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Homenagem

Luiz Osmani Pimentel de Macedo

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“Aleluia, ô aleluia, aleluia porque a luta continua; Aleluia vai em frente, no final agente vence, Aleluia, porque a luta continua.”

Esse era o refrão do nosso jingle de campanha. Uma campanha que sequer iria ocorrer em 2004. Ninguém acreditava que ele pudesse ser candidato outra vez. Segundo ele disse inúmeras vezes para todos quantos quisessem ouvir, ele havia entregue a Deus em oração”. Que se fosse a vontade de Deus que ele fosse outra vez Prefeito de Lago da Pedra o senhor mandaria um sinal. Terminada a oração o telefone tocou. Do outro lado uma voz que ele nunca tinha ouvido dizendo querer falar com Luiz Osmani. (Era eu). E ele dizia: a pessoa se identificou como sendo Sérgio Muniz, advogado em São Luís. E prosseguia: ele me disse “estão dizendo que você é inelegível. Eu posso lhe fazer elegível.” E fiz.

Com a comprovação de que seu nome havia sido publicado com a grafia errada eu consegui a republicação do acórdão e a reabertura do prazo de recurso, tornando-o elegível. Livre para concorrer, foi eleito, diplomado e tomou posse para governar por mais quatro anos. Foi assim que iniciamos uma longa caminhada de respeito e admiração. Em uma igreja lotada ele contou esse episódio para agradecer a benção de sua eleição em meio a aplausos e lágrimas de um povo que aprendeu a ama-lo e que ele tanto amou. Depois do culto de posse, entramos em uma prefeitura que não tinha um único móvel a não ser a mesa de granito do Prefeito. Convidou-me para conhecer o hospital sucateado da cidade que menos de um ano depois, em cumprimento a uma promessa de campanha, entregou ao seu povo totalmente reformado e climatizado.

Todos os dias ele ia lá, antes de ir pra Prefeitura, saber se todos estavam sendo bem tratados. Hoje ele certamente diria: “Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho…Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.” (Santo Agostinho). Tenho orgulho de ter sido amigo de Luiz. Um homem de coração puro que amou e foi amado. Um dos maiores gestores que conheci. Um homem que deu a sua vida por Lago da Pedra. Amigo dos seus amigos. Meu amigo Luiz Osmani. Luiz com “Z”, não Luís com “S”.

3 Comments

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Homenagem

De Fernando Braga para Dr. Muniz, Reminiscências

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Nos últimos meses, poucas coisas me tocaram tão fundo quanto a gentileza do meu amigo, advogado Guto Guterres, em me enviar o texto que reproduzo abaixo de autoria do laureado escritor maranhense e imortal da Academia Maranhense de Letras Fernando Braga. Nele, entre recordações, referências históricas e acredito eu, prospecções próprias da genialidade do escritor, referencia personagens de sua convivência ao longo dos anos, dentre os quais meu amado pai Antonio José Muniz.

Confesso que já me tinha por orgulhoso em ter tido a oportunidade de acompanhar de perto sua trajetória, esta já retratada aqui em “o menino da ferrovia ” e “Ao sagrado coração de Jesus “, dentre outros. Muito mais ainda por ter tido também a oportunidade de me decantar com “Éramos Felizes e não Sabíamos ” do imortal Bernardo Coelho de Almeida, tio de minha amiga/irmã Mônica Marletti Almeida, em que o autor lhe atribui o epíteto de “maior técnico em administração ” que ele teve o prazer de conhecer. O que para muitos já seria o bastante, até impensável, me veio hoje como um arrebatamento supremo, considerando a espontaneidade do registro e o momento delicado por que passa um dos destinatários da homenagem.

Para quem ainda não sabe, meu pai luta, há dois meses completos em 09/10/2021, contra uma infecção surgida cerca de seis meses atrás em decorrência de uma perfuração em seu intestino causada por uma espinha de peixe. Internado a dois meses em uma UTI do hospital UDI, ele trabalha contra uma infecção no músculo Psoas e contra uma espondilodiscite, um outro processo infeccioso que se estabeleceu em sua coluna em decorrência de uma fratura na altura das vértebras l2 e l3. Debilitado, mas lúcido, tenho certeza que será tomado pela emoção tanto quanto eu fui, talvez até mais, pelo reconhecimento da trajetória, do trabalho empreendido pelo nosso Estado e pelo legado que incontáveis puderam usufruir.

