ao futsal. Fui bi-campeão dos Jogos Estudantis Maranhenses pelo Colégio Dom Bosco do Maranhão; Tri-campeão Adulto pelo Dragão Futebol de Salão; melhor goleiro do Maranhão e melhor goleiro do Brasil nos Jogos Estudantis Brasileiros de 1987 disputados em Campo Grande-MS e por 10 (dez) anos fui integrante da Seleção Maranhense de Futsal, somente para citar alguns registros. Em comum entre as minhas primeiras conquistas e a do meu filho estava o mesmo treinador: Coqueiro, um ícone do futsal maranhense.

Tenho certeza de que, para o resto da vida, sempre que ele se lembrar deste dia eu e Sérgio Henrique estaremos lá, vivos em sua memória, sentados na arquibancada e torcendo por ele. Muitos outros torneios virão e eu espero poder estar lá, com ele outras vezes.

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Eu não tive a mesma oportunidade. Devido aos seus inúmeros afazeres, meu pai nunca acompanhou as minhas façanhas no esporte. Nos inúmeros torneios que venci, nas memoráveis partidas que disputei, ele nunca esteve lá como eu pude estar na data de hoje. Eu sempre procurei compreender suas ausências. Somente uma vez meu pai me viu jogar. Quis o destino que nesse dia eu estivesse capitão da Seleção Maranhense em jogo contra o Sumov do Ceará, equipe inúmeras vezes campeã nacional de Futsal. Naquele dia ele pode se orgulhar do talento do filho para o qual ele ensinou,  um dia, os primeiro segredos do futebol. Eu fiz o mesmo  um dia, com meu Sérgio Filho.

Sei que não estarei aqui para sempre, mas enquanto vida eu tiver espero poder estar ao seu lado.

Quanto à mim, parafraseando o Rick de Casablanca, eu sempre terei o jogo contra o Sumuv do Ceará, numa inesquecível noite de brilho raro no antigo Ginásio Costa Rodrigues no centro de São Luís do Maranhão.

Parabéns pela primeira conquista, meu filho. Papai ama você.

De olho em 2020

Esta semana fui surpreendido com a notícia de que o jornalista Gilberto Leda teria iniciado uma enquete em seu blog para ver a inclinação do eleitorado da capital para as eleições de 2020. Achei prematura a iniciativa, contudo não poderia deixar de acompanhá-la, até mesmo porque sou municipalista por opção e defino meu futuro profissional pela observação atenta do cenário político nos mais diversos municípios do Maranhão.

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Dito isso, devo esclarecer que após aguardar alguns dias para as manifestações voluntárias, pude observar, sem grande esforço, que estão bombando a pesquisa para colocar em posição confortável um pretenso candidato da situação. Você acreditar que um Eduardo Braide estaria bem posicionado e liderando seria natural. Afinal, traz consigo o recall de ter sido finalista na eleição passada tendo chegado competitivo no segundo turno e ainda por ter sido esplendidamente bem votado na capital na última eleição para deputado federal.

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O que está destoando é Felipe Camarão, que nunca se candidatou, aparecer hoje em primeiro lugar. Brincadeira. Só podem achar que o povo é imbecil. Daria até pra aceitar o Duarte Jr em terceiro, afinal acabou de sair de uma eleição em que esteve muito bem e com um marketing agressivo. Ivaldo Rodrigues em quarto destoa pelo fato de ser vereador licenciado e secretário de uma secretaria de pouca expressão, além de não ter sido candidato nas últimas eleições. Todos os demais trazem o recall do último certame.

Não acredito em uma candidatura de Adriano Sarney para prefeito de São Luís. O grupo Sarney só o lançaria se estivesse liderando com folga e isso não é nenhum demérito a ele, que, registre-se, é um excelente deputado estadual. A razão do meu pensar é que o grupo acabou de ser derrotado nas eleições estaduais e uma eventual derrota seria extremamente desgastante para o grupo e para ele próprio.

Também não acredito em uma candidatura do Dr. Yglésio Moisés. Filiado ao PDT, o médico que foi diretor do socorrão está bem posicionado por ter sido candidato nas eleições passadas, mas tem contra si o fato de que o Senador Wewerton deve pleitear o direito de concorrer. Como tem maior coturno deve ter a preferência.

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Vejo Fábio Câmara com grande destaque nesse grupo. O ex-vereador e hoje primeiro suplente de deputado estadual chega na enquete com um histórico respeitável. Pobre e sem estrutura, fez do mandato de vereador que exerceu um trampolim para se estabelecer como uma grande liderança. Foi candidato a Prefeito tendo tido um resultado expressivo mesmo sem estrutura ou apoio. Vi de perto por ter ajudado no jurídico de sua campanha. Manteve-se politicamente vivo mesmo sem mandato por dois anos e nas últimas eleições, visivelmente sem recursos, conseguiu ter mais de dez mil votos em São Luís. Num cenário novo em que o Presidente Bolsonaro pretende ajudar o Maranhão a se livrar do comunismo, vencer as eleições na capital pode ser o primeiro passo para esse projeto. Convém relembrar que Fábio Câmara concorreu exatamente pelo PSL que é o partido do Presidente e com o seu apoio, dos evangélicos, do Magno Malta e da Maura Jorge surge como um grande nome para a disputa.

Pedro Lucas aparece por ter sido um grande vereador e secretário, além de ter sido eleito para deputado federal com expressiva votação. Não acredito que conte hoje com a preferência palaciana, sem contar que acredito que ele pretenda se consolidar primeiro como Federal para num momento posterior buscar voos mais altos.

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Quanto ao Wellington, deputado aguerrido que é, figura na enquete por ter concorrido a prefeito e ter sido reeleito estadual. Pesa contra si a derrota do Alckmin para Presidente. Pode vir a ser candidato para atender a uma exigência partidária, mas hoje não Acredito que seria.

Eliziane também aparece na enquete. Em que pese tenha sido eleita Senadora com mais de um milhão de votos, o fato de estar em último lugar na enquete demonstra que nossa análise está certa quanto a estarem bombando a enquete. Não acho certo isso, mas não deixa de ser um meio de projeção, afinal, camarão que dorme a onda leva. Hehehe. Outra vez Eliziane  parece não ter a preferência palaciana.

Nesse tabuleiro, as peças começam a se mover e os dados já rolam na mesa. Olhos abertos para 2020. A sorte está lançada.

Por um Brasil verde e amarelo

Eu passei todo o dia de hoje na expectativa de que algo diferente ocorresse que pudesse mudar o meu pessimismo sobre boa parte das pessoas que habitam nosso querido Brasil. Ledo engano. De ontem para hoje só encontrei motivos para continuar descrente em tudo, notadamente nas pessoas e em seus governantes. Maranhense que sou, vejo com tristeza nosso atual Governador, já reeleito, proferir as análises mais negativas sobre o Governo Bolsonaro que sequer assumiu, numa clara tentativa de promoção pessoal visando, pasmem vocês, as eleições de 2022. Vai procurar trabalhar, cidadão!

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O Maranhão viveu do ano passado pra cá o verdadeiro milagre econômico. De um estado quebrado, consoante discurso do Governador em Caxias (recebeu o estado com cerca de dois bilhões em caixa) a um estado próspero de grandes obras de asfaltamento, muitos convenios nos mais variados segmentos e muito dinheiro circulando distou apenas uma pre-campanha e uma campanha. Agora, o que temos é novamente o discurso da terra arrasada que não terá dinheiro nem mesmo para pagar os aposentados, consoante amplamente divulgado pela imprensa. O recurso do fundo que garantia às aposentadorias (segundo consta mais de 1 bilhão de reais) foi sacado e aplicado em outras coisas que não o pagamento dos aposentados e agora a culpa é da crise e do Temer? Me compre outro bode. Pelo menos mudou o discurso: a culpa já não é mais dos Sarneys. Hehehe. Só sorrindo de mais uma desgraça dessas.

Semanas atrás, conversando com meus alunos de eleitoral, cheguei a afirmar que o problema do Brasil estava nos partidos políticos: Organizações que recebiam e recebem pessoas voltadas para o benefício de si próprios, raramente do povo. São inúmeras vezes institutos axilar – de axila (suvaco) mesmo -, destinados à comercialização de legenda em troca de apoio ou voto. Reflito agora que o problema também está nos oportunistas que fazem do quanto pior, melhor, sua plataforma política. O resultado disso são os petrolões e mensalões da vida, dentre outros.

Hoje descobri que é endêmico. No centro de tudo a velha rotina do é dando que se recebe. Cansei disso. Chega de parasita se dar bem e ganhar sem trabalhar. Chega de aluguéis camaradas em que uns poucos ganham pela amizade com outrem e não por desenvolverem um trabalho que mereça remuneração. É preciso repensar o Brasil, um País de um potencial enorme que foi saqueado, nos últimos anos, por agentes políticos que só queriam se locupletar, segundo a lava-jato.

Já me manifestei inúmeras vezes sobre o conceito de propina e suas derivações e sempre reafirmei que nem toda doação de campanha seria propina. Contudo, inegável os avanços no combate à corrupção decorrentes dessa verdadeira cruzada verde e amarela.

Nos dias de hoje, vejo um Presidente eleito tentando acertar, retrocedendo quando necessário e avançando com coturno e baioneta quando necessário. Está montando um Ministério de pessoas qualificadas e não me venham aqui jogar pedra nem no Onix Lorenzoni e nem no Magno Malta. Foram soldados valorosos da campanha e podem contribuir, e muito, com o novo Governo. Seus pecados nem de longe se aproximam dos pecados dos integrantes da facção vermelha que recebe ordens de dentro do presídio. Seu propósito tem sido nobre há mais de quatro anos, construindo um projeto de restauração do orgulho Nacional, um projeto verde e amarelo que tem num capitão do exército, parlamentar incorruptível, o timoneiro de uma revolução silenciosa de reestruturação de um País e de uma nação.

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Já tinha ouvido críticas à escolha do Onix, do Paulo Guedes, do nosso astronauta Marcos Pontes, até do General Heleno. Silenciei. Cada um fala o que quer e de acordo com sua formação e convicção.  Agora, ouvir pessoas inteligentes e estudadas questionarem a escolha do Sérgio Moro para Ministro da Justiça pra mim foi demais. Parafraseando nosso Presidente eleito quando questionado sobre Pedrinhas (nosso spa de santinhos, leia-se presídio), “se tu não quiseres cair nas mãos do Moro é só tu não entrar pra bandidagem, não ser corrupto, não desviar dinheiro público, não infringir a lei, porra!”. Moro é um ícone de decência e a credibilidade do seu nome, não por acaso, fez a bolsa de valores atingir patamares inéditos.

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Dizer que Moro tirou Lula da disputa é outro absurdo. Lula ficou fora porque sancionou uma lei pessimamente redigida para atender aos holofotes da imprensa e porque a decisão do Moro foi confirmada e ampliada pelo Tribunal Regional Federal da 4. Região. Simples assim. Aceitem que dói menos seus babacas. Lula tá preso por corrupção e lavagem de dinheiro e a cúpula do PT também. Lula será condenado, também, pelo sítio de Atibaia e talvez pelo terreno do Instituto Lula. Isso é perseguição? Não. Basta ouvir os depoimentos do Palocci para se concluir que o Brasil foi feito de besta. Ele sabia de tudo e era ele quem operava os esquemas. Todos são inquilinos dos presídios nacionais, seja a Papuda, Bangu ou qualquer outro e muitos ainda vão se juntar a eles.

É bom já irem se acostumando. A porca vai torcer o rabo e o pau vai cantar na casa de Noca. Com prudência vai sendo construído um novo contexto político que tem o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

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Em vez de ficar torcendo contra, venham trabalhar por um novo Brasil. Aqui no Maranhão temos potencial para ajudar nessa transformação. Temos um Estado com grande potencial turístico,  terras férteis, um porto fantástico que é o segundo mais profundo do mundo, temos uma estrutura multimodal que favorece a implantação de indústrias, temos a base aérea de Alcântara, um povo trabalhador, e muito mais. Temos o projeto da ZEMA de autoria do Senador Roberto Rocha que pode ser o grande diferencial no projeto do Presidente Bolsonaro de não sermos mais apenas exportadores de minério e matéria prima. Enfim, podemos contribuir. Tenham fé, coragem e vontade de vencer. Temos um País verde e amarelo, azul e branco para reconstruir. Sejamos novamente um só.

Todos pelo Brasil.

Finalmente 25

Tem certas coisas que são imutáveis. O primeiro beijo; a primeira relação sexual; o sentimento de saber que será pai a primeira vez; dentre tantos outros. Contudo, o primeiro dia de aula na faculdade é algo acima de tudo inesquecível. O contato inicial com aqueles que te acompanharão por longos cinco anos ficará para sempre na memória, sem contar as resenhas a partir daí.

Eu tive a oportunidade de chegar à universidade e conviver com duas turmas diferentes, tendo me formado com a segunda apenas pelo fato da Universidade ter deixado de ofertar uma cadeira eletiva, coincidentemente Direito  Eleitoral (ironia do destino para quem acompanha minha carreira e meus escritos).

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Vinte e cinco anos depois (a data correta da colação de grau foi 12/11/1993), hoje reencontrei meus colegas formandos, alguns dos quais vieram de outros Estados, para um jantar comemorativo pelo transcurso de data tão significativa. Eu que ano passado tive oportunidade de escrever o texto “o dia da formatura”, não tive como não revisitar o tema para registrar o quanto foi legal esse reencontro. Esquecemos preferências política, rusgas do passado ou animosidades. Hoje éramos apenas os jovens de 17 anos ou mais que davam os primeiros passos rumo ao futuro. Que pena que não conseguimos alcançar a todos. Do alto de nossos quarenta e poucos anos pudemos confraternizar sem diferença entre os vários seguimentos proporcionados pelo Direito. Éramos apenas os amigos que passam anos sem se ver, mas que quando se encontram são um só. Não tinha Magistrado, Ministério Público, serventuários, advogado, nada. Apenas pessoas felizes por estarem juntos.

 

Agradeço em nome de todos a Ivo Anselmo e Carol pela perseverança em tornar este momento uma realidade. Sem sua obstinação não teríamos conseguido trazer Tonzinho de Brasília ou Marcelo do Ceará (não declinarei suas identidades funcionais para preservá-los, em que pese possam ser facilmente identificáveis nas fotos que acompanham este momento inesquecível). Fluiram lembranças que o tempo jamais apagará, muitas das quais tivemos oportunidade de contar pros nossos filhos, estes próprios decorrentes da semente que plantamos, com grande sacrifício, 30 anos atrás. Afinal, para chegar a 25 de formatura tivemos 5 antes de grande aplicação no curso e outros tantos de preparação para o vestibular.

O dia de hoje, para mim, tem um significado especial. Não é somente um encontro inesquecível. É também o marco de um recomeço. Dia 04/11 minha filha faz a prova do ENEM. O mundo gira e um novo caminho se apresenta. Vivo na alegria do momento a ansiedade de um novo início. Talvez esse sentimento seja somente meu no dia de hoje. Amanhã, outros que se ombreiam comigo nas festividades de hoje certamente sentirão tudo que agora sinto. Que bom. Viverão como eu o ciclo da vida.

Na nossa aula da saudade, conclamei os formandos para um dia retornarem à Academia para contribuir com as gerações futuras com suas experiências de vida. Acho que o primeiro de nós a fazê-lo foi o magrelo. Este ano tornei efetivo o meu pleito de 25 anos atrás. Tornei-me professor universitário. Espero que meus alunos possam extrair de mim mais que minhas experiência profissionais.

Quando volto os olhos para o passado, vejo tudo o quanto construí e meu legado. Vendo meus amigos hoje, sei que por suas mentes também passou um filme. Cada um com suas experiências e suas angústias, mas com a certeza de que viveram suas vidas como foi possível viver. Quando colamos grau, na condição de orador da nossa turma,  pontuei a todos que “a porta está aberta, sejamos dignos de entrar”.  Nossos mestres nos deram o rumo, coube a nós construírmos o nosso futuro. Acho que nos mostramos dignos.

De tudo, resta uma certeza inafastável: chegamos lá. Vencemos. Nos mostramos dignos o suficiente para dizer que 25 anos depois estamos nós, felizes, a serviço da comunidade, distribuindo a Justiça e aplicando o direito. Que venham outros vinte e cinco.

Benediximus

Por várias vezes eu pensei em escrever esse texto, mas confesso que não me sentia à vontade para fazê-lo. Não sou hipócrita. Muito pelo contrário. Sou visceral. Se entro em uma batalha o faço de corpo e alma, sem reservas. Talvez por isso me identifique tanto com o Presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, a quem já admirava e acompanhava muito tempo antes dele se lançar candidato nestas eleições.

Pois bem.

Não é segredo para ninguém que desde 2017, quando escrevi o texto “O nome é Ana, Juliana ou Roseana” que fui um entusiasta da candidatura da Governadora Roseana Sarney. Sempre entendi que seus governos foram mais realizadores do que o governo de quem foi reeleito. Contudo, infelizmente não foi esse o entendimento de boa parte do Maranhão. Os motivos para o resultado das eleições não caberiam em um único texto e nem mesmo em uma única Ação de Investigação Judicial Eleitoral ou Ação de Impugnação de Mandato Eletivo no que concerne às práticas que entendo ilícitas, razão pela qual vou me abster de comentá-las, pelo menos por enquanto. No campo político, tenho convicção de que é necessário repensar conceitos e práticas, notadamente no que concerne a aprender a ser oposição. Outro aspecto de fundamental importância é entender a necessidade de renovação dos quadros e recompor as alianças. Além de dinheiro para uma estrutura competitiva, quem vence eleição é grupo proativo, não quem se abate na primeira adversidade ou que lança dúvidas diárias sobre a viabilidade do projeto. Quem sai na chuva é pra se molhar, curtir  ou gripar, mas sempre sabendo as consequências de sair do aconchego do lar.

É bem verdade que não vi nada nos últimos anos enquanto ações administrativas que justificassem uma reeleição. Vi tímidos lampejos daquele que seria um governo de mudança. Nem de longe se aproximou do divisor de águas que foi a eleição de José Sarney. Pior, dizer que sepultou a oligarquia soou como uma piada, seja porque esta nunca houve na acepção da palavra e segundo porque o Presidente não participou da campanha. Seu nome e legado jamais serão alcançados, razão pela qual a admiração por sua pessoa e trabalho estão até mesmo em quem o combate, mesmo ele não estando no front.

Não soubemos vencer, essa é a grande verdade. Temos um Estado ineficiente em que se governa olhando pelo retrovisor e aonde se visa apenas objetivos pessoais. Temos um governo que não pensa, pelo menos não demonstra, no futuro dos maranhenses, mas de um maranhense cujo ego parece não ter limite. Acabou uma eleição, mas parece que o ator que recebeu o aplauso quer agora ser aplaudido em escala nacional. O foco agora é 2022.

Espero sinceramente estar errado.

Acredito que seja possível repensar e trabalhar pelo Maranhão. Não queremos mais os veículos apreendidos e leiloados; chega de altos impostos; queremos sair nas ruas com tranquilidade e não expostos à insegurança que nos encarcera em nossas casas; queremos um sistema de saúde que funcione, com médicos e servidores bem remunerados e com fornecedores pagos pelo que entregaram; não queremos mais a quebradeira das empresas e o desemprego; buscamos geração de emprego e renda mediante a instalação de novas empresas e ampliação das já existentes, além de educação de qualidade para os nossos filhos. É preciso desenvolver nosso agronegócio, incentivar a cultura e promover o turismo. Por mais que tudo isso pareça pouco, será muito para o nosso povo. Que se pense no hoje para almejar o amanhã.

Lembro de ter recriminado o candidato derrotado para Presidente da República por não ter reconhecido a derrota e não ter ligado ao vitorioso para desejar boa sorte. Foi quando me toquei que também não fiz o mesmo. Não fui candidato nessas eleições e é pouquíssimos provável que volte a ser algum dia. Contudo, assim como falei em uma recente sustentação oral ainda nessas eleições, mesmo os inimigos podem e devem se respeitar, quanto mais os adversários.

Se tantas críticas fiz e faço, não posso me furtar a desejar que nesse novo governo o vitorioso possa, na proporção da perda de peso (não poderia perder a piada, hehehe ) para deixar no passado os apelidos de baleia, papada de porca e tantos outros, ganhar em densidade administrativa para solucionar os problemas do Maranhão e entrar para a história como algo mais que um produto de marketing. Não liguei também por não ter o número, se bem que é provável que ele não atendesse. Assim, faço-o por este canal. Se chegará a ele são outros quinhentos. 

Assim, àquele que conduzirá por mais quatro anos os destinos do Maranhão e a sua equipe, benediximus.

Camisa amarela e Bolsonaro

Hoje amanheci pensativo. Lembrei que aos 48 anos sou um cidadão do século passado. Nasci em 1970. Ano do tri-campeonato de futebol; do brilho de Pelé, Gerson, Clodoaldo, Calos Alberto, Tostão, Jairzinho, Rivelino. Tempo de ditadura, expressão que muitos anos depois soube se referir aos Governos Militares.

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Muito politizado desde menino, aprendi na escola que ditadura era ruim e que tinha que ser restaurada a democracia. No Maranhão aprendi, também na escola, que José Sarney era um homem mau e que era preciso ter a alternância de poder. Cresci. Evolui. Com o tempo descobri que não era nada disso. Constatei que o regime não era prejudicial ao povo e que Sarney era apenas um homem combatido por ser realizador e vitorioso e, por conta disso, difamado ou injuriado por quem queria não uma alternância de poder, mas sim e tão somente alcançar e se perpetuar no governo.

