Sim, perdemos.

Eu tenho evitado escrever nesta última semana. Não que não tivesse um tema para me debruçar, mas por achar que estaria sendo repetitivo quanto a analisar os temas postos.

Dizer que até as pedras sabiam que o Marcelo Miller, assessor do Janot, estava a serviço do grupo J&F, seria redundante, posto que digo isso desde que Adão engravidou a Eva.

Dizer que Janot tinha uma intenção de conseguir a destituição do Temer digo desde quando vieram a público os pergaminhos do Mar Morto.

Dizer que a nova denúncia é uma piada não disse, mas seria dedutível a qualquer leitor de observação mediana. Agora, quanto a dizer que o afastamento do Aécio da função de Senador pela 1 Câmara do STF por 3 x 2 seria a maior burrice dos últimos tempos era simplesmente inevitável, porém previsível. Qualquer pessoa que acompanha meus textos sabe que sempre disse ser essa a pior composição do Supremo Tribunal Federal de todos os tempos. Data venia, vindo do trio fux, rosa e barroso (em minúsculo devido ao tamanho de sua importância para a história do STF) não se poderia esperar outra coisa. O trio opaco conseguiu produzir mais uma aberração jurídica. Senhores, o Judiciário não pode afastar um membro do Legislativo. Isso é matéria interna corporis desse poder, consoante já havia esclarecido corretamente o Ministro Marco Aurélio quando determinou originariamente o retorno do Senador ao exercício do mandato.

Afastado deliberadamente da análise do cenário político, o que me permitiu não chamar certos atores de orelhudos, cumpre a mim tecer certas considerações ao tema que me motivou hoje. Sim, perdemos. Não jogamos nada.

Com efeito, não quisemos ganhar o jogo. Fomos covardes e não atacamos o suficiente para obter a vitoria. Nos acomodamos e esperamos chegar na final por pênaltis. Perdemos com um goleiro penso que só sabia pular para o mesmo lado e com um craque que resolveu ser botineiro justamente hoje. Diego não jogou nada e Muralha não foi mais que um murilo. Não foi o Cruzeiro quem venceu. Nós que perdemos.

Contudo, apenas uma coisa me anima. Só é vice-campeão quem chega na final. Certo ou errado, quem ficou secando do sofá só tem uma certeza: até quando eles perdem eles são bem maiores que nós. Viva a democracia. Sim, perdemos! Mas renascemos ainda mais fortes. Afinal, Flamengo é sempre Flamengo.

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Simplesmente antológico

Eu bem que tento não escrever sobre certos assuntos para não parecer repetitivo, contudo fica difícil não revisitar o tema Futebol quando se tem a suprema alegria de ser flamenguista. Tudo ganha uma dimensão colossal quando o jogo é importante e o adversário é um dos grandes do Rio de Janeiro e a razão é simples: fluminense, Vasco e a vítima de ontem, o botafogo  (todos com letra minúscula mesmo) se unem para torcer contra. Hehehe. Não adiantou secar. Eles entraram foi na taca. Hehehe.

Algo me dizia, desde cedo, que alguma coisa de especial aconteceria, tanto que já pela manhã vesti o manto que normalmente visto apenas no início das partidas. Uma atmosfera diferente se impunha e era importante não perder um só segundo. Afinal, não é todo dia que se pode vencer a energia unificada dos três. Dominamos toda a partida e Coube ao Diego efetivar esse sentimento de vitória que estava no ar.

Em um lance simplesmente antológico, o jogador Berrio deu um traço, um drible de cinema no defensor do botafogo (aqui no Maranhão chamamos de rabo de arraia, mas de letra eu nunca tinha visto, hehehe) e tocou para a finalização precisa do craque Diego.

 

A plasticidade do lance foi digna de fazê-lo figurar na lista dos mais bonitos do ano. O conjunto da obra favorece. Além da alegria desse gol magistral, não tem dinheiro que pague a satisfação de chegar em mais uma final e de tirar onda com os tríplices derrotados. Eu que já estava feliz por ter a Mega-Sena acumulado  (eu não tive como fazer a minha tradicional fezinha), fechei a noite em grande estilo. Hehehe.

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Neste momento em que estou no Centro Médico aguardando para um exame, não tive como deixar de relembrar esses momentos felizes e de compartilhar com vocês.

Sim, hahaha, hihihi, eu não consigo parar de rir.