Fui testemunha ocular e auditiva do embrionamento e execução de um planejamento de transformação do nosso Estado, tornado real que foi à contemplação dos avanços obtidos, negados às escancaras pelos órgãos de comunicação negacionistas alimentados pela ambição de ocupação de espaços. Somente quem viveu o início da década de sessenta pode testemunhar, sem amores, como era o nosso Estado e em que se tornou. Hoje vivemos sob o jugo do encobertamento da história e da afirmação do erro para justificar um governo comunista que muito prometeu e pouco fez, fruto de uma obsessão pela ascensão nacional através do Twitter em detrimento do trabalho positivo em favor de quem o elegeu. Milhões gastos em comunicação. Que saudade dos grandes governadores de outrora que tinham trabalho e obras estruturantes para mostrar.

A você, Fernando Braga, agradeço pela gentileza do registro e por trazer ao conhecimento do nosso Estado e do nosso País, a figura ímpar de Antonio José Muniz, um maranhense de Carema, Santa Rita, Maranhão, que estudou em Rosário no Colégio Monsenhor Dourado, no Liceu Maranhense, na Universidade Federal do Maranhão, todas escolas públicas, e que, pela força de sua dedicação aos estudos, ajudou a fazer do Maranhão o Estado de oportunidades que é hoje. Feliz de quem pode deixar um legado para a posteridade. As lágrimas de hoje são o reflexo da emoção e do agradecimento pelo seu texto. Em nome de nossa família lhe agradeço penhoradamente.

“Conversas Vadias

Lembranças que já vão longe…*

Estes lances aqui narrados, não aconteciam apenas em frescas madrugadas, mas no dia-a-dia de São Luís, cidade que “nunca será vencida, nem nos combates por armas, nem na nobreza por atos”, como nos versos de Gonçalves Dias, o nosso poeta maior; onde a aurora é saudada pelos tambores de Mina e de Crioula; e onde se “servem ótimos crepúsculos”, segundo o gosto poético e boêmio do poeta Lago Burnet.

Aquele que ali passa a dirigir seu carro, é de fato e de direito um cidadão fidalgo, é o Dr. Joaquim Sales de Oliveira Itapary Filho, a pitar seu cachimbo, e a soltar bem na curva do Centro Caixeiral com a Rua de Nazaré e Odylo, um rolo de fumaça que vai deixando na algaravia poética do bar e restaurante ‘Aliança’, um cheiro inglês de fumo achocolatado, sem imaginar que um dia viria a escrever ‘Hitler no Maranhão ou o Monstro de Guimarães’, um dos grandes livros da ficção brasileira e ‘Armário de palavras’, uma coletânea de crônicas, ricas pelo conteúdo, pelos temas e pela elegância do estilo.

No Bar e restaurante ‘Aliança’, a figura sempiterna e querida do seu proprietário, o lusitano António Tavares, com a calva luzidia e um lápis seguro à orelha, a nos contar proezas acontecidas em Vale de Cambra, sua bela cidade no distrito de Aveiro, Portugal, aonde um dia tive a oportunidade de comer uma ‘uma vitela da Gralheira’, regada a um bom tinto da região; punha-se, também, ele, o António, atento às conversas vindas das mesas onde se assentavam os jornalistas e poetas José Chagas, Nauro Machado, Agnor Lincoln da Costa e Amaral Raposo, enquanto na calçada passa e repassa, de quando em vez, o advogado Clineu Coelho de Sousa e o irrequieto Arimathéa Ataíde, ambos móveis e utensílios da bem querença da Cidade. Aquele canto, como se diz em São Luís, da Rua de Nazaré e Odylo, com a da Rua da Palma, é uma ‘via crucies’ de jornalistas, radialistas, políticos e mais uma gama de gente que por ali trafega em seus afazeres diários, ou simplesmente para ouvirem as reivindicações sociais do escritor e poeta Nascimento Moraes Filho [José] que, em um dos ângulos da praça, estabeleceu seu ‘Beco do Protesto’ de onde braveja com sua voz altitonante, contra os absurdos praticados ao meio ambiente por uma multinacional, instalada às margens do Bacanga…E Zé Moraes, como era carinhosamente chamado, tinha cacife para fazê-lo, vez que é o autor imortal de ‘O Clamor da Hora Presente’, desabrolhado no país inteiro, com endosso da grande crítica brasileira, e do discernimento estético de Otto Maria Carpeaux, como um grito em defesa dos menos aquinhoados na vida. E as pessoas ali se multiplicavam para ouvirem os protestos e trocarem ideias com o poeta.