Na minha infância aprendiamos a amar o Brasil acima de tudo. Estudavamos os hinos, honrávamos os símbolos nacionais, sendo a nossa bandeira muito mais que um pano colorido com uma frase no meio. Ordem e Progresso tinha um significado ímpar de amor à Pátria, correção de postura e de buscar o crescimento. Estudávamos Organização Social e Política Brasileira-OSPB e Educação Moral e Cívica. Tínhamos amor à Pátria.  Insegurança não existia e no nosso País bandido que tentasse cantar de galo virava canja. Vivíamos o milagre econômico, sendo o Brasil reconstruído e preparado estruturalmente para o futuro. Construímos Itaipu bi-nacional; as Usinas de Angra dos Reis; grandes estradas; desenvolvemos a indústria e geramos empregos. Aqui no Maranhão vi a Construção da BR 135, da 316, da Santa Luzia/Açailândia, o Porto do Itaqui, a energia de Boa Esperança (obras conseguidas junto ao Governo Militar por José Sarney); a ponte Bandeira Tribuzi, o Complexo esportivo do Castelão (obras do Governo João Castelo), a subestação de Imperatriz conseguida pelo hoje Senador Edson Lobão, e tantas outras importantes obras.

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No Brasil, todos tinham oportunidades. O desemprego era pequeno e muitos milhões viviam felizes, exceção daqueles que queriam devolver o poder aos civis, por pura ambição pessoal, criando para tanto movimentos revolucionários acompanhados de sequestros, roubos a banco, luta armada, guerrilha, etc., como por exemplo José Dirceu, José Genuíno, Vladimir Palmeira,  Lula, etc., muitos dos quais do PT, hoje residentes nos presídios da papuda em Brasília, em Bangu no Rio de Janeiro e outros nos presídios comuns ou federais de Curitiba graças à operação Lava-jato, ao esforço da força conjunta do Ministério Público e da Polícia Federal e da determinação do Juiz Sérgio Moro, tantas vezes tecnicamente criticado pelo titular deste blog, mas que merece respeito por tudo o que fez pelo Brasil no combate à corrupção.

Já não sou mais o polêmico e revolucionário líder estudantil de outrora. Não sou mais o estudante que, um dia, trabalhou pela criação do grêmio estudantil do Colégio Dom Bosco do Maranhão. Cresci e evolui. Acho que devo ter virado um Pokémon. Hehehe.

Ao longo dos anos, pude rever meus conceitos e aprendi a distinguir o certo do errado. Descobri que o discurso é completamente dissociado da prática. Que bom mesmo era quando o País se estruturava, tínhamos trabalho, boa saúde e educação de qualidade (meu pai estudou no Liceu, escola pública portanto, e fez Direito em universidade pública – UFMA – e se formou dentro do período dos governos militares). Descobri que José Sarney foi um divisor de águas entre um Maranhão desestruturado e provinciano e o Maranhão de hoje. Foi ele quem, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, conseguiu prepar o Estado para se tornar uma potência nacional do futuro.

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No próximo dia 28/10, o brasileiro irá às urnas para dizer sim à moralidade, à retomada do crescimento e ao combate à corrupção. Riscaremos do mapa uma organização criminosa que saqueou o Brasil e apostaremos em um novo amanhã, fulcrado em alicerces sólidos de moralidade, civismo e respeito à família, aos bons costumes e ao crescimento sob valores cristãos.

Hoje, véspera das eleições, vestirei durante todo o dia minha camisa verde e amarela. Vou me vestir de Brasil. Mostrarei silenciosamente ao meu País que quero ajudar a construir um novo tempo de oportunidade para todos. Um tempo de segurança e justiça social. De saúde e educação. De desenvolvimento e prosperidade. Um tempo sem corrupção. De depuração da política brasileira. Hoje vou gritar bem alto no silêncio que as cores da nossa bandeira podem fazer nosso povo ouvir. Cantarei com orgulho o nosso Hino Nacional.

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No domingo, irei votar juntamente com minha família. No corpo estará  a minha manifestação silenciosa de preferência de voto, seja a camisa verde amarela, seja a camisa que divulgue o mito. No peito estará a certeza de que contribuí para um Brasil que orgulhe cada vez mais aos Brasileiros.

É bom já ir se acostumando. Neste domingo o Brasil gritará para o mundo que chega de corrupção. Vamos bradar para todos que escolhemos um novo amanhã.

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De tudo, resta em mim a certeza de ter feito a melhor escolha. Amanhã, já velho e alquebrado pelo tempo, tenho em mim de que, amparado pelos meus filhos, poderei voltar os olhos para o passado e dizer que ajudei a construir um novo Brasil. Um País para as gerações que virão. Que garanta aos nossos filhos um amanhã de orgulho e sucesso. Que todos possam vestir a camisa verde e amarela a todo instante e não somente em copas do mundo. Que possam vestir não para torcer por uma vitória, mas para bater no peito e dizer, para quem quiser ouvir, que sou brasileiro e tenho orgulho de ser.

Domingo eu vou votar 17. Bolsonaro Presidente.

Brasil acima de tudo. Deus  acima de todos.

Contra o #ele não. Pelo #foradino

Na tarde de hoje tive o desprazer de ver uma das mais deprimentes manifestações políticas dos últimos tempos. No estertor do desespero pela possibilidade de verem o Capitão Jair Messias Bolsonaro chegar à Presidência da República, movimentos de esquerda tendo à frente bandeiras do PT, PC do B, etc, engrossavam uma passeata de LGBTs em que todos tinham no corpo camisas e nas mãos bandeiras com os dizeres #ele não. Quanta baboseira. O #ele não deveria ser usado para referenciar todos aqueles que saquearam o País nos inúmeros escândalos que ficaram conhecidos por mensalão, petrolão e tantos outros e não para um dos poucos políticos do País que defendem a família, que prega a presença de Deus no coração e que não esteve envolvido nos mencionados desvios de recursos públicos.

Não bastasse a patética manifestação, esta culminou com mulheres aos beijos em público com outras mulheres, homens se beijando com outros homens e corpos nus em pleno centro histórico. Uma Sodoma e Gomorra do século XXI encravada nos trópicos. Verdadeira degradação humana. Ridículo, deplorável e desnecessário. Não sou contra LGBTs. Cada qual com a sua preferência. Cada um no seu quadrado. Sou contra essas exibições por auto-afirmação. Entre quatro paredes tudo o que se permitam é válido, mas não em público. Pra quê?

Quando um movimento de depuração da política surge voluntariamente no seio da sociedade tentam abafá-lo esfaqueando o agente central ou com passeatas caricaturadas. Não deu certo. Foi um verdadeiro fiasco.

É preciso que entendam que quando o povo quer, ninguém segura. O povo brasileiro quer eleger Bolsonaro, o mito, uma verdadeira figura que se fez não por intermédio de um marqueteiro, mas pela força das verdades que fala e da honestidade que prega.

Da mesma forma, guardadas as devidas proporções, vivemos hoje no Maranhão a onda azul do 15. Levados pelo amor que sentem por uma mulher guerreira que sempre lhes deu afeto e carinho, multidões saem de suas casas para dizer sim a Roseana e não ao perseguidor Dino. O povo não quer os altos impostos que fecham as empresas e que causam o desemprego; não quer mais ver o choro do vizinho ou parente que perdeu seu meio de transporte porque foi vendido no leilão pelo débito do IPVA; não quer ser tratado nas UPAS ou hospitais a base de Dipirona. O povo quer o desenvolvimento de volta; quer o programa do leite, o viva luz, o viva água e o viva gás que vai chegar; o jovem quer o meu primeiro emprego e quer ter empresas se instalando para poder trabalhar. O povo quer obras; quer saúde de qualidade como tinha antes; quer agricultura e educação. O povo quer o Maranhão de volta. Chega de mentiras e perseguição. O povo quer Roseana e por isso vai votar no 15.

A todos vocês que lerem este texto eu peço que o encaminhem para todos os seus amigos e parentes. Troquem o #ele não pelo #foradino.

Lembrem-se: #quemvotaembolsonaronaovotaemcomunista. #quemamaomaranhãodiznãoprodino

Desmentindo as pesquisas comunistas

Tenho estado ausente desse nosso canal de conversas abertas por estar me dedicando a duas causas que reputo importantíssimas para o Maranhão, quais sejam a formação de jovens universitários no curso de direito e a libertação do maranhense das garras cruéis do comunismo. Não por acaso, venho ao tema para dizer aos meus conterrâneos que Lobão é o 150, Sarney Filho é o 432 e que Roseana é 15.

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A razão desse esclarecimento é simples. Os institutos de pesquisa que trabalham para o atual governo parecem desconhecer esses nomes e esses números,  haja vista que a seguirem com seus prognósticos de intenção de voto teremos uma eleição vencida por WO, ou seja, sem concorrentes ao atual governo. Ora, senhores, se a cada pesquisa somente o papada de porca cresce, juntamente com seus candidatos ao Senado, outro resultado não se pode esperar. Em suma: respeitem a inteligência do povo. Roseana não foi somente governadora por quatro mandatos, ela também foi prefeita por quatro mandatos. Nenhum prefeito, mesmo os grandes Cafeteira, Jackson e Mauro Fecury não fizeram mais por São Luís que ela. Talvez Haroldo Tavares e João Castelo tenham chegado próximo. A Roseana devemos a urbanização da Lagoa da Jansen tornando-a um ponto de turismo e lazer; a recuperação do projeto reviver e a elevação de São Luís a patrimônio da humanidade; todos os elevados com exceção do Alcione Nazaré; as grandes avenidas como a quarto centenário e a via expressa: a ponte que liga a Ferreira Goulart à Carlos Cunha na ilhinha; as Upas; a modernização do Carlos Macieira e a criação do hospital do servidor; o espigão costeiro; os vivas; a igreja de São Pedro na Madre Deus; a recuperação da igreja da Sé: a reestruturação e ampliação da UEMA; etc. No restante do Estado; mais de 800 escolas reformadas; milhares de quilômetros de estradas asfaltadas como a Barra do Corda a Grajaú e de lá a Porto Franco; mais de 60 hospitais construídos; o viva luz; o viva água; o meu primeiro emprego; a atração de grandes empresas para o Estado gerando milhares de empregos diretos e indiretos como a usina de pelotização da Vale; as acearias; as termoelétricas, a Suzano, e muitas outras. Enfim, governos de realizações, de grande importância para o Estado. Seu adversário não chegou nem a 10% de tudo isso e olha que citei pouco perto de tudo que ela já fez.

Ao seu lado na chapa majoritária temos o Senador mais experiente do Brasil, Edson Lobão,  Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ex-ministro por duas vezes das Minas e Energia. O homem que conduziu e implantou o Luz para todos e que tirou da escuridão nada menos que 1 milhão e duzentas e cinquenta mil famílias maranhenses; que quando foi governador ficou conhecido como o governador das estradas de tantas que fez e asfaltou; que conseguiu a duplicação da BR em Imperatriz e o linhão de boa esperança com a construção da subestação de energia de Imperatriz; que nos deu a Avenida Litorânea e que se tornou Consultor da ONU sobre energia. Aonde tem Maranhão tem trabalho de Lobão. Também ao seu lado está o maior Ministro do Meio Ambiente de todos os tempos, um homem respeitado em todo o mundo; inúmeras vezes Deputado Federal. Sem dúvida o Senado é uma casa para pessoas experientes. Seus adversários diretos nem de longe se aproximam deles em Curriculum ou experiência parlamentar ou mesmo de vida.

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Demonstrado tudo isso, devo dizer a vocês que os números apresentados pelos institutos de pesquisa não podem refletir a realidade. Basta ver os arrastões do 15 por todo o Estado. Roseana nunca perseguiu ninguém. Só deu e transmite amor. Seu adversário direto, contudo, é aquele que sucateou a saúde e que em cujo governo se descobriu um escandalo de desvio de 18 milhões de reais hoje sob investigação da Polícia Federal e que resultou até mesmo no suicídio do principal operador do esquema. Foi no Governo do adversário de Roseana que foram tomadas as motos e carros dos trabalhadores do Maranhão; em que se aumentou os impostos que resultaram no fechamento de empresas e no aumento do desemprego. Nunca se viu tanto fornecedor sem receber e até os médicos já chegaram a passar mais de dois meses sem salário. Esse é o Governo do asfalto sonrisal usado desde 2016 para ganhar as eleições no Maranhão, consoante sentenciado pela Juíza de Coroatá. Agora, tudo se repete e outra vez o mais asfalto é usado dentro do período eleitoral para enganar o povo e conquistar seu voto. Esse é o Governo da mentira e da propaganda enganosa. É a primeira vez que um candidato a Governador concorre estando condenado em processo por abuso de poder, sendo declarado inelegível e tendo o pedido de registro de sua chapa impugnado. Sub judice, portanto. O povo do Maranhão não pode ter ficado cego e surdo de uma hora para outra. Não vai repetir o erro de entregar o Governo ao comunismo que apoia os responsáveis pela corrupção do Brasil e os regimes ditatoriais.

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Os arrastões do 15 são a melhor pesquisa e o mais certo termômetro da eleição. Milhares de pessoas saem de suas casas para ver de perto, aplaudir e abraçar a guerreira do povo. Foi assim nas recentes visitas ao baixo Parnaíba em estrondosos encontros em Magalhães de Almeida, São Bernardo, Santana, Santa Quitéria e Brejo; foi assim em Chapadinha e em Barreirinhas; foi assim na região dos cocais; na região do Munim; no médio mearim; na região tocantina com a força do Prefeito Assis e do Vice Ribinha Cunha; está sendo assim em todo o Maranhão. Não por acaso estão desmentindo as pesquisas comunistas. Vamos para o segundo turno meu povo. Temos que libertar o Maranhão do comunismo. Faltam 10 dias para as eleições. Vamos trazer para votar no 15 os indecisos. Mostrem tudo o que Roseana já fez pelo Maranhão e tragam de volta aqueles que se iludiram pela mentira de mudança do comunismo. Ao povo eu peço que não troque seu voto por benefícios passageiros. Se você votar no comunista atendendo ao pedido do seu líder político amanhã você vai se arrepender. É a sua moto ou meio de transporte que poderá estar sendo apreendido e sendo vendido em leilão.

 

#quemvotaembolsonaronaovotaemcomunista

Distribuam esse texto e essa hastag para todos os seus amigos e familiares. Vamos lutar juntos contra os comunistas. Vote no 15.

 

 

Embalos da juventude

As décadas de 70 e 80 talvez tenham sido as épocas de maior e melhor produção do pop brasileiro. Inúmeros artistas ocuparam a cena e escreveram seus nomes na história. Contudo, algumas bandas chegaram chegando e marcaram para sempre a trajetória dos jovens de então, dentre estes estava o titular deste blog.

Durante muito tempo e mesmo nos dias de hoje, o som de bandas como The Fevers, Renato e seus Blue Caps e Os Incríveis enchem a todos que vivenciaram seu auge de alegria e fazem aflorar lembranças de um tempo que não volta mais. Tempo dos bailinhos, das baladas românticas e dos amores marcantes. Tempo do vinil. Letras como as de “Mar de Rosas” (Você bem sabe que não lhe prometia um mar de rosas; nem sempre o sol brilha; também há dias em que a chuva cai…) e “Vem me ajudar” (Vem, vem me ajudar sem seu carinho eu não posso viver; vem, vem me ajudar porque só tenho espinhos no meu caminho…) representam bem o cenário da época e se mostram modernas, conquanto mudam os agentes, mas a realidade das relações se repetem num eterno encontro e desencontro de corações.

Na noite de hoje tive acesso a uma postagem do meu irmão Muniz Filho para nosso primo/irmão Durval que me trouxe incontáveis recordações. A partir dela encontrei no YouTube a gravação do show The Originals que contou com a participação das bandas que aqui mencionei, sendo este apresentado com entusiasmo por ninguém menos que Lobão. Eu tinha naturalmente que dividir com vocês.

Sempre que faço postagens de vídeos que consigo no YouTube fica a preocupação dele ser bloqueado por direitos autorais. Assim, se tiverem dificuldade em acessar se dirijam direto à fonte e procurem esse vídeo. É simplesmente um show inesquecível que conta com os vocais de Almir Bezerra, Ed Wilson, a guitarra de Renato Barros e a participação especial do espetacular Michael Sullivan, do próprio Lobão, do Charle Brown Jr com o Chorão, do vocalista dos titãs Paulo Miklos e do tremendão Erasmo Carlos.

Observa-se sem dificuldade a harmonia dos vocais e a preocupação com bons arranjos, guitarras agressivas em algumas faixas e a força dos metais, além da bateria marcante de Netinho, o qual nos deixou este ano. Ao melhor estilo de bandas de baile, o espetáculo resgata um pouco dos primórdios do nosso rock nacional e fez cantar a platéia que acompanhou a gravação.

Espero que gostem. Para mim foi um reencontro com meu passado e com as bandas, músicas e letras que embalaram minha juventude e que deixaram marcas profundas na minha formação, as quais nem o tempo consegue apagar.

Por uma causa que une o Maranhão

Tempos atrás, o titular deste blog foi convidado por um amigo querido para um projeto desafiador: integrar e ajudar a montar uma equipe para cuidar do jurídico da campanha de Roseana para o Governo do Estado do Maranhão e de Lobão e Sarney Filho para o Senado. Topei na hora. Preciso de desafios para viver. Adrenalina para exercer uma profissão que amo, mas da qual me distanciava a cada dia. Nada melhor que a dinâmica do eleitoral para me restaurar as energias. Montamos uma equipe equilibrada que mistura a experiência dos mais velhos com a tenacidade dos jovens. E que jovens!

Ao longo da pré-campanha que foi até as convenções, esse grupo mostrou que com trabalho e dedicação é possível fazer com que o Davi vença novamente o Golias. Com união foi possível atingir o coração da campanha comunista e obter expressivas vitórias que demonstraram que estar no Governo por si só não faz de você senhor de todas as verdades e que os abusos podem ser reprimidos. Afinal, consoante afirmei hoje, a União não faz somente açúcar.

A união produz vitórias que fazem abaixar a bola dos poderosos e desperta o entendimento geral de que podemos vencer no voto, mas também nos Tribunais. Afinal, conosco estão as guerreiras da guerreira, um destemido grupo de abnegadas profissionais do direito para as quais não existe não. Incansáveis, elas nos mostram a todo instante que precisamos avançar, mesmo sem perder a ternura. Somos gratos a elas a todo instante. Afinal, se apontamos o norte, elas desbravam o território até chegarmos lá. São leoas que, com fome de caçadoras, nos conduzirão aos leões, sede do Governo Estadual, hoje ocupado indevidamente pelo mais corrupto governo de que se tem notícia no Maranhão. Governo de investigados pela Polícia Federal, de presos e conduzidos. Governo em que o arquivo vivo se mata enforcado. Governo que faliu um Estado que recebeu com mais de dois bilhões em caixa; que deve fornecedores e servidores; Governo opressor que tributou como nunca e que apreendeu e leiloou o meio de transporte do povo. Governo que sepultou o sonho dos maranhenses.

Este pequeno núcleo jurídico conquistou feitos memoráveis, dentre os quais é possível destacar a retirada da propaganda institucional das obras e serviços prestados pelo Governo; a retirada de propaganda extemporânea de redes sociais e hoje a retirada das redes sociais das lives feitas durante a convenção comunista. Pura técnica jurídica que não atingiria seu objetivo se não encontrasse no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão Juízes sérios que aplicaram corretamente a norma ao fato concreto. Não poderia jamais deixar de render homenagens ao Juiz Federal Clodomir Reis, com quem tive a honra de ter assento no Pleno do Tribunal, e ao Des. Ribamar Castro, o qual conheci ainda juiz estadual quando teve assento na Corte na classe dos Magistrados. Não poderia esperar deles outra conduta. Eles dignificam a nossa magistratura.

Nesta noite agradável de sexta pra sábado, com poucas estrelas, mas com uma brisa gostosa e preguiçosa, deixo-me conduzir pelo sonoro vai e vem do mar para agradecer pela semana de vitórias da nossa equipe (homens e mulheres) e dizer a todos que vocês me fizeram muito feliz. Vocês revigoraram a chama deste calejado causidico. Não por acaso, a cada dia, outros colegas nos procuram para ajudar voluntariamente nesta luta. A causa que nos move é nobre e os laços que nos unem nos conduzirão à vitória. Amanhã, vocês poderão dizer para os seus filhos e netos que vocês participaram de um grande feito que foi ajudar a tirar o povo do Maranhão da opressão e todos poderão bater no peito e dizer com orgulho que são maranhenses livres do jugo comunista. Maranhenses que lutaram lado a lado para eleger Lobão, Sarney Filho e Roseana, a guerreira do povo do Maranhão. Vocês estão ajudando o povo a voltar a sorrir outra vez.

Força, coragem e vontade de vencer.

Tenho muito orgulho de todos vocês.

Santo Amaro do Maranhão: um presente de Deus

Em outubro de 2001 entrava no ar uma das mais laureada novelas produzidas pela TV brasileira. “O Clone”, de Glória Perez (direção geral de Jayme Monjardim), conta a estória de amor de Lucas e Jade e a experiência bem sucedida do geneticista Albiere em produzir um clone desse mesmo Lucas para recriar seu irmão gêmeo Diogo, afilhado do cientista e amado por ele como um filho, morto que fora em uma queda de helicóptero. Em uma passagem marcante da novela, já em sua segunda fase, Albiere revê o clone Leo nos Lençóis Maranhenses, tendo a embalar a sequência de imagens a excelente música de Marcus Viana, “Sob o Sol”, interpretada por Malu Aires.

Mesmo sabendo que a gravação havia sido em Barreirinhas (se não conseguirem visualizar o vídeo por restrições autorais basta digitar no YouTube “Albiere vê Leo”), não tive como não relembrar a inesquecível cena. Estava eu no banco traseiro de uma Toyota prata 2001 dirigida pelo Tomé, o conhecido Bazola, tendo como guia o competente Diego quando, olhando as pegadas de pessoas e carros sendo recobertas pelo movimento constante da areia que forma as incontáveis dunas do parque dos Lençóis Maranhenses, me veio à mente a imagem e a música que fala da criação de Deus.

