Foi tudo premeditado

Premeditado significa Planejado; que foi anteriormente planejado; feito ou pensado com antecedência: o assalto foi friamente premeditado. Pensado; em que há muita reflexão antes de ser realizado. Etimologia (origem da palavra premeditado): Part. de premeditar. Foi isso que aconteceu. Não tivesse sido filmado e não estivesse agora circulando em todas as redes sociais certamente ninguém acreditaria se fosse contado.

Tudo que se espera de um representante do povo é que haja com responsabilidade no exercício da delegação que recebe por força do parágrafo único do art. 1 da Constituição: “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Consoante se observa na imagem acima, a Senadora Gleisi Hoffmann passou longe de agir consoante a liturgia inerente ao mandato que exerce e, num ato tresloucado manifesto em um encontro público, declarou que a estratégia da esquerda para voltar ao poder é pregar a desgraça no País “nós não queremos desemprego estatístico. Nós queremos desemprego efetivo”. Não estão nem aí pro Brasil e seu povo. Só interessa retornar ao poder a qualquer preço, doa a quem doer.

Não bastasse pregar a cultura do quanto pior, melhor, outro aspecto que chocou a nação na manifestação da Senadora que ficou nacionalmente conhecida após a divulgação da delação da Odebrecht como “a amante” devido ao seu relacionamento extra-conjugal com um advogado, foi a declaração de que a ocupação da Mesa do Senado para tentar impedir a reforma trabalhista já estava planejada, que tudo estava premeditado. Num dado momento da gravação ela diz:

“Eu disse para os nossos Senadores: eu acho que nós devemos fazer um enfrentamento, se for preciso físico, dentro do Congresso Nacional. Eles não podem botar pra votar essa Emenda. Não podem colocar pra votar essa proposta. Tem que sentar na cadeira do Eunício e dizer tu não vai abrir essa sessão e podemos sentar as mulheres porque eles tem mais dificuldade de fazer enfrentamento físico”.

A que ponto se chegou.

Por quase sete horas a sessão do Senado ficou interrompida em virtude da Senadora, juntamente com mais outras Senadoras mencionadas no artigo Elas faltaram com o decoro , tentarem com esse gesto estapafúrdio impedir que a reforma trabalhista não fosse votada no Senado. Deram com os burros n`água. Quebraram o decoro para o exercício do mandato e foram massacradas na votação. A matéria foi aprovada por larga margem e hoje já se encontra sancionada pelo Presidente Temer. Para as senadoras restou um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro, o qual pode gerar de uma advertência até uma cassação do mandato.

Se a ocupação em si já configuraria a quebra do decoro, a certeza agora da premeditação só pode conduzir à cassação, haja vista que seu comportamento naquela Casa já de muito desaconselha sua permanência. Elas não preenchem os requisitos para estar ali, razão pela qual se espera que o Conselho de Ética aja com o rigor necessário para esse inédito gesto de quebra de decoro. O Senado exige respeito e o Brasil também. 

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Elas faltaram com o decoro

Verdadeiramente uma das coisas mais bisonha que já se viu na história do parlamento brasileiro. O protesto feito pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO) foi uma das maiores agressões já vistas a um Poder Legislativo no mundo e se constitui em um ato deliberado que configura quebra do decoro parlamentar a ensejar a cassação do mandato das mencionadas senhoras. Nunca se viu algo tão estapafúrdio.

Não que a postura delas fosse exemplar naquela Casa Legislativa. Nunca foi. Contudo, ocupar a Mesa do Senado, impedir que o Presidente e demais integrantes tomassem assento para trabalhar e ainda por cima se alimentarem sobre a Mesa foi a gota d’água que gerou a reação mais que justa dos demais Senadores e do Próprio Presidente que em dado momento se viu forçado a determinar o corte dos microfones e da própria energia elétrica do Plenário.

É certo que o Regimento prevê que havendo quorum a sessão pode ser aberta por qualquer Senador, no horário previsto para seu início, o qual passa a presidência dos trabalhos para quem de direito assim que este se apresenta na Casa. Não foi o que ocorreu. Elas abriram a sessão e permaneceram ocupando a Mesa no claro intuito de impedir o desenvolvimento dos trabalhos referentes à reforma trabalhista. Quando finalmente o Presidente conseguiu retomar o lugar na Mesa e reiniciar a Sessão foi que se soube que o objetivo primeiro seria tumultuar como já haviam feito nas Comissões e num segundo momento conseguir aprovar um dos destaques para que o projeto retornasse à Câmara, impedindo assim a reforma trabalhista. É certo que no parlamento é garantido às minorias obstruir, mas não bagunçar.

Com os debates, o que se viu em seguida foram agressões direcionadas até mesmo à honra de outros Senadores que apoiavam as reformas, mas foi quando Marta Suplicy fez uso do microfone por ter sido citada é que se tomou conhecimento efetivo do ardil posto em prática. Esclareceu a Senadora que a questão referente às mulheres ocuparem postos insalubres havia sido solicitada por enfermeiras e médicas de neonatal e que o assunto foi discutido com as Deputadas Federais. Disse ainda que convidou as Senadoras rebeldes para a reunião, tendo recebido como resposta que elas não queriam nem ouvir e nem discutir o assunto, mas tão somente causar o retorno do projeto à Câmara, impedindo assim a aprovação da reforma. Não estão nem aí se a reforma é boa ou ruim para os trabalhadores brasileiros ou se tem ou não avanços. O que queriam na verdade, na opinião deste blog, era impedir o fim da contribuição sindical obrigatória. Uma pena.

Tomara que isso nunca mais volte a ocorrer no Parlamento e que essa imagem que ilustra este artigo, de Senadoras comendo na Mesa diretora dos trabalhos, fique apenas no passado. Quanto ao ato de ocupação e todos dele decorrentes, que o Conselho de Ética recomende a punição devida para a indiscutível quebra do decoro Parlamentar. Essas senhoras não tem a postura necessária para exercer um mandato.