De repente, a atravessar a pracinha Benedito Leite, lá vai o Dr. Antônio José Muniz, requintadamente vestido, em direção à Avenida Pedro II, sobre o qual não deixarei a primazia para o querido e saudoso Bernardo Coelho de Almeida de falar, somente ele, em seu livro ‘Éramos Felizes e não Sabíamos,’ das qualidades funcionais dessa queridíssima figura que é, sem dúvida nenhuma, o nosso amigo e companheiro Muniz, como é conhecido pelos íntimos e pela torcida do Flamengo e do Moto Clube, times de seu coração.

Sem muitas aprazas, confesso que pelas minhas andanças funcionais em gabinetes e assessorias que se fizeram pedaços de minha história, onde tive a oportunidade de cruzar com muita gente boa de serviço e competência funcional, o que de alguma forma me proporciona condições de aferição, apraz-me dizer aqui, de corpo presente, sem receio de erro, que ninguém encontrei “melhor de serviço e de tomada de decisão” do que meu amigo Antônio José Muniz, com quem tive a oportunidade e a alegria de trabalhar no gabinete de uma Secretaria de Estado, em São Luís, quando à disposição, a tais préstimos, mesmo por pouquíssimo tempo, foi o suficiente para endossar evm gênero, número e grau o que diz textualmente Bernardo Coelho de Almeida, “ser Muniz o funcionário público de maior competência que já vira por toda sua vida”. E eu também!

Aproveito o gancho de ‘Éramos Felizes e não Sabíamos’, onde Bernardo Almeida, com sua elegância ao escrever, aponta um homem que passa pela rua trajando terno de linho branco e levando à destra, uma pequena malinha… Era o médico pediatra João Mohana, recém-chegado da Universidade da Bahia, sempre a pé, que iria com certeza atender alguma criança, sua paciente… Eu, por minha vez, o acompanho e o vejo [ou o via], sem mais o terno branco e a pequena malinha de médico, mas agora [algum tempo depois], chegado do Seminário Maior de Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, a trajar calças pretas e blusa cáqui de mangas compridas, portando uma pasta, talvez com originais de livros, anotações de pesquisas e tarefas eclesiásticas, já que é [ou foi] Vigário Geral da Igreja da Sé. Tenho muitas saudades de João Mohana, um intelectual de finíssima estirpe, autor imortal de ‘Maria tempestade’ e de ‘Abrahão e Sara’, além de ser um dedicado levita de Deus! Aquel’outro que ali vai, é o Engenheiro e Deputado Federal Domingos Freitas Diniz, o ‘Dominguinhos’ para os mais íntimos, querido amigo, oposicionista ferrenho e um grande parlamentar, que por querelas políticas, como sempre, encontra-se às voltas com uma confusão com Sarney… Parece que o TRE fez despachar, por estas tardes, um ’sursis’ a seu favor… E os curiosos na Praça João Lisboa o rodeiam à cata de novidades…

Enquanto isso, uma pequena aglomeração se forma na porta do ‘Bar do Castro’, era o jornalista Erasmo Dias engalfinhado na porrada com o artista plástico Antônio Almeida, sob às vistas gozadoras de populares; e o amontoado de curiosos crescia com a saída da vesperal, do ‘Teatro Artur Azevedo’, arrendado pelo ‘Zecão’ Dualibe para funcionar também como cinema; as senhoras e senhoritas que deparavam com aquela cena se assustavam, a se apressarem horrorizadas, com as mãos nos rostos; enquanto Erasmo, apenas em cuecas, porque as calças lh’as tinham caído no desespero da briga, apelava, aos gritos, para dentro do bar, onde estava no Caixa, o temperamental ‘Manelão’, filho do senhor Leôncio Castro, cônsul de Espanha no Maranhão e proprietário, esta bela locução gramatical: “Maneco, vem cá depressa suspender minhas calças que eu detesto o ridículo”, apelo pelo qual o nosso amigo e tolerante ‘Manelão’ respondia na mesma velocidade ritmada:

“Erasmo, vai pra puta que te pariu!”