Sim, não tenho a menor dúvida de que essa maravilha é obra e presente de Deus. Sob o Sol e a luz se contempla até perder de vista esse tesouro do Maranhão. São quilômetros de dunas que formam as paredes das piscinas de água doce que se formam ano a ano com a estação das chuvas. Águas de todas as cores que junto à areia branca e a vegetação nativa formam um indescritível cenário. Que me perdoem aqueles que atribuem às belezas naturais de seus Estados o epíteto de paraíso. Senhores, o paraíso é aqui e foi batizado com o nome de Santo Amaro do Maranhão. A humildade da Sede do Município não desmerece o local. As confortáveis pousadas, como a Isabella, Rancho das Dunas, Rio Alegre e Solar das Gaivotas garantem uma estada agradável para os visitantes e o recentemente inaugurado Dunas Bistrô, do Mauro, uma viagem gastronômica em um ambiente aconchegante, sofisticado e de muito bom gosto.

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Nas pousadas ou agências de viagem você contrata os passeios para o parque, os quais são realizados pela cooperativa local de toyoteiros e guias. Apesar de serem inúmeras, apenas algumas piscinas possuem autorização do ICMBIO, Instituto Federal que protege e gerencia o parque, para visitação. Assim, em um dia você conhece a Lagoa da andorinha, gaivota e da Serra.

 

No dia seguinte você se lança em um passeio de um dia inteiro até o povoado Betânia, aonde se chega de barco pelo Rio Alegre e degusta um delicioso almoço. Após um merecido descanso em uma preguiçosa rede oferecida no local, começa a jornada de retorno com parada em outras maravilhosas lagoas até chegar ao alto de uma das dunas para assistir ao inesquecível por do sol.

 

Existem outros passeios mais distantes, bem como o passeio a pé por todo o Parque dos Lençóis, contudo não tenho mais o espírito esportivo de outrora nem o preparo físico para me lançar nessa jornada. Já estive antes incontáveis vezes em Barreirinhas, bem como já estive em Paulino Neves, Tutóia e Araioses, aonde visitei o Delta das Américas. Já escrevi antes sobre Santo Amaro, mas somente agora, depois de passear pelas dunas, rio e lagoas é que posso afirmar que realmente conheço os Lençóis Maranhenses. Espero que a futura Governadora do Maranhão recrie e  reestruture com orçamento a Secretaria de Turismo do Estado do Maranhão para que esse paraíso se torne conhecido e seja dividido com o mundo.

Venham conhecer também. Vocês não irão se arrepender. Tenho certeza que sentirão, como eu senti, que tudo isso é um presente de Deus que se renova a cada minuto com o silencioso deslocamento da areia conduzida pelo vento.

EUA + BRASIL= ALCÂNTARA

Recentemente, quando registrei a aprovação do Projeto que cria a ZEMA (Zona de Exportação do Maranhão) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, tive acesso ao vídeo apresentado aos Senadores durante a sessão e nele há uma passagem muito interessante registrando a proximidade entre o Porto do Itaqui e Alcântara. Essa realidade faz do Maranhão um lugar único, haja vista que temos o segundo porto mais profundo do mundo e a melhor posição para lançamento de satélites, distando 2 graus e 18 minutos da linha do Equador, o que propicia uma economia de combustível da ordem de trinta por cento. 

Não bastasse sua importância histórica, seu casario colonial e suas belas praias, o que faz dela um grande destino turístico, Alcântara também é a maior esperança tecnológica brasileira dos últimos 30 (trinta) anos. Nela foi instalada nossa segunda base aeroespacial, o Centro de Lançamento de Alcântara, ou simplesmente CLA, através do qual o Brasil espera entrar em um mercado de 300 (trezentos) bilhões de dólares.

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Inicialmente trabalhado em parceria com a Ucrânia, o projeto aeroespacial brasileiro visava não somente lançar satélites através do VLS, mas acima de tudo alcançar um nível tecnológico que somente poucos países conseguiram. Não por acaso, partindo da premissa de que quanto menos somos mais poder nós temos, a transferência de tecnologia encontrou reação nas grandes potências mundiais que se posicionaram contrárias ao Brasil alcançar esse grau de desenvolvimento, chegando mesmo a retaliar a Ucrânia pela parceria, consoante noticiado tempos atrás.

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Trinta anos se passaram desde o início do projeto. Ao longo desse tempo, a Índia, País contemporâneo na mesma caminhada, evoluiu bem mais que nós. Temos excelentes técnicos, uma base moderna e viável, mas não tivemos governantes que entendessem verdadeiramente a importância de tudo. Milhões foram investidos, comunidades centenárias foram deslocadas de suas povoações, tivemos um grave acidente que destruiu a torre de lançamento e que causou a morte de vários técnicos, mas as maiores perdas foram o não desenvolvimento do município sede e a paralisação do projeto pelo descumprimento do acordo com a Ucrânia.

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Agora, tantos anos depois, um dos Países que se posicionava contrário à transferência de tecnologia, os EUA, se interessa por Alcântara e pelo CLA. O Brasil quer a parceria e um novo protocolo de intenções começa a ser analisado. Espera-se que na pauta esteja não uma cessão de território, mas um compromisso de transferência efetiva de tecnologia e de investimento na base aérea, no projeto e no Município de Alcântara. Na história, certamente estarão maranhenses que se empenharam para que o Brasil e o Maranhão atingissem o patamar aeroespacial, pessoas como os Deputados Federais Pedro Fernandes, José Reinaldo Tavares e os Senadores João Alberto, Roberto Rocha e Edison Lobão, além da ex-Governadora Roseana e do ex-Presidente José Sarney. Para este último uma certeza, fruto do seu visionário discurso de posse como Governador do Maranhão em 1966: o Maranhão não será caldatário marginal do progresso e o Porto do Itaqui e a Base de Alcântara serão as alavancas desse desenvolvimento.

Puta que pariu!

Que o refinamento se exploda. Não me peçam para depurar o palavreado numa circunstância como essa. Estou puto. Sou autêntico. Minha origem de boleiro não me permite agir de outra forma. Pra mim foi uma partida cujo resultado eu já previa, pois tudo indicava que seria assim para um lado ou para outro. Doído foi ver dar Bélgica como deu. Se eles tivessem sido melhores que nós eu estaria calado, mas não foram. Estão nas semifinais porque os Deuses do futebol preferiram prestigiar o equilíbrio e não a qualidade.  Paciência. O que me doi é ver as críticas para quem não merecia.

Vamos por partes.

Se colocar jogador por jogador, lado a lado, os nossos são melhores que eles. Os craques deles jogaram melhor que os nossos? Não. Dominamos a partida? Sim. Chutamos o necessário? Quase nada. Poderíamos ter vencido com folga, mas não tivemos a competência necessária para converter as oportunidades em gol. O que me doi é ver e escutar alguns jornalistas que nunca jogaram futebol criticarem sem ter substância para fazê-lo. Senhores, o Neymar foi e é craque. Criou vários lances interessantes e que não foram convertidos em gol. Para si e para os colegas.  Só para P. Coutinho foram dois. Poderíamos ter ganho de 5 x 2. Não deu. Gabriel Jesus não fez gol, mas foi importante. P. Coutinho perdeu pelo menos dois, foi o melhor nos dois primeiros jogos, mas hoje matou. Douglas Costa foi Neymar e Coutinho juntos, mas não foi suficiente. Renato Augusto fez gol e perdeu outro fundamental. Marcelo não foi nem sombra do lateral do Real Madrid. Paulinho não foi o do Corinthians ou do Barcelona. Fernandinho não foi bem. A zaga foi bem e o lateral direito não foi bem. Ruim foi Tite não tirar P. Coutinho.

Acabada para nós a competição e tendo ficado entre os 8 (oito) melhores do mundo, acredito que temos que manter o Tite no comando das nossas Seleções. Não perdemos por culpa dele. Não perdemos por culpa de ninguém. São coisas do futebol que só quem joga pode entender. Tivemos a melhor defesa (Tiago e Miranda foram fora de série); um meio campo consistente  (em que pese Fernandinho hoje não tenha sido top); um meio de campo que se não foi brilhante na aproximação com o ataque não foi ruim e um ataque que poderia ter sido mais ofensivo e determinante, mas que hoje não foi pontual. Perdemos muitos gols. Uma pena.

Quando paro para analisar os gols vejo um erro de zona no primeiro e de combatividade no segundo. Era pra ter dado um pau logo no meio. Lembrei de Maradona passando por Alemão em 1990 e passando pra Canidja matar o jogo. Puta que pariu. Custava dar no meio do cara? Não vou me alongar mais. Minha indignação se choca com minha polidez e acho que está ganhando. Para não piorar, vou dormir. Puto e queimado, mas consciente que não jogamos mal. Não tivemos o brilhantismo de sempre, mas caímos com honra, se é que isso pode aliviar o sentimento de milhões. Complicado é achar que é o melhor; ser tido como o melhor; e perder. É Phoda com PH de Pharmacia, só para disfarçar.

Vamos lamber as feridas, repensar e reconstruir. No geral, conservados Gabriel, Neymar, Coutinho, etc., vocês tem todo o potencial para serem campeões. Temos um grupo jovem e consistente. Vamos trabalhar pra chegar. Já somos campeões olímpicos com essa geração. Ganharemos a copa em breve. Por hora, para não perder o contexto, vai tomar no fiofó, secador. Puta que pariu. Vocês não torcem pela Vitória. Vocês torcem pela derrota para poder falar mal. Tenham seu discurso imbecil por uma semana. Vamos nos reconstruir outra vez e amanhã venceremos.

Quanto a Neymar, puta que pariu outra vez: estiveste fora da copa por contusão; te recuperaste; jogaste bem. Não dê ouvidos aos derroristas. Você é fora de série. Tua hora chegará.

Quanto a vocês, comentaristas que nada entendem de futebol: PUTA QUE PARIU. Vão se catar. Morreu Maria preá. Na próxima levaremos esse caneco.

Ah! Antes que eu me esqueça. Agora que a copa acabou para todos nós: segue o líder. Hehehe.

Saudações rubro-negras.

A ZEMA avança

No dia 13 de junho deste ano o Maranhão obteve, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, uma vitória histórica que pode vir a transformar sua realidade, de sua Capital e do seu povo. Nesse dia, o Projeto que cria a Zona de Exportação do Maranhão-ZEMA, de autoria do Senador Roberto Rocha e relatado pelo Senador Edison Lobão, foi aprovado com quase a unanimidade dos votos, exceção do voto da representante do PC do B, coincidentemente o partido do atual governante do nosso Estado. Seria mera coincidência?

Durante os últimos 10 (dez) dias este blog aguardou que essa alvissareira notícia tivesse a devida divulgação pelos órgãos de imprensa do Estado. Ledo engano. Silêncio sepulcral. Os órgãos ligados ao Governo do Estado não publicaram uma linha, o que reforça o entendimento de que abafar agora seria a melhor política. Afinal, o autor do projeto já não é aliado comunista; o relator do projeto é candidato ao Senado em chapa oposta a do atual ocupante dos Leões; e, por fim, o sonho sonhado ainda na década de 60 (sessenta) pelo ex-Governador José Sarney de um porto moderno como agente de desenvolvimento do Estado não mereceria qualquer destaque.

Por muitos anos, o Porto do Itaqui, o segundo de maior profundidade do mundo, se manteve como ferramenta de uma economia de enclave, aquela em que o Porto se destina a exportação sem, contudo, deixar no Estado grandes riquezas e gerando poucos empregos. A ZEMA cria um mecanismo de fomento à instalação, na área do Distrito Industrial, mediante incentivos fiscais, de grandes empresas com produtos voltados para a exportação. Um fantástico projeto que tende a transformar completamente o Maranhão.

No último dia 13 de junho, os parlamentares maranhense lutaram uma batalha como gigantes que olham de cima a melhor estratégia da vitória. Lobão fez um relatório digno de sua brilhante trajetória no Senado e mostrou a viabilidade do projeto. Feliz do Estado que pode ter um parlamentar da envergadura de Lobão como seu Senador. Roberto Rocha exibiu aos Senadores o vídeo acima, demonstrando a todos que o Brasil tem no Maranhão um presente de Deus. O Porto do Itaqui pode fazer nascer na América do Sul uma nova Singapura ou uma nova Hong Kong. Mesmo contra a vontade e o voto do PC do B de Flávio Dino e graças à ação firme de Roberto Rocha e Edison Lobão, a ZEMA avança. Que venha a Comissão de Assuntos Econômicos. Um futuro de crescimento industrial e econômico nos espera.

De parabéns Roberto Rocha e Edison Lobão. Vocês dignificam a política do Maranhão.

Advogados x Magistrados

Meus amigos, em decorrência dos recentes acontecimentos envolvendo um advogado no exercício da profissão e um membro da magistratura, bem como as ocorrências decorrentes, resolvi tecer algumas considerações que entendo pertinentes, não sem antes deixar registrado que não sou dono dá verdade.

A sociedade maranhense e toda a comunidade jurídica nacional foi surpreendida por uma infinidade de postagens noticiando ordens mútuas de prisão entre os atores do episódio suso mencionado.

Mesmo sem tomar partido sobre o responsável original pela controvérsia e os porquês de tudo, os quais deverão ser constatados em procedimento legal a ser instaurado, é necessário reafirmar a urbanidade que deve imperar no trato entre Advogados, Magistrados, membros do Ministério Público, integrantes dos quadros das polícias e os demais servidores do Judiciário, os quais guardam o dever de cooperação e respeito entre si; e a intransigente defesa das prerrogativas dos advogados, que não são subordinados hierarquicamente a nenhuma autoridade mencionada, notadamente no que concerne à garantia do exercicio de seu múnus público, de matriz constitucional. A dignidade da advocacia é inarredável.

Os lamentáveis episódios merecem apuração rápida e a reprimenda devida a quem deu causa. A nota de esclarecimento da Magistrada aponta para os vídeos divulgados como elemento de prova de sua isenção na condução dos trabalhos perante o 1° Juizado Criminal da Capital e da negativa de ter ordenado ao advogado que se calasse, contudo, nos áudios, já durante a ação da polícia militar, se ouve ao fundo uma voz feminina determinando ao advogado que se cale. Necessário saber a origem da ordem, haja vista que a ninguém é dado tal direito, nem mesmo à Magistrada, se é que dela partiu, a quem compete a direção dos trabalhos em audiência com a serenidade necessária ao seu bom desenvolvimento.

Da mesma forma, as condutas divulgadas em audiência e após ela, bem como as imagens da manifestação no fórum no dia seguinte também merecem apuração, notadamente no que pertine à suposta agressão ao advogado que teria causado sua queda.

O que não se pode admitir é a quebra da harmonia entre os operadores do direito e as manifestações precipitadas conduzidas pelo “Espírito de corpo”, de ambas as partes, em detrimento da apuração real dos fatos.

De tudo o quanto, espera-se da magistratura uma posição firme se acaso comprovado o erro de conduta da Magistrada, da mesma forma como se exige da OAB uma enérgica posição em defesa do advogado se e somente se acaso comprovado que não deu causa aos tristes acontecimentos. Nada impede, contudo, que uma vez comprovado excesso no exercício da profissão venha o advogado a responder perante o Conselho de Ética.

A OAB é uma entidade de classe comprometida com seus membros, com a realidade dos fatos e com o estado democrático de direito. Não foi criada para defender seus membros em qualquer circunstância. Se errou, que responda pelo que fez, mas se teve suas prerrogativas violadas que seja defendido e apoiado com todos os mecanismos disponíveis.

Infelizmente, segundo divulgado, o Advogado não teria aceito o apoio da OAB, o que soa, no mínimo, suspeito. Uma pena que nenhum dos movimentos ou grupos que pretendem disputar as eleições da OAB tenham emitido uma única nota ou linha para comentar o ocorrido. A OAB não merece ser dirigida por omissos. O pouco que se espera, que já representa muito, é que o comandante dos Advogados não seja covarde e não tenha receio de desagradar a quem quer que seja, magistrado, advogado ou qualquer ator que integre a cena.

Que prevaleça a verdade e se restitua a urbanidade. Em uma disputa entre Magistrados e Advogados, quem perde é a justiça e o jurisdicionado. Afinal, na briga do rochedo com o mar quem se ferra é o marisco.

 

Eu só queria dizer obrigado

Eu nasci em um ano especial. Ano de copa e coincidência ou não o ano do tri campeonato. Segundo me contaram meu nome deveria ter sido Roberto Rivelino pois papai teria feito a promessa de me dar o nome de quem fizesse o primeiro gol pelo Brasil na copa. Me apressei e nasci antes. Hehehe. Não que fosse ruim ser Roberto,  mas Rivelino seria de lascar. Craque sem dúvida, mas o nome…Hehehe. Chamaram-me Sérgio Murilo. Ganhei as duas referências. A do cantor de sucesso dos anos 60 e do jogador de futebol.  A segunda seguramente falou mais alto.

Cresci alucinado por futebol. Herdei de meu pai o gosto e o transferi pra meu primogênito masculino. Sérgio Filho gosta de ver e jogar. Nada melhor para um pai boleiro.

Fiz em 01 de junho 48 (quarenta e oito) anos. Recebi incontáveis manifestações de amizade e apreço de amigos e familiares e posso afirmar sem receio que todas me fizeram muitíssimo bem. Vocês me deixaram muito feliz. Saber que existem pessoas em todos os quadrantes do Brasil me desejando feliz aniversário me emocionou e me fez ver que fiz bem em fazer o bem.

Novos desafios me foram colocados. Vou enfrentá-los com galhardia. Na lembrança estarão aqueles que estiveram comigo e que nunca me viraram as costas. Aqueles que estavam juntos em qualquer caminhada. Já apanhei muito e sofri.  Nunca me entreguei. Jamais trai e  não trairei. Sempre resistirei. Para todos reafirmarei: plante que Serginho garante. Hehehe.

Por Whatsapp, Instagram, Facebook, mensagens, emails ou telefonemas, várias pessoas me procuraram para desejar parabéns. Fiquei muito feliz. Ainda existem pessoas que sabem retribuir uma amizade sincera. Hoje sei que o muito que ajudei não foi em vão. Neste ano tão difícil ter o carinho de todos é primordial. Muito obrigado por gostarem de mim. Beijooooo e muito obrigadoooo.

Um quarto que valeu um inteiro

Ninguém desconhece a minha condição de rubro-negro. Sou torcedor do Flamengo, Vitória, Sport, Flamengo do Piauí e Moto Clube. Quando muito, de outra cor, me permito torcer para o Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio, mas no que se refere ao meu Estado natal torço para o seu representante em competições nacionais, mas se este for a piaba colorida sequer pronuncio seu nome. Definitivamente não cairia bem.

O certo é que já tem algumas semanas que acompanho a participação do time local no campeonato brasileiro de basquete feminino organizado pela Liga Nacional de Basquete. Vibrei como um bom maranhense, mas não sei deixar de lado o olhar crítico de quem já jogou basquete algum dia. Tá certo que não fui nenhum craque, mas para opinar não é preciso ter sido.

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Observei, sem grande esforço, que o time trabalha nas ações diretas da Brihana Jackon, a BJ, da Tati e da Vitória, cabendo às pivos que se revezam a responsabilidade pela excelente defesa e trabalho no garrafão. No papel tudo ótimo, mas na prática hoje não deu certo e na minha opinião o responsável direto foi o nosso treinador Virgil. Vou explicar porque penso assim.

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Nas últimas partidas tinha ficado claro que o time sofre apagões momentâneos e que o treinador não sabe reverter o problema com brevidade. O time sangrava até quando acordava para a realidade. Ontem não foi diferente, a não ser por um fator determinante: enquanto nos demais jogos elas abordavam naturalmente a situação a ponto de reverter o placar, ontem não foi assim. O primeiro e o segundo quarto do jogo das nossas meninas foi brilhante (a partida é dividida em quatro quartos de tempo), chegando mesmo a estar 12 (doze) pontos à frente no placar. Até então sempre que a equipe paulista esboçava uma reação o nosso treinador pedia tempo e corrigia a equipe, o que extraiu de mim rasgados elogios. Contudo, no terceiro quarto o leite desandou. Elas tiveram um apagão tamanho que chegou à comissão técnica. O Virgil só pediu tempo quando as adversárias empataram o jogo e aí, meus caros, foi tarde demais. A apatia era visível ao ponto de observarmos lances dignos do inacreditável, como por exemplo retomar a bola na defesa e devolver de graça nas mãos da oponente gerando em seguida ponto para as paulistas.

Com uma defesa individual pressionando a saída de bola, as meninas do Campinas sufocaram as integrantes do representante maranhense que, mesmo impulsionado pela enorme torcida que compareceu em peso lotando o Ginásio Castelinho, demonstrava não saber o que fazer, enquanto o técnico se mantinha agachado, sem postura de líder e sem uma orientação básica que até em pelada sai com naturalidade: gira a bola rápido para deixar a craque livre para resolver com arremeços de três pontos. Faltando menos de 5 (cinco) minutos para acabar o jogo estávamos trabalhando a bola para esgotar o tempo de posse como se estivéssemos vencendo, quando na verdade perdíamos por 9 (nove) pontos. Uma pena. Foi uma noite frustrante para os mais de cinco mil maranhenses que estiveram no Ginásio. O pior é que agora a quinta partida da final será em São Paulo, longe da calorosa e vibrante torcida boliviana.

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Com certeza alguém molhou os membros inferiores na chuvosa noite de ontem e levou seu pé frio para o Ginásio. Me compre mais um bode, senhor técnico. Afinal, sua falta de comando no terceiro quarto nos valeu o jogo inteiro e agachado no 4 (quarto) quarto só demonstrou pra equipe que havia jogado a toalha e desistido do jogo. Postura de vencedor, no esporte, é meio gol como se diz na gíria do futebol.

Que o caneco venha de São Paulo, já que não foi possível liquidar a fatura por aqui. Pra finalizar, gostaria de dizer pra torcida da piaba colorida que “vamos virar paioooo” é o canto da cozinheira quando está trabalhando. Afinal, paio é ingrediente de feijoada. Hehehe.

