Camisa amarela e Bolsonaro

Hoje amanheci pensativo. Lembrei que aos 48 anos sou um cidadão do século passado. Nasci em 1970. Ano do tri-campeonato de futebol; do brilho de Pelé, Gerson, Clodoaldo, Calos Alberto, Tostão, Jairzinho, Rivelino. Tempo de ditadura, expressão que muitos anos depois soube se referir aos Governos Militares.

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Muito politizado desde menino, aprendi na escola que ditadura era ruim e que tinha que ser restaurada a democracia. No Maranhão aprendi, também na escola, que José Sarney era um homem mau e que era preciso ter a alternância de poder. Cresci. Evolui. Com o tempo descobri que não era nada disso. Constatei que o regime não era prejudicial ao povo e que Sarney era apenas um homem combatido por ser realizador e vitorioso e, por conta disso, difamado ou injuriado por quem queria não uma alternância de poder, mas sim e tão somente alcançar e se perpetuar no governo.

Na minha infância aprendiamos a amar o Brasil acima de tudo. Estudavamos os hinos, honrávamos os símbolos nacionais, sendo a nossa bandeira muito mais que um pano colorido com uma frase no meio. Ordem e Progresso tinha um significado ímpar de amor à Pátria, correção de postura e de buscar o crescimento. Estudávamos Organização Social e Política Brasileira-OSPB e Educação Moral e Cívica. Tínhamos amor à Pátria.  Insegurança não existia e no nosso País bandido que tentasse cantar de galo virava canja. Vivíamos o milagre econômico, sendo o Brasil reconstruído e preparado estruturalmente para o futuro. Construímos Itaipu bi-nacional; as Usinas de Angra dos Reis; grandes estradas; desenvolvemos a indústria e geramos empregos. Aqui no Maranhão vi a Construção da BR 135, da 316, da Santa Luzia/Açailândia, o Porto do Itaqui, a energia de Boa Esperança (obras conseguidas junto ao Governo Militar por José Sarney); a ponte Bandeira Tribuzi, o Complexo esportivo do Castelão (obras do Governo João Castelo), a subestação de Imperatriz conseguida pelo hoje Senador Edson Lobão, e tantas outras importantes obras.

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No Brasil, todos tinham oportunidades. O desemprego era pequeno e muitos milhões viviam felizes, exceção daqueles que queriam devolver o poder aos civis, por pura ambição pessoal, criando para tanto movimentos revolucionários acompanhados de sequestros, roubos a banco, luta armada, guerrilha, etc., como por exemplo José Dirceu, José Genuíno, Vladimir Palmeira,  Lula, etc., muitos dos quais do PT, hoje residentes nos presídios da papuda em Brasília, em Bangu no Rio de Janeiro e outros nos presídios comuns ou federais de Curitiba graças à operação Lava-jato, ao esforço da força conjunta do Ministério Público e da Polícia Federal e da determinação do Juiz Sérgio Moro, tantas vezes tecnicamente criticado pelo titular deste blog, mas que merece respeito por tudo o que fez pelo Brasil no combate à corrupção.

Já não sou mais o polêmico e revolucionário líder estudantil de outrora. Não sou mais o estudante que, um dia, trabalhou pela criação do grêmio estudantil do Colégio Dom Bosco do Maranhão. Cresci e evolui. Acho que devo ter virado um Pokémon. Hehehe.

Ao longo dos anos, pude rever meus conceitos e aprendi a distinguir o certo do errado. Descobri que o discurso é completamente dissociado da prática. Que bom mesmo era quando o País se estruturava, tínhamos trabalho, boa saúde e educação de qualidade (meu pai estudou no Liceu, escola pública portanto, e fez Direito em universidade pública – UFMA – e se formou dentro do período dos governos militares). Descobri que José Sarney foi um divisor de águas entre um Maranhão desestruturado e provinciano e o Maranhão de hoje. Foi ele quem, de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, conseguiu prepar o Estado para se tornar uma potência nacional do futuro.

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No próximo dia 28/10, o brasileiro irá às urnas para dizer sim à moralidade, à retomada do crescimento e ao combate à corrupção. Riscaremos do mapa uma organização criminosa que saqueou o Brasil e apostaremos em um novo amanhã, fulcrado em alicerces sólidos de moralidade, civismo e respeito à família, aos bons costumes e ao crescimento sob valores cristãos.

Hoje, véspera das eleições, vestirei durante todo o dia minha camisa verde e amarela. Vou me vestir de Brasil. Mostrarei silenciosamente ao meu País que quero ajudar a construir um novo tempo de oportunidade para todos. Um tempo de segurança e justiça social. De saúde e educação. De desenvolvimento e prosperidade. Um tempo sem corrupção. De depuração da política brasileira. Hoje vou gritar bem alto no silêncio que as cores da nossa bandeira podem fazer nosso povo ouvir. Cantarei com orgulho o nosso Hino Nacional.

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No domingo, irei votar juntamente com minha família. No corpo estará  a minha manifestação silenciosa de preferência de voto, seja a camisa verde amarela, seja a camisa que divulgue o mito. No peito estará a certeza de que contribuí para um Brasil que orgulhe cada vez mais aos Brasileiros.

É bom já ir se acostumando. Neste domingo o Brasil gritará para o mundo que chega de corrupção. Vamos bradar para todos que escolhemos um novo amanhã.

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De tudo, resta em mim a certeza de ter feito a melhor escolha. Amanhã, já velho e alquebrado pelo tempo, tenho em mim de que, amparado pelos meus filhos, poderei voltar os olhos para o passado e dizer que ajudei a construir um novo Brasil. Um País para as gerações que virão. Que garanta aos nossos filhos um amanhã de orgulho e sucesso. Que todos possam vestir a camisa verde e amarela a todo instante e não somente em copas do mundo. Que possam vestir não para torcer por uma vitória, mas para bater no peito e dizer, para quem quiser ouvir, que sou brasileiro e tenho orgulho de ser.

Domingo eu vou votar 17. Bolsonaro Presidente.

Brasil acima de tudo. Deus  acima de todos.

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