E a cena de pugilato só terminou quando surgiu na esquina da Faculdade de Direito, o porte elegante e respeitável do Dr. Djalma Marques, cuja figura, mesmo de longe, fez tremer os arruaceiros, agora, a dependerem da ajuda dos amigos ‘Carroca’, ‘Luis 40’ e Zé Viana, que jogavam sinuca no ‘bar do Henrique Gago’, ali apegado, que correram para desapartá-los, enquanto o jornalista e poeta Salomão Rovedo, como um procurador romano, gritava a plenos pulmões: “Ao vencedor as batatas!”

Vivia-se intensamente! o Éramos felizes e… Não sei se sabíamos! Tínhamos, talvez, consciência de que éramos… E como vivíamos… Entretanto, Sérgio Brito afirmava que “tínhamos convicção de que éramos…” Não havia enganos entre os céus das três praças políticas, literárias e boêmias, a João Lisboa, o Largo do Carmo e a Benedito Leite, trinas na forma, no gesto e na grandeza.

Hoje nada mais há, porque existe uma outra cidade depois da ponte, bem ali onde o Rio Anil deságua no boqueirão de São Marcos; e a cidade velha, chamada de ‘Centro Histórico’, continua, agora revitalizada, mas sozinha, com as ‘Mangudas dos Remédios’, com as visagens da ‘Carruagem de Donana Jansen’ e com os sortilégios da velha Serpente que rodeia a Ilha.

Por favor, não perguntem por ninguém, porque, â salva de poucos, morreram todos, dizem os cadeados nas cancelas!”

———————-
*Fernando Braga, in ‘Conversas vadias’ [Toda prosa], antologia de textos do autor. Ilustrações: Largo do Carmo e praças João Lisboa e Benedito Leite.

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Homenagem

Samba, simpatia e sentimento

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Em 1995 conheci a mãe dos meus filhos em um show do Asa de Águia, banda de Axé Music, nas dependências do antigo clube Jaguarema, no Anil. Era um 7 de abril. Começamos a namorar naquele dia. Por coincidência, nessa mesma noite a irmã dela, Adriana, começou a namorar com um rapaz chamado Jadilson Luz. Cinco anos depois, após dois anos de namoro e três de noivado, eu me casei. Tinha trinta anos de idade quando subi ao altar com ela. Lembro que meus amigos do Colégio Dom Bosco, perfilados ao longo do corredor da igreja, diziam durante minha entrada que ainda dava tempo de escapar. Hehehe. Essa não era uma opção. Tinha me decidido a deixar no passado uma bem vivida vida de solteiro para ingressar na de casado.

Minha cunhada Adriana e Jadilson também viraram um casal e constituíram família. Nos tornamos compadres e mantivemos, ao longo dos anos, uma feliz convivência que nos permitiu acompanhar, de perto, todas as suas andanças pelo País, levados sempre por suas atividades profissionais: ela é exímia enfermeira do trabalho e ele um dos maiores engenheiros agrícolas e de segurança do trabalho que eu conheço.

Nossa irmandade nos permitiu desfrutar de momentos inesquecíveis, seja na casa deles (os visitamos em todos os seus endereços) seja na nossa aonde sempre nos deram o prazer de recê-los nas férias de final de ano.

Momentos felizes, sem dúvida.

A cada vinda, sempre tivemos a oportunidade de desfrutar de boa música ao som do violão de Jalmir Júnior, irmão de Jadilson, que para meus ouvidos amadores de apreciador musical, é o melhor intérprete e musicista não profissional do nosso Estado. Executivo de uma das maiores empresas do seguimento alimentar do nosso País, ele tem na música o seu lazer. Glória a Deus. Felizes daqueles que tem a oportunidade de desfrutar do seu inquestionável talento.

Em um dos nossos encontros de final de ano, meu compadre, já bastante adiantado, pediu que Junior tocasse “Velocidade da Luz”. Eu não conhecia a música. Eles me explicaram que era um recente sucesso do grupo Revelação liderado por Xande de Pilares. Júnior a interpretou com a qualidade de virtuose que lhe é peculiar. Deste dia em diante virei fã incondicional do grupo e do hoje em carreira solo Xande de Pilares.
Tantos anos se passaram e hoje, 06/08/2021, buscando uma live para embalar a comemoração pela boa entrevista que concedi rumo ao Mestrado, me deparei com  ” Xande de Pilares no pagode da Tia Gessy”.

Um espetáculo.