Tem que botar pra rodar

Depois de 8 (oito) dias de uma paralisação iniciada com 2.200.000 (dois milhões e duzentos mil) caminhoneiros do país, o Governo Federal atendeu às principais reivindicações da classe, notadamente a redução do preço do óleo diesel e o não pagamento do eixo livre (quando não está carregado). Assinado o acordo pelo fim do movimento entre o Governo, a ABCam e outros órgãos de classe da categoria, esperou-se o fim da paralisação até o fim do dia. Infelizmente não foi o que ocorreu.

Ao escrever o texto “da lama ao caos” este blog alertava para a infiltração de pessoas interessadas em deturpar o movimento e depor o Presidente Temer, politizando de forma barata um movimento legítimo. Não deu outra. Hoje o Presidente da ABCam denunciou em rede nacional que pessoas estranhas ao movimento estavam impedindo que a paralisação chegasse ao fim, inclusive ameaçando caminhoneiros. Somente 10% (dez por cento) do número inicial de caminhoneiros permaneceriam mantendo a paralisação com o objetivo único de desestabilizar o Governo, ocasionando sua queda. Me desculpe quem pensa o contrário, mas tudo o que é demais sobra e nesse caso a greve dos caminhoneiros já deu o que tinha que dar.

A irresponsabilidade daqueles que insistem em manter o movimento está causando prejuízos incalculáveis ao País, os quais são expressos em milhões e as vezes bilhões de reais nos mais diversos setores da sociedade e da classe produtiva. Como resolver? Simples. Quando não se resolve uma situação por teimosia, mesmo com todo o uso da diplomacia, só resta fazer na marra.

O Governo não deve permitir que o desejo de uma minoria supere o da maioria lhe causando prejuízo. Se o caminhão é do caminhoneiro, a carga não é. Não se pode permitir que toneladas de alimentos fiquem estragando nas carrocerias ou sejam jogados fora por não terem como ser armazenados ou transportados. Se me fosse pedida uma opinião diria eu: notifique-se o caminhoneiro para rodar sob pena de confisco temporário do veículo com a carga sendo entregue por motorista contratado especialmente para aquele fim, ficando a devolução do caminhão sujeita ao pagamento de multa. A regra tem que ser  ou dá ou desce.

Espero que o bom senso prevaleça e que os resistentes deem o braço a torcer desobstruindo as estradas e voltando por livre e espontânea vontade ao trabalho. Caso contrário, que seja mantida a ordem botando-se todo mundo pra rodar.

Da lama ao caos

O ano era 1965. Um jovem advogado idealista se lança candidato ao Governo do Maranhão. No discurso proferido por ocasião de sua escolha como candidato das oposições coligadas ele retratou o passado e projetou o futuro. Senão vejamos:

Não queremos mais ser pisados, nem esquecidos; não queremos mais ser destacados na vida nacional pela pobreza e pela miséria. Não queremos mais as altas taxas de mortalidade infantil do país; não mais queremos que um só município do Maranhão tenha mais hansenianos que todos os hansenianos da Paraíba. Não queremos mais que as obras do Itaqui, paradas e negociadas, fiquem como estão; não queremos a ponte de São Francisco como, no dizer do poeta José Chagas: ‘Quando a maré vaza a ponte vaza, quando a maré enche, a ponte enche’. Não queremos mais as chaminés das nossas fábricas apagadas pelo descuido dos governantes, não as defendendo da inflação nem dos processos de concorrência nacional. Não queremos mais os jovens e as jovens sem horizontes de trabalho, não queremos o Palácio dos Leões, o Palácio do Povo, encastelado na politicagem.

Não queremos mais somente 13 quilômetros de estradas asfaltadas, e nem queremos mais a rodovia São Luís-Teresina sem construir, nem sem construir a estrada Peritoró-Porto Franco, nem a Alcântara-Maracaçumé, nem a Bacabal-Belém, nem a Barão de Grajaú-Carolina, nem a Carolina-Estreito.

Não queremos mais as nossas estradas fechadas e intransitáveis, não queremos ver os altos índices de criminalidade impunes, nem os postos de saúde fechados, nem as nossas reservas minerais escondidas. Nem a nossa lavoura abandonada, nem os nossos comerciantes enfraquecidos;

Não queremos mais uma cidade de São Luís, cidade da resistência e do coração do Maranhão, onde casebres invadem a lama e procuram o mar porque a terra os repeliu, mas queremos uma cidade de São Luís administrada em termos de urbanismo e desenvolvimento.

O que o povo do Maranhão quer, o que nós queremos é o progresso; queremos o Porto do Itaqui, sem gorjetas nem intermediários.

Queremos o asfaltamento da São Luís-Teresina, queremos a energia de Boa Esperança, queremos as fábricas funcionando, os tratores trabalhando, queremos felicidade para o nosso povo e alegria para nossas crianças”. 

O Maranhão de hoje é completamente diferente. O Estado é ligado quase que 100% por estradas asfaltadas; temos as Universidades que prepararam nosso povo para reconstruir o Maranhão, sendo de iniciativa do então Governador José Sarney a instalação dos cursos de Engenharia, Administração, Medicina Veterinária, Agronomia, dentre outros. A Área portuária saiu do portinho e da rampa Campos Melo e foi transferida para o Itaqui; a energia de Boa Esperança chegou; a expansão de São Luís foi garantida com a Construção da Ponte que liga o centro ao São Francisco; a barragem do Bacanga garantiu o acesso ao Porto e ao Distrito Insdustrial; o asfaltamento da BR-135 foi concluído e a partir deve saímos dos 13 km de asfalto de então para uma malha viária consistente que cobre praticamente todo o nosso território. Ao longo de pouco mais de 50 (cinquenta) anos tudo melhorou. O Maranhão saiu literalmente das trevas iluminada por lamparinas para a realidade atual, tudo a partir da semente plantada naquele distante 1965. Importantes obras estruturantes foram feitas e com elas melhorou a saúde com a construção de vários hospitais; a educação com a expansão da rede de escolas e a mobilidade urbana e rural, além da produção de alimentos.

Nesta última semana, vi a ex-Governadora Roseana se lançar pré-candidata ao Governo do Estado e me animei em vermos a modernização do nosso Maranhão voltar a acontecer. Escutei muito esquerdopata esbravejar contra mas, cá pra nós, sem razão.  Não temos uma obra relevante realizada pelo atual governo e a única coisa que vemos de repercussão é a opressão sobre os pobres, a tributação dos pequenos comerciantes, a apreensão dos veículos com débitos e suas vendas em leilões. Que retrocesso meu povo. O amor de antes foi trocado pela taca diária. Que saibamos escolher melhor nas próximas eleições. Promessas de marqueteiro normalmente não são cumpridas. Vote em quem tem trabalho para mostrar.

Nesta última semana, também, a greve dos caminhoneiros foi deflagrada. Já são 7 dias de paralização. O Presidente conversou com a categoria e pediu apoio aos Governadores dos Estados. Cinco foram contra, dentre os quais o do Maranhão. Os esquerdopatas preferem que a greve continue para desestabilizar o Governo. No fundo não estão nem aí para o povo. Querem apenas fazer sua política barata. O mote da greve é a redução do preço dos combustíveis, notadamente do óleo diesel e dos custos de transporte. No fundo o que se busca é a renúncia do Governo Federal. Reduzir ou zerar o pis/Cofins é medida que se impõe pelo bem do povo em um país dependente do transporte rodoviário alimentado pelo diesel. Baixar o preço dos combustíveis é fundamental. Contudo, que não se perca o foco. O povo não merece o desabastecimento, os alimentos se perdendo nas paralisações, os animais morrendo por falta de ração, as exportações sendo prejudicadas e nem a falta de combustíveis até mesmo para o deslocamento ao trabalho. Reivindicar sim, mas com responsabilidade e sem prejudicar a terceiros.

 

Fibra de lutador

Era por volta das 23h de um dos meus últimos momentos como membro titular do Tribunal Eleitoral do Maranhão quando meu celular tocou. Do outro lado da linha uma voz cansada, rouca e arrastada, porém marcante e inesquecível, se anunciava como o Senador Cafeteira. Surpreso com a ligação inédita, o atendi com o devido respeito que merece uma autoridade daquela envergadura. Ao desligar, um filme me veio à memória, o mesmo que vivencio hoje ao saber que ele, contra sua vontade, descansou.

Despertei para a política muito cedo. Lembro da figura do Governador Nunes Freire; de João Castelo e seu Governo de realizações de 1979 a 1982; de Luís Rocha governando para a produção rural de 1982 a 1986; lembro do Senador Castelo tentar retornar ao Governo do Estado em 86 e ser derrotado. Foi naquele ano que escutei, aos meus 16 anos, pela primeira vez o jingle que considero o mais emblemáticos da nossa política: “🎶“Cafeteira tem a fibra de um lutador. Cafeteira é povo unido, meu governador”🎶. Esse expressivo refrão o conduziu à vitória. Era repetido com entusiasmo nas ruas e nas rodas de debates só se falava que Castelo tinha trabalho pra mostrar e dinheiro, mas carisma quem tinha era o ex-prefeito da capital, o qual tinha a seu lado, pela primeira vez, seu até então adversário José Sarney. Lembro também que naquele ano eu lutava pela eleição do Dr. Mauro Fecury para Deputado Federal, distribuindo santinhos juntamente com meu amigo/irmão Clóvis Fecury.

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Tenho na memória que perto dos exitosos governos anteriores, o dele não deixou a desejar. O assistencialismo foi uma marca e a duplicação e asfaltamento da Avenida dos Holandeses da Ponta Dareia até o final do Olho D’água, bem como o viaduto do Café, a terceira pista da ponte José Sarney, a nova Rodoviária e a reforma do aeroporto, grandes heranças. Já não fosse suficiente, ele legou a São Luís e ao Maranhão o “Projeto Reviver”, o qual garantiu que nossa Capital se tornasse, posteriormente, Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.  O Governador deixou o governo e se elegeu Senador da República. Foi sucedido pelo Vice-governador João Alberto e este por Edison Lobão, eleito para o mandato de 1991 a 1994.

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Nas eleições de 1994, o Senador Cafeteira reeditou seu maravilhoso jingle para tentar se eleger governador outra vez. Foi derrotado pela diferença de 18 mil votos para Roseana Sarney. Nesse ano eu assisti um comício dele na Cidade Operária. Fiquei impressionado com seu dominio de público. Era um verdadeiro comunicador. Não discursava, conversava com o povo, contava piadas e relembrava suas realizações. Em 1998 tentou outra vez, sendo novamente derrotado. Perdeu a eleição para o Senado em 2002 quando João Alberto se elegeu. Quatro anos depois, em 2006, aliado novamente a José Sarney, se elegeu outra vez para o Senado, sendo esse seu último mandato.

Cafeteira entra pra história como um político carismático, talvez o mais populista que o Maranhão já teve. Por muito tempo ainda ecoará na memória dos amantes da política os versos que embalaram suas jornadas eleitorais. Sem dúvida Cafeteira tinha a fibra de um lutador. Ele uniu o povo e realizou seu sonho: se tornou o seu Governador.

Eu te amo, Mamãe.

Hoje eu queria ter o Dom de ser artista e poder transformar a inspiração em uma demonstração de carinho para, no fim, poder dizer que te amo. Seria eu o poeta que com palavras rimadas transmite sua mensagem emocionada. Que pena que não consiga fazer tal verso.

Se não pude ser poeta quisera pudesse ser pintor e com pincéis e tintas traduzir em aquarela o sentimento que me domina. Com traços leves produziria a imagem sublime que te fizesse entender tudo o que sinto. Não, eu não sei pintar.

Se não verso e nem pinto, quisera então ser ator para traduzir em gestos a mensagem que tão ardentemente quero te passar. Interpretaria para ti um clássico desses que no final todos aplaudem de pé, em lágrimas. Não também não sei interpretar.

Quisera ser eu um craque de futebol, desses que fazem de um movimento um momento único que se transforma em gol e enche de alegria o coração de tantos, em que pese só consiga visualizar o teu. Que tristeza, também não sei jogar.

Quisera eu ser tanto para com tão pouco poder te dar o tudo que com um verso, uma pintura, uma interpretação ou um lance genial de gol eu pudesse alegrar teu dia. Não sou nada disso e não me foram dados nenhum desses dons.

Se não tenho nada disso, aceita por favor o que tenho, esse sentimento enorme que não cabe no peito. Aceita te dizer obrigado por tudo que fizeste e fazes por mim. No dia de hoje, do meu jeito sincero, aceita eu dizer eu te amo, mamãe.

Feliz dia das mães.

 

A verdade nua e crua da inconsequência

ROBERTO KENARD

Governador do Maranhão é desrespeitoso com opositores e completamente irresponsável com os mais pobres.

O Maranhão tem um governo desastrado em todos os aspectos. O comunista Flávio Dino é, como tenho observado, a maior decepção para quem nele votou.

Como já divulguei aqui, em 2016 e 2017 as quatro cidades que formam a Grande São Luís tiveram o índice de extrema pobreza aumentado em 48%. Os pequenos empresários, que empregam e fazem circular o dinheiro nos bairros dessas quatro cidades, estão quebrados. Dino aumentou impostos em plena recessão.

Agora reparem bem. Com a pior recessão do país, causada, diga-se, pelo PT e o partido de sua Excelência, o PCdoB, a área mais atingida foi a da construção civil. Só que a mão-de-obra da construção civil hoje praticamente não se desloca para o trabalho de bicicleta, mas de MOTO! Com a recessão, todos ficaram desempregados, portanto, impedidos de pagar o IPVA. E o que fez o defensor dos pobres e oprimidos? Fez blitz diariamente para tomar justo as motos dessa gente, que, sem um meio de locomoção, ficou sem poder procurar emprego ou fazer um bico. Foram também apreendidos milhares de carros por causa do mesmo problema. Os carros da pequena classe média, também afetada pela recessão, foram tomados de seus donos. É muita insensibilidade social e incompetência para não tomar medidas certas num período crítico do Brasil.

Pressionado por alguns deputados, Flávio Dino, como um menino mimado, correu para as redes sociais para insinuar que tais parlamentares só podiam estar a serviço do crime organizado. Sim, é essa a postura de sua Excelência.

Agora, com índices lamentáveis junto à população, tratou de acabar com a apreensão de carros e motos, apenas de olho na reeleição.

Espero que o maranhense mostre que tem vergonha na cara e mande o comunista para o lugar de onde jamais deveria ter saído.

NOTA DO BLOG

O blog tem por princípio não comentar a política do Maranhão, tanto que só o faz quando o elemento motivacional transborda os limites do suportável.  Hoje não poderia ser diferente.

A divulgação de que o Governador do Maranhão baixou um Decreto suspendendo a apreensão e venda em leilão de veículos com débito de IPVA só comprova que os maranhenses tiveram seu direito de propriedade de veículos subtraído de forma inconsequente e ilegal pelo Governo do Estado.

Mais De 10.000 (dez mil) veículos foram apreendidos e levados a leilão mesmo o atual ocupante do Palácio dos Leões tendo consciência, vez que jurista por formação, de que a Constituição Federal veda o confisco para satisfação tributária e que o Supremo Tribunal Federal já havia firmado entendimento de que tal medida é irregular e inapropriada.

O Decreto é medida eleitoreira que visa aplacar o desgaste que recai sobre o Governo que pretende ser reeleito. Contudo, qualquer cidadão com o mínimo de percepção não precisa de grande esforço para concluir que o Decreto vigorará somente até que o objetivo de fundo seja alcançado. Afinal, quem durante tanto tempo perseguiu o povo não muda de opinião e atitude de uma hora para outra. Foram os índices crescentes de rejeição que conduziram a essa mudança radical de postura administrativa. Simples assim.

Aos políticos que estão ao lado e apoiando esse desgoverno deixo a dica: laranja que fica do lado de laranja podre apodrece também. O povo certamente não vai votar em quem lhe tira o couro e nem em quem ajuda a tirar. De tudo fica a pergunta: e aqueles que tiveram seus veículos apreendidos e leiloados? vão somente ficar assistindo a aplicação de dois pesos e duas medidas ou serão indenizados no futuro? Só o tempo poderá dizer.

Por fim, resta apenas a certeza de que essa é a verdade nua e crua da inconsequência que impera no Maranhão. Ao povo, resta dizer que errar é humano, mas persistir no erro é burrice. Por favor, de novo não.

Uma exposição Temerária

Ao longo dos últimos anos este blog sempre se manteve firme em aplaudir, com ressalvas, a operação Lava Jato. Nunca dei apoio 100% por entender que os fins não justificam os meios; que as prisões preventivas por mais de 30 (trinta) dias ofenderiam a Constituição e seriam verdadeiros mecanismos de tortura moderna a ensejar delações insubsistentes (quem quer que duvide que fique preso em uma cela se 2 x 3, ou mesmo 3 x 3 com camas de cimento recobertas com um colchonete de 5 cm e com um vaso sanitário de chão separado da cama por uma meia parede, pra ver se não sai de lá dizendo até que foi o mandante do assassinato do Presidente Kennedy); e que propina é uma retribuição em dinheiro, bem ou favor em função de um benefício decorrente de ato de ofício, ou seja, como no filme “Tropa de Elite” – “quem quer rir tem que fazer rir” -, ou ainda “faça por mim que eu faço por ti”, ou por fim “Uma mão lava a outra”. Tem que ter uma ação para ter uma retribuição. Pois bem, não concordo com muitas coisas, mas não tenho como negar que é um trabalho digno de aplausos em muitos pontos. Porém, muitos outros merecem críticas severas ante o estrago que promovem em vários segmentos.

Eu estava disposto a escrever sobre esportes. Queria destacar a taca que o Vasco levou do Cruzeiro, hehehe (cair de quatro é de lascar) Hehehe; os excelentes jogos das semi-finais da Champions; a classificação do representante maranhense para a semifinal da Liga Nacional de Basquete Feminino; enfim, tinha muitos assuntos amenos e interessantes, mas confesso que tive que deixar tudo de lado para pontuar as últimas aberrações jurídicas e políticas do Brasil.

Com efeito, vi nos últimos dias um Supremo acovardado perante a opinião pública sem pautar a discussão sobre a Prisão após condenação em segunda instância porque o primeiro beneficiário da decisão que certamente corrigirá essa aberração será o ex-Presidente Lula  (a Constituição é a lei maior do País e a nossa diz que ninguém será preso e nem considerado culpado até sentença penal condenatória transitada em julgado). Hoje vi a conclusão do julgamento que limitou o foro privilegiado ao mandato de Deputados e Senadores. Outro fiasco. A Constituição garante o foro para determinadas funções que indica. Obedeça-se a Lei Maior. Esse ativismo judicial já está beirando o ridículo. Se querem legislar deixem a Toga e se candidatem. Se os senhores que são os guardiões da Constituição não a respeitam abrem espaço para todos os demais fazerem igual. Senhores Ministros, me comprem um bode (Não sei aonde vou botar tanto bode que peço), Hehehe. Eu mereço.

Hoje tive o desprazer de, assistindo ao programa policial das 20h (Já faz tempo que deixou de ser o “Jornal Nacional “), ver que levaram a filha do Presidente Temer para depor sobre a reforma da casa dela porque esta seria fruto de propina por um decreto relacionado à gestão portuária. Como diria o Robin: “Santo exercício de criatividade, Batman”. Senhores “intocáveis”, propina é retribuição em forma de benesse por ato praticado. Já ficou provado que essa investigação tá furada e que esse delator viajou na maionese. Desde quando a Lava Jato surgiu que se observa que a propina, quando era propina, era paga como benefício pessoal, não para casa de filho, não para terceiro. Tenham paciência. Aproveitem e me comprem outro bode. Com essas pixotadas vocês colocam em xeque até a credibilidade da operação. Deixem o Presidente e sua família em paz.

Inúmeras já foram as vezes em que “os intocáveis” tiveram que pedir pra arquivar investigações iniciadas com base em delações insubsistentes. Contudo, cada vez que o foco se volta para o Planalto o MP produz instabilidade para o País, o que volta e meia se reflete na economia. Ponham uma coisa de vez na cabeça de vocês: o Presidente Temer pode estar impopular; pode não ser um primor de beleza física, mas seguramente é polido, elegante e um intelectual; pode não ser populista, mas fala a língua dos parlamentares e está botando o Brasil nos trilhos outra vez; pode não ser imortal, mas é best seller (talvez isso incomode os opacos do Supremo que certamente já estudaram em seu livro). Essa perseguição ao Presidente precisa acabar. Deixem o homem trabalhar em paz.

Afinal, essa atual ofensiva nada mais é que uma desnecessária ação que gera uma exposição temerária. O Brasil não merece passar por mais isto. Só espero que amanhã, pelo menos, saia uma nota do Ministério Público pedindo desculpas ao Presidente e a sua família.

O anjo pardo do Maranhão

As décadas de 30 a 50 foram marcadas pela ascensão e queda de uma figura que tinha tudo para ser apenas a sombra do seu líder, mas que devido à sua cor negra e grande estatura, entrou para as manchetes como o Anjo Negro de Vargas, haja vista comandar a guarda pessoal do Presidente e por ter-lhe salvado a vida quando de um evento político em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, após se lançar à frente de um atirador e receber um tiro que atingiria Getúlio. A guarda pessoal, criada por recomendação de um irmão do Presidente, Benjamim Vargas, o Beijo Vargas, foi entregue ao comando de Gregório Fortunato, amigo fiel desde a infância e responsável pelo recrutamento de gaúchos fiéis ao Chefe Maior do País. Pela proximidade ao protegido que a função propiciava, Gregório se tornou figura exponencial sem a qual ninguém chegava ao Presidente, fosse do povo, políticos ou empresários. De homem humilde filho de escravos alforriados tornou-se rico, contudo há quem diga que era apenas testa de ferro do seu amigo/irmão Beijo Vargas.

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Gregório Fortunato atrás de Getúlio Vargas

Quis o destino que ante às pressões políticas da época e às quase diárias denúncias formuladas pelo jornalista Carlos Lacerda, uma composição surgisse para silenciar o jornalista, sendo o Anjo Negro envolvido de tal forma na artimanha que acabou por ser responsabilizado como mandante do atentado ocorrido em agosto de 1954 contra Lacerda e que acabou por vitimar um major da Aeronáutica que lhe fazia a segurança pessoal. A trama teria sido orquestrada pelo filho de Vargas e alguns amigos seus juntamente com Beijo Vargas, o querido e influente irmão do Presidente. Mesmo não tendo participação direta no crime, Gregório Fortunato foi acusado e condenado a 33 (trinta e três) anos de prisão, os quais foram reduzidos inicialmente a 20 (vinte) anos pelo Presidente Juscelino Kubitschek e depois a 15 (quinze) anos pelo Presidente João Goulart, coincidentemente ambos vítimas de perseguições provenientes de Militares. Dias depois do atentado da Rua Toneleros, após se recusar a renunciar outra vez e submetido a grande pressão, Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no peito, cumprindo a promessa de só sair morto do Palácio do Catete e, consoante sua carta testamento, saindo da vida para entrar para história.

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Jefferson Portela e Flávio Dino. Amizade que teria começado na UFMA

Guardadas as devidas proporções, temos no Maranhão um Governador acuado ante às quase diárias divulgações de corrupção no seu Governo, notadamente relacionadas à saúde, aos aluguéis camaradas, às apreensões e venda de veículos com débitos fiscais, etc; na posição do Gregório Fortunato temos o enrolado Secretário de Segurança Pública Jefferson Portela, acusado de coagir uma testemunha para que acusasse o ex-secretário de segurança e hoje Deputado Estadual Raimundo Cutrim, seu desafeto pessoal, de integrar uma organização criminosa voltada para o contrabando juntamente com um delegado de polícia e vários policiais; também de ser o responsável, juntamente com o Governador, de determinar a identificação de opositores do Governo para fins eleitorais, o que configura abuso vedado por lei (fato divulgado nacionalmente, hoje sob investigação do Ministério Público Eleitoral e que fomentou um pedido de intervenção Federal na segurança do Estado). Não bastasse tudo isso, o clima de insegurança que assola o Estado fez com que Deputados começassem a exigir sua exoneração e encontrassem eco, segundo noticiado pela imprensa, na iminência parda do Governo, o ex-Secretário de articulação política e pré-candidato a Deputado Federal Márcio Jerry, a pessoa mais próxima, na estrutura de Governo, do comandante comunista. Engana-se, contudo, quem imagina que esse enredo de cinema começou no declínio do atual Governo agora em 2018. A gênese de tudo está no final dos anos 80 e começo dos anos 90, quando Márcio Jerry, Flávio Dino, Jefferson Portela, Mário Macieira, Ana Maria Almeida Vieira (minha querida veterana), Edvar, Graça, Jorge Moreno e tantos outros lideres universitários lutavam pelo comando do DCE  (Diretório Central dos Estudantes) da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e do DA (Diretório Acadêmico) do Curso de Direito daquela Instituição. Entre o amor e o ódio do calor das disputas acadêmicas foram moldadas as relações que perduram até hoje dentro e fora das engrenagens do atual Governo. Entre o Anjo Pardo e o personagem Jerry existe o maior dos ciúmes: o de homem pelo Poder e pela proximidade do Líder.

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Quem teria determinado a arapongagem dos adversários do Governo para as eleições de 2018?

Quem está por trás dos últimos acontecimentos somente o tempo dirá. Não acredito que o Anjo Pardo Maranhense seja o responsável por tudo o quanto lhe é imputado (pode ter seus defeitos, mas é um dedicado servidor público). Contudo, assim como o Negro, sua fidelidade e parceria de mais de 30 (trinta) anos poderá levá-lo a assumir a culpa, protegendo, assim, seu Lider e o Governo de um trágico desfecho.

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Alguns integrantes da geração UFMA 1986 a 1993, com destaque para Flávio Dino, Márcio Jerry e Jefferson Portela

Gregório Fortunato foi induzido por uma falsa publicação de jornal a assumir que tinha tomado conhecimento de que planejavam silenciar Carlos Lacerda. A notícia dizia que Benjamim Vargas, seu amigo e protetor Beijo, havia fugido e abandonado a todos. O Anjo Negro perdeu tudo, inclusive a vida na prisão. Abandonado pelos amigos da época de ouro das lutas universitárias e traído pelo ciúme da iminência parda do Governo, o que o destino reserva para o Anjo Pardo do Maranhão? Aguardem cenas dos próximos capítulos.

P.S.: após a publicação do texto uma fonte me informou que não existe cizânia no Governo. Disse que estão unidos e que o Anjo Pardo está sendo apoiado. Se for verdade, ponto para os comunistas que estariam ombreados com o Secretário, não o deixando só neste momento difícil. Seria o mínimo a se esperar.

Ela se superou

Quando alguém comete um grande erro eu sempre sou levado a imaginar que a pessoa não conseguirá produzir um outro maior. Ledo engano. Nos tempos modernos, vez por outra me deparo com figuras que conseguem se superar, notadamente na seara política. A Senadora Gleisi Hoffmann é campeã em superação nesse contexto. Confesso que estava propenso a escrever sobre mais uma decisão bisonha do Supremo Tribunal Federal, qual seja a de exigir dois votos dissonantes para garantir o cabimento de embargos infringentes nas turmas da Suprema Corte quando a lei exige decisão não unânime (claramente basta uma discordância), mas fui forçado a me curvar frente à hegemonia da gravação da Senadora pedindo apoio ao mundo Árabe. Só posso concluir que ela enlouqueceu de vez.

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Essa senhora, segundo consta em investigação e delação, teria sido agraciada no passado com um repasse de 1 milhão de reais, operado pelo doleiro Alberto Youssef e entregue para custeio de sua campanha ao Senado (ela é Senadora de primeiro mandato). Tal recurso, registre-se, seria oriundo dos esquemas de desvio de recursos da Petrobrás, razão pela qual ela e seu então marido são investigados por corrupção e lavagem de dinheiro pela Operação Lava Jato. Ela é a mesma pessoa que aparece na planilha do setor de operações estruturadas da Odebrecht (setor destinado ao pagamento de propinas da construtora) como sendo “a amante” (até hoje não ficou claro, pelo menos não para o editor deste blog, se a alcunha seria pelo fato dela ser amante do seu então advogado ou se seria por ser amante de peixe maior). Peixe? Sempre haverá quem diga que seria de outro ser marinho.

Essa parlamentar é a mesma pessoa que bradava tresloucada contra a cassação da Presidente Dilma dizendo que tudo seria um golpe; era ela quem conclamava a militância de esquerda a reagir e a resistir ao que chamava de golpe; foi ela que, juntamente com outras Senadoras, ocupou a Mesa do Senado para impedir uma sessão e fez uso de bandecos na Mesa para se alimentar, imagem de pura quebra de decoro que circulou o mundo; é a mesma pessoa que destrata e ofende seus colegas de Senado; é a mesma criatura que agride o Judiciário e o Ministério Público quando afirma que tudo é uma farsa na Lava Jato. Todos esses erros de conduta já são monstruosos ao ponto de demonstrar que ela não tem estatura moral para ter assento no Senado, mas o vídeo superou qualquer expectativa.

Nesse vídeo essa senhora ofende o Judiciário e o Juiz Moro a quem qualifica como juizes tendenciosos; o Ministério Público; a imprensa, etc. Só faltou acusar o Bispo ou o Papa argentino. Hehehe. Afirmou que o ex-Presidente Lula seria um preso político (observem que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro e que a condenação foi confirmada e a pena ampliada pelo Tribunal Regional da 4. Região e reafirmada duas vezes na rejeição dos embargos de declaração apresentados pela defesa. A prisão determinada já deixou de ser anulada pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal). E, no final, conclamou o mundo Árabe (no vídeo destaca os palestinos que sempre teriam sido apoiados por Lula) a se juntar a eles em defesa de Lula e pela sua soltura. Me compre um bode (vou conseguir uma criação de bodes de tanto que peço para me comprarem esse animalzinho). Hehehe.  O vídeo foi tão questionado que está sob análise do Ministério Público após representação que pede sua punição pelo absurdo feito. Antes ela deveria lembrar que determinadas falhas de conduta não são bem aceitas pelos Árabes. 

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Já reafirmei várias vezes minhas restrições à Lava Jato quanto às suas ofensas ao ordenamento jurídico e principalmente quanto a suas prisões preventivas sem dia certo para se encerrar, mas não posso negar os resultados práticos da operação. Contudo, não poderia nunca concordar com o conteúdo desse vídeo. Sob meu ponto de vista essa senhora já deveria ter tido seu mandato cassado. Se ainda não foi pelos seus pares, certamente não o renovará. O Paraná não merece ser tão mal representado.

Não tenho a menor dúvida de que, desta vez, ela se superou.

Não tenho motivo para comemorar

Durante toda a tarde/noite de ontem acompanhei, juntamente com boa parte dos brasileiros e grande número de curiosos pelo mundo, a continuação do julgamento do Habeas Corpus manejado pelo ex-Presidente Lula visando evitar que fosse preso em decorrência da decisão vinculante do Supremo Tribunal Federal que autorizou, a partir de 2016, a prisão de condenados em segunda instância e que fora sumulada pelo TRF da 4. Região, haja vista ter ele sido condenado por aquele Tribunal e vez que a decisão foi mantida no julgamento dos seus embargos de declaração. Não o fazia pelos olhos do torcedor partidário, mas sim pelo fato de ser um critico daquela decisão de dois anos atrás desde o dia em que ela foi prolatada.

Em 2016 escrevi em meu Facebook (ainda não tinha criado este blog) que o Brasil ainda iria se arrepender daquela decisão, haja vista que o pau que dá em Chico dá em Francisco. Dizia eu que os mesmos que aplaudiam aquela interpretação distorcida da Constituição eram os mesmos que amanhã estariam gastando fortunas na tentativa de evitar a prisão de um ente querido, notadamente pelo fato de termos nas decisões de base e revisional dos Tribunais posturas muitas vezes questionáveis quanto a correta apreciação de fatos e provas. Ademais, nossa Carta Constitucional propositadamente privilegiou o princípio da presunção de inocência, garantindo o direito de recorrer em liberdade na cláusula pétrea “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Logicamente sempre tivemos exceções, como a prisão do devedor de pensão alimentícia e do depositário infiel. Foi a primeira vez que os direitos e garantias fundamentais do cidadão foram colocados em uma Constituição antes da estrutura do Estado. Claro que não foi por acaso.

Autorizar a prisão após a decisão em segunda instância foi uma agressão à Constituição. Ela foi rasgada quando cederam às pressões de segmentos da população e ao pedido recorrente dos representantes do Ministério Público e de parte do Judiciário. Tudo com o apoio dos manipuladores da massa que são a parte da imprensa que vive da desgraça alheia. Uma pena. Foi o direcionamento das massas que levou a soltura de barrabás e à condenação de Jesus  Cristo. Foi o grito das ruas que levou a incontáveis injustiças no mundo desde sua criação. Não por acaso, quando tive comigo o dever de decidir, não dava entrevistas, não lia jornal e julgava de acordo com a lei, a prova dos autos e a minha convicção.

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Vivemos sob um ordenamento jurídico que tem na Constituição sua lei maior da qual derivam todas as outras leis, como as complementares e as ordinárias. Todas devem estar em harmonia com o texto constitucional. É certo também que nosso direito privilegia também a jurisprudência, a doutrina e os princípios gerais, mas nenhum pode suplantar o comando legal e se afastar das orientações constitucionais. Infelizmente, o que vemos hoje é uma jurisprudência do STF valer mais que a letra da própria Constituição, mas isso não se deu por acaso. Quem deu asas aos Ministros foi a omissão do Legislativo, a mesma que fez surgir no nosso ordenamento jurídico uma das maiores aberrações jurídicas já produzidas neste país, qual seja a Lei de Ficha Limpa. Muito aplaudida, é verdade, contudo de infeliz redação, mas que foi reconhecida como constitucional por um STF que se apequenou ante a exposição da mídia. Infeliz coincidência. O maior líder popular da nossa história moderna, dito não por mim, mas por essa mesma mídia manipuladora, esbarrou naquilo que ajudou a criar. Não será Presidente porque a Lei de Ficha Limpa o considera inelegível por ter sido condenado por órgão colegiado; será preso porque o STF autorizou a prisão após a condenação em segunda instância; será preso porque quem formou a maioria foram os opacos que ele e Dilma nomearam sem critério. Sim, salvo o Alexandre que foi nomeado por Temer, Barroso, Facchin, Fux, Carmem Lúcia e Rosa Weber (que tem o entendimento correto sobre o tema, mas que votou contra por entender que ainda está em vigor o entendimento da maioria formada em 2016), quem denegou a ordem de habeas corpus foram os nomeados pelo PT, salvo Lewandowski e Toffoli.

Não bastasse entender errado, a teimosia de Carmem Lúcia em não levar a julgamento as duas ADCs de relatoria do Ministro Marco Aurélio também contribuíram para Lula ter tido sua prisão determinada pelo juiz Sérgio Moro em 5 de abril de 2018 (E ainda teve ex-juiz que insiste em querer ser professor de Deus dizendo que o Juiz não poderia fazê-lo. Por favor, me compre um bode).

A defesa de Lula quis constranger esse supremo (com letra minúscula mesmo) com esse habeas corpus. Eu sequer o teria conhecido. O caminho está nas ADCs, senhores de pouca luz. O terreno está fértil para se corrigir uma das decisões mais bizonhas da história. Gilmar voltou atrás na decisão de 2016 depois que viu o tamanho das injustiças que podem surgir da caneta de um Juiz e de um Tribunal (Imaginem aqueles nem tão católicos assim) e Rosa Weber, em que pese opaca em tantas questões, nesta teve o brilho que sempre se esperou dela. Precisou o célebre advogado Kakay entrar no circuito para que se encontrasse um mecanismo de driblar a teimosia de Carmem Lúcia e levar a matéria ao plenário. Lula será preso? Acredito que sim, pelo menos deverá assim permanecer até a próxima semana. As condições? Um erro de Moro: todos são iguais perante a Lei. Se não tem curso superior teria que ir preso sem regalias, ainda que tenha sido Presidente da República. Nosso ordenamento jurídico não permite dois pesos e duas medidas.

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Achar que o STF daria o salvo conduto pelo paciente ser Lula foi de uma infantilidade ímpar. Não é o beneficiário que faz a decisão. É o direito. Lembro que o Maranhão negou vigência à Lei de Ficha Limpa nas eleições de 2010. A tese era minha, mas meu processo não maturou a tempo. Meu colega Magno Linhares tinha três processos em que seriam aplicados a mesma tese por nós previamente discutida. Na pauta quem primeiro iria a julgamento seria o Deputado Federal Cleber Verde, depois o Deputado Federal Zé Vieira e depois o Deputado Federal Sarney Filho. O advogado deste pediu inversão de pauta. Entrou primeiro o processo de Sarney Filho. A noite o jornal Nacional iniciou com seu âncora dizendo que o TRE do Maranhão havia mutilado a Lei de Ficha Limpa para atender o Presidente Sarney. O Jornal da Globo nos chamou de talibãs. Posteriormente o Supremo confirmou que estávamos certos. Não saiu uma única nota em nosso favor. No caso em apreço, deliberadamente tentaram forçar a barra. Tivessem feito o que Kakay fez agora Lula não iria preso e não teríamos tido toda essa repercussão. Por ser Lula? Não. Porque é assim que determina a Constituição. Tem que focar no direito, não no beneficiário.

Ao fim e ao cabo, sei que depois dessa longa explanação vocês devem estar se perguntando: por quê não tenho motivo para comemorar? Respondo: se a Constituição diz que ninguém será preso e considerado culpado senão após sentença penal condenatória transitada em julgado, não se poderia estar discutindo o sexo dos anjos e nem estar discutindo se Lula pode ser preso agora ou não; não me alegro com a desgraça alheia. Se errou tem que pagar. Acho que o triplex é dele e tenho convicção que o sítio também, mas não fico feliz de ver um ex-Presidente caminhar para a cadeia, notadamente um que conduziu as massas com seu partido pregando que faria diferente. Infelizmente parece que diferente foi só o modus operandi e os agentes da corrupção.

Lembrem-se que antes de tudo sou advogado. Não poderia estar feliz com tudo que tenho visto. Ainda acredito no Brasil e na nossa Constituição. Hoje não tenho motivo para comemorar.

A luz de Caremú

Sempre que alguém perguntava sua origem ele respondia com aquele humor fino que lhe era peculiar: sou francês, nascido em Caremú, próximo de Paris, a cidade luz. Meu nome é Louis Carlú, mas em português ficou Luís Carlos. Caia na gargalhada. Era de Carema, distrito do município de Santa Rita no Estado do Maranhão, Brasil.

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Tinha uma alegria contagiante. No rosto sempre um sorriso largo e na mente um objetivo único que era fazer o bem. Com ele construiu seu projeto de vida. Formou-se médico. Queria tratar as pessoas, salvar vidas. Lembro bem como tudo começou.

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Desde muito novo se mostrou focado naquilo que queria fazer. Adolescente, me buscava em casa quando eu ainda tinha 8 (oito) anos para treinar Karatê com o professor Murilo Pinheiro na Academia Kawamura da Rua do Egito. Já gostava de esportes. Pouco tempo depois foi aprovado em Medicina. Tinha tanta luz que fazendo residência em São Paulo apareceu em rede nacional no jornal da Globo por ter atendido num plantão um jogador agredido com um chute na região genital. Especializou-se em urologia. Era um grande cirurgião. De volta ao Maranhão, tornou-se um dos sócios do urocentro, da DOM e do HCI. Atendia também pacientes no Hospital Aldenora Belo, em Santa Rita, Palmeirandia e em Bom Jardim que ele chamava de Good Garden. Virou pecuarista em Bacabal. Tornou-se uma referência em nossas vidas. Em sua cidade natal era extremamente querido, amado por uma infinidade de velhinhos que ele cuidava com todo desvelo. Salvou a vida de inúmeros. Orientava sobre o câncer de próstata, de pênis, etc. Ajudou a salvar a vida do meu filho ao me orientar quanto a quem recorrer em São Paulo.

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Ano passado, descobriu ser ele portador de um câncer raro. Com entusiasmo e esperança se lançou em busca da cura. Era forte, esportista, jogava squash, tênis, fazia ciclismo. Poucos tinham conhecimento. Eu sabia, mas respeitei o seu silêncio. O tratamento foi coberto de êxito. Para agradecer, saiu em peregrinação com irmãos e primos rumo a São José de Ribamar. Não atingiu seu objetivo. A caminhada foi interrompida por um freio brusco na chuva. Um homem alcoolizado conduzia um veículo em alta velocidade. Perdeu o controle do carro e atingiu meu primo tão querido retirando-lhe a vida. Meu Deus, quanta dor!

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Em julho de 2017, durante o festejo do Sagrado Coração de Jesus na nossa querida Carema, tive a oportunidade de dizer a ele o quanto ele nos orgulhava por tudo que era: primo querido, pai amoroso, irmão protetor, filho amado, médico de tantos, salvador de muitos e um empresário de sucesso. Difícil será nosso reencontro familiar anual no mês de julho sem a sua presença. Já não teremos mais seu rosto amigo de sorriso largo e o abraço afetuoso. Ele era um ser de luz. Um homem do bem. A luz de Caremu vai agora brilhar no céu, auxiliando nosso Deus que certamente estava precisando muito de suas habilidades.

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Descanse em paz Luís Carlos Muniz Cantanhede. Sua luz brilhará para sempre em nossos corações. 

Quando o fim da opressão desponta no horizonte

Ao longo do tempo, a história nos mostra que sempre que um povo está oprimido; que lhe falta a tranquilidade para produzir e viver; e sempre que o fardo dos impostos está além do que pode aguentar os seus ombros; surge com toda a força, na sociedade, o sentimento de revolta e o desejo de libertação e mudança. No Maranhão não é diferente.

Quatro anos atrás, ludibriado por um grande projeto de marketing político, o povo do Maranhão foi levado a acreditar que precisava confiar no novo; que mudanças urgentes eram necessárias e que era preciso eleger um governador que não fosse aliado do ex-presidente José Sarney, cujas orientações significariam o atraso político. Pura enganação. Triste engano.

A ex-Governadora Roseana Sarney deixou em caixa cerca de 2 bilhões de reais provenientes de um empréstimo para obras estruturantes conseguido junto Ao BNDES e mais um Estado enxuto, com as finanças em dia e um planejamento estratégico definido. Tudo foi jogado fora.

Três anos depois da saída dela, o atual ocupante do Palácio dos Leões afirmou que o Estado estava falido, sem recursos. Nunca apresentou uma obra estruturante diferente das planejadas e iniciadas por Roseana e pior: não paga ninguém vivo, a não ser as pessoas próximas do Poder. Não por acaso, inúmeros fornecedores chegaram a fazer manifestações no final do ano passado em prol do recebimento do que forneceram.

Não bastasse isso, na sanha louca de arrecadar a qualquer custo, ampliou o senhor governador  (com letra minúscula mesmo) a base tributária, passando a cobrar mais de muitos e liberando poucos. Nunca se viu tanto pequeno comerciante pagando tributo. Não bastasse isso, nunca se viu também tanto pai de família ter seu meio de transporte apreendido por dívidas de Impostos com imediata venda do bem em leilão. Aquele cidadão, como jurista, deveria saber que débito tributário se inscreve na dívida ativa e se promove a execução fiscal, nunca se apreende o veículo tampouco se leva ele a leilão.

Contra tudo, ouvindo o povo e mostrando que tudo isso está errado; que nunca foi assim e pregando união pelo fortalecimento partidário; demonstrando tudo o que já fez pelo Estado e plantando a esperança de que o Maranhão pode mudar esse quadro e voltar a crescer, a ex-Governadora do Maranhão por quatro mandatos Roseana Sarney começou a visitar o Estado e mostrar que é possível avançar e crescer sem tirar o couro do nosso Povo. Roseana nunca tributou o pequeno comerciante e nem perseguiu os mais humildes. Muito pelo contrário. Roseana sempre ajudou o mais pobre.