Inúmeros sucessos de sua autoria são cantados e incontáveis homenagens foram prestadas aos grandes compositores e cantores do nosso samba. Bom demais. Contudo, a sequência do minuto 52 até as 2:00 h é imperdível. Me encontrei dentre as músicas cantadas nesse trecho da live. Invertendo-se a posição das músicas é como se ele estivesse cantando a minha vida. Para quem não sabe, em que pese nunca tivesse tido samba no pé e nem habilidade para tocar instrumentos, samba e futebol sempre caminharam juntos e comigo. Boleiro de ontem, não poderia ser diferente. Fui um contumaz frequentador de rodas de samba até quando me casei. Por várias vezes estive com Lino Osvaldo no banjo e cavaco e Bira no pandeiro em samba de mesa em São José de Ribamar e tantos outros lugares.

Partindo de “E a vida mudou” no minuto 1:02, passando por “Ex amor” no minuto 52; ” Mel na boca” no minuto 57; “Esqueci de te esquecer” no minuto 58; “do jeito que a vida quer” no minuto 1:06; “Esperanças Perdidas” no minuto 1:09; “Coração radiante” no minuto 1:21; “O show tem que continuar” no minuto 1:29;; e, logicamente “Velocidade da luz” no minuto 1:44, dentre tantos outros grandes sucessos, foi um reencontro com a minha história. 

Realmente ” É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar.”

Em janeiro estivemos com meus compadres em Jacobina, na Bahia. Queriamos estar outra vez nessa próxima semana. Sei que nossa presença seria importante. Mais de dois mil quilômetros nos separam. Daqui, mesmo nessa distância toda, vamos manter o pensamento elevado e as boas energias de sempre. Força e fé acima de tudo.

Como num mapa do tesouro, a música descortina a vida e esta imita a arte, com samba, simpatia e sentimento. “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”.

Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.

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Homenagem

ENCANTADORA

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O ano de 2006 marca o lançamento do DVD Victor & Leo ao vivo, o qual trazia uma faixa que viria a se tornar um dos maiores sucessos da dupla sertaneja. A música fada, de autoria do Victor, contava a história de uma ex-namorada que ele considerou muito.

“Fada, fada querida
Dona da minha vida
Você se foi
Levou meu calor
Você se foi, mas não me levou
Lua, lua de encanto
Ouça pra quem eu canto
Ela levou minha magia
Mas ela é minha alegria
Vejo uma luz, uma estrela brilhar
Sinto um cheiro de perfume no ar
Vejo minha fada e sua vara de condão
Tocando meu coração
Madrugada de amor que não vai acabar
Se estou sonhando não quero mais acordar
Minha história linda, meu conto de amor
Algo aqui me diz que essa paixão não é em vão
O meu sentimento é bem mais que uma emoção
Eu espero o tempo que for
Minha fada do amor”

Nesta madrugada de 26/07/2021 essa música me veio à mente enquanto acompanhava a competição de skate street feminino e o desempenho da maranhense de Imperatriz Rayssa Leal, popularmente conhecida como a fadinha do skate. Eu senti que ela carregava consigo toda uma nação e não tive como não associar a letra da música a esse momento tão singular do esporte brasileiro. Afinal, no dia de hoje, Rayssa Leal se tornou a atleta brasileira mais nova a conquistar uma medalha olímpica com 13 anos e 198 dias e num esporte que debutou nos jogos. Ela simplesmente entrou para a história dos jogos olímpicos.

Evitei escrever durante todo o dia para poder acompanhar a repercussão desse notável feito e não tive como não me emocionar ao testemunhar tamanha demonstração de carinho por essa jovem conterrânea.

Rayssa levou consigo o calor dos brasileiros e, por uma noite, foi a dona de nossas vidas sendo o centro de nossa atenção. A pandemia impediu que os brasileiros estivessem presentes na torcida por ela, mas a sua magia contagiou a todos que se irmanaram em uma grande corrente pela glória. Sua luz de estrela adolescente brilhou em Tokyo e tocou o coração dos brasileiros.

Foi realmente uma madrugada especial. Sonhamos o sonho dela e não queremos até agora acordar. Essa paixão avassaladora não passará e ainda que venham outras medalhas (certamente virão), nenhuma apagará a magia de 26/07/2021, quando a pequena fada do skate arrebatou o coração de uma nação.

Rayssa Leal foi e é encantadora. Encantadora de todos nós.

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