É de Roseana o programa “primeiro emprego”. É dela a isenção de pagamento de água e luz para famílias de baixa renda. Foi quem mais fez e recuperou estradas. Foi Roseana quem mais construiu hospitais. Foi ela quem mais fez obras estruturantes no Estado. Roseana trabalhou incansavelmente pela melhoria de vida do povo do Maranhão e agora ela presta contas de tudo o que fez. Basta comparar quem fez mais e o povo maranhense sabe que quem fez mais foi Roseana.

Multidões tem saído de suas casas para ver Roseana e dizer o quanto era bom quando ela era Governadora; pra dizer o quanto era bom sair de casa pra trabalhar sem o medo de ter sua moto apreendida; sem ter que pagar tantos impostos.

Sempre que a opressão e o grande número de impostos massacram o povo ele clama por mudança. O fim da opressão desponta no horizonte. Hoje o povo diz volta Roseana e grita em alto e bom som que sendo Ana, Juliana ou ROSEANA o maranhense quer é a MULHER.

Pedro Leonel Pinto De Carvalho. Codinome: advogado

Tem certas coisas que a modernidade, mais precisamente o Facebook, nos proporciona e que nos motiva a tomar certas atitudes que vinhamos involuntariamente postergando. Foi o que aconteceu hoje quando essa rede social me trouxe a lembrança de que hoje é o aniversário de um dos, senão o maior, expoente da advocacia do Maranhão. Refiro-me ao Professor Pedro Leonel Pinto De Carvalho, pessoa sobre a qual já tem algum tempo vinha alimentando o desejo de escrever.

Conheci pessoalmente o professor Pedro Leonel pouco tempo depois de ingressar no curso de direito da Universidade Federal do Maranhão.  Ele já era famosíssimo. Para mim, por ser amigo do meu pai com quem integrara a equipe do Governo de João Castelo Ribeiro Gonçalves  (o Professor fora Procurador Geral do Estado e meu pai sub-Chefe e depois Chefe da Casa Civil). Para os alunos por ser o rigoroso Professor de Direito Processual Civil do turno matutino. Para a comunidade jurídica nacional por ser um dos grandes processualistas do País.

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Não fui seu aluno por muito tempo. Por integrar a seleção maranhense universitária de futsal, acabei perdendo a disciplina por falta, suficiente para que ele ligasse para meu pai para me repreender. Lembro com carinho desse dia. Nunca deixei de admirá-lo também por esse gesto. Durante o curso, tive a oportunidade de compreender o tamanho da representatividade do nome dele. Em um evento da semana do direito realizada no Convento das Merçês, testemunhei o então Ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence (que falta esse Ministro faz àquela Corte) se referir a ele como “um dos maiores processualistas vivos do Brasil”, momento em que lhe cobrou uma maior produção acadêmica. Posteriormente, por ocasião da minha pós-graduação Lato Sensu em Direito Processual Civil, ao me debruçar em estudo sobre a Coleção “Comentários ao Código de Processo Civil” da editora Saraiva, seguramente a maior obra a respeito da época, ali encontrei referência a sua produção enquanto operador do direito. Que orgulho.

O Professor Pedro Leonel não venceu no direito escrevendo livros jurídicos. Não virou um best seller. Ele se tornou referência pela sua vitoriosa produção enquanto bem sucedido advogado e pelos artigos jurídicos em que expôs suas idéias em um tempo em que não se dispunha das facilidades de divulgação de hoje através da internet. Hoje em dia, luta por causas que outros não acreditariam ser possível vencer, mas que sua alma de combativo advogado lhe faz crer que corrigirá uma ilegalidade; uma falha administrativa ou um abuso e que o resultado prático refletirá em um benefício para toda a sociedade. Para tanto, faz uso muitas vezes da ação popular.

Foi de Pedro Leonel Pinto De Carvalho a primeira ação contra a venda da refinaria de pasadena, na Califórnia, pela Petrobrás; contra o auxílio peru ou auxílio natalino pago aos membros da magistratura Carioca; contra a utilização de recursos públicos no custeio de curso em uma universidade para divulgação de conteúdo comunista; contra aumento irregular de tarifa elétrica; dentre outros, além de ser dele a consolidação jurisprudencial do dano moral antes da Constituição de 1988. Para quem tiver curiosidade, basta colocar no Google seu nome e uma infinidade de referências surgirá.

Certa vez meu pai me disse que em uma viagem a Portugal, em conversa com alunos da Universidade de Coimbra e ao comentar que era professor aposentado do curso de direito, eles informaram ser uma tradição local ceder a beca (vestimenta preta dos advogados quando se encontram em sessão nos Tribunais) ao Mestre enquanto conversam, o que fizeram com ele (lá eles assistem às aulas de beca).

Hoje meu Professor e de incontáveis profissionais do direito do Maranhão faz 81 (oitenta e um anos). Não poderia jamais deixar que o dia acabasse sem lhe prestar esta singela homenagem. Nesta data, Professor Pedro Leonel, coloco minha beca simbolicamente sobre os seus ombros para lhe dar os parabéns, não somente pelo seu aniversário, mas também por tudo que o senhor representa para o nosso universo profissional. Continue assim, forte como um Carvalho e seja para sempre Pedro Leonel Pinto De Carvalho, o PLPC. Codinome: advogado.

Chico Garcia: um nome que entrou para a história

Incontáveis são as atividades construídas e fomentadas por abnegados e tudo ganha maior proporção quando se reveste de paixão pelo que se faz. Com a equinocultura não é diferente. Do tratador ao empresário rural, passando pelos treinadores, assessores, árbitros de competição ou membros de Associação de raça, todos tem sua importância para o fortalecimento do seguimento. Quando tudo isso se concentra na mesma pessoa é possivel dizer que temos uma referência, alguém que merece reconhecimento por tudo o quanto representa para aquele universo. Aqui no Brasil temos alguém assim e seu nome é Francisco Garcia.

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Radicado em Botucatu-SP, aonde comanda seu aconchegante Horses Ranch – importante centro de reprodução, treinamento e comercialização de equinos – Chico Garcia construiu um nome mundialmente respeitado ligado ao mundo do cavalo. Tendo morado um tempo nos Estados Unidos e ali solidificado seu amor pelos cavalos, adquiriu os conhecimentos necessários para trabalhar, com desenvoltura e enorme qualidade, em favor das raças Quarto de Milha, Apaloosa e Paint Horse.

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Chico Garcia é um homem simples do campo. Com uma simpatia contagiante, discorre fácil sobre tudo o quanto se relaciona a equinocultura e faz de sua experiência de vida a cátedra para expor seus conhecimentos. Árbitro internacional e membro diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Paint Horse, Chico transborda entusiasmo e incentivo para todos que queiram se informar e iniciar na criação de cavalos. Difícil é resistir aos argumentos, notadamente quando fala dos pilares da raça ou apresenta um animal da qualidade espetacular de um Chasin the Money, garanhão Paint Horse preto e branco, homozigoto, 100% fechado em linhagem de velocidade, que ajudou a importar para o Brasil e que hoje está alojado na sua Horses.

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O mundo do cavalo brasileiro está em festa. O juiz oficial da APHA  (American Paint Horse Association) foi escolhido pelo Comitê Executivo da Entidade para receber uma premiação pelos relevantes serviços prestados à APHA e à raça Paint Horse. Tal prêmio foi entregue no último dia 04/03/2018 na festa do Awards APHA 2018 realizada no hotel Dallas/Fort Worth Airport Marriott, em Irving, no Texas, EUA.

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A partir de agora, sempre que alguém consultar os anais da APHA saberá que um brasileiro recebeu tamanha honraria nos Estados Unidos da América, berço da raça Paint Horse no mundo. O nome de Francisco Garcia entrou para história. Chico agora é um ícone. Grande orgulho para o mundo do cavalo brasileiro.

Parabéns Chico. Você fez e faz por merecer. 

Filho lindo

Em nossos melhores sonhos nunca pensamos que poderíamos voltar a ser tão abençoados quanto fomos quando tu vieste ao mundo. Simplesmente lindo. Quando abriste os olhos e revelaste a beleza inigualável do azul misturado com os tons de cinza e verde deixaste boquiabertos todos quantos vinham te conhecer. Te pegar no colo e beijar teu rosto, te fazer carinho e te fazer sorrir sempre foi a renovação constante do nosso amor.

Com o passar do tempo tuas principais características foram se apresentando e o nosso orgulho crescia cada vez mais. Te fizeste amoroso, respeitoso, companheiro, organizado, dedicado aos estudos, enfim, um príncipe como tantos costumam se referir a você. A cada dia que passa, acompanhar teu crescimento se mostra um privilégio.

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Nós olhamos para trás e vemos o bebê que foste. Sentimos saudade. Hoje és uma criança feliz, compenetrado em teus afazeres e dedicado aos teus sonhos de menino. Teu sorriso e espontaneidade nos enchem de vida. Orgulha-nos a tua obstinação em dominar o futebol como algum dia dominaste os três tambores. Temos plena convicção de que em breve serás campeão outra vez. Sim. O filho torna-se o pai e o pai torna-se o filho. Assim como nós e teus avós, nutres pelos esportes o gosto dos vencedores. O podium te é familiar.

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Neste dia tão especial para nós, relembro-te às palavras que um dia registrei para ti:

“Levas o nome do teu pai, mas tens contigo tudo o que de melhor vem de mim e também da tua mãe.
És um filho que enche a todos de orgulho, seja com tua postura escolar, seja no teu dia a dia, vencendo dificuldades e superando desafios com o mesmo sorriso nos lábios de quem torna o difícil tão fácil.
A você, Sérgio Murilo Filho, todas as bênçãos de Deus. Que ele te faça a cada dia mais forte e determinado. Te dê um futuro brilhante e que nunca te falte disposição para estudar e trabalhar.
Vida longa e próspera meu fifilho.
Um futuro glorioso será o seu. Você o conquistará com sua firmeza de caráter e com a garra que você traz dentro de si.”

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Lança teus belos olhos sobre o futuro que Deus te reserva. Caminha com garra, luta com a bravura dos conquistadores e segura firme as oportunidades que surgirem. Só não esqueça de agir com amor, na mesma intensidade com que te amamos.

Feliz aniversário campeão. Parabéns pelo teu dia, filho lindo.

O maior professor de geografia do Maranhão

Eu tive excelentes professores ao longo da minha vida. Contudo, não tenho receio em afirmar que, de Geografia, indiscutivelmente, o maior foi Afrânio Weber Filho. Um professor fantástico e um grande amigo. Por várias vezes afirmei em meus escritos aqui e no Facebook que devo a ele e sua revisão aprovação  (feita sempre na véspera da prova, juntamente com Jesus Carvalho de História e Oduvaldo de OSPB) o fato de ter passado no vestibular de Direito na Universidade Federal do Maranhão. 

Afrânio foi meu professor por muitos anos e seus ensinamentos extraídos de muito estudo e dedicação, além das incontáveis viagens que fez pelo mundo para conhecer, de perto, aquilo que lecionava, povoam minha vida até hoje e me garantem, vez por outra, auxiliar meus filhos em seu aprendizado. Não por acaso, a foto que ilustra este texto é de uma dessas viagens, mais precisamente ao Rio São Francisco. 

Recentemente, soube de uma grande vitória obtida por ele e tive a oportunidade de lhe apresentar felicitações no Facebook. Depois de tanto tempo ajudando a formar academicamente milhares de maranhenses, ele finalmente concluiu o curso de Geografia. Felizes aqueles que podem ter a honra de tê-lo com professor.

Hoje nos falamos pelo Facebook quando eu reconheci que errei ao afirmar que achava que Atins e Caburé integrariam o território de Paulino Neves. Ambos, na verdade, pertencem ao Município de Barreirinhas. Dá nossa conversa surgiu a notícia de que os vídeos que ele vem postando naquela rede social integram um novo projeto que ele está desenvolvendo. Depois de tanto tempo Afrânio Weber Filho se reinventa e nos brinda com um canal no youtube. Parabéns para ele pela iniciativa e para nós que nos transportamos outra vez para a sala de aula e nos deleitamos com seus ensinamentos.

https://www.youtube.com/channel/UCUTUtyS_OXmAcDoFLe5MoAw

Para todos, sugiro acessar o link que aqui posto e oriento a se inscreverem no canal. Vocês só terão a ganhar. São vários vídeos abordando os mais variados assuntos em “professor Afrânio Weber opina”.

Professor, muito obrigado por tudo. Continue grande como sempre foi.

Aonde foi parar meu carnaval?

Ainda menino, meus pais levavam os filhos e primos para acompanhar o carnaval de rua na praça João Lisboa. Ali sentávamos no meio-fio para aguardar os blocos que vinham da Rua do Sol. Lembro como se fosse hoje dos fofões que traziam bonecas nas mãos e simulavam trocá-las por alguns trocados. Durante o dia ficávamos nos bairros fazendo blocos de sujo e brincando com as bombas d’água que fazíamos com canos velhos, cabos de vassoura cortados e uma rodela de havaiana presa na ponta para dar pressão a água. Belas lembranças de um carnaval distante.

Passado um tempo, já na adolescência, lembro do carnaval nos clubes. Brinquei muito no Casino, Litero e Jaguarema ao som de bandas como Nonato e seu Conjunto e os fantoches. Ninguém ficava parado quando os primeiros acordes dos metais ecoavam nos salões. No fim da noite, exauridos e famintos, nos dirigiamos à Rodoviária velha que ficava próximo da rampa de acesso a avenida quarto centenário de hoje para nos deliciarmos com o bom e velho mocotó das lanchonetes. Ainda consegui levar minha filha Vanessa na vesperal do Litero. Éramos três gerações de foliões (meus pais, eu e minha mulher e nossa filha), atendidos pelo garçom Policarpo, juntos vivendo os últimos momentos de um passado que hoje só vive em nossas recordações. Pouco tempo depois o Litero fechou as portas e virou ruinas, mesmo destino que coube ao lindo Jaguarema de tantas noites esportivas.

 

 

 

Com o fim do carnaval de clubes, voltamos todos ao tradicional carnaval de rua. Da Madre Deus, reduto de bambas à Rua do Passeio e de São Pantaleão, passando pela Praça Deodoro, multidões se acotovelavam para ver, ouvir e brincar ao som de blocos como esbandalhada, jegue folia, vagabundos do jegue, cordão do ponto com, siri com câimbra, e tantos outros, além dos blocos tradicionais como Os Foliões e Príncipes de Roma que se apresentavam também na avenida juntamente com as escolas de samba, destacando-se a rivalidade de anos entre Flor do Samba, Turma do Quinto, Favela do Samba e Unidos de Fátima. Nosso point era na casa da avó do meu amigo Lino Osvaldo, próximo do antigo Colégio Dom Bosco. Os fofões foram acusados de serem usados para a prática de furto e por um tempo foram proibidos. Uma pena. A roda do tempo girou outra vez.

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Já fazia um bom tempo que eu não saia de casa para ver o carnaval. Hoje fui, de carona, almoçar na casa de uma amiga querida e de lá, sem que ninguém aceitasse me levar em casa, fui levado a conhecer o carnaval do circuito Beira-mar e ver a grande atração do dia, a cantora Elza Soares. Sempre acompanhei seu trabalho, mais pela curiosidade de ter sido casada com o gênio do futebol Mané Garrincha do que propriamente pelo seu repertório ou seus pendores vocais. Sem escolha, fui. Paramos em frente do Hospital Dutra, passamos pela praça Gonçalves Dias e chegamos à Beira-mar, em frente ao Dnit, pela Praça Maria Aragão. Uma pernada porque o acesso pela ponte José Sarney estava proibido. Passamos por um mar de gente entre três palcos aonde se revezavam atrações musicais que produziam algo próximo de músicas carnavalescas. Quantas pessoas estavam ali por pura falta de opção! Ao chegarmos em frente ao antigo Casino Maranhense, local destinado à apresentação da Elza Soares tive uma certeza inarredável: nosso carnaval agoniza na mesma proporção da carreira da artista que, se um dia foi grande, hoje não passa de um reflexo distorcido refletido em um espelho quebrado. Sequer se apresentava sobre as próprias pernas. A voz forte e rouca de outrora era um sem rítmo de quem, com dificuldade, acompanhava a letra da música no teleprompter. No ar, o odor forte da maconha que queimava fácil sem que os usuários fossem abordados pelos poucos policiais presentes. Rapazes se beijavam abertamente protegidos pela modernidade dos tempos de homo presença liberada.

 

 

 

Não aguardamos sequer a quinta música. Resolvemos atravessar a Ponte José Sarney com destino ao bairro do São Francisco para conseguir um transporte que nos levasse de volta para casa.  A proporção que nos distanciávamos da Beira-mar, lembrei de Lot deixando Sodoma, a cidade do pecado, que logo depois seria riscada do mapa juntamente com Gomorra. Os comunistas acabaram com o carnaval de São Luís.

Enquanto atravessávamos a Ponte eu fiz esse vídeo. No peito a dor de ver o que fizeram conosco. Na mente a esperança de que dias melhores virão.

Aonde foi parar meu carnaval? Ficou no passado. Dele restaram as lembranças e a esperança de que em 2019 possamos estar trazendo ele de volta outra vez. Alguém poderia perguntar: Alcione não se apresentou no Carnaval de São Luís? Respondo: não. Alguém deve ter achado que Elza Soares, Pinduca, Gaby Amarantos, Péricles, Fundo de Quintal e Maria Gadu representam melhor o carnaval maranhense e nossa cultura. Quanta sensibilidade!

 

Quando o melhor não vence

Acredito que minha paixão e de incontáveis brasileiros pelo futebol americano esteja diretamente ligada às transmissões históricas que Luciano do Vale fazia pela Rede Bandeirantes nos tempos áureos do San Francisco 49rs de Joe Montana. Não tínhamos TV a cabo e a ESPN era uma realidade distante. Passados tantos anos, eis que me vi hoje, outra vez, com os olhos grudados na telinha para acompanhar a final do Super Bowl. Em campo Philadelphia Eagles x New England Patriots.

Não tenho como negar que sou Patriots desde criancinha, Hehehe (sou fruto do fenômeno de torcer por quem você viu ganhar mais em sua formação sobre o esporte). Talvez torça também pelo fato do Tom Brady ser o maior quaterback da história ou por ser casado com a Gisele Bündchen, o que o aproxima do Brasil. Por uma coisa ou outra acompanho com entusiasmo a campanha dessa franquia recordista de vitórias. São o que tem de melhor a algum tempo, sem dúvida. Contudo, tal qual no soccer ou no nosso futebol, nem sempre o melhor vence.

Em que pese tenha realizado a segunda melhor campanha em jardas da história da franquia (jardas são os metros em que é computada a tomada de territórios do jogo), o Patriots foi derrotado por 41 x 33. Parece muito, mas pra realidade do jogo não é. Um novo touchdown e uma jogada extra que não o tiro livre direto que dá somente mais um ponto poderia ter dado um resultado diferente à partida. Alguém poderia dizer que fiquei triste com a derrota, mas não seria verdade. Como desportista que sempre fui nunca fiquei assim por uma derrota lutada, vendida caro. Derrota que entristece é aquela sem luta. Não foi o caso. Como sempre digo, a César o que é de César. O Philadelphia Eagles mereceu a vitória e o Patriots a derrota. Por mais que o ataque funcionasse a defesa entregava o ouro e não por acaso em uma falha de proteção dela Tom Brady perdeu a bola em um momento chave do jogo.

Quem acompanhou o campeonato deste ano pode observar a consistência com que se apresentou o Philadelphia. Foi uma equipe aguerrida que só chegou à final com a marca de zebra por não ter podido contar na reta final com seu quarterback titular. Mesmo assim foi lá e venceu, desta feita sob a batuta de Nick Foles, o qual não somente foi brilhante na condução da equipe. Foi tão cirúrgico em sua participação que se tornou o MVP (melhor jogador) da partida. Uma honra para poucos. Não tive como não recordar meu próprio passado.

Em 1985 eu disputei pela primeira vez os Jogos Escolares Maranhenses na modalidade de Futebol de Salão. Arrebentei. Fui convocado para a Seleção Maranhense de 1986 para ser o titular da equipe, palavras do próprio treinador, professor Roberto Brito. Adoeci duas semanas antes do embarque para o Espírito Santo, Estado que sediaria os Jogos Escolares Brasileiros daquele ano. Nossa equipe, que era estrutura em mim no gol, meu amigo/irmão e parceiro de todas as horas Marlos Lamar numa ala, Alan Neto de fixo, Goiabeira na outra ala e Elson revezando com George no pivô não pode contar comigo. Coube ao meu substituto Nelson o protagonismo dos jogos. O Maranhão foi campeão brasileiro estudantil de futsal e Nelson o melhor goleiro estudantil daquele ano. No ano seguinte, 1987, tinhamos um time fantástico. Se Alan, Goiabeira, Elson e Geoge ficaram de fora pela idade, tinhamos Aldo, Jupira e o mago Denilson para substitui-los. Um conjunto espetacular. Machuquei no mesmo dia em que chegamos a Campo Grande, capital do Estado do Mato Grosso do Sul, sede dos jogos. A duras penas me recuperei de uma entorse de tornozelo para poder competir (um dia escreverei a respeito, haja vista ter sido, segundo dizem, uma recuperação impossível, exemplo de superação). Dos 7 (sete) jogos participei apenas de quatro e no quarto me machuquei pela última e definitivamente vez naquele torneio. Não fomos campeões, mas meu esforço, superação e lágrimas me garantiram ser, ainda assim, o melhor do torneio. Ironia do destino: tive a chance de ser por duas vezes o melhor goleiro do Brasil. Fui apenas uma e sem ser campeão. Até hoje acredito que a contusão ocorrida ainda no primeiro tempo nos tirou a vitória. Uma pena.

Tal qual em 1987 e logicamente guardadas as devidas proporções, hoje o melhor não venceu ou talvez o melhor de hoje tenha sido o Philadelphia Eagles e Nick Foles, o improvável quarterback que saiu do banco para se tornar o MVP do jogo.

De uma forma ou de outra, a história reserva para o New England Patriots de Rob Gronkowski e Danny Amendola o reconhecimento de melhor equipe da década e a Tom Brady o registro de ser, mesmo na derrota, o maior quarterback da história, um extraterrestre do nível de Jordan, Phelps, Federer ou quiçá de Pelé (pode parecer heresia mas seus números são igualmente espetaculares).

Como diz a máxima do nosso futebol (soccer para eles), nem sempre o melhor ganha e isso são coisas do futebol.

Ano que vem será diferente. Go patriots. 

O que o futuro reserva para Lula?

Confesso que relutei muito em fazer essas considerações, haja vista ser o personagem principal o político mais carismático da nossa recente história política. Contudo, em que pese os grandes avanços sociais e econômicos alcançados sob sua batuta, a corrupção galopante que gravitou em torno dele, com ou sem o seu consentimento  (fica cada vez mais difícil acreditar na segunda opção), até aqui descoberta, mancha sua biografia e descortina um futuro que ninguém, em sã consciência, poderia imaginar. Aliás, nem em seus piores pesadelos poderia ele mesmo acreditar que o garoto humilde ou o metalúrgico que se tornou Presidente poderia ser condenado criminalmente e pudesse passar longos anos preso em regime fechado.

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Sérgio Moro ao lado do Brasil

Coube ao Juiz Sérgio Moro  (abro parêntese para registra que sou contra suas práticas de condução processual e a forma como afasta os comandos constitucionais na aplicação do direito) apreciar conjuntamente as provas produzidas para concluir pela prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro corporificadas no triplex do Guarujá que ele teria recebido da Construtora OAS, como propina, por dar as condições às construtoras amigas de alcançar os excessivos ganhos através da Petrobrás e manter os elementos necessários à continuidade das operações mesmo fora da Presidência. Condenou-lhe a 9 anos e 6 meses de reclusão. 

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Em sede recursal, coube aos Desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus analisarem pontualmente cada elemento dos autos para concluir que mesmo o imóvel não estando em nome de Lula o apartamento era dele de fato, tendo sido a ele destinado em decorrencia da criação e manutenção da estrutura de corrupção instalada na Petrobrás para beneficiar construtoras e partidos políticos. Aos documentos produzidos foram somados vários depoimentos e se completaram para chegar à conclusão pela culpabilidade. Crime praticado, autoria definida e pena majorada pelo relator para 12 anos e 1 mês em regime fechado. Os demais Desembargadores constataram a contundência das provas e seguiram a dosimetria e a pena aplicada pelo relator  (depois apareceu um cidadão metido a conhecedor do direito e professor até do criador para dizer que os votos foram combinados. Me compre um bode. Perdeu excelente e nova oportunidade para ficar calado).

E agora? O que o futuro reserva para o popular ex-Presidente? Esclareço.

No âmbito do TRF da 4. Região ele pode embargar de declaração, o qual deverá ser conhecido porém improvido, haja vista a qualidade dos votos dos Desembargadores. Poderá recorrer então ao Superior Tribunal de Justiça e depois ao Supremo Tribunal Federal para tentar reformar a decisão. Longas batalhas judiciais lhe aguardam nesses Tribunais em busca de provar sua inocência.

Uma vez julgado os embargos de declaração e se acaso improvido tal recurso, Lula será encaminhado para a prisão para cumprimento de sua pena e isto porque o Supremo Tribunal Federal passou a entender de uns tempos pra cá que após encerrada a jurisdição de segundo grau, uma vez condenado à prisão deve ser a ela recolhido imediatamente (sempre fui crítico dessa decisão uma vez que a Constituição prevê que ninguém será preso antes de sentença penal condenatória transitada em julgado). Contudo, recentemente alguns Ministros do Supremo acenaram com o arrependimento quanto à defesa dessa tese, o que leva a crer que essa orientação será revista. Se isto ocorrer Lula não deverá ser recolhido à prisão após os embargos, permanecendo solto até o trânsito em julgado da decisão.

Por outro lado, logo após o encerramento do julgamento, o PT se apressou em anunciar que Lula será candidato a Presidente da República nas próximas eleições. Pergunta-se: ele pode ser candidato mesmo condenado? Esclareço.

Lula pode ser escolhido em convenção e pedir o registro de sua candidatura. O Ministério Público Eleitoral e os demais partidos e/ou coligações irão impugnar o pedido de registro com base na lei complementar 135/2010 (a lei da ficha limpa), a qual prevê que os condenados por órgão judicial colegiado são inelegíveis. Nessa hipótese, o registro tende a ser indeferido. Ele provavelmente tentará concorrer sub judici fazendo uso de recurso após recurso, mantendo assim a esperança de reverter a condenação. Isso, contudo, trará grande instabilidade política ao País e provavelmente não levará a lugar nenhum.

Triste fim de uma brilhante carreira política. Tal qual a foto em destaque no início desse texto, Lula parece ter esquecido de onde veio e aonde chegou. O popular Presidente parece que definitivamente privilegia seu interesse pessoal e se posiciona de costas para o Brasil.

O que o futuro reserva para Lula? Tempestades trovejantes ou, mais claramente, grandes disputas judiciais e, quem sabe, uma visão do sol nascendo quadrado. Seria deprimente vê-lo assim.

Lula seria um novo Al Capone?

O dia 24 de janeiro de 2018 poderá entrar para a história como o dia em que um Presidente da República Federativa do Brasil, pela primeira vez, teve contra si uma sentença condenatória confirmada em segunda instância. Se isso se acontecer, as consequências serão inúmeras. As razões e a forma, contudo, guarda similitude com um outro rumoroso processo, qual seja aquele que culminou com a condenação do gângster italo-americano Al Capone.

Segundo registrado na história (dados colhidos na Wikipédia), Alphonse Gabriel “Al” Capone (Nova Iorque, 17 de janeiro de 1899 — Palm Beach, 25 de janeiro de 1947) foi um gângster ítalo-americano que liderou um grupo criminoso dedicado ao contrabando e venda de bebidas entre outras atividades ilegais, durante a Lei Seca que vigorou nos Estados Unidos nas décadas de 20 e 30. Co-fundador do Chicago Outfit (que no seu tempo, foi o maior expoente da máfia americana no meio-oeste dos Estados Unidos), é considerado por muitos como o maior gângster da história americana. Al era conhecido no seu círculo íntimo pelo apelido de Scarface (“Cara de Cicatriz”), devido a uma cicatriz em seu rosto, que obteve em uma briga na adolescência. Aos 26 anos mostrava-se um homem sem escrúpulos, frio e violento. Em 1929 foi nomeado o homem mais importante do ano, junto com personalidades da importância do físico Albert Einstein e do líder pacifista Mahatma Gandhi. Capone controlava informantes, pontos de apostas, casas de jogo, bordéis, bancas de apostas em corridas de cavalos, clubes noturnos, destilarias e cervejarias. Chegou a faturar 100 milhões de dólares norte-americanos por ano, durante a Lei Seca, tendo sido um dos que mais a desrespeitaram. Acabou contraindo sífilis, o que o obrigava a tomar remédios fortes. Em 1931, foi condenado pela justiça americana por sonegação de impostos, com onze anos de prisão sem condicional, sendo enviado para uma prisão em Atlanta e em 1934 a Alcatraz. Ele contraíu sífilis, tuberculose e apresentava traços de distúrbios mentais. Sua pena foi revisada em 1939 em decorrência de seu estado de saúde, sendo solto e indo morar na Flórida. Capone morreu, por fim, em 1947 em sua residência em Palm Beach por conta da doença, mas seu corpo foi sepultado em Chicago.

Tal qual Capone, Lula foi processado e condenado por elemento periférico. 

Em que pese a enorme popularidade de Luis Inácio Lula da Silva, decorrente em grande parte dos resultados obtidos pelos programas sociais dos seus dois Governos, a corrupção desenfreada envolvendo pessoas próximas a ele e de grande influência em seu partido sempre deixavam a imagem de que tudo estava acontecendo sob o seu comando, entretanto nada era comprovado e ele nunca sabia de nada. Assim como Al Capone não foi condenado pelos assassinatos que comandou, nem pela exploração do jogo ou da prostituição, mas sim por sonegação fiscal, Lula não foi condenado diretamente pelas incontáveis denúncias de corrupção apontadas nos Governos do seu partido, mas pela corrupção passiva e lavagem de dinheiro corporificada no recebimento de um apartamento triplex no Guarujá. Data venia daqueles que entendem de forma diferente, o voto do Relator Desembargador Federal João Pedro Gebran Neto, rico em análise sobre a prova produzida nos autos, registra que realmente o apartamento estava destinado ao ex-Presidente, dado (porque não houve pagamento) pela OAS, mobiliado, em agradecimento pelos esquemas dos quais fora beneficiária a construtora e suas parceiras, consoante amplamente divulgado pela imprensa. Uma pena tudo isso. Não se sabe ainda se os demais Desembargadores seguirão o relator confirmando a sentença do Juiz Sérgio Moro, mas já se torna difícil dizer que nada existiu. O Relator aumentou a pena de Lula para 12 anos e 1 mês.

Sendo confirmada a sentença, a principal consequência é a inelegibilidade do ex-Presidente Lula, haja vista disposição expressa da Lei Complementar 135/2010, a conhecida Lei da Ficha Limpa, coincidentemente por ele sancionada, a qual considera inelegível o condenado por órgão judicial colegiado. Ironia do destino.

Se estamos diante do triste fim para um ícone ou do surgimento de um mito somente o futuro poderá dizer. 

Acabou o mundialito no Maranhão Horse Season

Desde a semana passada eu aguardo uma posição, pelo menos uma nota que fosse do atual desgoverno do Maranhão registrando que estava acontecendo no Município da Raposa, grande São Luís, o Maranhão Horse Season e nele o mundialito de três tambores, talvez o maior evento de esporte equestre do Norte/Nordeste, quiçá o maior do Brasil. Afinal, são duas semanas de competição promovidas pelo esforço pessoal de um abnegado esportista, o senhor Luis Almeida, proprietário do Haras 4 Irmãos. Duas semanas de competição diária iniciadas no dia 11/01 e que finalizará em 21/01, das quais estão participando representantes de haras do Maranhão, Pará, Tocantins, Bahia e São Paulo. Na programação, além do leilão do haras 4 Irmãos e da clínica de três tambores ministrada pelo recordista mundial da modalidade, Evelino Rocha, inúmeras competições de três tambores e ranch sorting (modalidade de apartação de bovinos). Destaque para o Mundialito de três tambores vencido pela equipe da Alemanha (primeira vez que uma equipe brasileira não ganha). Na abertura do evento, não compareceu um único representante do Governo do Estado e nem mesmo a Prefeita da Raposa esteve lá, preferindo ser representada pelo Vice-Prefeito. Uma pena. Deixou de prestigiar e de dar o devido apoio  ao maior evento do seu Município.

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Com efeito, o Mundialito consiste em uma competição de tiro curto em que por três dias as equipes convidadas montam cavalos que nunca montaram, sem esporas ou chicotes, tentando obter o menor tempo no somatório dos três dias, descartada a pior apresentação.

Neste ano, foram representados no evento o Brasil, defendido pela dupla Evelino Rocha (detentor do menor tempo mundial na modalidade) e Rogério Romualdo; pela Itália defendida Chiara Galioti e Waldir Ferreira; pela Alemanha representada por Petit Herweg e Ricardo Dieter e pelos Estados Unidos cuja equipe foi formada pela Mac10 e a Ashton Padon.

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Pois bem. Após três dias de apertada competição, sagrou-se vitoriosa, pelo somatório dos tempos, a equipe da Alemanha. Tal Vitória só foi possível graças a uma virada espetacular de mesa promovida pela dupla Petit/Dieter, onde Petit contribuiu com uma passada cadenciada em função do que lhe propiciava sua montaria e o Ricardo Dieter voou baixo no garanhão Westwind Upperclass (foto destaque com a competidora Vanessa Carolina), conseguindo o melhor tempo da competição na casa de 15.800″, mesmo estando contundido. Registre-se que esse cavalo já teria feito o segundo melhor tempo do mundialito, 16.134, se a representante da Itália não tivesse sido penalizada com 10 segundos por ter derrubado dois tambores. Infelizmente, no galope da vitória, não prestigiaram esforço e o resultado do animal, deixando de apresentá-lo na comemoração da vitória. Uma pena. O mínimo que se esperava era o animal ser aplaudido pelo seu grande feito.

De parabéns a equipe do Centro de Treinamento André Lopes, de Paço do Lumiar, responsável atualmente pelo treinamento do cavalo. O Westwind Upperclass foi o segundo melhor cavalo do Mundialito de 2017 (o cavalo Billy Colby Dee, treinado pelo CT André Lopes, fez os dois menores tempos da competição, cabendo ao Westwind o terceiro melhor tempo) e agora em 2018 se torna o melhor cavalo do Mundialito com apenas 6 anos e 4 meses. Fruto de muito trabalho, o CT André Lopes se consolida como o melhor centro de treinamento equestre do Maranhão, uma verdadeira fábrica de campeões, que inclusive neste Maranhão Horse Season credenciou a amazona Lívia Cortez a disputar, com tudo pago, uma competição em São Paulo montando o garanhão Zico Boy Agae.

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André Lopes (de preto) e Evelino Rocha

De triste fica o registro do descaso dos Governos do Estado e do Município da Raposa que não prestigiaram como deveriam esse maravilhoso evento.

Parabéns a todos que de alguma forma contribuiram para o sucesso desse evento espetacular. Parabéns ao organizador Luis Almeida, parabéns aos vitoriosos do Mundialito, a equipe da Alemanha formada por Petit e Dieter, a equipe dos Estados Unidos formada por Mac10 e Ashton Padon (reservadas campeãs), parabéns ao CT André Lopes e parabéns ao garanhão Westwind Upperclass, um animal espetacular.

Ela está voltando

Desde 20 de dezembro próximo passado que não tenho tido grandes motivos para sorrir, sendo exceção as boas notas dos meus filhos, as festas de fim de ano e a recente inauguração do segundo trecho duplicado da BR 135, quando o Senador João Alberto disse boas verdades ao atual ocupante dos Leões. Hoje, contudo, foi diferente. Hoje voltei a sorrir.

Pela primeira vez desde dezembro tive um dia sem dores; fui incluído em um grupo de Whatsapp destinado a rediscutir a OAB; levei um grupo de amigos de Bom Jesus das Selvas para conversar com a Governadora Roseana Sarney e, por fim, fui acompanhar o início do mundialito de 3 tambores no haras 4 Irmãos na Raposa, município da grande ilha de São Luís. Não sei em qual me senti melhor. É claro que o controle da diverticulite é animador, mas fazer politica com amigos é fora de série. No que concerne à OAB estou convicto de que é necessário uma grande reflexão a respeito e o grupo Repense deu um bom pontapé inicial. Sobre o mundialito, my friend americana Mac10 esteve muito bem montando o garanhão golden palomino Westwind Upperclass. Foi show. De parabéns Luiz Almeida do haras 4 Irmãos pelo excelente mundialito que está sendo realizado dentro do Maranhão horse seson. De parabéns o professor André e sua equipe do CT André Lopes pelo belo treinamento que tem dado ao lindo cavalo.

No que concerne, contudo, à visita feita a Roseana, ela deu a todos a certeza de que é pré candidata e, para mim, será a próxima Governadora. Simpática como sempre, ela afirmou amar o Maranhão e que vai este ano em Bom Jesus das Selvas e região. Ela está voltando. A casa estava tão cheia que levamos 3 horas para falar com ela. Uma verdadeira romaria de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças querendo estar com ela. Lindo de se ver. Ela contou tudo o quanto fez por Bom Jesus das Selvas e municípios próximos e falou sobre as lideranças com as quais conviveu. Fiquei feliz em rever a esperança outra vez nos olhos do meu povo. Chega de opressão.

De todos os quadrantes do Maranhão os líderes políticos vem trazer a mensagem do povo: querem ela lá de novo e querem Lobão e Sarney Filho no Senado. Agradecida, ela mostra tudo o que já fez pelo Maranhão e o que ainda é possível fazer. Sim, o Maranhense voltará a sorrir. Ela estará outra vez com eles e eles com ela. De tudo só tenho uma certeza: papada de porca vai ter muitas noites em claro a partir de hoje. Como sou bonzinho, deixo pra ele um vídeo sobre a relação de amor entre uma grande mulher e aqueles que ela protege. Olha ela ai de novo, sempre nos braços do povo, o Maranhense não se engana, ele sabe que o seu futuro está nas mãos de Roseana. Lembra bem, papada. Não esquece. De hoje em diante fica sabendo, sendo Ana, Juliana ou Roseana, o Maranhão só quer essa mulher:

Mentira tem perna curta. Kiuuuuu!!!!

Confesso que não tenho tido muita disposição para escrever. Creio mesmo que esteja um tanto quanto depressivo pelas limitações impostas pela diverticulite. Contudo, devido ao episódio ocorrido na inauguração do segundo trecho duplicado da BR 135 (segundo porque o primeiro foi feito pela Governadora Roseana Sarney do Km 0 até a ponte do Estreito dos Mosquitos), não tive como não fazer este registro. Afinal, não é todo dia que um governador de Estado (sim, em letra minúscula como minúsculo é o seu governo) é desmascarado em público e chamado de mentiroso e vagabundo por um Senador da República. De parabéns o Senador João Alberto. Ninguém aguenta mais o falatório e a propaganda enganosa desse desgoverno.

Ao afirmar o governador que “rompemos aqui o ciclo da falta de estradas, da falta de políticas sociais, da falta de escolas”, este foi imediatamente Interrompido pelo Senador João Alberto, o qual, do alto de sua respeitabilidade incontestável, afirmou que o governador estava mentindo e foi além, disse “é mentiroso e vagabundo “, consoante amplamente divulgado pela imprensa. Kiuuuu!!!! Hehehe. Esqueceram de avisar pro papada de porca que a propaganda de rádio, televisão e internet não permite desmentidos de corpo presente, mas discurso sim, ainda mais quando no palanque está um homem cuja coragem lhe valeu mais que um apelido, uma marca de seriedade de propósito e de agir. Lembrei imediatamente da música de João do Vale:

“Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará

 Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará”
Eu diria hoje: 
Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião,
é político de força lá do Maranhão, não se dobra nem se rende frente ao falastrão
Carcará é João Alberto, Senador que orgulha o seu povão.
Dizer que rompeu com o ciclo de falta de estradas, de políticas sociais e falta de escolas soa no mínimo ridículo. As estradas do Maranhão ou foram feitas pelo Governo Federal ou pelo grupo Sarney a partir de 1965. Antes de José Sarney governar o Maranhão tinhamos 13 quilômetros de estradas asfaltadas e nem mesmo a BR 135 tinha asfalto. O asfaltamento feito nos últimos três anos vem do projeto de asfaltamento planejado por Roseana e que culminou com o empréstimo do BNDES que esse senhor tanto criticou e que hoje usa a 3 x 4. O asfalto de hoje só chega nos municípios aliados e mesmo assim se o prefeito arcar com o meio fio e a sarjeta.
As escolas são as feitas pelo Estado a partir do Governo José Sarney que criou o programa “uma sala por dia, uma escola por mês, uma faculdade por ano”. Ele modificou o conceito sobre educação e as que não foram feitas por ele, o foram pelo Governo Federal. As escolas reformadas nos três últimos anos são escolas, algumas ainda de taipa, municipais, tanto que só as faz aonde os prefeitos não fizeram com recursos do FUNDEB.
Quem diz o que quer ouve o que não quer. O cidadão era aplaudido pelo cordão dos puxa-sacos quando falava em frente a dois ex-Governadores desmerecendo seus mandatos e ainda vem falar que rompeu com a falta de educação. Recebeu a devida reprimenda. Pior, virou meme. Só se escuta o famoso: “eu, eu eu, papada se …”.
Hehehe.
Aprenda, cidadão: mentira tem perna curta. Kiuuuu!!!!
Carcará, pega, mata e come.

O silêncio da partida

O ano de 2018 não começa bem no que tange ao elemento vida. Pessoas que em algum momento cruzaram meu caminho seguem agora para outro plano deixando aqui o silêncio de sua partida e a dor da saudade junto aos seus entes queridos.

Logo no dia 1 de Janeiro faleceu o Deputado Estadual e Ex-Prefeito de Caxias Humberto Coutinho. Tempos atrás ele precisou da minha ajuda. Um amigo querido intercedeu por ele. Eu lhe estendi a mão. Ele nunca me agradeceu, mas mesmo assim senti sua partida. Acho que não tenho sorte com os políticos de Caxias. Ainda tenho esperança em Paulo Marinho. Ele esteve em minha casa um pouco antes das eleições para Prefeito e me pôs ao telefone com um cidadão que me garantiu que o que o Paulo contratasse estava contratado. Ainda espero o  cumprimento da palavra empenhada.

Ontem partiu também a senhora Linda Araujo, tia da minha esposa e mãe da prima Simone Araujo. Dela guardo a recordação do quanto fui bem recebido por ela quando estive em Recife pela primeira vez. Uma perda muito sentida por todos que a conheceram.

Também no primeiro dia do ano faleceu Jorge Cunha, Vereador e ex-Presidente da Câmara de Apicum-açu, irmão do Prefeito Cláudio Cunha. Foi assassinado por ter se recusado a dar R$ 2,00 (dois) reais para um cidadão. Fica do seu passamento a reflexão de que até para se negar a dar dinheiro é preciso ter cuidado. O ajudei em um momento de minha vida. Ao seu irmão em vários outros. Da minha boa acolhida restou a ingratidão e a falsa consideração.

Por fim, na data de hoje faleceu, vítima de infarto, o professor de handebol José Pinheiro Silva, ex-coordenador de esportes do Colégio Dom Bosco e Presidente da Federação desse esporte. Lembro com carinho dele. Substituiu Álvaro Perdigão na coordenadoria do Dom Bosco e com ele tive uma respeitosa convivência. Ele acompanhou de perto minhas conquistas no esporte. Também esteve comigo no meu momento mais difícil que foi nas minhas contusões durante os jogos estudantis brasileiros-JEBS, de 1987. Ele dizia que nunca tinha visto um atleta sofrer tanto para se recuperar de uma contusão e disputar um torneio quanto eu sofri e lamentou profundamente a contusão final que me tirou dos jogos após a quarta partida.

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Pinheiro deixa um enorme legado para o handebol maranhense. Descobriu inúmeros atletas e lapidou outros. Por suas mãos passaram craques que integraram a Seleção Brasileira tanto masculina quanto feminina. Passávamos anos sem nos ver, mas o respeito mútuo se mantinha mesmo assim. Ele esteve conosco na festa do jubileu de ouro do Dom Bosco e acompanhou o jogo que promovemos para relembrar nosso bicampeonato. Ano passado nos reencontramos no aeroporto. Conversamos longamente, relembramos amigos comuns e grandes momentos do desporto maranhense. Guardarei comigo essas boas lembranças. Por hora, fica o silêncio da partida.

Que todos descansem em paz. 

Ano novo, vida nova

Chegamos finalmente ao último dia de 2017. No primeiro minuto após as 24h de hoje tudo ficará no passado e um novo ano começará. Ainda bem. As coisas negativas foram inúmeras, muita decepção com o ser humano; muita traição por parte de quem foi ajudado; muitas doenças pessoais, de familiares e de amigos queridos; muito trabalho sendo tomado à custa do vil metal. No plano macro vimos nosso povo massacrado, aumento de impostos, saúde precária, educação de péssima qualidade e desesperança. Sobrando, apenas uma propaganda absurda, caríssima, voltada para difundir uma imagem de prosperidade inexistente. Vai embora, 2017. Pelo menos em mim não deixarás saudade.

2018 nasce com um sentimento de esperança batendo no peito. Espero realização profissional, saúde, paz e amor para todos que me cercam e para meu povo a concretização da esperança por dias melhores. Não queremos mais um governo de fantasia; não queremos nosso povo sem atendimento médico de qualidade; chega de desgoverno, chega dos altos impostos que massacram os comerciantes; chega de não pagamento de fornecedores por que quem não recebe não pode empregar; chega de médicos sem estrutura de trabalho e sem motivação graças aos salários atrasados; chega de insegurança; chega de estradas esburacadas e intrafegáveis; chega das obras que se arrastam por anos a fio sem conclusão; chega de justificar a incompetência com desculpas esfarrapadas de que a culpa é do governo passado. Já não queremos mais do mesmo.

O ano que iniciará daqui a pouco traz consigo a marca da escolha. Escolheremos ficar com a opressão disfarçada na propaganda enganosa ou daremos oportunidade à esperança? Prefiro acreditar na segunda opção. O comunismo fracassou em todo o mundo e aqui não foi diferente. Chega de discurso vazio, demagogo e enganador.

Ano novo, vida nova e novo governo. Muita paz, amor, segurança, saúde, educação e prosperidade. Que 2018 seja muito melhor e que nossos sonhos se realizem.

Feliz 2018.

Alcoolismo, depressão e outras moléstias.

Durante muito tempo eu vi, com ressalvas, as cirurgias de redução de estômago, as conhecidas bariátricas, principalmente em função dos desvios de conduta que observava em muitos dos quais se submetiam ao procedimento cirúrgico. De todos, o de maior gravidade, até então, fora um rapaz que morreu antes dos cinqüenta. Ele faleceu de complicações decorrentes de um câncer que surgiu embaixo da área costurada de seu estômago. Antes do surgimento, algo comum a varios operados amigos meus: o consumo exagerado de bebida alcoólica.  

Muito observador que sempre fui, passei a visualizar em todos quanto se submetiam a essas cirurgias, uma constante exacerbação de condutas diferentes da comida, ou seja, se antes as frustrações e anseios eram depositados no consumo de alimentos, após a cirurgia passaram a outros prazeres, seja o cigarro, o consumo de picolés, jogo, gelo, bebidas, dentre outros.

O consumo de gelo já se constatou ser normalmente decorrente de anemia, porém os outros não se conhece (pelo menos eu não conheço) as razões do seu alto consumo. Parece mesmo que já que não podem comer como comiam passam então a descarregar suas frustrações ou ansiedades em outros prazeres, notadamente a bebida. Beber até a última última gota, até a última lata ou garrafa causa grande preocupação e gera instabilidade de mesma monta. Pior de tudo é quando nem quem vive o alcoolismo e nem que lhe cerca consegue visualizar e entender a patologia para impor limites.

De igual forma, a depressão decorrente da cirurgia ou mesmo de surgimento imotivado é outro fator de preocupação. Sabe-se que o ser humano se constrói de um conjunto de condições que lhe propiciam o equilíbrio. A ausência de prazeres, ações ou mesmo o excesso de omissões podem levar a essa patologia. Qualquer gatilho, como por exemplo a anemia, pode se tornar um elemento motivacional. Combater o fato gerador ou coibir certas ações dissimuladas são o caminho para acabar com ela. Deprimido não se sente confortável para levantar da cama ou escovar os dentes, para banhar, se depilar ou trabalhar. Deprimido não quer sair, ir à missa ou visitar amigos, muito menos participar de festas. Deprimido é recluso e anti-social.

Outro fator relevante e que também pode causar preocupação é o pseudo desejo de suicídio decorrente de limitações pessoais ou alimentares. Não tenho o que quero. Posso suicidar. Puro blefe. Safadeza de quem procura se esconder dos problemas buscando piedade alheia. Desvio de formação. No interior tratado a base de taca.

A psicologia e a pedagogia moderna tem criado distorções cada vez mais numerosas. Se diz que não se deve bater pra corrigir. A ausência de autoridade está gerando o parasita social, o vagabundo, o drogado, o ladrão, o assassino, o traficante e o suicida, da mesma forma quanto o estelionatário da patologia, aquele que não tem nada mas que se apresenta como doente para se autoafirmar ou para se esconder da realidade. De um jeito ou de outro se não tiver reação rápida, direta e ostensiva tende a se consolidar.

Contudo, não é nem o alcoolismo, nem a depressão, nem o suicídio de bravata ou qualquer outra moléstia decorrente ou não de cirurgia o mais preocupante. O elemento que mais preocupa é a hipocrisia que norteia o doente e quem gravita em torno dele; aquela que vê o que está acontecendo e nega a realidade. Aquela que recrimina quem tenta freiar. Essa conduta normalmente está na gênesis de tudo. Na criação da falta de um amanhã. É a mãe que quando o filho está em abstinência se compadece e cede um baseado; é  a que dá uma bebida a mais quando deveria coibir; é a que incentiva a muleta do vagabundo pseudo suicida. É a de quem recrimina quem tenta impor o limite.

Querer resolver ou não é uma opção. Responder pelas consequências não é somente um detalhe. Quem planta, colhe. Cada um escolhe o que quer plantar.

P.s.: Alguém poderia perguntar o porque dessa postagem. Respondo: perdi esta semana mais um grande amigo por complicações decorrentes de cirurgia bariátrica. Aguardo esclarecimentos técnicos sobre o assunto.

Um Dourado espetacular

Em novembro de 2000 eu iniciei um novo ciclo profissional quando fui convidado a integrar o prestigiado escritório de advocacia municipalista Sousa & Sousa advogados associados. Meu amigo Lino Osvaldo tinha decidido se submeter ao concurso de Juiz Federal e precisava de alguém que conhecesse de assessoria municipalista para fazer suas vezes a partir de então. Comecava ali em projeto de expansão que culminou com o escritório passando de 7 municípios no inicio de 2001 para 21 no final do ano. Foi nessa época que o conheci.

Uma Secretária e correligionária dele teve um problema jurídico e precisava ser defendida. Ele veio trazer o caso para o escritório. Chegou chegando como era do seu estilo. Era grande, forte, falava e ria alto. Exigentíssimo com a prestação de serviço que recebia. Mostrou a inicial para Dr. Salomão, pai de Lino e foi logo dizendo que queria um craque para defender a causa. Fui chamado para ser apresentado a ele e para tomar pé da situação. Perguntei quando voltaria para seu Município e afirmei que dois dias antes estaria pronto para apresentação, discussão e finalização. Assim foi feito. Ele preferiu levar para ler em casa. Ao terminar a leitura ligou para Dr. Salomão e, empolgado, disse que eu era muito bom e escrevia muito bem. Surgiu a partir desse dia uma relacionamento de confiança, respeito, admiração e lealdade. Ele passou a ser o maior divulgador do meu trabalho.

Pouco tempo depois eu fui pela primeira vez ao seu Município. Cheguei por terra e pude testemunhar sua excelência enquanto gestor logo na divisa entre o município por ele dirigido e o que o antecedia. Sua parte da estrada era um tapete e a outra uma buraqueira só. Ele um homem público probo, o outro sequer se encontram adjetivos para definir. Sua cidade era uma beleza, tinha sua marca em cada esquina, na limpeza das ruas, na qualidade dos prédios, no sorriso do povo que sempre o amou e respeitou, tanto que o elegeu por três vezes para Prefeito. Dizia que dedicava todo o expediente, todo o horário de um servidor público ao seu povo e a sua cidade, mas quando chegava em casa se dedicava apenas a família e a seus amigos. Ele era um homem especial.

Estou longe do Maranhão e a comunicação aqui é dificil. Soube às 2:40 da manhã que meu querido amigo descansou. Lutou por anos a fio pela vida. Mostrou para todos que sempre é possível lutar.

Em 2016, já muito doente, esteve com seu povo em um último evento de campanha, desta feita para ajudar a eleger seu filho André Prefeito de sua amada Carutapera. Venceu mais uma vez.

Hoje todos nós choramos sua partida. No peito a dor da saudade aliada à certeza de que ele cumpriu como poucos o seu grandioso papel. Agora ele segue para auxiliar ao Senhor Deus a edificar um céu melhor.

Descanse em paz meu amigo. Você emprestará seu brilho Dourado para a obra de Deus.

Carutapera jamais esquecerá de Adilson, um Dourado espetacular.

O grande lobo da política nacional

Já não me lembro mais a quanto tempo acompanho sua vitoriosa carreira. Tenho vaga lembrança de quando se elegeu Deputado Federal pela primeira vez e de sua reeleição. Tenho vivo na memória sua primeira eleição para Senador quando se elegeu deixando sem mandato Magno Bacelar e muito mais ainda quando venceu o Senador João Castelo na épica campanha em que se elegeu Governador do Estado após perder o primeiro turno por mais de cem mil votos. De lá pra cá, por sucessivas vezes o vi renovar seu mandato de Senador pelo Maranhão, ao ponto de hoje ser o decano daquela casa legislativa. Contudo, em que pese a boa memória que sempre tive, não conseguiria jamais relembrar todos os feitos de sua vida pública. Para tanto, recorri ao bom e velho google, o qual me brindou com as informações que agora registro para vocês.

Com efeito, em que pese seja graduado em direito, exerceu o jornalismo como atividade principal chegando a colunista político do Correio Braziliense e diretor de jornalismo da Rede Globo. Se elegeu Deputado Federal pelo Maranhão para o período de 1979-83, sendo em seguida reeleito para o período de 1983-87 com estrondosa votação. Em sua passagem pela Câmara dos Deputados, defendeu a integração nacional e a redução das desigualdades sociais e regionais. Em 1986, elegeu-se Senador e, como constituinte, ajudou na elaboração da atual Constituição da República Federativa do Brasil, publicada em 1988. 

Quatro anos após sua eleição para o Senado, interrompeu o mandato de Senador pelo Maranhão ao ser eleito Governador do Estado, cargo que ocupou durante três anos e 19 dias (De janeiro de 1990 a março de 1993). Durante o governo, melhorou todos os indicadores sociais do Estado (a mortalidade infantil, por exemplo, caiu 30%) e realizou o maior programa rodoviário do Estado. Foi dele, também, a construção da Avenida Litorânea, cartão postal da nossa Capital. Deixou o cargo com grande aprovação popular, o que lhe garantiu a eleição para um novo mandato senatorial. Neste, destacou-se na elaboração  da lei de apoio a reestruturação do ajuste fiscal dos estados e conseguiu autorização para que estes pudessem contratar operação de crédito junto ao Governo Federal, destinada a compensar perdas de receita decorrentes da implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. 

Posteriormente, foi eleito vice-Presidente do Senado para o biênio 2001-2002 e presidiu a Casa em 2001. Como presidente do Senado, foi o responsável pela aprovação da emenda constitucional que limitou a edição das Medidas Provisórias pelo Presidente da República. Outro importante projeto votado durante a sua presidência foi a reforma da Lei das Sociedades Anônimas, que beneficiou os acionistas minóritarios. Nas eleições de outubro de 2002, foi reeleito para o terceiro mandato de Senador. Em fevereiro de 2003, quando foi instalada a nova Legislatura, presidiu a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, onde comandou os trabalhos para reforma do judiciário, que culminaram na criação do Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público, além do fortalecimento da Defensoria Pública. No período em que esteve à frente da CCJ, importantes projetos de interesse da sociedade foram deliberados, como as alterações na Lei de Execuções Penais e os projetos de lei dispondo sobre as penalidades para o trabalho escravo; a organização, preparo e emprego das Forças Armadas; o seqüestro relâmpago; Estatuto da Criança e do Adolescente; Código Penal; Código de Processo Penal; Código Civil; Código de Processo Civil; Estatuto do Idoso; e Estatuto do Torcedor. 

Além da CCJ, o  foi o primeiro presidente da Comissão de Fiscalização e Controle. 

Em 21 de janeiro de 2008, a convite do Presidente Lula, e por indicação de seu partido, o PMDB, assumiu o comando do Ministério de Minas e Energia, cargo que exerceu até 31 de março de 2010. Em sua primeira passagem pelo Ministério, fortaleceu a segurança energética, a modicidade tarifária, e a universalização do acesso a energia elétrica. Capitaneou o Programa Luz para Todos atingindo, em 2009, a marca de 10 milhões de pessoas beneficiadas. No Maranhão, mais de 1 milhão e duzentas mil unidades habitacionais tiveram pontos de energia instalados. Outro destaque foi a coordenação da comissão que elaborou o novo marco regulatório para a exploração e produção de petróleo e gás natural para o País, aprovado pelo Congresso.

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Nas eleições de outubro de 2010, ele foi reeleito Senador pelo Estado do Maranhão para o exercício do quarto mandato. Convidado pela presidenta Dilma Rousseff , reassumiu o Ministério de Minas e Energia. Foi durante sua segunda gestão a frente do MME que as contas de luz de todos os brasileiros tiveram redução de 20% e foi também nessa época que pode comemorar os dez anos do programa Luz para Todos, o qual já atingia 15 milhões de beneficiários. Sob sua batuta o Ministério elaborou e encaminhou ao Congresso Nacional projeto de um novo Código de Mineração para o país, destinado a modernizar e desenvolver o setor e consolidou a expansão da geração e transmissão de energia elétrica no país atingindo, somente em 2014, 7.509 MW instalados e 8.876 km de linhas de transmissão. 

Em suas duas passagens pelo Ministério de Minas e Energia, o Brasil pôde comemorar grandes avanços em termos de segurança energética. Concluiu a interligação dos sistemas isolados do Norte, com a construção e integração da linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus ao Sistema Interligado Nacional, além de dar inicio a construção de grandes obras de infraestrutura, como as usinas hidrelétricas de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e Teles Pires. Foi ele quem autorizou o primeiro leilão de energia eólica, abrindo espaço para a ampliação do espaço das fontes alternativas na matriz energética brasileira. Ao deixar o MME, em dezembro de 2014, a capacidade instalada de energia eólica no país era de 4.888 MW, crescimento de 23 mil % em relação a 2001. 

De volta ao Senado Federal, assumiu a Comissão de Assuntos Sociais, tornando-se o senador que mais ocupou cargos de presidências de comissões do Senado Federal e hoje preside novamente a Comissão mais importante daquela Casa, a Comissão de Constituição e Justiça.

Neste dia em que é comemorado seus 81 (oitenta e um) anos, o Maranhão e o Brasil o reverenciam como um dos maiores homens públicos do seu tempo, admiração que se renova a cada dia em que um pobre aciona um interruptor e acende uma lâmpada ou que liga uma televisão ou toma uma água gelada. Para todos nós, habitantes da ilha do amor, também na alegria de transitar pela litorânea e apreciar a beleza da baia de São Marcos ou no Estado na certeza de poder escoar a produção agricola pelas várias estradas que restaurou ou construiu.

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Em 2018 Vossa Excelência disputará aquela que provavelmente será sua última eleição para o Senado. Espero que o povo do nosso Estado saiba lhe agradecer pelos mais de 50 (cinquenta) anos dedicados à estruturação do Maranhão e ao seu desenvolvimento – o que contribuiu para a melhoria de vida do nosso povo -, renovando-lhe o mandato com arrasadora votação. Como dizia o seu último jingle de campanha: “com Roseana aqui e Lobão em Brasília, é São Luís que cresce, é Imperatriz que brilha. É o que a gente quer pra todo Maranhão, mais igualdade, justiça, a gente quer Lobão”. 

Feliz aniversário ao grande lobo da política nacional. Vida longa ao Senador Edison Lobão.

Um parlamentar que merece respeito

Não é segredo para ninguém que sou um aficionado por política e como tal, sempre que posso, acompanho os programas em que se discute a matéria. Ontem não foi diferente. Enquanto me recuperava de outra crise de diverticulite, ouvi parte de um programa especializado no assunto na rádio AM, quando nele foram proferidas alegações depreciativas à atividade parlamentar do Senador Roberto Rocha. Não concordo com o afirmado.

Não tenho procuração do Senador para defendê-lo, não sou seu correligionário político e sequer somos amigos. Contudo, em homenagem ao seu pai que tinha pelo meu pai grande admiração e respeito, dou a César o que é de César e faço agora um reconhecimento público que a muito faço para os meus amigos. Roberto Rocha foi um grande Deputado Federal e hoje desempenha, com qualidade, o mandato de Senador que lhe foi outorgado pelo Povo do Maranhão. Não se fez político e não se mantém na política por ser filho de Luiz Rocha, mas por ter sido atuante em toda sua carreira, ter visão de futuro e por defender o seu Estado com unhas e dentes.

Não tivesse apresentado nenhuma propositura como Deputado e apresentou; não tivesse destinado milhões em emendas para os municípios do Maranhão e destinou; o Maranhão deve a Roberto Rocha, dentre tantas coisas, a ampliação da área de atuação da Codevasf, a qual passou a incluir até a bacia do Gurupi, cobrindo assim todo o território Maranhense e possibilitando o aporte no nosso Estado dos recursos dessa grande companhia brasileira.

Para quem não sabe, a Codevasf é responsável pela distribuição aos municipios de kits de irrigação e Cisternas, perfuração de poços artesianos, abertura e manutenção de estradas e uma infinidade de projetos que podem levar melhorias para as nossas mais distantes povoações. Isso representa investimentos de milhões de reais nos próximos anos para o desenvolvimento do Maranhão.

Se nunca tivesse feito nada como parlamentar e fez, só esse projeto de sua autoria já o colocaria na galeria dos grandes parlamentares da nossa história.

Assim sendo, devo dizer ao povo do Maranhão que Roberto Rocha é um parlamentar que merece respeito, que trabalha muito pelo Maranhão e que é muito respeitado no cenário político nacional.

Os argentinos vão entrar é na taca

Uma das grandes características do torcedor do Flamengo é o pensamento positivo. Para nós não existe meio termo. Jogamos sempre pra vencer e temos a certeza de que se deixar o Mengão chegar na final o caneco é nosso. Nosso destino é a vitória e a derrota, nas poucas vezes que ocorre, é mero acaso, infortúnio momentâneo decorrente de uma falha pontual.

No dia de hoje, a nação rubro-negra está em festa. Afinal, tivemos uma vitória convincente, fora de casa, sobre uma grande equipe. Contudo, nossa superioridade foi inquestionável. De tudo, convém destacar uma atuação impecável do goleiro César, um gigante em campo após dois anos de inatividade; uma zaga improvisada por Juan e Rodolpho, que jogou como se fosse a titular a muitos anos e Felipe Vizeu, o qual mostrou ter o faro para o gol. Tínhamos muitos desfalques, mas acima de tudo a raça rubro-negra prevaleceu.

Ontem tivemos o Grêmio conquistando pela terceira vez a libertadores da América. O Brasil vai ao mundial vestido de azul e branco para mostrar aos pseudo favoritos do Real Madrid que a Espanha entende é de paella. De futebol entendemos nós. Vamos botar limão e pimenta nesse prato e vamos comer os merengues com um bom vinho gaúcho. Como somos gulosos, nesse festim da gula prevalecerá nosso bom e gostoso churrasco campeiro. Bah, tchê, vamos botar esses peados na roda e impor a Vitória. Afinal, temos que comemorar com churrasco, vinho e chimarrão.

Por aqui, não tenho dúvida. Após a final que ocorrerá no Maracanã, bradaremos que os argentinos entraram foi na taca outra vez e comemoraremos com feijoada carioca e muito chopp. Afinal, Flamengo é Rio. Rio é Brasil e somos futebol. Aqui argentino não canta de galo e se cantar vira canja.

Não adiantou secar, contrários. Chupa essa manga e acostuma com a idéia. Temos conversor de energia negativa em positiva. Joguem fora os memis que passaram o dia preparando e colecionando. Hoje vocês vão dormir com o couro tão quente quanto a vítima de hoje.

Que venha a final. O Brasil se vestirá de preto e vermelho outra vez e gritaremos juntos, uma vez mais, que o Flamengo é campeão.

Hahaha, hihihi, eu não consigo parar de rir.

Boa noite.